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Melhores do Ano da Popload. Qual o DISCO INTERNACIONAL de 2018? Vote!

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A gente adora essa época do ano, de muita comida, bebida, uva-passa e listas de melhores do ano. E a Popload já começou a armar a discórdia a trilha sonora de sua confraternização, abrindo votações para estes que se destacaram em 2018.

O papo de agora é DISCO INTERNACIONAL. Em uma época cada vez mais difícil de se ouvir um disco cheio do início ao fim, por mais que o acesso aos mesmos esteja muito mais fácil, exitem aí grandes obras modernas habitando as playlists mundo afora.

O nosso 2018 teve, por exemplo, Janelle Monáe com um disco engajado, “Dirty Computer”; teve o Arctic Monkeys polêmico, com “Tranquility Base Hotel & Casino”; o 1975 se consolidando como grande banda de Manchester hoje graças ao “A Brief Inquiry Into Online Relationships”; o Young Fathers, o Snail Mail e o Shame salvando o rock; o Greta Van Fleet dividindo o mundo; o Interpol voltando; o Kanye, o Drake e o Pusha T tretando; a Natalie Prass, o Chvrches, a Florence, o Breeders, a Courtney Barnett, a Lykke Li e muitas outras mostrando que as mulheres estão no comando.

Mas e para você, qual o melhor disco internacional de 2018? VOTE AQUI.
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Melhores do Ano da Popload. Qual o SHOW NACIONAL de 2018? Vote

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* Estou para dizer que nunca tivemos, no Brasil, para a seara independente, um ano como 2018. Numa época bem difícil nossa como nação, com economia zoada e forte tendência ao desmantelamento de projetos legais, a CENA caminhou linda, mesmo que aos trancos e barrancos. As bandas crescem e aparecem, os festivais indies se consolidam e se conectam e se ajudam cada vez mais e o público, ah o público, tem ido atrás.

Seja em São Paulo, na Barra da Tijuca, em BH, Caxias do Sul, Floripa, Natal, Recife, Brasília, Uberaba, Uberlândia, Goiânia, Salvador, o coração indie pulsa que é uma beleza.

E o que é mais incrível, como tem sido de uns anos para cá, todo mundo acaba reunido em dezembro na SIM SP, misturado até com gringos, num centro cultural que tem uns 30 clubes como tentáculos.

Daí surgem coisas como eu ter visto uma carioca tocando num festival em Florianópolis e decidido botá-la num festival em São Paulo. Ou um festival do Recife vir acontecer em São Paulo, consagrando um rapper baiano, dentro de um ex-clube eletrônico gay que estava praticamente desativado para eventos indies. Ou um produtor goiano arquitetar a melhor programação da noite paulistana numa revampirizada casa da fervente Potato Valley. O indie brazuca tá foda.

No meio dessa movimentação toda, ora pois, tem os shows em si. Todo dia, toda hora, em todo lugar. Todo tipo de banda, todo tipo de pegada, todos os ritmos, toda formação possível e impossível. A cena brasileira independente enriqueceu.

Como resultado de tudo isso, a gente quer saber seu voto. Venha quem vier. Jaloo no Balaclava Fest, Edgar no Festival DoSol em Natal, Letrux no sol escaldante no Popload Festival, Boogarins no Coquetel Molotov em Recife, Baiana System sacudindo o Bananada em Goiânia, Maurício Pereira na Casa de Francisca no Centrão, O Terno na semana que vem no Cine Joia (faça sua projeção, ué), Carne Doce no Agulha em Porto Alegre, LETO no CRIA Festival dentro da Casa das Caldeiras enquanto fora tinha 20 mil pessoas na festa do título do Palmeiras, Liniker & O Terno no Popload Festival, Supervão na Casa da Luz, no chão da pista, durante a SIM SP, Luedji Luna no Coala, Black Pantera no Centro Cultural, Raça no Locomotiva em Piracicaba, Rakta no Locomotiva em Piracicaba, Elza Soares no Cine Joia, Holger no Meca Fabriketa, Luiza Lian no Teatro Oficina, Heavy Baile (RJ) na festa do Bananada (GO) na SIM SP dentro do Z.

Entende o rolê que tá?

Vota aí, então. VOTA AQUI, então.

Semana que vem sai a lista da Popload e a da galera, em post de resultados. No meio dessa diversidade louca, quem vai ganhar, será?

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** As fotos deste post: A primeira é da banda Holger em performance num dos Balaclava Fest no ano, em imagem de Fabrício Vianna. A segunda é do rapper baiano Baco Exu do Blues no Coquetel Molotov SP, foto de Youtube. A terceira é O Terno em ação no Locomotiva Festival, em Piracicaba. A quarta, de Luiza Lian (feita por Thais Mallon), no clube Z, no Largo da Batata, durante a SIM SP, em foto de Fabricio Vianna, que também é responsável pela da home da Popload, um “vu-pá” da Letrux no Popload Festival.

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Melhores do Ano da Popload. Qual o SHOW INTERNACIONAL de 2018? Vote

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* Estou em dúvida aqui se tiro o Nick Cave da contenda, para facilitar para os outros. Você me entende? Ou não?

Mas ok, vamos lá. Melhores shows internacionais do incrível ano de 2018 de taaaaaantas apresentações gringas boas. Escolha o seu em nossa enquete ou aponte outro que não está nas opções oferecidas.

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Ano que começou com Phoenix em Curitiba, teve o espetacular Gorillaz na chuva no Jockey, todo o Lollapalooza com os mágicos LCD Soundsystem, Liam Gallagher e David Byrne, não esqueçamos a Laninha Del Rey arrasando, o especialíssimo Mogwai tropicalizando um barulho no Butantã, os supraindies Connan Mockasin e Thee Oh Sees, o galã Father John Misty chamando todo mundo para uma intimidade no palco do mais bonito auditório do Brasil, At the Drive in brigando com fãs da Lorde, a Lorde em si e de sutiã, o Death Cab for Cutie tocando sentado mas tocando, a volta incrível do Franz Ferdinand, a dobradinha Foo Fighters & Queens of the Stone Age, o fodaço Deerhunter. A reta final com Morrissey e New Order.

Teve também três shows históricos. O histórico porque é sempre histórico Radiohead, o primeiro do Roger Waters no Allianz, mais pela tensão política absurda e provocando quase uma guerra de classes e de pensamento real, e o transformador Nick Cave & The Bad Seeds, retornando ao país para uma dessas experiências sonoras e sensoriais que fica muito injusto chamar de “show”.

A gente, semana que vem, vai publicar aqui duas listas. Uma de melhores da Popload em si, outra dessa convocação deste post, chamando você a votar através deste link aqui. VOTE!!!

Grande parte dos concertos sugeridos tem um “olhar paulistano”, por causa da força de SP como praça de shows e tal. Fique livre para votar, por exemplo, no Noel em Belo Horizonte (eu estava lá e até votaria, se…) ou Franz Ferdinand em Natal.

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** A foto do LCD Soundsystem no Lolla, a primeira deste post, é de Marcelo Brandt, do G1. Na sequência, o Franz Ferdinand em ação em São Paulo, do Fabrício Vianna/Popload. A do Radiohead, a terceira, tem crédito de César Tavares, do G1. A que fecha, da Lorde, é de Fabrício Vianna, da Popload, assim como a do Nick Cave, na home.

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CENA – Sexo, drogas, punk e funk: saiu uma mixtape doida do inquieto Subburbia. E também uma review incrível do Emil e da Marina

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Se você acompanha a Popload há algum tempo, sabe que o Subburbia, banda noise-dance-punk-fuleirista de porão que ensaia no sotão de um sebo de discos e livros que fica “fora do eixo” curitibano, é uma das prediletas deste espaço.

Daí que, chegando o Natal, eles resolveram soltar uma mixtape. Tudo a ver, nada a ver. Mas a compilação feita pela dupla Emil e Marina mistura sexo, drogas, funk e até rock.

No total são 10 faixas e a melhor definição para tudo isso é “estranhamento”, palavra de alta receptividade por parte do Subburbia. O título? “Luv Exorcism”. Entre os convidados especiais, além de alguns produtores brasileiros, estão os Free Weed e Labanna Babalon.

Em meio ao lançamento da mixtape, o duo entrou em turnê com a gringa Colleen Green para uma série de shows pelo Brasil, incluindo uma noite dedicada ao seu selo, Terry Crew, dentro da programação oficial da SIM SP. Entre as datas, eles ainda viajaram até o sul do país para se apresentarem em uma noite lotada em Porto Alegre ao lado dos locais da Supervão.

“Luv Exorcism” está disponível abaixo e prepara o caminho para uma série de materiais que devem sair derivados dela, incluindo um vídeo para “Sniff Coca”. Para os amantes de música boa que vai de Death Grips a Prince, basta dar o play.

** No programa “Dance Boy Apresenta”, conhecido no circuito alternativo de Curitiba, Emil e Marina fizeram um faixa a faixa incrível da mixtape.

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CENA & POPLOAD SESSION & POPLOAD TV apresentam… JUSTINE NEVER KNEW THE RULES

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OK, o título de apresentação desta Popload Session mistura instáncias e está meio confuso, haha. Mas é mais ou menos isso. Eu ainda ia botar a vinheta do Bananada (explico abaixo), mas deixa…

Dentro da CENA e via a novíssima Popload TV, a Popload Session bota para tocar abaixo a nova banda Justine Never Knew the Rules, quarteto de Sorocaba que comunga da cartilha shoegaze, bastante significativa para o indie da cidade do interior paulista. O grupo foi um dos destaques da programação da semana do Bananada 2017 e aproveitou a trip para tocar em Uberlândia, MG, que nem é no Centro-Oeste, mas já que estão por aqui… Entre outros festivais, a banda toca em São Paulo no Dia da Música, em junho, e no festival Circadélica, de Sorocaba, em julho.

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O JNKTR lançou seu primeiro disco, “Overseas”, no final do ano passado, e comparece a esta session da Popload com duas faixas dele: “16” e “Just Like Yesterday”.

Então vamos. Senhoras e senhores, com vocês… JUSTINE NEVER KNEW THE RULES.

** O JNKTR é Bruno Fontes, Marcel Marques e Maurício Barros, que se revezam em guitarra e baixo e cantorias, e Gabriel Wiltemburg, que senta à bateria.

** As fotos do Justine Never Knew the Rules, deste post e da chamada na home da Popload, são de Marceli Marques.

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