Em Blog:

O Melhor do Twitter: “O Inverno Chegou” – The Gemidão edition

>>

***
Já caiu no Gemidão do Zap hoje? Quantas vezes? Se bem que Game of Thrones voltou e nada mais importa, nem gemidão no almoço da família, nem Ed Sheeran fazendo indie medieval, nada! A expectativa foi tanta que o inverno estreou na mesma semana trazendo nossos bonecos de Neve®, os curitibanos sem frio, nossos resfriados e os lindos looks da estação mais chique do ano. Tivemos também A novA Dr Who, que só não feriu mais o orgulho macho que o Rodrigo Hilbert, este sim uma ameaça ao homem brasileiro. Tirando isso, tivemos o Lula, o Dória, o Maia, o Neymar e o Joel Santana. Ah, e o Alexandre Frota brigando com o Cazuza.
***

CENA – Sorocaba urgente!! Teve Circadélica Festival ontem. Vai ter hoje. Mas começa amanhã

>>

popload_cena_pq

* Popload em Sorocaba.

IMG_4521

Erramos. O Circadélica 2017 não começa amanhã, como afirma o post anterior, haha. ELE JÁ COMEÇOU ONTEM. E tem hoje ainda.

Em caráter de pré-festival, ou de festas de lançamento do festival, Sorocaba assiste no bacaníssimo clube Asteroid, um dos principais palcos indies fora de São Paulo, as noitadas de abertura do Circadélica.

IMG_4488

Ontem, no Asteroid, a ótima banda local The Name abriu a noite, a Popload DJ set continuou a festa com sons instigantes (rá!) e a carioca Mahmundi suingou linda no final. A prova está aqui embaixo.

_FAB9591

_FAB9654

* Hoje o heavy-opening do Circadélica segue intenso no Asteroid. A balada forte tem shows dos curitibanos Boss in Drama e The Shorts, o punk sujo-imundo hip hópico do paulistano FingerFingerrr, o local Her (Henrique Ravelli) e o pós-rock do Herod (SP). O parça Noites Trabalho Sujo (Alexandre Matias) mete um som na night.

Vamos estar lá para ver o que vai acontecer.

** As fotos da minha pessoa linda e da linda Marcela Mahmundi são de autoria do circadélico, poploader e local Fabrício Vianna.

>>

CENA – Pela união e progresso do indie gaúcho, a incrível Supervão lança “TMJNT”

>>

popload_cena_pq

* Modernizar o passado é uma evolução musical, já dizia Chico Science, e é essa mistura entre estilos e épocas que os gaúchos da Supervão, ótima banda de uma certa “psicodelia própria” da região metropolitana de Porto Alegre, querem apresentar em seu novíssimo EP “TMJNT”, que a Popload lança hoje com exclusividade. Abaixo, o disco é comentado pelos próprios membros da banda em entrevista para o correspondente poploader dos Pampas, o Afonso de Lima.

Supervão---Crédito---Ana-Paula-da-Cunha-(10)

o trio Supervão é uma banda de eletroindie formada por jovens que, há pouco tempo, transitavam entre festas de rua e shows por bares de Porto Alegre. Leonardo Serafini, guitarrista, Mario Arruda, vocalista e responsável pelas programações, e Ricardo Giacomoni, baixista, além de fundadores do selo independente Lezma Records, percorrem o Brasil desde 2015 com sua experimentação indie, já tendo tocado em festivais como o Morrostock em 2016 e o Bananada em 2017.

Emergente da renovada e superjovem cena gaúcha e surfando (sem serem calhordas) essa prolífica onda da CENA brasileira, como Ventre, Carne Doce e My Magical Glowing Lens, os “guris” da Supervão preferem se distanciar das referências da nova geração mais p(sicodélica)op do indie mundial (Tame Impala?), para olhar para as raízes do Brasil (Boogarins?) e para as possibilidades que a mistura do rock com a música eletrônica pode proporcionar.

Em conversa com a banda, eles reforçam suas referências e indicam nomes como o novíssimo Teto Preto, a poética Céu e até os “medalhões” The Kills e os psicodélicos Primal Scream, tudo isso visto a partir da estética caótica porém dançante do trio.

Assim como as diversas bandas de diferentes estilos que acabam servindo de referência para o trio, a coletividade e as suas experiências na estrada acabam sendo um dos, talvez o maior, motivador para os temas e arranjos do EP. Os três comentam que esse lançamento traz muitas ideias do que eles viram em seus shows, na estrada, durante as suas caminhadas pelas diferentes regiões que já passaram não só como Supervão, mas também com o selo Lezma Records, se conectando a bandas e cenas de várias partes do Brasil, absorvendo tudo isso e traduzindo com a sua própria fórmula. Ou até a falta dela.

Banda que tem um apuro visual para seu trabalho quase tão sério quanto o sonoro, a Supervão construiu a capa do EP através de uma colaboração entre Mario Arruda e a artista visual Ana Paula da Cunha. Ela foi escolhida pelo fãs da banda através de uma votação na página da Supervão no Facebook.

Capa do EP - Supervão (1)

Como uma banda gaúcha vinda de um cenário populado por diversos grandes nomes do rock, eles são bem categóricos ao falarem sobre o assunto: “Acho que não negamos o histórico do rock gaúcho. Apenas selecionamos referências que já estão aqui há muito tempo, mas que se mantiveram mais ocultas em outros momentos da história”, diz o grupo, respondendo em uníssono. E citam Superguidis e Stratopumas. Eles comentam que a sua maior influência em todo esse movimento anterior a sua cena não tenha vindo totalmente das bandas que faziam parte disso, mas sim da movimentação ao seu redor. “As bandas talvez não nos influenciaram diretamente, mas aquele lance todo de existir shows com bandas do mesmo estado que o nosso reunindo uma galera sempre nos empolgou”, afirmam, de modo coletivo “tmjnt”.

Em resumo, os integrantes reforçam que não querem ganhar o Brasil e o mundo sem antes se firmarem localmente, para serem o ponto de junção de muitos outros coletivos e bandas que caminham com eles nessa nova cara da música gaúcha, contribuindo para um movimento muito mais próximo das raízes brasileiras do que os seus antepassados.

“TMJNT” é o segundo EP da Supervão e marca o início de uma fase de consolidação do grupo dentro da cena independente do Sul do país, onde já enchem casas com lotações expressivas e reúnem públicos dos mais variados estilos. Ouça abaixo o novo EP:

* As fotos da Supervão, deste post e da chamada da home da Popload, são de Ana Paula da Cunha.

>>

É treta, brother! Tyler The Creator volta com “Scum F**k Flower Boy”, seu novo álbum

>>

210717_tyler2

O maluco e talentoso Tyler The Creator lança neste 21 de julho aquele que muitos estão apostando ser seu disco mais maduro até o momento. “Scum Fuck Flower Boy” é a nova aposta do rapper de 26 anos revelado no combo Odd Future e tem algumas boas novidades.

Primeiro, que o disco é puxado por ótimos singles como “Who Dat Boy” e “Boredom”, esta última canção calminha, mais puxada para o R&B, destoando do hip hop pauleira com o qual nos acostumamos.

A outra boa nova é que “Scum Fuck Flower Boy” conta com convidados ecléticos e interessantes, da linha de Corinne Bailey Rae, Frank Ocean e A$AP Rocky.

A íntegra do disco já está disponível nas diversas plataformas de streaming por aí, tipo o Spotify, e agora está na Popload, também.

>>

CENA – Sorocaba coloca o indie num circo. Circadélica Festival chega à era douradas dos festivais brasileiros

>>

popload_cena_pq

* A estrada indie agora nos leva a Sorocaba, uns 100 km de São Paulo, via Castelo Branco, com uma decente recepção de 4G. Vim “ouvindo” um vídeo de show do Radiohead na Itália e não caiu nenhuma vez. A conta é meio essa:
– “Quanto demora para ir de São Paulo a Sorocaba?
– “Leva um show do Radiohead em Milão para chegar lá, com o trânsito”
– “Beleza”.

IMG_4521

Neste final de semana, começa em Sorocaba a segunda edição do festival Circadélica. Tudo bem que a primeira aconteceu em 2001, há 16 anos, quando festivais de música no Brasil, principalmente de música independente, era tão raro como ter lugares decentes para bandas tocarem. Agora, em 2016, como o bagulho está loko para bandas e festivais, o Circadélica volta enorme, dentro do circo, carregando o lema de “Música e Diversão”. Mais de 50 atrações, Liniker, Boogarins, Far From Alaska, Ludovic, Francisco El Hombre, Dead Fish, Vespas Mandarinas, Kamau, Plutão Já Foi Planeta, FingerFingerrr, MQN, Lava Divers, Aeromoças e Tenistas Russas vêm tocar na terra do Wry, banda do protoindie brasileiro que já foi “inglesa”, continua na ativa, fez o primeiro Circadélica e está por trás também desta segunda edição.

arena-circadelica

Banda que constrói um evento em torno de si, para tocar, reunir amigos e chamar a cena para valorizar seu jardim, seu quintal, tem meu respeito. O Circadélica já se inscreve nos festivais indies obrigatórios da CENA.

O “Diversão” do subtítulo do Circadélica funciona também fora do palco. Performances de artistas circenses (afinal…), pista de skate, tattoos, expositores e a promessa de “muito mais” estão escalados para o festival no espírito de uma atração musical das boas.

A Popload está em Sorocaba para conferir e viver o Circadélica, para dividir a experiência do festival sorocabano neste espaço. Sobre ingressos, veja aqui. Se você é de São Paulo ou de outra cidade, aqui
você acha informações de hospedagem
para passar um final de semana no picadeiro indie.

cartaz alta

Circadélica 2001

Para fechar a apresentação do novo Circadélica, umas historinhas da primeira edição, de 2001, para você ver como o indie andou de lá para cá. O festival, já considerado enorme à época, teve 21 bandas escaladas. Um dos melhores shows do festival, da época em que os Strokes nem tinham álbum lançado, foi o Prole, de Americana.
Uma rara gravação de meia hora do Circadélica 2001 é tesouro puro, com trechos dos shows do Pelvs (RJ), Grenade (PR), Walverdes (RS) e MQN (GO).
O Thee Butchers’ Orchestra, uma das principais bandas daquela época, apresentou músicas de seu disco novo no Circadélica 01. Outras bandas que fizeram parte do festival há 16 anos: Garage Fuzz, Astromato, Maybees, Holly Tree, Muzzarelas, Biggs, entre outras. Os Pin Ups estavam escalados para se apresentar no festival, mas não compareceram, porque a banda, que voltou a existir hoje, havia decidido acabar. “O Circadélica veio para mostrar que é possível montar festivais de rock de médio porte em um país no qual predominam o samba e o pagode”, foram palavras do organizador Mário Bross, vocalista e guitarrista do Wry, lá em 2001. Acrescentemos pop e sertanejo para a edição 2. O Circadélica 2001 marcou também a despedida do Wry do Brasil, indo tentar a sorte na Inglaterra, por onde ficou por alguns anos.

>>