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CENA – Sexo, drogas, punk e funk: saiu uma mixtape doida do inquieto Subburbia. E também uma review incrível do Emil e da Marina

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Se você acompanha a Popload há algum tempo, sabe que o Subburbia, banda noise-dance-punk-fuleirista de porão que ensaia no sotão de um sebo de discos e livros que fica “fora do eixo” curitibano, é uma das prediletas deste espaço.

Daí que, chegando o Natal, eles resolveram soltar uma mixtape. Tudo a ver, nada a ver. Mas a compilação feita pela dupla Emil e Marina mistura sexo, drogas, funk e até rock.

No total são 10 faixas e a melhor definição para tudo isso é “estranhamento”, palavra de alta receptividade por parte do Subburbia. O título? “Luv Exorcism”. Entre os convidados especiais, além de alguns produtores brasileiros, estão os Free Weed e Labanna Babalon.

Em meio ao lançamento da mixtape, o duo entrou em turnê com a gringa Colleen Green para uma série de shows pelo Brasil, incluindo uma noite dedicada ao seu selo, Terry Crew, dentro da programação oficial da SIM SP. Entre as datas, eles ainda viajaram até o sul do país para se apresentarem em uma noite lotada em Porto Alegre ao lado dos locais da Supervão.

“Luv Exorcism” está disponível abaixo e prepara o caminho para uma série de materiais que devem sair derivados dela, incluindo um vídeo para “Sniff Coca”. Para os amantes de música boa que vai de Death Grips a Prince, basta dar o play.

** No programa “Dance Boy Apresenta”, conhecido no circuito alternativo de Curitiba, Emil e Marina fizeram um faixa a faixa incrível da mixtape.

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CENA & POPLOAD SESSION & POPLOAD TV apresentam… JUSTINE NEVER KNEW THE RULES

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OK, o título de apresentação desta Popload Session mistura instáncias e está meio confuso, haha. Mas é mais ou menos isso. Eu ainda ia botar a vinheta do Bananada (explico abaixo), mas deixa…

Dentro da CENA e via a novíssima Popload TV, a Popload Session bota para tocar abaixo a nova banda Justine Never Knew the Rules, quarteto de Sorocaba que comunga da cartilha shoegaze, bastante significativa para o indie da cidade do interior paulista. O grupo foi um dos destaques da programação da semana do Bananada 2017 e aproveitou a trip para tocar em Uberlândia, MG, que nem é no Centro-Oeste, mas já que estão por aqui… Entre outros festivais, a banda toca em São Paulo no Dia da Música, em junho, e no festival Circadélica, de Sorocaba, em julho.

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O JNKTR lançou seu primeiro disco, “Overseas”, no final do ano passado, e comparece a esta session da Popload com duas faixas dele: “16” e “Just Like Yesterday”.

Então vamos. Senhoras e senhores, com vocês… JUSTINE NEVER KNEW THE RULES.

** O JNKTR é Bruno Fontes, Marcel Marques e Maurício Barros, que se revezam em guitarra e baixo e cantorias, e Gabriel Wiltemburg, que senta à bateria.

** As fotos do Justine Never Knew the Rules, deste post e da chamada na home da Popload, são de Marceli Marques.

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CENA – Brvnks chama o “Harry” para uma despedida. Veja o novo vídeo

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* Outra integrante da rica e plural cena indie goiana, a ótima banda Brvnks parece já ter fincado seu nome na música independente brasileira graça a apenas um EP lançado no ano passado. Graças a “Lanches”, disquinho de quatro músicas tão urgentes e poderosas, que remetem a um lo-fi americano anos 90, sua vocalista, Bruna Guimarães, a Brvnks, 20 anos, já se mudou de mala e guitarra para São Paulo, onde o grupo se apresenta ao vivo mais uma vez nesta quinta-feira, amanhã.

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O show, na Barra Funda, dentro do projeto Budweiser Basement e com noite pilotada pelo selo faz-tudo Balaclava, marca a ida do Brvnks em direção ao seu primeiro álbum, que deve começar a ser gravado agora, para estar pronto até final de março, começo de abril. A apresentação de amanhã em SP deve ser uma despedida de palcos do quarteto e da “fase goiana” deles até o disco de estreia.

Ainda para encerrar o “ciclo do EP”, o Brvnks lança hoje, aqui na Popload, o vídeo de “Harry”, música do “Lanches”, feito oficial após uma session em ação do festival Locomotiva, de Piracicaba, interior paulista. Nesse vídeo ao vivo, o Brvnks traz uma versão mais acelerada e estendida de “Harry”, inclusive com outros arranjos. Ficou assim a nova “Harry”.

* “Harry”, o vídeo, foi gravado em apenas um take durante a passagem da banda por Piracicaba, em Dezembro. Tem produção de Luciano Benetton. A captação de imagens é de Thiago Altafini e Urgência Filmes. A de áudio, mais a mixagem, de Massimo Matta, do Estúdio LabSound.

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CENA – O vídeo paulistano da banda carioca Bilhão

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* “Mar de Vapor”, uma andança da dupla carioca Bilhão pela praia de São Paulo, mais exatamente na Praça da Bandeira, no Centro, é o mais novo vídeo da banda, apresentado aqui, agora, pela Popload. “Em que praias você anda, em que lugares você nada” é o mote da delicada canção, extraída do álbum de estreia, homônimo, do ano passado, lançado pelo selo Balaclava Records.

Já o festival Balaclava Apresenta Conexão Rio/SP, que acontece no próximo final de semana em São Paulo, escalou o Bilhão para também brilhar em seu evento. O Bilhão se apresenta no dia 21, no Centro Cultural, na Vergueiro.

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O Bilhão é formado por Felipe Vellozo (em cima) e Gabriel Luz (acima), figurinhas conhecidas na esperta cena indie atual do Rio de Janeiro. Felipe toca também com Mahmundi e na banda Séculos Apaixonados. Gabriel é da Crombie, de Niterói.

O vídeo de “Mar de Vapor” está abaixo:

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CENA – Far From Alaska vai gravar novo disco nos EUA. E a Popload conversou com a Cris Botarelli

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Em meio a tantas nomenclaturas que a música hoje oferece, o incrível Far From Alaska, banda barulhenta vinda incrivelmente do Rio Grande do Norte, terra do maior festival indie do mundo (atente-se a adjetivos e superlativos da CENA), prefere não se render aos rótulos e se define como uma “banda de rock”. E é para manter este espírito do rock vivo que o grupo potiguar viajará até os Estados Unidos em alguns dias – mais precisamente dia 21 de janeiro – para gravar seu aguardado disco novo.

A boa nova não para por aí. Quem ficará encarregada de produzir e conduzir o trabalho é nada menos que a experiente Sylvia Massy, que receberá a banda brasileira em seu estúdio, na cidade de Ashland, no estado de Oregon, de onde os integrantes da banda prometem bastante interação com os fãs para falar de todo o processo de trabalho, que será full time e deve durar tipo um mês.

Sylvia tem no currículo trabalhos com bandas e artistas tipo Foo Fighters, Sonic Youth, Blur, Red Hot Chili Peppers e até, veja bem, Prince e Johnny Cash. Pouco, hein?

Antes do Far From Alaska viajar e ficar mais perto do Alaska (sério!!!), a Popload bateu um papo breve e delícia com a Cris Botarelli, uma das vocalistas e responsável pelas viagens sonoras do sintetizador e lap steel marcantes do grupo. Cris falou da expectativa das gravações, da volta do grupo aos Estados Unidos e, claro, da CENA indie Brasil hoje, cada vez mais internacional.

FFA2Fotos FFA: André Peniche

O Far From Alaska curtiu seu primeiro rolê internacional para shows no início do ano passado. Como foi a experiência e quais são os projetos para fora do país daqui pra frente?
Cris FFA – Foi demais! A gente tinha essa dúvida se o FFA seria uma banda interessante na gringa, se chamaria atenção das pessoas ou se seria mais uma banda de rock x. Isso porque a gente entende que o rock nos EUA, por exemplo, é como se fosse o samba no Brasil, nasceu lá, é lendário, cultural, grandes nomes surgiram e fazem parte do imaginário popular deles. Então, a gente achava que íamos encontrar um público difícil, mas não mesmo. A galera curtiu bastante o que viu, foi bem aberta a escutar e se entregaram ao show mesmo sem conhecer a banda. Na França do mesmo jeito, público atento e inclusive dançante! Melhor cenário impossível! Foi muito massa isso porque deu um gás novo pra gente, uma vontade doida de sair tocando nossos rock crazy por aí e é exatamente o que estamos planejando fazer. Conquistar mais 24 territórios e um à nossa escolha (haha jogadores de WAR entenderão).

Como surgiu a escolha da Sylvia Massy para trabalhar no novo álbum?
Cris FFA – Estávamos à procura de alguém para produzir nosso álbum há um tempão, mas a gente confessa que de forma meio preguiçosa, porque escolher um nome assim sem conhecer, ainda mais gringo, é complicado. A gente é meio hippie nesse sentido, tinha medo de “não rolar a vibe”! Por um amigo em comum dela com o nosso empresário Thiago Endrigo, acabamos esbarrando no nome da Sylvia e foi amor à primeira escutada! Primeiro porque ela é mina, segundo porque ela é maravilhosamente maluca, gosta muito de experimentação, assim como a gente, e, sei lá, bateu. Ficamos surpresos que ela aceitou fazer nosso disco diante de tanta coisa irada que ela já fez e é isso aí, vamos nessa!

060116_sylviaSylvia Massy será a responsável pela produção do novo álbum do grupo de Natal

Que tipo de pegada vocês esperam para este novo disco? Vocês já partem para o exterior com uma ideia moldada ou, quando as gravações começarem, podem rolar mudanças no meio do caminho?
Cris FFA – Dessa vez a gente se preocupou um pouco mais em compor mais canções, sabe? Essa coisa de conseguir tocar a música no violão no meio do luau e ser legal também? A gente não tinha tanto isso no primeiro, era mais riffão, grito e taca-lhe pau! Continua com tudo isso, mas as melodias estão mais legais, acho. E sim, a gente está indo sabendo exatamente o que quer, não tem como, o FFA é muito obsessivo nas composições, mas vamos pensar juntos lá no melhor jeito de chegar nesse resultado.

O FFA tem uma sonoridade peculiar, pesada, mas incrivelmente balanceada pela suas vozes femininas super bem colocadas. Como você tem visto essa “invasão” cada vez maior de meninas vocalistas em bandas de rock no Brasil?
Cris FFA – A gente acha que tá pouco, queremos mais bandas de meninas. Mais, mais, mais e mais. Quando tiverem muitas, aí a gente vai querer mais ainda, porque né, nunca é demais haha. Tem macharada demais já!

Esta parece ser uma época de proliferação da CENA alternativa no país, com cada vez mais bandas, gente engajada, selos, espaços para shows (até improvisados) e fortalecimento de festivais. Você acredita que pode estar ocorrendo, mesmo que em doses gradativas, uma pequena revolução no indie brasileiro? E o que falta para a CENA se fortificar de vez na sua opinião?
Cris FFA – Sim, acho que as ferramentas estão finalmente estabelecidas da forma mais democrática possível (internet, streaming, etc) e isso só tem ajudado o indie a crescer e se proliferar e se profissionalizar também.

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