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CENA – Trio Mulungu lança hoje novo single no Zoom. Mas antes vai fazer você ficar zen

1 - cenatopo19

* Psychoindie. A banda Mulungu, trio de dois recifenses e um potiguar, está convidando para o lançamento hoje, no Zoom, às 20h, de seu mais novo single, “A Boiar”. Mas, para curtir mais essa terceira música do grupo em audição, eles querem que você esteja, digamos, num estado de consciência diferente.

O evento acontece via Sympla, por aqui.

Mulungu_ Foto- Gabi Mati

Antes de botar a música para rodar, vai haver uma preparação para esse ritual, envolvendo uma atividade de liberação de energia, baseado nas terapias de bioenergética. Quando todo mundo estiver relaxado e respirando corretamente dentro da técnica, “A Boiar” vai ser disparada.

Isso é que eu chamo de consciência musical.

Em setembro, o Mulungu, formado por Jáder e Guilherme Assis, mais o baterista Ian Medeiros, da conhecida banda Mahmed, de Natal, RN, lançou a bonita e universal “Deus Tempo”, seu segundo single.

Mulungu, o nome da banda, vem de uma cidadezinha de brejo no sertão paraibano, onde os avós de Jáder tinham uma fazenda e ele passava a infância.

“A Bailar”, o single de hoje, junto com “Deus Tempo” e “No Ar”, estarão em “O Que Há Lá”, o álbum de estreia do Mulungu, a sair no mês que vem.

* A foto do trio Mulungu que ilustra este post é de Gabi Mati.

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Fight for your right to… party. Beastie Boys libera “Sabotage” para campanha do rival do Trump

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* O “party” do título tem duplo sentido, ok? A inestimável banda americana de hip hop punk Beastie Boys, pelo menos os dois elementos vivos do trio, em ação inédita, liberaram seu maior hit, a música “Sabotage” (1994), para servir de trilha de comercial da campanha presidencial americana de Joe Biden, o adversário de Donald Trump.

O grupo nunca tinha liberado uma canção sua para propaganda de qualquer espécie, nem para vender sabão em pó, então todo mundo foi pego de surpresa durante um break na transmissão de TV de um jogo da NFL (Steelers x Browns, futebol americano) e de repente tá lá “Sabotage” gritando na campanha do Biden.

Causou barulho o indie sendo bem usado na corrida à Presidência dos EUA, até porque toca Pixies, “Where Is My Mind?”, pouco antes da música dos Beastie Boys.

Tinha um cunho musical na história toda. Foi uma parte em que Biden ataca a política capenga de Trump em relação ao Covid-19, que entre outras coisas ruins levou a industria músical a uma crise profunda.

O comercial joga luz num clube do estado de Michigan, o famoso Blind Pig, cujo dono aparece para dizer que depois de 50 anos abrindo suas portas para a música ao vivo corre o sério risco de fechar, por conta da má-gestão econômica de Trump. E dizendo que a solução, pelo menos nesse problema em particular, está em votar em Biden.

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CENA – A Califórnia curitibana do Marrakesh rende a ótima “Trippin'”

1 - cenatopo19

* Só acho, deve ser a primeira vez que um título de música brasileira traz no título uma apóstrofe, ainda que cantada em inglês. Apóstrofe, o Pasquale está por aí para não me deixar mentir, é aquele sinal cobrinha no alto que tem como função indicar a supressão de letras numa palavra.

E quem ouve “Trippin'”, a música nova do Marrakesh, consegue suprimir o frio curitibano e imaginar uma insolarada Califórnia neste delicioso single que vai puxar o EP “Knots”, a ser lançado em parceria da banda com o novo selo Tmwrk Records, que tem tentáculos indies em Los Angeles, Nova York, Londres e, por que não?, Brasil.

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Pense global, aja local. O Marrakesh tem feito as coisas certinhas na sua trajetória. Primeiro ajudaram a tirar a música independente de Curitiba de uma ressaca pós-Bonde do Rolê e Copacabana Club. Se envolveram com duas entidades indies brasileiras, a Honey Bomb gaúcha e a Balaclava paulistana, foram espiar o mundo no Primavera Sound 2017 e agora, com um pé no Paraná e outro em SP, focam numa conexão mais apropriada para seus shows, suas roupas, sua postura psicodélica que roça no pop. É o Marrakesh ressurgindo em nova fase, pós-pandemia.

Tudo isso está resumido em “Trippin'”, que tem uma leve e identificável inspiração em… Post Malone. Algo como psychopop romântico, se é que dá para falar isso. Se tivesse um “momento rap” no meio então, seria perfeita para tocar na Beats 1.

Para completar a trip, “Trippin'” vem com um vídeo com imagens dos anos 80 tiradas do acervo da gravurista paranaense Uiara Bartira. “Knotts”, o EP com cinco faixas o quinteto, é aguardado em novembro.

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* A foto do Marrakesh que está na home da Popload é de Débora Spanhol. A imagem que ilustra a capa do single, destacada neste post, é de Leonardo Faria.

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Balaclava Digital movimenta o indie com conversa boa e show idem por uma semana

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* O selo multifuncional Balaclava Records, uma das instituições que fazem a música nova girar neste Brasilzão de meu Deus, começa logo mais nesta segunda-feira, indo até domingo, o Balaclava Digital, a versão pandêmica do Balaclava Festival, seu maior produto.

O Balaclava Digital, gratuito, abre seu Twitch (#balaclavarecords) para shows e debates com algumas inventividades no seu bom roteiro. A parte musical está dentro da zona de conforto do selo, utilizando boa parte de seu bom plantel, mais alguns xistes interessantes como escalar a ótima Jup do Bairro, dona de um dos discos do ano, ainda que um EP, Andy Bell, veterano músico galês que fez parte do Ride e chegou a tocar baixo no Oasis, e Mac McCaughan, hoje solo mas com uma história no rock underground americano à frente do Superchunk, que praticamente era ele mesmo.

A edição virtual do Balaclava traz, mesmo, alguns nomes bem pensados para a parte de entrevistas e debates. Entre eles o jornalista e radialista britânico Matt Wilkinson, que foi por anos editor do semanário inglês “NME” e hoje é uma das “caras” da Beats 1, a importante rádio da Apple. Tem também conversa com o crítico youtuber americano Anthony Fantano, do canal The Needle Drop (foto acima). E um papo com o músico indie Mac DeMarco, que já tocou no Brasil trazido pelas mãos da Balaclava.

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Abaixo, a Popload seleciona alguns dos momentos imperdíveis desta edição digital do festival da Balaclava.

* hoje, 19h30
Entrevista: Matt Wilkinson (Apple Music)

* amanhã, 19h30
Entrevista: Rachel Goswell (vocalista e guitarrista da banda shoegazer Slowdive)

* quarta, 19h30
Entrevista: Ynaiã Benthroldo, ex-baterista do Macaco Bong e desde 2012 do Boogarins, além de produtor musical.

* quinta-feira, 18h
Entrevista: Marcos Boffa, um dos principais produtores de festivais de música e shows internacionais no país.

* sexta-feira, 18h
Entrevista: Jup do Bairro, multiartista trans paulistana, performer, atriz e ativista do movimento LGBTQ+.

* sexta-feira, 19h30
Entrevista: Ash Kenazi, drag, baterista e co-fundadora da banda inglesa Happyness.

* sábado, 15h
Entrevista Anthony Fantano, crítico youtuber americano.

* sábado, 20h
Show: Andy Bell

* sábado, 21h
Show: Apeles + Jup do Bairro

* domingo, 15h
Entrevista Mac DeMarco

* domingo, 19h
Show: Kiko Dinucci

* domingo, 20h30
Show: Mac McCaughan

* domingo, 21h30
Show: ÀIYÉ + Odradek

*** A programação completa do Balaclava Digital pode ser encontrada aqui.

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CENA – Mel Azul lança novo e criativo vídeo só no Whatsapp. Porque eles são o Mel Azul. Temos o número para te passar

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* Vindo de quem vem, temos a mostrar um novo single com vídeo da banda Mel Azul, alguém já falou “provocador e provocante” quinteto paulistano, sempre pedindo a atenção para a ténue diferença dos termos qualitativos haha. A música em questão é “Mimo”, faixa do aguardado terceiro álbum da banda, “International Safari”.

Quando a gente diz “mostrar”, não é bem assim. Porque “Mimo”, antes de saber que mimo é esse a que eles se referem e que “safari internacional” dá nome ao disco, precisamos falar que o single-vídeo é o “primeiro no mundo a ser lançado exclusivamente no Whatspapp”.

É isso. No máximo vamos facilitar um número de telefone para você adicionar a banda no Whatsapp e pedir o mimo, que eles enviam. O número é 11 98229-6194.

Lá na frente, ainda sem data acertada, a Mel Azul deve lançar o vídeo (single) em “vias normais”, mas por enquanto a banda quer mais é se apropriar de um comportamento das pessoas, o de compartilhar vídeos no… zap. Segundo eles, a ideia é que o fã não precisa ir atrás do vídeo. O vídeo vem até o fã.

Não é à toa que o vídeo está sendo distribuído no Whatsapp. A temática inteira dele, tecnicamente muito boa, é exatamente o que acontece num ambiente de Whatsapp. Quer dizer… mais ou menos. É numa realidade whatsappiana adaptada, melhor. A produção é da agência Horseshit & Sons.

Captura de Tela 2020-10-19 às 4.42.39 PM

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