CENA – Rodrigo Amarante: “Nossas vozes são ecos de outras vozes, teatros que incorporamos ao fingir sermos adultos”. Teve isso, teve “Drama”, política, Los Hermanos, Caetano, Dylan…

1 - cenatopo19

* A gente imaginou que ia ser 10 nossa conversa com o Rodrigo Amarante, que rolou nesta semana via Popload TV (nosso canal no Youtube). Mas não sabia que ia ser tanto assim. E mais: foi a nossa live que mais colou uma turma para escutar e também tentar fazer suas perguntas para o “ruívo” – aliás, desculpas nossas por não dar conta de ler todas as perguntas: foram muuuitas. E a gente só tinha meia hora de conversa programada, Rodrigo cumpre uma superagenda de compromissos nessa divulgação do seu segundo álbum solo, “Drama”. E não estamos aqui para fazer “drama”. Ele sim.

A conversa toda está na íntegra no YouTube, mas em resumo falamos sobre as questões que cercam seu novo álbum, sua abordagem, sua relação com o coletivo que ajudou Rodrigo na produção e suas músicas – algumas delas velhas conhecidas dos fãs mais atentos e na conversa ele conta os bastidores de “Carta” e “Um Milhão”.

Também falamos de política, um tema que passa longe do disco de maneira literal, mas que está cantado na opção de abordar amores e dores e assumir esse lado mais emocional sem medo – além de se apresentar como alternativa a uma suposta competição que rola entre os homens e o quão falha é a conversa de meritocracia.

E teve tempo de tocar no assunto Los Hermanos. Rodrigo contou dos shows mais recentes da banda e refletiu um pouco sobre a opção pelo longo hiato criativo do grupo – que já dura 14 anos. “Uma sábia decisão”, ele avalia. “Banda é um diálogo, às vezes a conversa morre um pouco.”

Ele declarou até seu voto no ano que vem – Rodrigo vive em Los Angeles, nos EUA (também falamos sobre a diferença de humor entre cariocas e norte-americanos) e de lá pode votar para presidente. Tem que assistir, chega de spoilers da conversa.

Ah, teve um duelo Caetano x Dylan. Pensando agora, durou mesmo só meia hora essa conversa?

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