Pom Pom Squad solta seu ótimo álbum de estreia e revela ao mundo a ativista indie Mia Berrin

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* Que dia de lançamentos, hoje. No meio de muita coisa boa desta abençoada sexta-feira musical temos ainda o primeiro álbum da banda nova-iorquina Pom Pom Squad, da incrível vocalista e guitarrista novinha Mia Berrin. Celebração indie.

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“Death of a Cheerleader” é o simbólico nome do disco. Mia Berrin não é fácil. Ela atualiza o grunge de meninas tendo nascido bem depois de o grunge ter chacoalhado o rock. Num forte olhar feminino de líder e ativista principal no que se envolve, ela dá um recado para os jovens como ela que o problema do mundo não está mais dentro do colégio, como nos filmes de sessão da tarde, mas sim no planeta inteiro e são muito maiores e complexos. Ou então estão bem dentro de cada um desses jovens, também maiores e complexos.

O Pom Pom Squad é, além de Mia Berrin, formado por Shelby Keller (bateria), Mari Alé Figeman (baixo) e Alex Mercuri (guitarrra, o único menino da banda).

O disco de estreia do grupo do Brooklyn consegue ser fofo e punk ao mesmo tempo. Veloz e viajandinho. Gritado e sussurrado. Completado pelos vídeos musicais que Mia faz, dirige e atual, se torna um pacote brilhante.

Suas músicas de destaque são “Lux” e “Head Cheerleader”, os singles. Mas canções como “Cake” e “Drunk Voicemail” soltam aos ouvidos de imediato nas primeiras audições do álbum.

O disco tem ainda uma cover maravilhosa de uma música muito desconhecida da geração alfa, z ou millenial e corre o risco de Mia ser chamada de cringe por ter colocado ela no álbum, mas a vocalista não está nem aí. “Crimson + Clover”, que cai direitinha “Death of a Cheerleader”, é uma música de 1968 de uma banda chamada Tommy James and the Shondells. Foi um sucesso instantâneo à época, vendeu milhões de compactos, mas hoje só toma em FM flashback, quando toca.

E a música que encerra esse début do Pom Pom Squad é o ruidoso trechinho de 23 segundos chamado “Thank You and Goodnight”, colocado ali só para o disco não acabar tão meloso com a gostosa “Be Good”, quase um bolero indie.

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