Popnotas – A série do Mark Ronson. O crush da Faye Webster. A fragilidade do Damon Albarn. E as demos cinquentonas da Joni Mitchell

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– Já que estamos na onda de seriados e filmes sobre música, vem aí mais. “Watch the Sound with Mark Ronson” vai trazer, veja só, o espertíssimo produtor britânico explorando, ao lado de gente sincera como Paul McCartney, Questlove, King Princess, Dave Grohl, Ad-Rock e Mike D (Beastie Boys) e Charli XCX, questões tecnológicas que mudaram os rumos das gravações. Como Ronson lembra no trailer, são essas tecnicidades que separaram meras boas músicas de boas gravações, aquele conjunto da obra que pesa tanto no fim. Em cada episódio, Ronson se desafia a criar uma música nova a partir dessas técnicas – reverberação, sintetizadores, auto-tune, sequenciadores de ritmo, samples e distorção. Interessante! A série vai passar na Apple TV+ e estreia, pelo menos no anúncio gringo, no dia 30 de julho.

– Só aumenta nossa ansiedade para o novo álbum da Faye Webster, cantora americana de 23 aninhos e já três álbuns lançados. “I Know I’m Funny Haha”, que tem risadinha no nome, saí nesta sexta já, mas ela aproveitou para mandar um novo single e vídeo poucas horas antes do lançamento. De novo, um título engraçado: “A Dream with a Baseball Player”, som que tem um balanço e tanto. Na explicação de Webster, é sobre um crush dela. No caso, por jogadores de baseball.

– Não dá para dizer que o grande Damon Albarn esteve parado neste anos todos. É um homem de muuuitos projetos paralelos, além mesmo de Gorillaz e Blur, mas disco sozinho, com seu nome mesmo estampado na capa assumindo toda a bronca, não rolava desde sua estreia no distante 2014. “The Nearer the Fountain, More Pure the Stream Flows”, seu segundo solo oficial, chega em novembro a partir de uma proposta ousada de Damon. “Originalmente concebida como uma peça orquestrada inspirada nas paisagens da Islândia, este último ano rendeu um retorno à música, uma vez em lockdown, e a desenvolver o trabalho para 11 faixas, explorando mais temas de fragilidade, perda, emergência e renascimento”, escreve em nota sobre o disco. A faixa título, já disponível, dá conta de explicar esse tom que o álbum deve ter. E o mullet do Albarn, conforme vimos na edição online do Glastonbury e na foto da home da Popload, continua firme.

1. The Nearer the Fountain, More Pure the Stream Flows
2. The Cormorant
3. Royal Morning Blue
4. Combustion
5. Daft Wader
6. Darkness to Light
7. Esja
8. The Tower of Montevideo
9. Giraffe Trumpet Sea
10. Polaris
11. Particles

– Faça um favor a si mesmo e ouça agora as demos que a inesquecível Joni Mitchell liberou do clássico “Blue”, que completa 50 anos neste ano (e ela, 78). São cinco canções que chegaram de surpresa em um simpático EP. A cantora e guitarrista canadense (e pianista e ativista e pintora) também postou um vídeo muito fofo no Twitter, celebrando que “finalmente” o Blue anda recebendo boas críticas. Quem falou mal desse disco lá em 1971 teve coragem, hein?