“Novo Coachella”, de Nova York, teve de SIA a Diplo, mais uma le tigre e um beastie boy

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* Nesta era doida de festivais sem fim, principalmente no verão dos países “lá em cima”, que engloba Europa e EUA, aconteceu neste final de semana a primeira edição do Panorama Festival, evento de música e arte talhado pela produtora multimilionária Golden Voice para ser o “Coachella da Costa Leste”. Pois bem.

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O festival, armado na Randall’s Island, uma ilha de rio entre Manhattan e o Queens, que no passado entre outras coisas era utilizada para isolar os doentes de varíola, teve como headliners a banda canadense Arcade Fire e seu show de sempre, para o bem e para o mal, o Kendrick Lamar e o caseiro LCD Soundsystem, que diferentemente do que viu diante de si no festival escocês T in the Park, teve um enorme público para prestigiá-lo. New York I love you and you bring me up, James Murphy deve ter pensado.

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Outras atrações bombator do Panorama, pelo que li/acompanhei, foram a incrível SIA, a farra do Major Lazer do Diplo, o show novo do Blood Orange e o Despacio, a tenda soundsystem bem louca do James Murphy e dos 2ManyDJs, com sete torres de som ao redor da pista, um globo giga ao centro e o foco não no DJ, mas sim na galera. Vocês lembram-se disso no Coachella, né?

Teve Broken Social Scene, The National, Kurt Vile e Sufjan Stevens para os indies das antigas. E Daughter, Anderson.Paak, Julian Ruin (a banda da heroína Kathleen Hanna, ex-Le Tigre e pilar do movimento GLS da música na maior cidade do mundo) e o Front Bottoms para os avant-indies. E vários outros.

Fizemos uma compilação rápida de uns momentos bons deste primeiro Panorama, as it follows.

* Beastie boy original, músico do lendário grupo de hip hop do pedaço, encheu de som de sua ex-banda em DJ set disputadíssimo, no Panorama. Tipo assim:

* Arcade Fire marchando entre o público no final do show, batucando e metalizando David Bowie com a Preservation Hall Jazz Band. Reinterpretaram “Rebel Rebel”, “Suffragette City” e “Heroes” de modo zoneado. Aqui, a parte de “Heroes”.

* A balada do Despacio em 11 minutos.

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