Popnotas – St. Vincent levando os anos 70 ao Fallon. A grande volta do Wombats. O Wry eletrônico. As cabeçadas das Sleater-Kinney

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* No rolê de mostrar músicas de seu novo disco, o já famoso “Daddy’s Home”, a poderosa St Vincent, agora na versão loira anos 70, foi ontem ao programa do Jimmy Fallon para uma performance ao vivo de “Down”, faixa do álbum. Ela foi armada de umas backing vocals classudas e tudo. Toma aí essa belezura toda.

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* Teve uma vez, num desses South by Southwest da vida, tipo 2007/2008, o grupo inglês The Wombats, que na época experimentava dias melhores na cena britânica, anunciou de surpresa que ia fazer uns três shows rápidos seguidos em bares da famosa rua 6, em Austin, a principal rua do Sxsw, que tem mais bares e clubinhos e restaurantes com palcos do que São Paulo inteira. Era tocar, pegar as coisas e ir para o outro bar. Repeat. Eu fui nessas atrás deles e vi os três shows do grupo de Liverpool. Dito tudo isso, sem que nada tenha a ver com nada, o Wombats, que até tem uns discos perdidos nos anos 2010, está armando uma grande volta, com disco novo, turnê grande etc. Esse retorno começou hoje, com o lançamento deste single “Method to the Madness”, que marca a primeira música inédita da banda desde o disco “Beautiful People Will Ruin Your Life”, de 2018. E vem com um vídeo climão, meio nonsense, mas até achei que acabou bem, dadas as circunstâncias. Detalhe para uma das frases que marcam os momentos forte da música, em que o vocalista Matthew Murph grita “Fuck my sadness”. Estaríamos diante de mais uma desses contra-ataques novos ao indie-mental health que se apoderou do som jovem dos últimos anos? Mais outro detalhe. A lindeza que vaga pelo vídeo de “Method to the Madness” é a influencer e cantora mexicana Reno Rojas.

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* CENA – Uma das bandas mais “guítar” e longevas da cena indie brasileira, os sorocabanos do Wry estão buscando espichar sua música para tudo quanto é lado, num interessante caminho de experimentações. Primeiro, recentemente, passaram a fazer canções cantadas também em português. Outra que acabaram de lançar um EP de cinco faixas mexendo com músicas suas nova e mais antigas num caminho mais eletrônico. O capo da banda, Mario Bros, explica melhor: “Em síntese essas cinco faixas expandem o som a um horizonte elétrico, com linhas de baixo marcantes do deep house brasileiro, sintetizadores sequenciados de estética synth-pop moderna (e que também remetem aos anos 80) e influências de Björk dos anos 90 e drum’n’bass clássico. OK? Amanhã tem um vídeo de uma delas, que a gente cola aqui. Fica o convite a voltar a esta nota. Confira o naipe do EP:

01 Weapon in My Hand
02 Weapon in My Hand (Geztalt Remix)
03 Weapon in My Hand (Yuro Remix)
04 Don’t You Ever Call on My Name Again (Langley Remix)
05 Cancer (Ecstasy Remix)

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* Estamos grudados nas andanças novas do ótimo duo americano Sleater-Kinney, duo formado por Corin Tucker e a grande Carrie Brownstein (foto na home) e que surgiu lá nos anos 90 nas brumas e pelos lados do grunge da região ponta-esquerda norte dos EUA. Dia 11 de junho elas lançam seu décimo disco de estúdio, chamado “Path of Wellness”, que já teve o belo single “Worry with You” e hoje revela mais um novo single. “High in the Grass”, a música, boa também, tem um vídeo bizarrinho, de dança das cabeças. Quando há cabeças. As Sleater-Kinney partem em agosto para uma turnê do disco novo acompanhando o Wilco. Pensa.

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