Em adriano cintra:

CENA. Adriano Cintra + Barbara Ohana + Pedrowl = O’hearts

>>

cena

* Essa mistura loka promete dar um caldo bom e pop. A cena independente brasileira vê nascer agora um pequeno supergrupo. Conheça o O’hearts, novo projeto formado pelo multiinstrumentista e produtor Adriano Cintra, ex-Butchers, ex-Cansei de Ser Sexy, ex-Madrid (uns mais ex do que outros), e pela cantora carioca Barbara Ohana, de MPB indie, frequentadora do circuito americano de shows e que no ano passado, aqui em São Paulo, fez muito digna companhia ao Deus punk Iggy Pop na escalação 2015 do Popload Festival.

O'heartsFotoMarlonBrambilla

A conhecida dupla apresenta ainda, para o trio ser formado, o menino a-ser-bastante-conhecido Pedrowl, 24 anos, o da direita na foto-desenho, que enquanto se prepara para lançar seu primeiro EP solo vai tocando na banda de Manu Gavassi, na da própria Barbara Ohana e ainda tem produzido a Lia Clark, drag queen que virou sensação do funk ao desbundar das paradas, no começo do ano, a onipresente “Baile de Favela”, com o hit “Trava Trava”, que literalmente travou a internet.

Pedrowl é o responsável por tirar Adriano e Barbara de suas zonas de conforto, para direcioná-los fortemente ao pop, ainda que pop não era um elemento estranho à mais famosa das bandas que Adriano capitaneava, o CSS.

Esta química verteu em “Be No More”, música delícia que o trio solta hoje em várias plataformas de streaming, e que você pode ouvir abaixo. A canção, segundo Adriano Cintra, é uma de “um monte” que o trio já tem desde junho, feitas todas em ensaio para shows do projeto de Barbara Ohana, no qual os dois foram chamados para integrar a banda dela.

Barbara Ohana e Adriano Cintra já “se colaboram” desde que a cantora mudou para São Paulo, em 2014. “Em menos de dois anos trabalhamos no meu EP, em uma trilha original, participei do disco dele, ele participou da minha banda solo”, diz Barbara. E ambos quase que de uma voz só dizem que são encantados com a sonoridade de Pedrowl, “um tesouro” para ambos.

Ouça, então, “Be No More”, do trio O’hearts.


** A foto do O’hearts deste post, replicada na home da Popload, é de autoria de Marlon Brambilla.

>>

A nova linda música da linda Barbara Ohana em estreia linda na Popload

>>

* Tudo lindo.

premierepopload_10250615_barbara1

Quem acompanha a Popload sabe que estamos de olho na bela e talentosa Barbara Ohana, cantora carioca que adotou (e foi adotada) por São Paulo, que desponta como nova musa da cena alternativa nacional, graças à sua voz doce que a faz transitar entre um indie moderno e uma MPB clássica, talvez porque ela já tenha gravado com gente ligada ao Wilco ou cantado para o Gilberto Gil, só para exemplificar bem os termos. Sem falar que sua “Golden Hours” está na novela “Verdades Secretas”.

Ela, que recém lançou o ótimo EP “Dreamers”, acostumada a fazer bons singles e belos vídeos, lança na Popload a nova e incrível “Your Armies”, som que foi trilha de uma campanha publicitária recentemente, mas só agora aparece como “nova música da Barbara Ohana”, saca? “Your Armies” conta com a participação do unstoppable Adriano Cintra.

* A nova música surge no calor do show imperdível que a cantora fará no Sesc Pompeia, dia 30 de junho (terça-feira), dentro da mostra Prata da Casa, curada este ano pelo jornalista e produtor Carlos Eduardo Miranda. O show marca o lançamento oficial do EP “Dreamers” e terá as participações de Thiago Pethit e, claro, Adriano Cintra. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados uma hora antes do show.

250615_barbarasesc

>>

Adriano Cintra toca todos os instrumentos em nova música. Inclusive fez as baquetas para a bateria

>>

* Essa nem o Kevin Parker do Tame Impala fez. Tudo bem que o motivo é “mercadológico”, mas tem uma verve musical do-it-yourself nesta música.

150515_adrianocintra2

O polivalente instrumentista/cantor/produtor Adriano Cintra foi convidado para participar de um projeto da marca de uísque Jameson. Basicamente, ele criou uma canção nova em que ele toca todos os instrumentos. Até aí, tudo normal, afinal Cintra toca de tudo. A novidade, no caso, é que ele (1) criou as próprias baquetas e (2) extraídas da madeira de um barril que armazenava a bebida.

“Eu nunca tinha pensado em fazer nada parecido mas fiquei interessado. Gosto de aprender coisas novas, gosto de estudar. Dei uma pesquisada sobre fabricação de baquetas e havia um artesão para me auxiliar a mexer nos equipamentos”, conta o Cintra, que sempre foi adepto da independência e controle do artista sobre o que ele produz. “Pra mim é muito importante ter controle no processo de produção da minha música, eu sempre estive cem por cento envolvido na produção dos discos de todas as minhas bandas, pouquíssimas vezes trabalhei com produtores que não tocavam nas bandas comigo. E o processo de criação musical tem muito a ver com essa transformação do barril em baqueta: você pega uma ideia, um sentimento, um ponto de vista e faz virar outra coisa. E essa música veio depois que eu tive contato com o barril. O cheiro da madeira impregnada, a textura, qual a serventia do barril. Dá pra saber o que tem dentro dele, o que ele guarda? Foram essas questões que me vieram quando eu escrevi essa música.”

Do trabalho “artesanal” saiu “It Was a Song”, que pode ser conferida abaixo, com letra e tudo.

Can you tell what lies inside

How many secrets can you keep
Don’t waste another chance to try

For this could be your last opportunity

When you realize
It’s time to go
Pick up the pieces
And there you go
Before it’s too late
You better run
When you’re hungry
You better run, yeah

Sometimes you know what to expect
Oh boy, you know it tastes so sweet
But they like it when you cry out loud
Begging for you mommy mommy mommy dear

When you realize
It’s time to go
Pick up the pieces
And there you go
Before it’s too late
You better run
When you’re hungry
You better run, yeah

It’s just what you want
But they want you to get over it
It’s just what you want
Don’t you mind getting over it?
It’s just what you want
But they want you to get over it
It’s just what you want
How come you’re getting over it?

Can you tell what lies inside
How many secrets can you keep
Don’t waste another chance to hide
For this might be your last opportunity

When you realize
It’s time to go
Pick up the pieces
And there you go
Before it’s too late
You better run
When you’re hungry
You better run, yeah

>>

O primeiro EP da bela Bárbara Ohana

>>

Screen Shot 2015-04-07 at 10.26.15

* Você sempre soube, estamos de olho há algum tempo em Barbara Ohana, cantora “popload favourite” carioca de alma paulistana ou o contrario. Transitando bem no perigoso limiar entre o indie esperto e a MPB, ela posta sua voz em algum lugar entre a etérea Lykke Li e uma St. Vincent calminha, cantou para o Giberto Gil e gravou com músico do Wilco. Ok até aqui?

Moça de singles bonitos e vídeos idem, ela lança agora, tipo hoje, o EP “Dreamers”, incrivelmente bem tocado, cantado e gravado. “Dreamers” tem participações especiais de Glenn Kotche (baterista do cult Wilco) e Erico Theobaldo (baterista do cult Aldo). Adriano Cintra (ex-CSS) e Apollo 9 assinam algumas das produções. O CD tem gravação e mixagem desde na casa de Barbara Ohana ou do parceiro Gabriel Mielnik quanto no Loft, o estúdio do Wilco em Chicago, passando pela paulistana Coletiva Produtora, de Cintra.

No EP de oito músicas, um verdadeiro álbum, estão as lindas “Ordinary Piece” e “Golden Hours”. Juntam-se a elas as não menos “Like a Minute”, “Lost in Cause” entre outras.

“Dreamers” está no iTunes, Google Play, ONErpm, Rdio, além de estar disponível para download gratuito no site da cantora, aqui.

A cantora divulgou um faixa-a-faixa do EP, com historinhas de cada música. Veja abaixo, com o EP pronto para ouvir via Youtube.

***
Faixa a faixa de Dreamers, por Barbara Ohana

** Ordinary Piece (B. Ohana e Gabriel Mielnik)
Essa foi a primeira parceria minha e do Gaba (Gabriel Mielnik). A Ordinary começou com uma linha de baixo e um verso simples. Gravamos parte em São Paulo, parte em NY. Ordinary fala sobre desejos e provas de amor absurdas que ultrapassem a melancolia urbana. Se você me ama, ande sobre o fogo.

** Like a Minute (B. Ohana)
Essa foi a última música que gravei pro EP. Foi um sonho realizado. Sonhava em trabalhar com Adriano Cintra desde que comecei meu trabalho autoral. E foi um sonho realizado em todos os sentidos, principalmente por Adriano, além de ser um artista incrível, ser também um produtor generoso e atencioso. Fiz um novo amigo e parceiro.

** Lost Cause (B. Ohana)
Queria fazer algo inteiramente pop. Arranjos, efeitos, refrão. Adriano Cintra recebeu um inbox no Facebook poucos dias depois, dizendo: “vamos trabalhar juntos?”. Para o qual ele respondeu: CLARO! (coração).

** Love/Delete [0/1] (B. Ohana e Gabriel Mielnik)
Sobre a virtualização das relações e a descaracterização dos sentimentos no mundo moderno.

** DDRREEAAMMEERRSS (B. Ohana e Apollo 9)
Dreamers é o título do EP porque ela fala da minha luta pessoal para conquistar os meus sonhos. Foi minha primeira composição com Apollo e a primeira do EP a ser gravada. Passamos madrugadas a fio no estúdio criando ela no mundo mágico dos sintetizadores analógicos do Apollo.

** Golden Hours (B. Ohana)
A compus em cima de uma linha de baixo. A Golden Hours fala sobre coincidências e questiona a existência do destino, principalmente no amor.

** Karaoke Track (Barbara Ohana)
Gravada para o projeto Rubber Tracks. Foi a primeira vez que toquei com meu amigo Jean Dolabella, com quem posteriormente compus novas parcerias que serão lançadas no futuro. Dudu (Edu Marson) produziu a faixa e levou as sessões pra NY. Mixamos ela no IIWII.

** Desert Island (B. Ohana/ Apolllo 9/ Edu Marson)
Não havia luz e o estúdio tinha sido alagado por uma tempestade, então resolvemos só tocar e criamos a Desert Island em cima de uma letra que eu tinha, sobre despedidas. Na hora de gravar, Apollo e eu decidimos convidar meu amigo Glenn Kotche para gravar a bateria.

***
* A foto que abre este post é “adaptada” de imagem de Felipe Morozini para a capa do single de “Ordinary Piece”.
* A foto da home da Popload é reprodução da revista “Harper’s Bazaar Brasil”.

>>

Adriano Cintra, desta vez sozinho, lança música animal

>>

premierepopload_10
* O ativo músico paulistano Adriano Cintra foi ao tecnopop dos anos 80 (brasileiro, ainda por cima) para resgatar o toque e as batidas de “Animal”, música que vai estar em seu primeiro disco solo, chamado… “Animal”. Ficou retrô-fresh, apontando para trás e para a frente ao mesmo tempo, como tudo o que Adriano Cintra bota as mãos.

Ex-Cansei de Ser Sexy, talvez ex-do Butchers’ Orchestra, hoje no Madrid, Cintra lança “Animal” agora em outubro, pelo selo Deck. O álbum sai primeiramente em CD e mp3. Depois chega em vinil.

Screen Shot 2014-09-11 at 16.01.33

“Animal”, a faixa-título que a Popload lança com exclusividade, ganhou um, digamos, vídeo lyric emergencial que vai de gatinhos a garotas terroristas e George Bush. Foi feita na linguagem visual pop-art bizarra de Marina Penny, do excelente grupo curitibano Subburbia, que se insere dentro da máfia de agitadores artísticos paranaenses batizada de Terry Crew. Espero que você tenha entendido as ligações todas.

Minha parte predileta da letra de “Animal”, você vai ver no embalo tecnopop da música, é “A lua se apagou, a lua se escondeu. E você dançando se perdeu. No escuro, na fumaça. No estrobo, na desgraça”. Quem nunca?

Screen Shot 2014-09-11 at 15.24.55

O disco “Animal” é todo produzido por Adriano Cintra, com colaboração produtiva aqui e ali do grande Boss in Drama. “Animal”, a canção, foi escrita em parceria com Marcelo Segreto, músico da Filarmônica de Pasárgada.
O primeiro single tornado conhecido do disco foi “Duda”, que tem co-autoria de Gaby Amarantos.
O disco inteiro, parece, é formado por co-autorias e parcerias, da seguinte forma: Adriano compôs as 13 músicas em inglês, numa tacada só. Depois entregou para algumas pessoas fazer a versão em português. E gravou.

“Animal”, animal, ficou assim:

>>