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Doves retoma a busca do pop perfeito em session para a BBC

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* Uma das bandas mais subestimadas do rock inglês, não que eles já tenham reclamado disso alguma vez, é o veterano quarteto Doves, de Manchester, que lança discos desde 2000 e tem uma musicalidade a caminho do chamado “pop perfeito”, tipo o Coldplay da mesma e na mesma época. Só que essa última em algum momento pegou a trilha comercial, dos shows grandiosos da chuva de papel colorido.

O Doves, dos irmãos gêmeos Williams lança disco desde 2000, mas até setembro agora estava num hiato de 11 anos longe do estúdio, até que reapareceram do nada e soltaram esse lindo “The Universal Want”, o quinto álbum.

Nossa rádio predileta, dentro de nossas rádios prediletas, a BBC 6 Music, convidou recentemente o Doves para uma session rápida e preciosa em seu novo estúdio, no Radio Theatre. E deu nesta belezinha aqui:

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CENA – Apeles lançou o vídeo e foi ao cinema. Confira “Pele”, da trilha do filme “Boni Bonita”, que estreia hoje

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* O ótimo disco de estreia do Apeles, “Crux”, lançado no ano passado pelo Apeles, persona de Eduardo Praça, ainda continua rendendo e invadindo outras áreas. A belíssima e densa faixa “Pele”, um dos destaques do álbum, ganha agora seu vídeo e passa a ser ouvida também, a partir de hoje, na trilha sonora do longa-metragem “Boni Bonita”, que entra hoje em cartaz.

“Pele”, o vídeo, traz cenas do longa dirigido por Daniel Barosa, que traz no elenco nomes como Caco Ciocler, Ailín Salas (foto abaixo), o gigante Ney Matogrosso e o cantor e compositor pernambucano Otto.

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Não é o primeiro trabalho conjunto de Praça e Barosa, amigos de longa data. Este ano vimos o vídeo da bela e profética “Deságua”, também de “Crux”, filmado e roteirizado por Barbosa num tempo pré-pandemia, mas que já trazia um sinal dos novos tempos.

“Quando surgiu o ‘Boni Bonita’, já tínhamos essa ideia de trabalhar juntos novamente. Não foi meu primeiro trabalho com trilha, mas foi o primeiro longa, do qual me sinto muito lisonjeado e agradecido por ter feito parte”, celebra o compositor. A criação sonora de Apeles para o filme dividiu-se em três vertentes: a curadoria de músicas de outros artistas, a trilha sonora incidental e o tema do personagem Roger, interpretado por Ciocler.

Confira abaixo o vídeo de “Pele”, do Apeles, e o trailer do filme “Boni Bonita”:

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CENA – Nu Azeite refaz a trajetória da disco music brasileira para pista, de modo orgânico. Veja o vídeo de “Vem com Noix”

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* Para começar a entender a “complexidade” deste post, é assim: a Popload lança com exclusividade em seu canal de Youtube a música nova do duo carioca Nu Azeite, nome-gíria que bota o tecladista Fábio Santana (à esq. na foto acima) e o DJ Bernardo Campos no mapa da CENA com um gênero sui generes para o indie nacional, mas super dentro de um dos estilos da galera das festas eletrônicas: a disco music de sotaque brasileiro.

E aqui você pode enxergar (escutar) o som deles de duas maneiras: como uma revisitação de heróis do disco funk nacional na linha Marcos Valle, Lincoln Olivetti e até Tim Maia. Ou como escavar um passado rico da música brasileira que nunca saiu do underground e colocar um olhar atual para estabelecer uma certa nova disco no Brasil. Garimpeiros da história como Augusto Olivani, da Selvagem, está aí para não me deixar mentir.

O vídeo de “Vem com Noix”, que estreia por aqui, fez esse novo single do Nu Azeite entrar direto no top 10 do Top 50 da Popload, publicado hoje. Tudo conectado.

O duo acaba de entrar para o selo Cocada Music, braço latino-americano do selo alemão Get Physical, dois nomes que a galera das pistas reconhecem como atestado de qualidade desde os anos 2000.

Tanto a nova “Vem com Noix” quanto o single anterior, “Me Deixa Louca”, traz um bom equilíbrio de som orgânico com som eletrônico, algo importante para fazer a música deles funcionar ou em pista, ou em cima do palco. E esse balanço é refletido nas expertises de seus integrantes. Santanna já tocou teclado para artistas como Elza Soares e João Bosco, enquanto Campos é residente da famosa Festa Rara, que sacode o Rio de Janeiro quando o mundo deixa e tem conexões para trazer importantes festeiros de outros mundos como Laurent Garnier, Derrick May, Carl Craig, entre outros.

“A história com o Cocada/Get Physical foi muito positiva porque tem tudo a ver com o projeto, já que o selo procura essa mistura de música eletrônica com música brasileira/latina. O mais legal foi saber que o pessoal da Get Physical ficou viciado nas faixas, volta e meia a gente recebe um áudio vindo da Alemanha deles tentando cantar as letras”, diz Bernardo Campos.

Os vocais do Nu Azeite, na maioria das músicas, é de Fabio. O álbum cheio, que vai trazer o nome do duo, está pronto, mas antes de sair, no começo de 2021, ainda vamos conhecer um terceiro single, “Chicago”.

Confira a música e o vídeo exclusivo de “Vem com Noix”, do Nu Azeite.

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O Grammy e suas peculiaridades 2020/2021: uma “análise” sincera

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* O Grammy é e sempre foi aquela premiação da indústria para a indústria, no caso a americana, que sempre olhou para o próprio umbigo ($$$), em uma autobajulação necessária para movimentar o clubinho. Meio que pauta os artistas a caírem no seguinte ciclo vicioso. Se seu nome está concorrendo, parabéns. Sua gravadora ou seu agente fez os contatos certos. Se não, vamos mudar essa estrutura urgente.

Beleza, tudo certo.

A gente fala aqui sobre prêmios farofas do tipo Grammy, porque às vezes rolam umas performances especiais “diferentes”, um bafo qualquer, então está valendo.

Isso posto, tome este post. Tivemos o anúncio ontem do Grammy 2021, que vai acontecer em janeiro.

Nós e os americanos estamos passados que o cantor The Weeknd está fora de qualquer lista de concorrência, mesmo tendo lançado em 2020 seu mais poderoso disco, “After Hours”. A indignação foi registrada pelo próprio The Weeknd em seu Twitter: “Vocês me devem”.

Ao mesmo tempo, estamos de cara com a inclusão do Fontaines D.C., pós-punk poesia da Irlanda, nossos queridos. A banda pode levar o prêmio de melhor disco de rock do ano. Categoria que ainda conta com os Strokes. Sim, quem criticou o disco por aí? Grammys, grammys. Michael Kiwanuka, Grace Potter e Sturgill Simpson também estão na briga. A barra está alta.

Nós e o Fontaines estamos de cara, parece.

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Outra surpresa boa acontece na categoria de Melhor Performance de Rock, criada em 2012 para unificar outras três premiações e que tem como base destacar as qualidades vocais ou instrumentais das gravações. Para o Grammy 2021, a categoria foi tomada pelas mulheres: Fiona Apple, Big Thief, Phoebe Bridgers, HAIM, Brittany Howard e Grace Potter concorrem. Sinal dos tempos. Vindo do Grammy a gente sabe que foi um pouco “calculado” o propósito feminino, mas pelas concorrentes não tem mesmo o que falar. Um salto e tanto em um categoria um historicamente machista até aqui. Brittany Howard levou um prêmio nessa categoria dentro do Alabama Shakes, mas, fora ela, só homens foram premiados. Em 2021, já sabemos que vai ser diferente.

E, para concluir esta “análise” do Grammy e seus escolhidos, vale muito ressaltar que este pode ser o ano da Fiona Apple na premiação, veja você. Ela que já levou um troféu no distante 1998 por “Criminal” repete o número de indicações daquele ano – três. Além de concorrer em Performance, “Shameika” pode levar Melhor Canção de Rock enquanto o álbum “Fetche The Bolt Cutters” pode levar na categoria de melhor disco alternativo. Que acaba sendo um prêmio de consolação se rolar, porque o disco não estar na concorrendo na lista de melhor álbum geral é um grande vacilo, praticamente um crime. Ainda mais por uma artista deste porte e com um disco deste tamanho dentro exatamente da indústria musical americana.

Vamos esperar os resultados. Mais até. Vamos esperar os números musicais no Grammy 2021.

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Futebol É Pop, edição melancólica. Diego Maradona, r.i.p.!!!

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* Misturando as estações aqui, ou, mais apropriadamente falando, “trocando as bolas” da cobertura da Popload, que adora abrir um espacinho para o futebol quando relacionado com a cultura pop.
Como tristemente é o caso agora.

Morreu um dos maiores. Um jogador cuja importância transcende as fronteiras de qualquer assunto.

Diego Armando Maradona, r.i.p.! No dia do aniversário de morte de outro gênio pop, o George Best, lendário craque do Manchester United, que até capa de álbum importante foi.
(E do aniversário de morte do Fidel Castro.)

Fazemos nossas as palavras do jornal argentino “El Clarín”.

“Y un día ocurrió. Un día lo inevitable sucedió. Es un cachetazo emocional y nacional. Un golpe que retumba en todas las latitudes. Un impacto mundial. Una noticia que marca una bisagra en la historia. La sentencia que varias veces se escribió pero había sido gambeteada por el destino ahora es parte de la triste realidad: murió Diego Armando Maradona.”

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Maradona e o Queen. Another one bites the dust

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