Popload na Noruega: O valor de 1 temer, o sexo francês, a Aurora e o Alex Turner

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* Øya, galere. Tudô bëm?

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* Oslo, cidade de contrastes econômicos. Em total desacordo com o bolso brasileiro. É mais que famoso (batido?) falar do preço das coisas aqui na Noruega ou na Escandinávia em geral, para estrangeiro ver. Mas uma cervejinha barata custar o preço de um negroni no Frank é de doer. Ontem meu café da manhã, rigorosamente um iogurtinho, um café com leite e um croissant, saiu pela bagatela de R$ 65 temers (primeiramente…). Mas a água é baratinha. Só R$ 12 reais a garrafa. Pequena.

* Vasculhei atrás de revistas legais de música aqui em Oslo, mas desisti de comprar e mostrar aqui. Não pelo preço, com relação ao assunto acima. Mas por causa da língua. Com norueguês não tem jogo. E também porque só achei duas publicações sobre death metal, aparentemente. Vou procurar melhor. Mas, em compensação…

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* Achei fácil a corrente edição da francesa “Les Inrockuptibles”, uma das minhas revistas favoritas no mundo, pardón my french. É a famosa edição dupla de verão com o tema “sexo”. The “sex edition”. Ou “Sexe 2016”, para ficarmos na língua. Sexo enquanto cultura, sem perversões outras. Tem uma entrevista com a galera da banda francesa La Femme, hoje um trio de, veja bem, krautrock francês. Eles lançam o aguardadão segundo álbum agora no dia 2 de setembro e são considerados pela “Les Inrock” como a banda mais sexy do mundo hoje. Adequado para a edição especial. Fala também do puritano sexo virtual da moçadinha francesa, traz um especial fotográfico sobre pau moles esquisitos enquanto foto-arte, faz um raio-x das sextapes de “notáveis”desde a do Rob Lowe de 1988, traz o sexo no cinema de hoje, como os escandinavos (oia!!) estão lançando a “novelle vague” dos desejos e o perfil da Victoria, a francesinha de 22 anos que é a princesa das webcams. Ok?

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* Ontem, um dos destaques do primeiro dia do Øya Festival foi o show da banda dos “namorados” Alex Turner e Miles Kane, a The Last Shadow Puppets, que tocou cedo para o horário, para um público até que bacana, mas que era um terço da audiência, no mesmo palco, tipo uma hora depois, da atração local Aurora, a loirinha sensação aqui na Noruega e que apareceu no mundo indie fora daqui por causa de uma cover de Oasis. Aurora Gallagher tem chamado tanta atenção que inclusive tocou em um enorme festival americano recentemente, o último Lollapalooza, veio para casa para se apresentar no Øya e amanhã já estará cantando e fazendo feições de garota-problema, ora fofa ora descontroladinha, no também grande Way Out West, festival sueco.

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Sobre o TLSP, entre caras e bocas e roupas fashion e cantando juntinhos no mesmo microfone na velha linha Carl Barat/Peter Doherty, a outra banda do Alex Monkeys fez seu agradabilíssimo show, com quarteto de cordas de fofas e um baterista ótimo. Sobre as habilidades na guitarra tanto de Kane quanto de Turner, dispensável falar. Idem sobre as boas músicas de seu destacável segundo álbum, “Everything You’ve Come to Expect”, lançado em maio deste ano, idem ibidem. Abaixo, o show todo dos ingleses bromancers.

E o concerto inteiro da loira bipolar Aurora também.

* Daqui a pouco mais sobre o Øya e sobre o show do rapper inglês Skepta, o melhor entre os melhores (?!?). Agora, uma fotinho do público para o show da Aurora, durante o show da norueguesa!

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** A Popload está em Oslo, Noruega, a convite do Øya Festival.

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