Com show empolgante, Pin Ups anuncia seu fim. Muitos anos depois de ter acabado

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* Do Millencolin no Carioca Club até o Evil Conduct no Clash, São Paulo viveu um de seus finais de semanas mais intensos dos últimos tempos. No meio desses shows citados tem uns tais de Pearl Jam, Câmera, Aldo The Band, Cabana Café e Pin Ups. A gente vai gastar uns posts da Popload para falar da maioria dessas apresentações, a partir de agora. E o primeiro é o Pin Ups. E para falar do show chamei meu brother japonês Walter Matsuzoe, o cara que mais entende de Pin Ups e do que era ser indie no final dos 80, começo dos 90 em São Paulo. Depois de mim, claro. Haha.

Com a Choperia do Sesc Pompeia lotada, os Pin Ups comemoraram os 25 anos do lançamento do primeiro álbum com um incrível show de despedida. O clima era de festa como uma reunião de velhos amigos para passar a limpo o que aconteceu nestes últimos tantos anos e nos fizeram lembrar de um período onde a espontaneidade era o foco principal e ficava até difícil de saber quem estava se divertindo mais: o público ou a própria banda.

Assim como os ilustres convidados, que se juntaram ao trio Zé Antônio, Alê e Flávio, estavam todos lá: Rodrigo do Killing Chainsaw, Rodrigo Carneiro do Mickey Junkies, Mário Bross do WRY e Adriano Cintra, fazendo uma participação/homenagem para a banda que abriu caminho para todas as outras.

Em quase duas horas de show jogaram no liquidificador todas as influências, de Superchunk a My Bloody Valentine e mostraram depois de tantos anos que continuam sendo barulhentos e dotados de uma energia que justifica todo o culto por parte de tantas bandas novas.

Enquanto tantas bandas anunciam um retorno, o Pin Ups, mais uma vez na contracorrente, anuncia o fim. From here to eternity!

** A foto da home da Popload é de Otavio Souza.

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