Chet Faker ontem no Rio, em noite de Chico Buarque

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* O músico australiano Chet Faker fez show solitário ontem no Rio de Janeiro na bela casa de shows Sacadura 154, na zona portuária. O “solitário” fica por conta de ser uma apresentação única no Brasil, pulando São Paulo desta vez por motivos de paúra de avião e outras complicações nervo-justificadas.

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Esse concerto solitário de Faker foi muito bem acompanhado, por mais paradoxal que seja.
Acompanhado por 2500 pessoas na platéia e por dois caras no palco, no caso um baixista e um baterista muito bons, porque Chet Faker agora tem momentos de crooner e achou de colocar cada vez mais uma presença de banda no palco.

O público, constituído em sua maioria por um contigente de meninas bonitas cariocas (perdi alguma coisa em sua transformação, Chet?), levou à Sacadura 154 um climão de novela, pelos altos backing-vocals incidentais tipo show do Chico Buarque (veja se estou mentindo, depois de ver o vídeo de “Talk Is Cheap”, abaixo).
Deixa o Chetão cantar, garotas!

Embora essa coisa Chet Faker Band faça o show ir para um perigoso caminho “jazzy” às vezes (palavras de um amigo que tem banda), ele sai muito do lugar comum e brilha quando sozinho no palco, atrás de suas três mesinhas, mestre de botões que é. Além de APENAS ter uma voz magnífica para a música que toca e ter letras e melodias de chorar de tão bonitas e cheia de almas (soul?), ainda que sejam construídas na pegada eletrônica em sua essência. Tá me entendendo, haha?

Chet Faker arrasa. Arrasou. E ainda vai arrasar em São Paulo também (e de novo), parece.


** O “gato” Chet Faker, que anda copiando nome de outros gatos mais gatos por aí, tocou no Rio graças a agitos dos empolgados do Queremos!

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