Em aldo the band:

CENA – Qual é a frequência, André?!? Jeremaia entra na cena indie BR para mexer com suas sensações. Ouça e veja “No Que Vai Dar”

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*Você pode ouvir uma música, e tem muitas delas por aí para você simplesmente ouvir. E, em alguns casos bem especiais, você pode SENTIR a música. E essas não aparecem a toda hora.

André Faria, vocalista, guitarrista e produtor da espetacular banda paulistana disco-punk Aldo The Band, botou um pé fora da zona de conforto de seu cada vez mais internacional grupo para se arriscar na pegada nacional e criar o interessantíssimo projeto JEREMAIA, sua incursão no mundo das músicas em português.

Prepare-se para se sentir mexido. Por dentro. Se a Popload acha que a maturidade híbrida do indie nacional acabou de se dar com o recente disco novo do grupo paulistano Terno Rei, com o Jeremaia a intensa cena brasileira agora pode ser pensada além da música.

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O Jeremaia, de André Faria (foto acima), que também tem os dedos produtores de seu familiar parceiro Murilo Faria, irmão e o “gênio da mesa sonora” do Aldo, é adepto das frequências sonoras cognitivas, ou simplesmente música de sensações, um passo além da canção que entra pelo ouvido e sai pela boca. E pode ser ouvido por imagens, por mais esquisito que isso possa soar. Porque é, sim, esquisito. É para ser. “What’s the frequency, Kenneth?”, já perguntava o excepcional grupo REM.

No caso de alguns grupos ou artistas de alta-cultura da eletrônica ou de bandas “diferentes” como o Flaming Lips, de Wayne Coyne, isso tem uma importância para além da simples melodia. O cérebro e os nervos são convidados a participar da festa. O Jeremaia prima por querer atingir esse estágio sonoro, quase um budismo musical e barulhento. Ou uma macumba literária, dado a aproximação que André arrisca com temas urbanos esquisitos e livros de Rubem Fonseca e Dalton Trevisan, por exemplo. Jeremaia, o batismo, vem da piração de criar um personagem fictício que mistura tais nobres páginas com um pouco da vida pessoal de André.

O projeto solo em português de André Faria nasce agora, aqui, com um single chamado “No Que Vai Dar”, algo chamando o profético para o músico em si, para sua ousada jornada fora do Aldo e para o álbum que já sai no máximo daqui a dois meses, talvez com o nome de “Jeremaia” mesmo. Depois de um outro single e exatamente antes do terceiro álbum do Aldo the Band.

“No Que Vai Dar”, a canção, vai poder ser encontrada para experimentações streamicas amanhã, no Spotify, Apple Music e Deezer, entre outras vias virtuais. Mas o sensacional vídeo da música, gravado entre água, montanhas, matos e parabólicas, pode ser conferido com exclusividade aqui na Popload. Cheio de gestos, cheio de vibes. Se fosse só a música, ela valeria a pena, de tão boa. Mas não é só.

Um convite às sensações, ouça e veja “No Que Vai Dar”. E espere o segundo single. E o álbum. Levante sua antena para captar o Jeremaia por inteiro.

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PS: Vale a curiosidade, o single e o disco do Jeremaia busca fincar o pé na cena nacional, mas nasce com uma interferência londrina. Diz o informe sobre o projeto que, em busca de um som mais denso e texturas diferentes, André fez uma imersão no @123Studios, em Londres (mesmo estúdio em que Florence + The Machine e Foals já gravaram), na companhia de seu irmão e co-produtor do álbum Murilo Faria, do baterista e amigo de infância Daniel Setti (ex-Jumbo Elektro e Tchucbandionis) e do engenheiro inglês Rob Squarehead. Parte do equipamento utilizado nas gravações, que estavam lá no estúdio, era do próprio FOALS, o que incluia um amplificador SELMER mofado de 1963.

PS2: Até o lançamento de “Jeremaia”, o álbum em nome provisório, será anunciada uma turnê ainda para este primeiro semestre.

*** As fotos de divulgação de André Faria, ou do Jeremaia ele-mesmo, tanto a que está neste post como a da chamada da home da Popload, é de autoria de Gabriela Schmidt.

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CENA – Entre picanhas e sintetizadores, Aldo The Band lança vídeo para “Trembling Eyelids”

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Depois de dividir palco com o Radiohead, a Aldo The Band caiu no rodízio para gravar o clipe do segundo single do seu próximo álbum, a recém lançada “Trembling Eyelids”. A música, que foi ao ar um dia antes de tocarem no festival de Thom Yorke, ganhou uma produção audiovisual cheia de imagens a meia luz gravadas em uma clássica churrascaria de São Paulo, com direito a garçons, metri e clientes envolvidos na festa.

O vídeo vinha sendo idealizado pelos irmãos Faria há algum tempo. Com o auxílio do diretor Santi Dulce, todas as ideias se transformaram em pouco mais de 3 minutos na churrascaria. Nesse tempo de faixa, a banda mistura clientes reais com atores, garçons, sintetizadores, picanhas e cupins, tudo no mesmo metro quadrado.

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A criação segue a linha estética impecável apresentada em outros clipes da banda, tudo pensado nos mínimo detalhes, com cores lindas e fotografia idem. A faixa lançada em abril é dessas melhoram a cada audição, se tornando uma ótima palhinha para aquilo que virá muito em breve. Segundo a Aldo, além do EP, mais lançamentos devem acontecer em seu cronograma para 2018.

Após tocarem no Soundhearts Festival, provarem de novo ao vivo sua competência e executarem um set cheio de novidades, a banda se prepara para trabalhar em um disco cheio logo depois do EP e uma turnê na Europa no segundo semestre.

O projeto de dominação mundial começa com single e clipe, mas promete ainda uma porção de materiais que devem surgir nos próximos meses.

“Trembling Eyelids” já está em todas as plataformas digitais desde o final do mês passado e agora também em formato de vídeo – esse você confere logo abaixo com exclusividade pelo Popload:

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Nas vésperas de abrir para o Radiohead, o Aldo the Band lança o single do ano

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* Chegue cedo neste domingo no parque que vai ser o “evento Radiohead” no lindão Allianz Parque, na Pompeia. Duas atrações antes de Thom Yorke e galera subir ao palco, mais exatamente às 16h30, encara a estrutura de arena a banda indie dance paulistana Aldo the Band, uma das prediletas desta casa.

Para “comemorar” a escalação no Soundhearts Fesival, que além do Radiohead vai ter Flying Lotus e Junun, o quarteto brasileiro lançou single novo, a música “Trembling Eyelids”, incrível por onde se olhar: na batida, no falsete, no baixo pulsante marcando a vibe, a eletronicidade a favor do rock ou vice-versa. James Murphy ou o brilhante !!! ficariam orgulhosos se fizessem uma música assim.

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“Trembling Eyelids” é outra canção nova do Aldo rumo ao terceiro disco, a ser lançado em breve. A banda dos irmãos Faria já nos deu a f*da “Unbreakable”, que até remix do mago disco italiano Daniele Baldelli já ganhou. A música já está desde ontem nas principais plataformas de streaming.

Olha que beleza!

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CENA – Samurai de rua e riffs de guitarra de um Zumbi: só o novo vídeo do Aldo the Band

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Noticiamos alegres e saltitantes por aqui na sexta passada que o quarteto-dupla paulistano ALDO THE BAND lançou agora um disco novo que não é “O” disco novo. O grupo dos irmãos Faria botou nos streamings nossos o álbum ” “2014 – 2017 Fleas, Bureaucracy & Demos”. São 43 músicas de um período pós primeiro disco que entre outras coisas servem para exorcizar algumas agruras que envolveram segundo disco enquanto o terceiro disco não vem. Entendido até aqui?

De tudo o que foi falado neste post (lê lá, vai) (http://www.popload.com.br/cena-aldo-the-band-lanca-disco-novo-de-43-faixas-que-ainda-nem-e-o-disco-novo/) a gente agora faz um recorte na versão especial que a musicaça “Liquid Metal” recebeu para o lançamento, que conta com riffs poderosos da guitarra de Lucio Maia, conhecidíssimo músico da banda pernambucana Nação Zumbi.

Para dar um gás na canção já toda cheia de gás do segundo álbum do Aldo, o polêmico e ainda superbom “Giant Flea”, Maia enviou 20 riffs diferentes. Esse melê guitarrístico de “Liquid Metal” foi transformado em vídeo novo, para ilustrar com imagens a chegada deste “Fleas, Bureaucracy & Demos”.

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Estrelando o vídeo, o Aldo escalou o artista de rua Paulo, conhecido como “Estátua Samurai”, desses que pintam o corpo todo e ficam imóveis no Centro de São Paulo esperando receber umas moedas e que alguém tire foto com eles, até esse alguém chegar perto, para levar um sustinho inocente.

Aldo The Band, com Lucio Maia e Paulo, o Estátua Samurai”, em vídeo dirigido por Squarehead, da Stink Films, você vê aqui embaixo.

CENA – ALDO THE BAND lança disco novo de 43 faixas que ainda nem é o disco novo

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* A “familiar” armada indie-dance paulistana Aldo The Band, quarteto conduzido pelos irmãos André e Murilo Faria (foto acima), altas doses de guitarras, altas levadas dance, não está nesta vida à toa, desde que seus capitães abandonaram os empregos “normais” para montar o grupo.

Desde 2013 já lançaram dois excelentes álbuns (“Is Love” e “Giant Flea”), fizeram show no Primavera de Barcelona, se apresentaram em Liverpool e na Itália, gravaram disco no estúdio do cultuado Air francês e estão escalados para abrir os três shows do festival do Radiohead no Brasil, em abril.

E hoje lançam um disco. De 43 músicas. Que ainda nem é o disco novo, o terceiro, que está sendo burilado e burilado e burilado para sair ainda neste primeiro semestre.

O disco novo que não é novo se chama “2014 – 2017 Fleas, Bureaucracy & Demos” e é um expurgo de coisas que o Aldo viveu nos últimos anos, no período entre o primeiro álbum, as viagens e as tumultuadas gravações do segundo disco por um selo grande à epoca (2015), o Skol Music. Aaaaacho que o termo “bureaucracy” vem desse período.

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“O terceiro album só de inéditas vem depois desse, na sequência de lançamentos”, fala André Faria. “Esse é novo, mas estamos chamando ele de “Compilado”… Um jeito de rever e organizar o que rolou nos últimos três anos, gravadora e afins, que foram uma treta e muita coisa se perdeu. Desde a nossa auto-estima até algumas tracks recusadas. Aí resolvemos abrir a cozinha, com as demos, outtakes, algumas inéditas, participação especial.”

“2014 – 2017 Fleas, Bureaucracy & Demos”, que bota o Aldo de novo na rota da independência, foi produzido no estúdio novo dos irmãos Faria: o Evil Twin Music.

Dentre as 43 faixas, e dentre as inéditas, tem as ótimas “One Hot Day in São Paulo” e “I See Blood in the Paper”. Um monte de demos de garagem, como as de músicas conhecidas do tipo “Freakin’ Me Out” e “Sunday Dust”, zoeiras internas tipo “Little Coffee Shop”, a janelinha em Pinheiros que serve o melhor café de São Paulo, e “Faria’s Sausage Factory”. Fora o show desse disco: alguns remixes de gente grande.

O veterano italiano histórico disco-cool Daniele Baldelli fez dois remixes para o último hit dos Aldo, “Unbreakable”. O brasileiro respeitadíssimo Renato Cohen empresta sua categoria líquida em remix de “Liquid Metal”, levando a música do Aldo para outro lugar. Para a mesma “Liquid Metal”, o guitarrista pernambucano Lúcio Maia, da Nação Zumbi, intensifica o caráter disco-punk da canção para com um monte de riffs seu.

Muitas das faixas desse disco-não disco do Aldo the Band têm baterias tocadas pelo grande produtor e músico Erico Theobaldo, que acompanha a banda desde seu primeiro show.

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“2014 – 2017 Fleas, Bureaucracy & Demos” está à disposição de ouvidos espertos na Apple Music e no Spotify. E dá, claro, para ser ouvido inteiro via Youtube, aqui.

Das 43, a Popload selecionou três para você.

Senhoras e senhores, Aldo The Band retrabalhado, esticado, burilado, mexido e revivido.

* A foto deste post é de Cristiano Madureira. A imagem que está na home da Popload na chamada para este post é de Vitor Bossa.

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