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Liam Gallagher “rejeita” tocar com o Rolling Stones em Manchester. Hein?

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Haha. Coisas que só um Gallagher pode fazer. Ainda gozando do sucesso de seu primeiro disco solo, “As You Were”, Liam Gallagher continua na estrada arrastando grandes públicos em seus shows. Recentemente, fez uma série de apresentações na América do Norte ao lado de outra lenda do rock britânico dos anos 90, Richard Ashcroft. Pensa.

Fora isso, abriu nesta semana um show do Rolling Stones no estádio Olímpico de Londres, mas rejeitou uma segunda dobradinha com a seminal banda do Mick Jagger, justamente em Manchester, berço dele Liam e do Oasis. O motivo? O show dos Stones acontecerá no Old Traffod, estádio do Manchester United, rival do City, o time do Liam, que pelo visto não pisa por lá nem para um evento desses. Quem vai abrir é justamente o Ashcroft, este sim torcedor do United.

O Mick Jagger até deu uma zoada no palco. “Ele não poderia botar o pé no Old Trafford, então ele está aqui na casa do West Ham”. Futebol…

Liam também soltou nesta sexta um novo single, “I’ve All I Need”, desta sua estreia solo. A divulgação veio através de um vídeo que mostra imagens de shows e bastidores das viagens do Liam pelo mundo nos últimos meses, incluindo registros no Glastonbury e de um show em Buenos Aires. Até o Dave Grohl aparece no backstage.

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CENA – Lá vem Sorocaba com nova banda de riffs sujos. Conheça a Colúvio

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* Direto da Manchester paulista, mas que agora parece ter tendências a ser o Brooklyn brasileiro, a cidade de Sorocaba vê nascer uma banda vinda de outras bandas. A recém-formada Colúvio lança hoje seu primeiro disco, quatro faixas e pouco mais de 10 minutos de duração, que traz um trabalho algo complexo, de som inspirado nas famosas guitarras do indie novaiorquino atual, como DIIV e Beach Fossils.

O Calúvio traz os irmãos Ariel e Igor Machado junto de Caio Lobo, integrantes de outras duas bandas da região, a Incesto Andar e Walkstones. Com essa experiência underground alimentada pela coxinha da padaria Real e uma inquietação natural da cena sorocabana, foi fácil se unirem para lançarem mais esse projeto.

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Com a Colúvio, Ariel, Igor e Caio apoiam seu som em referências meio indie rock, meio shoegazer (claro!!!), sem se distanciarem do que vinham fazendo em suas bandas de origem. No disco, eles vão da já citada Beach Fossils até My Bloody Valentine em menos de 1 minutos, trazendo muitos riffs sujos e volumes bem altos, com a voz lá no fundo disso tudo.

“Trabalho Morto”, nome dado ao EP, mistura faixas com e sem voz, mas todas elas muito melancólicas e emocionais, com vozes reverberadas, baterias fortes e guitarras bem evidentes. O trabalho sai hoje, sexta, pelo selo Téras Records, também de Sorocaba, que grava e produz bandas de forma independente na região.

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Para os fãs de sons altos, guitarras muito sujas e riffs constantes por toda a música, Colúvio pode ser uma boa indicação. Antes do EP, eles lançaram também um vídeo para a música “Me Escuta o Melhor Que Eu Puder Dizer”, faixa dois do lançamento e uma das músicas cantadas do trabalho. O vídeo foi feito com recortes de imagens tiradas de gravações antigas em um parque de diversão zoado, porque de 1990. Uma viagem

O vídeo para uma das canções e o EP completo podem ser ouvido e visto right here, right now.

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O amor está morto, propaga o trio Chvrches em seu novo e diferente disco

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Depois de muito fazer propaganda com diversos singles, o tiro escocês Chvrches enfim lança nesta sexta-feira seu novo disco, “Love Is Dead”, o terceiro da carreira deles e com pegada mais pop.

O grupo surgiu forte na cena indie nesta década como banda cool no indie europeu, rebuscando um sintetizador nostálgico mesclado com uma voz doce da Lauren, olhando para o futuro. E agora aposta em uma sonoridade mais “acessível”, eles têm dito.

“Love Is Dead” tem produção assinada por Greg Kurstin, espécie de novo queridinho do pop graças a bons trabalhos recentes em parceria com nomes de peso tipo Foo Fighters, Liam Gallagher, Adele e Beck.

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Eita! Ingressos para show beneficente do Arctic Monkeys evaporam e são revendidos por até 700 libras, tipo a nossa gasolina

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Treta envolvendo o Arctic Monkeys aqui na Inglaterra. (Este “aqui na Inglaterra” a gente explica melhor depois). Voltando ao hype forte, a banda de Sheffield tem agendado para o dia 7 de junho um show no pomposo Royal Albert Hall, casa de espetáculos mais chique de Londres, para mostrar seu novo disco “Tranquility Base Hotel & Casino”. No entanto, a venda de ingressos tem dado dor de cabeça aos organizadores.

O evento terá venda revertida para o projeto War Child, mas um incontável número de fãs tem reclamado que houve uma falha no sistema de vendas da SeeTickets. Pior: muitos ingressos foram parar em sites de venda alternativos e estão sendo oferecidos por até 700 libras, quase R$ 3.500, tipo o litro de gasolina no Brasil.

Os cerca de 5 mil ingressos foram colocados à venda através de um processo inicial em que os fãs faziam um cadastro mediante pagamento de taxa (2 libras, parece) e, em seguida, receberiam códigos para terem direito à compra. No entanto, muitos e-mails chegaram com o código em branco e foram poucos os relatos de fãs que conseguiram fazer a compra pelo processo oficial.

Em poucos minutos, todas as entradas estavam esgotadas. A SeeTickets reconheceu as falhas, mas ainda não se pronunciou oficialmente com um discurso concreto. Já o Arctic Monkeys avisou que ingressos comprados em sites secundários e não-oficiais, tipo o ViaGogo, não serão aceitos.

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Se você está preparado para 45 minutos de insanidade do Parquet Courts, veja logo o vídeo do show deles na Rough Trade NY

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Uma das nossas grandes paixões indies, o Parquet Courts está com disco fresquinho na praça. O bom “Wide Awake!” foi lançado sexta passada e, claro, os meninos americanos estão por aí trabalhando forte na divulgação.

Semana passada, na véspera do lançamento, eles fizeram um show especial na Rough Trade, em Nova York, mostrando especialmente as novas canções deste sétimo álbum deles.

Durante 45 minutos de muita tosqueira-indie-cool, eles tocaram faixas tipo a ótima “Total Football” e a tão incrível quanto “Mardi Gras Beads”, que no fim das contas nem parece Parquet Courts de tão… ajeitadinha.

O vídeo completo do show foi liberado ontem pela bíblia indie Pitchfork e pode ser conferido abaixo.

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