Em A More Translucent Haze:

CENA – Gustavo Bertoni vê luz dentro dele em música nova. E, fora, uma nova pele. Ouça “Old Ghosts, New Skin”

1 - cenatopo19

* Em produção non-stop do seu lado B, o cantor e instrumentista Gustavo Bertoni revelou hoje mais uma música nova, o single “Old Ghosts, New Skin”, com vídeo e o anúncio de que a canção faz parte do novo EP de Bertoni, “A More Translucent Haze”, a ser lançado em julho. Em 2020, ele sobrepôs sua trajetória musical no grupo Scalene com o caprichado “The Fine Line Between Loneliness and Solitude”, seu terceiro solo, lançado em agosto.

A costura com a CENA, desta vez, se dá não em dueto. Depois de em 2021 vir com um single com parceria com o Apeles e outro mais recente com a cantora Giovanna Moraes, Bertoni conta de novo com a colaboração do Eduardo Apeles Praça, mas desta vez na produção da canção (e num tecladinho aqui e num synthezinho ali).

A introspectiva “Old Ghosts, New Skin”, segundo Gustavo, traz novos timbres e perspectivas na evolução de sua carreira solitária. “Os sentimentos mudam, os erros acabam por movimentar nossa vida para a frente. A faixa, assim como o EP, ecoa essa ideia, traz um lado mais energético que traduz essas descobertas subjetivas também para a construção sonora”, explicou.

Diferentemente da delicadeza na melodia, que faz do single outra de suas músicas para se ouvir no escuro, “Old Ghosts, New Skin” aponta para um tempo de retomada, mais alegre um pouco, pós-pandemia. O trecho “When this whole thing ends; call up your best friend; tell him how you’ve been; schedule your next trip; make sure you go far; don’t swallow your regret” verte esse sentimento ao inglês, seu idioma solo.

“Viver em isolamento social não tem sido fácil. Sinto falta de muita coisa, de muitas pessoas. Direcionei isso para as criações, compus muito. Depois compartilhei demos com o Apeles, que trouxe umas ideias também. Ele contribuiu bastante no processo como um todo, antes e durante o estúdio”, falou, incluindo o parceiro Apeles na conversa produtiva.

“Estamos todos presos dentro de nós mesmos, para além (e antes) da pandemia. A gente se limita e se confina de certa forma. E esta música me deu uma esperança, sabe? Me bateu uma vontade de viver a vida mais livremente depois que isso tudo passar, sinto que lancei um olhar mais otimista para o futuro”, completa, meio que dando pinta de qual é essa “nova pele” que está no título da canção.

Eis, então, a música e o vídeo de “Old Ghosts, New Skin”.

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