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CENA – Pussy Riot? Sexteto feminista Mulamba vomita seu ativismo feroz em show de lançamento hoje no Sesc Pompeia, em SP

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* Um banho de postura feminina e política e feminino-política pode ser tomado hoje no Sesc Pompéia, em São Paulo, quando o sexteto curitibano só-mulheres Mulamba se apresenta, para mostrar no palco a poesia e o ativismo que marcam seu primeiro álbum, homônimo, lançado no finalzinho do ano passado. Que álbum intenso e variado dentro do mesmo tema. Gravado nos estúdios da Redbull Station, em São Paulo, “Mulamba”, o disco, é a trilha sonora de resistências a estes tempos “gozados” que vivemos e que, parece, ainda vamos viver muito. Postura forte mas sem esquecer da música boa.

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Imagem de show de lançamento do disco de estréia em Florianópolis, agora em janeiro. Mulamba toca hoje em SP

Graças a seus singles anteriores, “Mulamba”, a música, e “P.U.T.A.” (números milionários no Youtube), a Mulamba, a banda, fez seu nome nos festivais independentes desde 2017, apresentando no palco seis mulheres magnéticas com um violoncelo no meio, dando um tom de indie-erudito quando a raiva acalma. Ou não.

Os dois “hits” da Mulamba vêm no disco em versão “repaginada”. E somado a outras faixas como “Desses Nadas” e “Lama” (sobre o desastre ambiental absurdo que destruiu a cidade de Mariana, em Minas Gerais), justificam o álbum de estreia do Mulamba ir parar em muitas listas de melhores do ano de 2018.

Mulamba, feminismo, acordeón, músicas fortes, banda entrosada, indie-MPB às vezes punk às vezes erudito. Esse é o cardápio oferecido no “jantar” desta noite que é show delas em São Paulo, no Sesc Pompeia, tento a música como alimento da alma. Que choque nesta semana zoada!

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O seu final de semana já tem uma trilha prontinha: o novo álbum do James Blake

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O gênio britânico James Blake tem tudo para ser a trilha sonora do seu final de semana. Ele lançou hoje “Assume Form”, seu quarto álbum de estúdio, que tem 12 faixas no total.

Ainda ontem, durante o dia, Blake havia revelado as faixas “Mile High”, que conta com as participações de Travis Scott e Metro Boomin, e ainda “Lullaby For My Insomniac”.

“Assume Form” surge três anos após o lançamento de “The Colour in Anything” e tem ainda participações de Andre3000, Rosalía e Moses Sumney. Mês que vem, ele inicia uma turnê mundial na América do Norte.

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Sharon Van Etten mostra sua revolução em “Remind Me Tomorrow”, seu primeiro disco em cinco anos

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A lindeza master Sharon Van Etten lança hoje seu esperado quinto álbum de estúdio. “Remind Me Tomorrow” pinta como o projeto mais “diferente” da cantora e tem 10 canções novas.

Puxado pelos singles “Seventeen” e “Comeback Kid”, que saiu em outubro do ano passado com um vídeo mostrando a cantora em sua nova fase, o disco sugere “a identidade de alguém olhando para o seu passado, mas de forma confidencial mirando seu futuro”.

Ouça a íntegra do álbum, o primeiro de Sharon em cinco anos, via Spotify.

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Bradford Cox na área! Ouça “Why Hasn’t Everything Already Disappeared?”, novo disco do Deerhunter

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Sexta-feira é o dia mundial de lançamentos de discos e entre eles está o aguardadíssimo “Why Hasn’t Everything Already Disappeared?”, o novo do Deerhunter.

Puxado pelos ótimos singles “Death in Midsummer” e “Element”, este é o oitavo disco de estúdio da banda norte-americana, o primeiro trabalho desde “Fading Frontier”, lançado em 2015. No total, são 10 faixas novas.

Entre os produtores estão Ben Etter, Ben H. Allen III e Cate Le Bon. Tim Presley, melhor conhecido como White Fence, tocou guitarra. Diz o lindo Bradford Cox que o novo álbum é uma espécie de “ficção científica sobre o presente”.

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Ele é a cobra. Thiago Pethit retorna à cena com novo single e apronta “Mal dos Trópicos”, o próximo álbum

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* O cantor e compositor paulista Thiago Pethit revela hoje, aqui e agora, a dramática “Noite Vazia”, música que marca sua volta às gravações depois de 5 anos longe de estúdio e aponta para o futuro próximo: o novo álbum, “Mal dos Trópicos (Queda e Ascensão de Orfeu da Consolação)”, sai em algum dia perto do Carnaval, para tudo ficar alinhado.

Alinhado com tempo e espaço, alinhado com sua aparente nova fase. “Noite Vazia”, essa canção nova que antecipa seu quarto disco, está entre um trip hop abrasileirado ou uma bossa nova ótima para a Quarta-Feira de Cinzas. Jogando Pethit para longe da fase “guitaaaaarra” de seu último álbum, “Rock’n’Roll Sugar Darling”, de 2014.

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A belíssima capa do single é do elogiadíssimo e jovem artista recifense Samuel D’Saboia, o Sarmurr, em ascensão meteórica nas artes plásticas do país, e traz um vídeo estrelado por ela (ou por ele), a cobra (ou Pethit), vagando nas ideias da (pós)noite vazia. A música foi feita em parceria com o produtor e multiinstrumentista carioca Diogo Strausz, o responsável pelo importante arranjo de cordas e sopros do single.

“Eu não escrevo canções de amor. Mas canções sobre a ausência ou sobre a falta do amor. Sobre o abandono, o pedido de retorno, o lamento e a dor. Quando escrevo sobre amor, escrevo mais sobre mim do que sobre o outro. É sobre a solidão mais do que sobre amar. ‘Noite Vazia’ fala sobre isso”, diz Thiago Pethit sobre a nova música.

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“Mal dos Trópicos (Queda e Ascensão de Orfeu da Consolação)”, o álbum, terá participações especiais da cantora Maria Beraldo (tocando clarinete em uma faixa) e do renomado violista Marcelo Jafé, entre outros, além da produção de Diogo Strausz para todo o disco.

É, definitivamente, um Thiago Pethit muito bem alinhado.

Confira “Noite Vazia”, música e vídeo, exclusividade Popload.

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* A foto de Pethit deste post, a mesma modificada na chamada da home da Popload, é de Rafael Barion.

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