Aerosmith abre turnê no Brasil com show vigoroso em Belo Horizonte

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Buscando se consolidar como rota de shows internacionais de grande porte, Belo Horizonte foi palco da estreia da nova turnê do Aerosmith no Brasil, na noite desta segunda-feira. A quase cinquentenária banda norte-americana, liderada por um enxuto Steven Tyler, arrastou cerca de 20 mil pessoas para a Esplanada do Mineirão, em plena noite de segunda-feira.

O local do show, como o próprio nome sugere, é um espaço anexo ao maior estádio de futebol de Minas Gerais e tem sido grande alternativa para shows de médio para grande porte na cidade desde a revitalização do Mineirão para a Copa do Mundo. O espaço, totalmente configurável, pode receber até 30 mil pessoas.

Se não estava abarrotada, a Esplanada viu um Aerosmith mostrando que os muitos anos de estrada refletem no som redondinho e pesado do grupo. O bocudo Tyler, como de praxe para artistas gringos, arriscou algumas palavras em português e mineirês. Chegou a mandar um “bom demais da conta”, mas cantou bem mais do que falou.

A vantagem de bandas como o Aerosmith é a de ter fácil o público na mão, graças aos diversos hits que sustentam a carreira, especialmente na fase mais “pop” do grupo, nos anos 90, quando enfileirou sucessos até em filmes de grandes bilheterias.

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O show, com quase duas horas de duração, é puxado por canções mais pesadas como “Love In An Elevator”, “Livin’ on the Edge” e “Eat the Rich”. Há também os instantes em que os telefones celulares tomam conta da plateia, em baladas matadoras como “Cryin’”, “I Don’t Wanna Miss A Thing” e “Crazy”. E, ainda, um momento que parece ser onde a banda mais se diverte: uma jam de quase 15 minutos, no meio do show, como se eles estivessem matando o tempo em um ensaio.

Lógico, há espaço também para as chinfras que dão contornos épicos ao show, como em “Dream On”, em que Tyler mantém a tradição de tocar ao piano, com o guitarrista Joe Perry dando seu show particular em cima do instrumento.

A apresentação se encerra com a clássica “Walk This Way”, tendência na segunda metade dos anos 80, quando o Aerosmith meio que chocou o mundo ao incorporar na faixa o Run-DMC, numa mistura rock e hip hop que se consolidou nos anos seguintes. Os traços finais e apoteóticos do show não faltam com uma chuva de papel picados e bastante fumaça.

Para quem curte rock das antigas, o show é uma boa pedida, dado o som denso da banda e o vigor de Tyler e Perry, que são os centros das atenções no palco. Quem espera por algo mais moderno, não estará fazendo a coisa certa.

O Aerosmith toca na quinta-feira no Rock in Rio e depois parte para shows em São Paulo (dia 24, no Allianz Parque) e Curitiba (27, na Pedreira).

** FOTOS (Minas Arena / Divulgação)

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