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POPNOTAS – St. Vincent em cartaz, o vídeo da Japanese Breakfast, R.I.P. Bunny Wailer e R.I.P. Primavera Sound 2021

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* Há alguns dias começaram a rolar cartazes da St. Vincent por aí com a mensagem: “St. Vincent está de volta com um disco de canções totalmente novas”. No cartaz, a data de lançamento divulgada é 14 de maio. O novo álbum vai se chamar “Daddy’s Home”. Alimentando as expectativas, a própria St. Vincent fez um tweet com uma espécie de trailer do álbum.

* Japanese Breakfast, projeto musical da meio-americana, meio-coreana Michelle Zauner (foto na home), soltou o primeiro single de “Jubilee”, seu novo álbum, que saí no dia 4 de junho. “Be Sweet” é uma parceria de Michelle com Jack Tatum, da banda Wild Nothing. Nas palavras da própria compositora, uma música alegre após tantas músicas sobre luto. Realmente, vale sacar o balanço de “Be Sweet”, o primeiro single, que vem com este simpático vídeo, abaixo. Além disso, ela prepara um livro de memórias que vai explorar sua experiências como única coreana-americana em sua escola, a forma como lidou com as expectativas de sua mãe, histórias de sua adolescência e a vida na música.

* Ano difícil para os fãs de reggae. Após a perda de U-Roy, o músico Bunny Wailer, um dos fundadores dos Wailers, ao lado de Bob Marley e Peter Tosh, morreu aos 73 anos. A causa da morte não foi informada. Wailer sofreu um derrame em 2018. Próximo de Marley de maneira familiar, já que seu pai teve uma filha com a mãe de Marley, Wailer saiu da banda ainda em 1973, quando o grupo começava a ganhar o mundo com os álbums “Catch a Fire” e “Burnin'”, por divergências de princípios. O auge foi quando ele não quis participar de uma turnê da banda por “freak clubs” dos Estados Unidos alegando que aquilo ia contra os princípios Rastafári. Longe do Wailers, Bunny continuou com uma sólida carreira solo e ganhou três vezes o prêmio Grammy de Melhor Álbum de Reggae. R.I.P. pesado esse do Bunny.

* Não teve jeito. O Primavera Sound, que estava remarcado para acontecer em 2 de junho em Barcelona, Espanha, está novamente adiado. A edição de 2020, que seria em 2021, agora só rola em 2022. Isso se tudo correr bem. As razões são a pandemia e a manutenção da incerteza quanto ao cenário da crise sanitária até o momento do evento, na Europa. Com atrações como Pavement, Strokes, Bad Bunny, Tyler The Creator, Tame Impala, Charli XCX, entre outros, o festival vai usar a data de 2 de junho como a de apresentação das atrações que estarão na edição de 2022.

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Julien Baker vai à TV americana com seu bombado novo disco

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* Não completou nem uma semaninha desde o lançamento de seu terceiro álbum, “Little Oblivions”, e a multiinstrumentista indie-fofa Julien Baker já vem colhendo bons resultados.
A revista-site americana “Spin” comentou que Baker é “uma das melhores cantoras de indie rock emocional da geração” e o Pitchfork deu uma nota 7.6 para o disco dela, que, para os padrões do site, é uma avaliação nada mal.

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Ontem à noite, Baker fez sua segunda performance “ao vivo” para a TV americana. Entre aspas porque, adaptado aos novos moldes pandêmicos, as apresentações são todas pré-gravadas, como vimos no comecinho do ano aqui, no Colbert. E a música da performance dela de ontem=, para o programa “Late Night with Seth Meyers”, foi a poderosa e, ok…, emocional faixa “Hardline”.

Essa é a segunda vez que vemos Julien tocar com uma banda de apoio completa, já que anteriormente ela gravava todos os instrumentos sozinha, ou era parte da banda de apoio de alguém, como foi o caso com a Hayley Williams. E, sinceramente, a banda só somou e fez com que suas músicas ficassem ainda mais incríveis e devastadoramente lindas.

A artista tem data marcada para sua primeira apresentação “ao vivo”, de novo, tempos pandêmicos e tals… no fim deste mês, para divulgar o lançamento desse seu terceiro album. O show via streaming acontece dia 25 de março, pela plataforma STAGED, em três horários diferentes para agradar aos fãs em fusos horários variados. Se tiver interesse, os ingressos estão à venda por aqui.

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CENA – Parece ficção científica. Garotas Suecas lança vídeo de uma época em que banda viajava para fora, fazia shows…

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* A conhecida banda indie paulistana Garotas Suecas aproveita estes tempos escabrosos para buscar uma zona de conforto musical e voltar até 2010, quando era feliz e sabia. O grupo acho um jeito de comemorar os 10 anos de seu álbum de estreia, “Escaldante Banda”, resgatou um hit do disco, “Tudo Bem”, buscou imagens da época e montou o vídeo para a faixa de abertura de seu primeiro trabalho, lançado lá em setembro de 2010.

Tais imagens que compõem o vídeo pode despertar gatilhos para o bem e para o mal na galera de banda de hoje e na própria Garotas Suecas. É um compilado de cenas da turnê do então sexteto pelos Estados Unidos na época, para shows em 24 cidades e por 40 dias, para divulgar “Escaldante Banda”, também lançado na América.

Em 2010, presentes no vídeo, muito presentes no álbum, estão Sessa e Sal, ex-membros da banda.

“No segundo semestre de 2020, nosso primeiro disco, “Escaldante Banda”, e a sua turnê de lançamento nos Estados Unidos completaram 10 anos, e nosso amigo (e diretor de muitos dos nossos vídeos) Rafa Aflalo perguntou se a gente não queria retomar o projeto de editar um vídeo com as imagens gravadas na estrada. Achamos uma ótima ideia celebrar a primeira música do nosso primeiro LP nessa efeméride. Mas no meio da pandemia e com tudo um pouco sem clima acabamos deixando pra comemorar 10 anos “e meio” num ano que, esperamos, vai ser menos bizarro que o passado, e que cantar “Tudo Bem” não pareça coisa de gente atarantada”, diz a tecladista e vocalista Irina Bertolucci.

Banda brasileira feliz em seu disco de estreia, excursionando para shows nos EUA, tocando em festivais indies e clubinhos. Lembra que um dia isso aconteceu?

O Garotas Suecas está preparando seu quarto disco para lançamento agora em 2021, pelo selo Freak. A formação atual da banda tem Irina (voz e teclados), Fernando Perdido (voz e baixo), Nico Paoliello (voz e bateria) e Tomaz Paoliello (voz e guitarra)

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CENA – The Baggios bota imagem em sua psicodelia, com o vídeo de “Mantrayam”

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* Está tudo pronto para o lançamento do quinto álbum da banda sergipana The Baggios, velhos conhecidos da CENA brasileira. Só falta mesmo ele… sair. O novo disco, já considerado o álbum “mais solar” do veterano grupo indie do Nordeste, trio capitaneado pelo guitarrista Julio Andrade, ainda não nome divulgado nem tem data para sua chegada aos streamings. Mas os bastidores da música independente apontam que vídeos já estão sendo produzidos e que o álbum seria o mais solar deles.

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Ok, então enquanto o Baggios nº 5 não vem para suceder o grande “Vulcão”, de 2018, o trio resolver dar imagens ao interessantíssimo último single deles, o da “transição”, lançado em dezembro. É de “Mantrayam”, a música que um site por aí definiu bem como “se Aracaju fosse na Índia e o George Harrison estivesse fazendo companhia guitarrística ao Júlio no instrumento, com experimentações, pirações.

Logicamente, uma música assim merecia um vídeo carregada na psicodelia. Mais ainda.

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* A foto do Baggios usada neste post é de Ellen Andrade.

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Top 10 Gringo: Nick Cave pega o primeiro lugar. Óbvio. Julien Baker, Wolf Alice e Tigercub são destaques também. Tem até Notorious B.I.G. e Billie Eilish no ranking

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* Em semana de lançamentos parrudos, temos pelo menos dois álbuns que vão estar em qualquer lista de melhores do ano de respeito. E alguns outros álbuns que vão estar certamente em listas mais alternativas. Teve ainda alguns singles bem interessantes saindo.
Também aproveitamos que semana passada a gente abriu espaço para homenagear o Daft Punk e fazemos aqui, desta vez, uma saudação ao grande (dscp!) B.I.G., por conta de seu documentário, lançado nesta terça na Netflix.
Com o tempo vamos entendendo a missão do Top 10. Começou só com as novidades, agora se torna algo mais voltado às músicas que importaram na semana. De um jeito ou de outro: nossa playlist segue excelente.

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1 – Nick Cave – “Carnage”
Vamos admitir. A gente ainda não consegue desenvolver em palavras os efeitos de um disco novo do Nick Cave. Não tem uma semana o lançamento, e a construção dele pede um outro ritmo de entrega à escuta. Pense. Um trabalho escrito e gravado durante a pandemia, com o parceiro de tantas Warren Ellis, que começa com os versos: “There are some people trying to find out who/There are some people trying to find out why/There are some people who aren’t trying to find anything/But that kingdom in the sky”. Nick Cave trabalha em outro patamar, como a gente gosta de dizer aqui no Brasil. Botar ele em qual lugar deste ranking que não o primeiro?
2 – Julien Baker – “Faith Healer”
A expectativa boa que tínhamos quanto ao álbum de banda da Julien Baker se cumpriu. Que discão da cantora e multiinstrumentista . Nossa favorita segue, no entanto, uma que já conhecíamos enquanto single. “Fath Healer” é um tratado sobre vícios que vai além da questão do vício em drogas e avança sobre a questão do escapismo, que alguns encontram na política, na religião. Formas de lidar com a dor que talvez evitem a cura da própria dor quando confiamos em pessoas não muito bem intencionadas. Um musicão que prima na dinâmica, uma habilidade que já existia na obra de guitarra e voz de Julien, mas que está amplificada agora que ela é acompanhada por uma banda que pode dar mais corpo a suas ideias.
3 – Wolf Alice – “The Last Man on Earth”
Que bom é termos de volta o Wolf Alice. A banda inglesa da Ellie Rowsell chegou ainda quieta, quase, com este single para anunciar que vem aí o terceiro álbum. “Blue Weekend” vai ser lançado no dia 11 de junho e já estamos reservando alguns lugares para suas canções, aqui neste humilde ranking. “The Last Man on Earth”, a música, tem sequência dramática até entrar numa sinfonia à lá Beatles no final. E vale sacar o vídeo da música, simples na ideia e execução, mas ainda assim maravilhoso.
4 – Tigercub – “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)”
Banda inglesa de Brighton que sempre parece que vai “acontecer” mas não deslancha, a Tigercub tem a chance de decolar agora com seu segundo álbum. Para puxar “As Blue as Indigo”, o disco, a ótima “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)” até começa meio Alt-J brincando com os silêncios, mas depois descamba num Muse heavy metal bem bom.
5 – King Gizzard & The Lizzard Wizard -“If Not Now, Then When?”
Quem já leu sobre os australianos do King Gizzard & The Lizzard Wizard por aqui já viu a gente comentando o quanto eles gostam de lançar álbuns. 2021 já tem um disco deles para chamar de seu (e pode esperar outro). “L.W.” é como uma continuação de “K.G.”, lançado ano passado – ambos fazem parte de uma trilogia chamada “Explorations into Microtonal Tuning” que começou no disco “Flying Microtonal Banana”, de 2017. Confuso? Quer entender melhor o que é microtonalidade? Recomendamos que você de um google em “microtonalidade e Tom Zé”. É sério. Esta “If Not Now, Then When?”, que abre o álbum, parece um ensaio antes de a gravação começar. Mas na verdade o disco já tinha começado sim.
6 – Cloud Nothings – “Oslo”
Há dez anos dando uma surra de guitarras sem concessões, o quarteto de Ohio que já atingiu status de cult balanceia entre ser fiel a seu som vibrante ao mesmo tempo que não oferece nada de novo. Gosta? Beleza. Não curte? Saia da frente. Porque eles vão passar. Com Steve Albini e tudo na produção de seu oitavo disco.
7 – Maximo Park – “Why Must a Building Burn?”
Maximo Park mostrou que não perdeu (totalmente) o fôlego dos seus bons tempos lááá de 2006 e soltou um disco caprichado, “Nature Always Win” é bem bom. Na canção que destacamos, espaço para uma homenagem dupla. Primeiro às vítimas do incêndio na torre Grenfell, em Londres, em 2017, uma tragédia que custou a vida de 72 pessoas. A segunda é a um colega da banda que foi assassinado no ataque terrorista à casa de shows francesa Bataclan, dois anos antes.
8 – Real Estate – “Half a Human”
Tem uma coisa especial em “Half a Human” que vai além da canção em si. Quando a música dá sinais de que está acabando, sendo ali “apenas” uma doce canção do Real Estate, a banda entra em um transe que vai esticando o instrumental dela até um fade out meio fake que logo é resolvido em mais música em um longo crescendo. O que nos devolve ao tema inicial da música. Aula de narrativa indie.
9 – Notorious B.I.G. – “Mo Money Mo Problems”
Que documentário é “Biggie: I Got a Story to Tell”, um regaste ao que interessa do artista, sem tanta atenção às polêmicas de sempre, no filme bem mais humano. Uma coletânea lançada junto ao doc, que resgata seu principais hits, lembrou a gente da maravilha que é “Mo Money Mo Problems”. Talvez um dos grandes exemplos do poder de um sample. Ou você ainda consegue canta “I’m Coming Out”, da Diana Ross, sem pensar em Notorious B.I.G.?
10 – Billie Eilish – “ilomilo”
Ainda sobre documentários, tem que ver o filme sobre a Billie Eilish. A versão ao vivo de “ilomilo” é um convite e tanto. Mas a gente escreveu um texto também para te convencer sobre o filme. Que peso para cima desta menina, que contraataca a pressão absurda do estrelato com músicas viscerais boas. Falamos aqui das vísceras dela mesmo.

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* A imagem que ilustra este post é de Nick Cave e seu parça eterno, Warren Ellis.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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