Em adriano cintra:

O primeiro EP da bela Bárbara Ohana

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* Você sempre soube, estamos de olho há algum tempo em Barbara Ohana, cantora “popload favourite” carioca de alma paulistana ou o contrario. Transitando bem no perigoso limiar entre o indie esperto e a MPB, ela posta sua voz em algum lugar entre a etérea Lykke Li e uma St. Vincent calminha, cantou para o Giberto Gil e gravou com músico do Wilco. Ok até aqui?

Moça de singles bonitos e vídeos idem, ela lança agora, tipo hoje, o EP “Dreamers”, incrivelmente bem tocado, cantado e gravado. “Dreamers” tem participações especiais de Glenn Kotche (baterista do cult Wilco) e Erico Theobaldo (baterista do cult Aldo). Adriano Cintra (ex-CSS) e Apollo 9 assinam algumas das produções. O CD tem gravação e mixagem desde na casa de Barbara Ohana ou do parceiro Gabriel Mielnik quanto no Loft, o estúdio do Wilco em Chicago, passando pela paulistana Coletiva Produtora, de Cintra.

No EP de oito músicas, um verdadeiro álbum, estão as lindas “Ordinary Piece” e “Golden Hours”. Juntam-se a elas as não menos “Like a Minute”, “Lost in Cause” entre outras.

“Dreamers” está no iTunes, Google Play, ONErpm, Rdio, além de estar disponível para download gratuito no site da cantora, aqui.

A cantora divulgou um faixa-a-faixa do EP, com historinhas de cada música. Veja abaixo, com o EP pronto para ouvir via Youtube.

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Faixa a faixa de Dreamers, por Barbara Ohana

** Ordinary Piece (B. Ohana e Gabriel Mielnik)
Essa foi a primeira parceria minha e do Gaba (Gabriel Mielnik). A Ordinary começou com uma linha de baixo e um verso simples. Gravamos parte em São Paulo, parte em NY. Ordinary fala sobre desejos e provas de amor absurdas que ultrapassem a melancolia urbana. Se você me ama, ande sobre o fogo.

** Like a Minute (B. Ohana)
Essa foi a última música que gravei pro EP. Foi um sonho realizado. Sonhava em trabalhar com Adriano Cintra desde que comecei meu trabalho autoral. E foi um sonho realizado em todos os sentidos, principalmente por Adriano, além de ser um artista incrível, ser também um produtor generoso e atencioso. Fiz um novo amigo e parceiro.

** Lost Cause (B. Ohana)
Queria fazer algo inteiramente pop. Arranjos, efeitos, refrão. Adriano Cintra recebeu um inbox no Facebook poucos dias depois, dizendo: “vamos trabalhar juntos?”. Para o qual ele respondeu: CLARO! (coração).

** Love/Delete [0/1] (B. Ohana e Gabriel Mielnik)
Sobre a virtualização das relações e a descaracterização dos sentimentos no mundo moderno.

** DDRREEAAMMEERRSS (B. Ohana e Apollo 9)
Dreamers é o título do EP porque ela fala da minha luta pessoal para conquistar os meus sonhos. Foi minha primeira composição com Apollo e a primeira do EP a ser gravada. Passamos madrugadas a fio no estúdio criando ela no mundo mágico dos sintetizadores analógicos do Apollo.

** Golden Hours (B. Ohana)
A compus em cima de uma linha de baixo. A Golden Hours fala sobre coincidências e questiona a existência do destino, principalmente no amor.

** Karaoke Track (Barbara Ohana)
Gravada para o projeto Rubber Tracks. Foi a primeira vez que toquei com meu amigo Jean Dolabella, com quem posteriormente compus novas parcerias que serão lançadas no futuro. Dudu (Edu Marson) produziu a faixa e levou as sessões pra NY. Mixamos ela no IIWII.

** Desert Island (B. Ohana/ Apolllo 9/ Edu Marson)
Não havia luz e o estúdio tinha sido alagado por uma tempestade, então resolvemos só tocar e criamos a Desert Island em cima de uma letra que eu tinha, sobre despedidas. Na hora de gravar, Apollo e eu decidimos convidar meu amigo Glenn Kotche para gravar a bateria.

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* A foto que abre este post é “adaptada” de imagem de Felipe Morozini para a capa do single de “Ordinary Piece”.
* A foto da home da Popload é reprodução da revista “Harper’s Bazaar Brasil”.

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Adriano Cintra, desta vez sozinho, lança música animal

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* O ativo músico paulistano Adriano Cintra foi ao tecnopop dos anos 80 (brasileiro, ainda por cima) para resgatar o toque e as batidas de “Animal”, música que vai estar em seu primeiro disco solo, chamado… “Animal”. Ficou retrô-fresh, apontando para trás e para a frente ao mesmo tempo, como tudo o que Adriano Cintra bota as mãos.

Ex-Cansei de Ser Sexy, talvez ex-do Butchers’ Orchestra, hoje no Madrid, Cintra lança “Animal” agora em outubro, pelo selo Deck. O álbum sai primeiramente em CD e mp3. Depois chega em vinil.

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“Animal”, a faixa-título que a Popload lança com exclusividade, ganhou um, digamos, vídeo lyric emergencial que vai de gatinhos a garotas terroristas e George Bush. Foi feita na linguagem visual pop-art bizarra de Marina Penny, do excelente grupo curitibano Subburbia, que se insere dentro da máfia de agitadores artísticos paranaenses batizada de Terry Crew. Espero que você tenha entendido as ligações todas.

Minha parte predileta da letra de “Animal”, você vai ver no embalo tecnopop da música, é “A lua se apagou, a lua se escondeu. E você dançando se perdeu. No escuro, na fumaça. No estrobo, na desgraça”. Quem nunca?

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O disco “Animal” é todo produzido por Adriano Cintra, com colaboração produtiva aqui e ali do grande Boss in Drama. “Animal”, a canção, foi escrita em parceria com Marcelo Segreto, músico da Filarmônica de Pasárgada.
O primeiro single tornado conhecido do disco foi “Duda”, que tem co-autoria de Gaby Amarantos.
O disco inteiro, parece, é formado por co-autorias e parcerias, da seguinte forma: Adriano compôs as 13 músicas em inglês, numa tacada só. Depois entregou para algumas pessoas fazer a versão em português. E gravou.

“Animal”, animal, ficou assim:

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E a Nana Rizinni dançou…

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A ensolarada “nova new wave” brasileira de Nana Rizinni, cantora, compositora, multiinstrumentista e (pelo que dá para ver) superdançarina aparece em vídeo, que acaba de ser lançado. Nana estreia as imagens para a espertíssima “Me Deixa Dançar”, disponível desde hoje no canal da Vevo.

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“Me Deixa Dançar” é música do álbum “La Na Nana”, que La Rizinni lançou neste ano, depois de gravá-lo, apenas, no estúdio do famoso produtor Steve Albini, em Chicago.

O vídeo, feito na “estética” VHS, foi dirigido por Leandro HBL (“Favela on Blast”) e tem participações da Banda Uó toda no papel de jurados, além do dançarino Adriano Cintra (Madrid). A cantora Tiê é assistente de direção.

Veja o vídeo da Nana, como se hoje fosse 1984.

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Deixa a Nana Rizinni dançar. Com o Steve Albini

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* O time impressiona. A cantora, compositora e multiinstrumentista paulistana Nana Rizinni juntou no final do ano em Chicago, nos EUA, uma galera-miscelânea da música independente brasileira para gravar seu segundo disco. Foram com ela o músico Adriano Cintra (Madrid, ex-CSS, com disco solo no forno), que é co-produtor do álbum, mais a cantora Tiê, o multibandas Dudu Tsuda (Jumbo Elektro, Cérebro Eletrônico e várias outras), o baterista Pedro Rangel e o guitarrista André Whoong, ambos rodados na cena underground de SP.

Como se não bastasse, Nana (acima, em foto de Debby Gram) levou a trupe para o Electrical Audio, do produtor americano Steve Albini, um complexo de salas de gravação de sua propriedade, em Chicago. Albini é famoso entre outras coisas por ter botado suas valiosas mãos de engenheiro musical em álbuns de Nirvana, Pixies, Mogwai, PJ Harvey, entre dezenas de outros bons nomes.

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Steve Albini orientando Nana Rizinni e banda sobre o processo de gravação, em seu estúdio, em Chicago

De lá, depois de um mês internada no Electrical Audio, Nana saiu com o disco “La Na Nana”, que tem previsão de lançamento ainda neste mês. Dois shows de lançamento do álbum estão marcados para os dias 2 e 3 de abril, no incrível Sesc Pinheiros.

Do “La Na Nana”, a gente consegue ouvir a faixa “Me Deixa Dançar”, com exclusividade. É a segunda do álbum. Soa como som Paulista dos anos 80, tipo Metrô.

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Informações importantes sobre o disco novo do… Jota Quest

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Não que a gente esteja aí para isso, o problema não é nosso, mas muito se fala sobre a atual situação da música pop no Brasil, na ausência de novas bandas que façam grande sucesso como as das gerações anos 80 ou 90, em que a gente elenca alguns nomes como Titãs, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Skank e Jota Quest, este último, talvez, sendo o derradeiro grande nome mainstream no país. E lá se vão uns 15 anos que a banda mineira estourou. Desse jeito como ficam as próximas edições do Rock in Rio, haha!

E é justamente o Jota Quest que chama a atenção com seu novo disco, para além do pop FM-programa do Faustão-Caldeirão do Huck-RiR-propaganda de TV. A começar pelo título: “Funky Funky Boom Boom”, que sai na primeira semana de novembro. A banda, que sempre apostou numa emulação brazuca de Jamiroquai, um funk pop fácil, extremamente fácil, correu atrás de gente graúda para produzir esse álbum.

Veja bem. O disco tem a produção de Jerry Barnes, conceituado baixista norte-americano, integrante do Chic. Também do Chic, o bamba Nile Rodgers emprestou seu inconfundível talento na guitarra na faixa “Mandou Bem”, o primeiro single do registro, que já toca nas rádios há algumas semanas.

A co-produção do disco tem nomes como Pretinho da Serrinha, parceiro do Seu Jorge, e Adriano Cintra, em uma espécie de mescla entre o “velho” e o “novo”, ex-CSS e atual Madrid. O álbum foi mixado em Los Angeles por Joe Zook, engenheiro de som que recentemente trabalhou com The Hives e Katy Perry.

Não é muita informação (interessante) para um disco só de uma banda brasileira fácil, extremamente fácil? Foi o mundo que mudou, foi o Jota Quest ou foi a gente?

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