Saiu o disco da banda inglesa Tigercub. É grunge de hoje, mas com um coração batendo dentro dele

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* Álbum que a gente ficou de olho por estes tempos, saiu hoje em sua inteireza “As Blue as Indigo”, o segundo álbum da banda Tigercub, de Brighton, liderada pelo figuraça Jamie Stephen Hall (o cara da direita na foto), para muitos uma espécie de “grunge inglês” atualizado, para a banda apenas um “rock abrasivo”. Sendo que abrasivo, você sabe, é algo duro e que corrói. Talvez faça sentido mesmo.

Banda que pega o pós-punk e bota uma pitada generosa de heavy rock, num sentido mais Biffy Clyro da coisa, digamos, mas com um coração sensível batendo forte, o Tigercub tem colecionado elogios das resenhas que vimos sobre este disco hoje, fresquinho nas plataformas.

A diferença do Tigercub de 2016 (primeiro disco, “Abstract Figures in the Dark”) e o Tigercub de 2021 foi a sensibilidade aflorada de Jamie depois que deu uma parada com a banda, depois de um certo barulho inicial e depois um sumiço.

Não deve ser à toa que dois de seus singles recentes, que estão no novo disco, são “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)” e “Funeral”, nosso velho som calminho-pancada-calminho.

O site inglês “DYI” definiu perfeito a pegada deste “As Blue as Indigo”: “São um punhado de melodias pop vestidas de grungy rock que estilisticamente cairiam em algum lugar entre Death from Above 1979 e “Queens of the Stone Age”.

Entende a referência?

No que deu para ouvir do disco rolando solto durante o dia, “As Blue as Indigo” é bem esperto no que se propõe, arrancando espantos nossos na linha “que feroz!”,”que mellow”. Talvez não aponte para nenhum caminho além do óbvio, mas estaremos aqui atentos no que Jamie Stephen Hall vai fazer com ele.

Para engrossar o caldo do lançamento do disco, o Tigercub soltou um vídeo para uma das faixas, “Sleepwalker”. É uma boa porta de entrada para o álbum, apesar do não-vídeo esquisito haha.

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