Netflix bota no ar “This Is Pop”, série de oito episódios sobre causos marcantes da história da música

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* Acaba de estrear na plataforma Netflix a docussérie “This Is Pop”, espertas e movimentadas oito partes de aspectos históricos pontuais da música dos últimos anos, dentro deste amplo e delicioso conceito chamado POP. “Últimos anos”, aqui, entenda por causos pop dos anos 90 para cá. Mas com alguns de histórias bem anteriores a isso.

Nada que você pode não ter visto ou sabido, nada de novidades bombásticas (mas sempre tem algumas info novas esquecidas ou desconhecidas), mas tudo bem lembrado e bem contado e bem editado dos agitos musicais que marcaram parte de nossa existência atrás dessa coisa sonora que gostamos tanto: bandas, shows, festivais, movimentos, revoluções, bastidores da indústria musical.

A lista dos episódios é um bom referencial do que está contido em “This Is Pop” e por que a série toda pode te interessar.

thisispopdentro

1. “The Boyz II Men Effect”
No começo dos anos 90, Elvis Presley tinha o primeiro lugar das paradas da “Billboard” por muitas semanas até chegar um grupo novo e desbancá-lo. Não, não era o Nirvana. Mais, era uma boy band da Filadélfia. O histórico grupo vocal Boyz II Men fez história nas paradas americanas e na música black dos EUA e foi precursor da onda de boys band. O Boyz II Men terminou sua carreira como um dos seis grupos que mais conseguiram emplacar números 1 na “Billboard”, ao lado de nomes como Beatles, o referido Elvis, Drake e outros poucos.

2. “When Country Goes Pop”
O provocador rapper cantor Orville Peck é o condutor deste episódio sobre… música country. E vai explicar, de um jeito delicioso, o que faz um rock ser country. Este aqui conta com entrevistas com gente do naipe Shania Twain e Steve Earle.

3. “Auto-Tune”
Este é polêmico. O assunto é polêmico, não o episódio, que é bem bom sobre o uso da tecnologia que “corrige” ou modifica vocais e alguns instrumentos em uma música. Muitos a considera artificial, outros acham que expande o alcance de vocalistas. Enfim, sempre treta falar sobre isso. Produtores, o inventor do auto-tune e o T-Pain dão depoimentos sobre o uso dessa “arma” musical inventada no final dos anos 90.

4. “Stockholm Syndrome”
A capital sueca é uma fabriquinha de talentos musicais que conquistam o mundo de alguma forma, do ultrapop Abba aos indies explosivos Hives. Existe uma fórmula da Suécia para transformar nomes como Ace of Base em fenômenos mundiais? E qual a importância do assobio do Peter Bjorn and John nessa história toda?

5. “The Brill Building in 4 Songs”
Este é sobre o icônico prédio de Manhattan, Nova York, na Broadway com a 49th, onde muitas canções clássicas foram escritas. Era, nos anos 50 e 60, o predinho de escritórios da indústria musical, alguns estúdios, mesas de produtores de disco e até lar de alguns artistas promissores que vinham de fora para serem mais bem preparados para o sucesso em NYC. É considerado o point de onde saíam os sucessos das paradas d virada para os anos 60.

6. “Festival Rising”
Curte um festival de música? Saiba de onde eles vieram, quais foram e são os mais icônicos, como cada um a sua época espelhava a sociedade local. Estrelando Woodstock, Glastonbury e vários outros. Imperdível.

7. “Hail Britpop!”
O episódio que, junto com o de festivais acima, fala mais alto à Popload. Descreve, com entrevistas bacanas com a galera do Blur, o produtor-herói Alan McGee e a incrível Lauren Laverne, da BBC 6Music, entre outros, como nasceu o britpop, numa época em que a música britânica era uma terra arrasada pela galera do Nirvana, grunge, o alternativo rock americano. Já contamos essas histórias aqui mil vezes, mas no doc da Netflix está muito bem organizada.

8. “What Can a Song Do?”
O papo aqui é a força das canções de protesto, quando elas surgiram, como elas mudaram através dos anos e como algumas delas se tornaram hits pop. Chuck D, do gigantesco grupo de rap Public Enemy, óbvio, estaria neste episódio.

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