Em alt-j:

Alt-J solta o terceiro single, beirando a psicodelia (!?!). Álbum novo sai no começo de fevereiro

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* O incrível trio inglês Alt-J (repare no “trio”) nos prepara para lançar outro de seus discos peculiares, “The Dream”, que sai agora em fevereiro.

O “novo Alt-J”, que era um quarteto que ia para um lugar indie-introspectivo numa certa linha The XX, de trabalhar o silêncio como parte integrante de sua música delicada, agora atravessa uma mudança profunda em sua formação e na produção musical, grosso modo mais alegre, agora.

“The Dream” já nos ofereceu dois singles bons no final de 2021, festejadinhos por aqui, “U&Me” e “Get Better”. E agora temos o conhecimento de “Hard Drive Gold”, música que tem um toque Alt-J mais acelerado no som, groove, e vai para um caminho psicodélico que você ouve, vê quem lançou e manda um “whaaaat?” inevitável.

Ouça por você mesmo. E veja por você mesmo, uma vez que o single novo traz um vídeo que retoma a pegada cinematográfica que o “velho” Alt-J trazia para seus visuais. A história é mais ou menos assim: uma saltadora com vara tenta superar seu potencial atlético enquanto Londres está sob ataque. Entendeu? E tem uma mensagem que consideramos muito importantes para consumidores de músicas em geral: mantenha-se próprio de seus rádios.

O vídeo de “Hard Drive Gold” é dirigido pelo vocalista do Alt-J, o Joe Newman, em sua primeira aventura atrás das câmeras.

“Sempre tive ideias para vídeos que passei para os diretores desenvolverem, assistir esses diretores executando algumas dessas ideias me inspirou e agora quero entender e vivenciar o processo em um nível mais profundo”, disse Newman

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Seis novos discos para já amar em 2022, estrelando Wet Leg, Metronomy, Alt-J, Charlie XCX, Big Thief e Yard Act

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* Olha, de cara dá para dizer que vai ser difícil nosso querido ano de 2022 bater 2021 no quesito “lançamento de discos maravilhosos”, pelo menos em quantidade. E talvez em qualidade também. Foi muito disco bom lançado, que produziu, você viu por aí, verdadeiras listas de melhores do ano criminosas , com uma enormidade de álbuns bons ficando fora dos rankings gerais. A gente tratou disso aqui.

Mas, de todo modo, 2022 promete não ser um “ano qualquer”. Para o bem e para o mal. O que 2021 seria “um ano normal” a respeito de pandemia está sendo oficialmente transferido para este ano que começa agora, apesar da combinação “altos contágios” + “menos gravidade” que está rolando. Então aparentemente uma outra combinação, a de lançamento de discos + shows ao vivo + festivais presenciais + galera nas pistas, promete turbinar 2022, fazendo a música rodar no seu eixo tradicional.

Por isso, pelo menos na parte que toca este post, a de discos novos que vêm por aí, a gente quer destacar alguns lançamentos excitantes que prometem balançar o ano novo. Sim, tiramos fora desse rol coisas grandes como os novos do Arctic Monkeys, Liam Gallagher, The Cure, Radiohead, do próprio The Weeknd que tratamos no post anterior, a volta do Placebo.

Porque, você sabe, somos do tipo que usa aquelas camiseta “Estamos aqui para a banda de abertura”.

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* “Wet Leg”, Wet Leg
Lançamento: 8 de abril

Depois de quatro singles bombásticos, todos incríveis, a banda indie mais falada do ano passado, liderada pelas meninas inglesas Rhian Teasdale e Hester Chambers, finalmente vai lançar seu disco de estreia. Dessa capa espetacular abaixo. Certeza de barulho master em torno desse álbum. Would you like us to assign someone to butter your muffin?

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* “Crash”, Charlie XCX
Lançamento: 18 de março

Ela é “acusada” de ser o futuro da música pop. E agora em 2022 ela certamente vai botar de novo o mainstream em alerta ao revelar seu quinto disco, “Crash”. Lembra o vídeo de Charlie dançando sexy em um funeral, na hyperpopesca e esperta canção “Good Ones”, single lançado em setembro. Então: a vibe é essa. No programa do Jimmy Fallon, na TV americana, a inglesa transformou o palco num cemitério para fazer sua apresentação. Tipo isso:

Outro single conhecido do álbum novo de Charlie XCX é “New Shapes”, que tem a participação, “apenas”, das espetaculares Christine and the Queens e Caroline Polachek. Fraca ela?

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* “Small World”, Metronomy
Lançamento: 16 de fevereiro

A gente sempre merece um disco novo da banda inglesa Metronomy. O mundo merece, ainda que pequeno. E este “Small World” chega no mês que vem para, além de nos trazer alegrias musicais, servir como o sétimo álbum do grupo electroindie que sabe bem os caminhos de shows no Brasil, pelas mãos da Popload. Desse disco, a gente já conhece a delicinha “It’s Good to Be Back”, de título tão representativo. Só vem, Metronomy.

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* “Dragon New Warm Mountain I Believe in You”, Big Thief
Lançamento: 11 de fevereiro

Desta vez a talentosíssima banda americana da guitarrista Adrianne Lenker não vai lançar dois álbuns num ano só. Porque esse “Dragon New Warm Mountain I Believe in You” vai vir com 20 canções e em edição dupla no formato vinil. O grupo folk do Brookyn, Nova York, já nos mostrou seis dessas 20, lançadas durante 2021: “Little Things”, “Sparrow”, “Certainly”, “Change”, “No Reason” e “Spud Infinity”. Nenhuma delas chega a ser “mais ou menos”. Só para dar uma prévia do que vem por aí, o site Pitchfork considerou o single “Little Things” como a 15ª música mais bonita do ano passado.

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* “The Dream”, Alt-J
Lançamento: 11 de fevereiro

Muito se espera também do novo disco da peculiar banda inglesa Alt-J, digamos de um estilo bem próprio. E, dentro desse jeitão todo pitoresco, o grupo artsy, também de Leeds, acena com mudanças. De integrantes e de estilo, um pouco. Estão inclusive aparecendo em vídeos, o que não acontecia antes. As únicas pistas deste novo álbum, o quarto da banda, são os singles “U&Me”, este lançado no final de setembro, e “Get Better”, que saiu em novembro. Estamos bem curiosos pelo que vem neste primeiro álbum desde 2017.

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* “The Overload”, Yard Act
Lançamento: 21 de janeiro

Muita expectativa está sendo botada em cima desse disco de estréia da nova banda pós-punk inglesa Yard Act, de Leeds. O quarteto, outro grupo que segue a linha The Fall das letras faladas, meio intelectualizado nas letras e no jeitão artsy dos vídeos iniciais, foi ganhando fama nos poucos singles certeiros lançados desde 2020.

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Top 10 Gringo – Só as minas com as melhores músicas da semana. Snail Mail brilha no topo. Sinead O’Brien cola em segundo. Charli XCX fecha o pódio

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* O pódio é das meninas nesta semana. EUA, Irlanda e Reino Unido estão representados aqui em sons tão diferentes entre si, mas lotados de muita qualidade. É absurda a habilidade de Lindsey, Sinead e Charli em compor as linhas melódicas mais viciantes de que se tem notícia. Tente não se perder nos sintetizadores e guitarras dessas minas. Sem contar que a gente ainda deu espaço neste Top 10 para dois mestres da arte da melodia, mas dois mais “senhores”, digamos: Thom Yorke e Kurt Cobain aparecem por via de relançamentos.

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1 – Snail Mail – “Headlock”
A sombria letra de “Headlock”, sobre se perder na escuridão de um relacionamento que já acabou, mas você insiste que não, é só uma das amostras de como é incrível o novo álbum da cantora e guitarrista americana Snail Mail. “Valentine” tem menos guitarra que o disco anterior, a estreia “Lush”, e justamente por isso arrepia pela mão de Lindsey Jordan, a dona do Snail Mail, em compor belas linhas em outros instrumentos, como é o caso do sintetizador deste som aqui – a gente quer morar nele, por exemplo, de tão bom.

2 – Sinead O’Brien – “Girlkind”
Pense em The Fall e Patti Smith, influências declaradas da irlandesa Sinead O’Brien, que consegue a difícil tarefa de honrar a bela linhagem que a inspirou. “Girlkind” é daqueles longos falatórios acompanhados das guitarras mais viciantes possíveis. Que música!!

3 – Charli XCX – “New Shapes”
Não sabemos quais palavras são capazes de contar com precisão quão exagerado e maravilhoso é o sintetizador que acompanha a voz de Charli na abertura deste single, que ainda tem participação das preciosas Caroline Polachek e Christine and the Queens. Parece coisa de outro mundo, sei lá. É bom e isso que interessa. Escute e tente não concordar com a gente.

4 – IDLES – “Car Crash”
Se o primeiro single do novo álbum do IDLES flertava com a soul, este segundo entrega que teremos um disco ainda mais experimental, para quem espera da banda só um pós-punk básico. De longas estrofes quase faladas/gritadas e um refrão breve e também falado, ou melhor, mencionado, “Car Crash” é lotada de distorção sob uma batida lenta – longe de ser algo grundento ou cantalorável.

5 – Cat Power – “Pa Pa Power”
As covers da Cat Power podem ser classificadas em dois grupos notáveis. Quando ela mexe em clássicos de maneira original (tipo “Satisfaction” ou “New York”) ou quando ela seleciona pérolas esquecidas, como esta boa música da banda do Ryan Gosling. Sim, o ator. Lembra essa banda dele?

6 – Egyptian Blue – “Salt”
Tá achando o IDLES muito experimental e quer algo mais “tradicional” na linha do que a banda fazia? Dá uma escutada nessa turma de Brighton. Eles pegam exatamente de onde o IDLES parou. Pura energia.

7 – Alt-J – “Get Better”
Delicada canção que deseja melhoras. A música é tocante ao ponto de as pessoas compartilharem no YouTube histórias emocionantes sobre o quanto a canção as sensibilizou a partir de suas próprias histórias. Uma prova de que o Alt-J alcançou algo aqui.

8 – Lorde – “Hold No Grudge”
Não sei como foi por aí, mas por aqui este novo disco da Lorde ainda não bateu. Mesmo assim, são bons os dois novos sons que acompanham a versão de luxo do álbum, recém-lançada. Será que damos mais uma chance?

9/10 – Radiohead – “How to Disappear Completely”/ Nirvana – “In Bloom”
São tantos relançamentos atualmente que até cansa. Mas tem semana que algumas velhas preciosidades até dificultam que a gente preste atenção nas novidades.

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* A imagem que ilustra este post é da Snail Mail, Lindsey Jordan.

* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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POPLOAD NOW: 4 singles britânicos novos que vc precisa ouvir agora

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* O NOW estava meio sumidinho, né? Mas sempre que aparece um bom “pack” de novidades damos as caras.

Eis que os últimos dias renderam alguns lançamentos de singles beeeeeeem interessantes. Alguns já contamos, como Franz Ferdinand, Idles, Foals e Shame.

Mas na última sexta-feira de lançamentos teve estes outros singles, direto do Reino Unido, que não podíamos deixar passar.
Vamos atualizar essas playlists aí!

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SINEAD O’BRIEN: Sempre pedindo licença musical-geográfica para meter a Irlanda num pacote “britânico”, a artista de Dublin poeta-pós-punk radicada em Londres ainda não lançou seu aguardado disco de estreia, mas tem dado alguns spoilers do que está por vir com uma série de EPs. Ano passado tivemos “Drowning in Blessings” e mais cedo este ano ouvimos “Kid Stuff”.
Hoje ela lançou “GIRLKIND”, que só confirma que o disco que está por vir promete muito!

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BLACK COUNTRY, NEW ROAD: o septeto que estreou com o experimental EP “For the first time” deve lançar oficialmente o disco de estreia ” Ants from up There” em fevereiro de 2022. Fique com a tristinha canção do pão, a “Bread Song”. Sei lá.

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EGYPTIAN BLUE: mais um para o time dos “ainda sem álbum de estreia”. A turma de Brighton já mostrou alguns bons riffs e está com o primeiro disco, “YALA!”, no forno. Enquanto ele não fica pronto, temos este petisco “Salt” para saborear.

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ALT-J: mais um com lançamento de álbum engatilhado para o começo de 2022. Mês passado meio que nos surpreendemos quando o trio divulgou o single “U&ME” com um vídeo mostrando a cara (os caras) da banda, algo raro, já que estávamos acostumados com umas supreproduções visuais de cinema cabeçudas à altura das letras do grupo.
Para esta “Get Better”, novinha, o Alt-J apresenta uma animação que ilustra uma mensagem positiva, mesmo que trate de uma situação de perda. “Get better, my darling, I know you will”.

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* A foto da chamada é da banda Black Country, New Road, fotografada por Rosie Foster.
** Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Top 10 Gringo – Franz Ferdinand “rouba” o primeiro lugar do Radiohead. Yard Act vem do futuro para entrar no pódio. Playlist do ano passa das 400 músicas

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* O querido grupo escocês Franz Ferdinand foi esperto. Ao perceber que um Top 10 Gringo da Popload ia sair sem a inédita deles, a banda resolveu lançar correndo a música enquanto o texto estava no forno. A gente viu a tempo de conseguir colocar o outrora muito importante FF pela primeira vez no primeiro lugar desde que o Top 10 existe – pelo menos no que a gente lembra. E quem ia levar o primeiro lugar até ali eram os “novatos” do Radiohead. Semaninha boa.

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1 – Franz Ferdinand – “Billy Goodbye”
O Franz vai soltar ano que vem uma coletânea com o melhor de sua discografia. A banda, que recentemente apresentou sua baterista nova, a excelente Audrey Tait, trará dois sons inéditos na coleta. Um deles é esta energética “Billy Goodbye”, que já nasceu pronta para ser digna de entrar em uma seleção de hits da banda. E olha que hits do Franz Ferdinand são hits do Franz Ferdinand. Coisa linda.

2 – Radiohead – “Follow Me Around”
A habilidade do Radiohead de preservar grandes músicas escondidas por anos segue a toda. Mas, de tempos em tempos, eles acabam lançando elas oficialmente. Por anos, “Follow Me Around” era uma favorita dos fãs que ficou de fora do “Ok Computer” e do “Kid A”. Conhecida só ao vivo, agora ela aparece em um versão de estúdio entre as joias perdidas da dupla de álbuns “Kid A/Amnesiac”. E não dá para acreditar como eles “sentaram” nela por tanto tempo, de tão bonita. Ansiedade é uma coisa que o Radiohead não tem.

3 – Yard Act – “Land of the Blind”
Falando nisso, quem reclama da nossa ansiedade de já sair declarando os melhores discos de 2021 mal sabe da nossa ansiedade em já estar com a cabeça nos discos de 2022. Sem dúvidas, um dos melhores discos de 2022 será o de estreia dos ingleses do Yard Act, com “The Overload”. Cheia de “papapapapows” e um baixo que estoura os ouvidos, este novo single da banda só nos deixa expectativas mais altas ainda.

4 – The War on Drugs – “I Don’t Live Here Anymore”
Sendo uma das melhores bandas no mundo hoje, natural que seu novo disco esteja fácil entre as melhores coisas que escutamos em 2021. Adam Granduciel e cia continuam na pegada de quase sempre aqui e isso não chega a ser um problema. Pelo contrário. A onda é boa e os singles que já vinham nos agradando fazem ainda mais sentido no todo do álbum.

5 – Geese – “Disco”
A história dessa banda de Nova York é sensacional. Eles iam acabar assim que terminassem a “high school”. Porém, a gravadora Partizan, que tem bandas como Fontaines D.C e Idles no seu elenco, descobriu eles e pronto: fim do sonhos da banda em ter um fim. E assim começou a carreira de verdade, com disco gravado e tudo. E que estreia: “Projector” é um super dèbut de um jovem e promissor quinteto de Nova York. Lembra algo? Detalhe: Sub Pop e 4AD também tentaram levar eles e não conseguiram, para você ter uma ideia.

6 – Wet Leg – “Chaise Longue”
A gente acha que essa música, um dos hits indies mais legais dos últimos anos por tudo o que ela representa na simplicidade, vai ir e vir do nosso ranking até o ano acabar. E além. A banda inglesa mostrou seu tesouro da vaaasta coleção de DUAS músicas que tem ao vivo no programa do Jools Holland. E nos últimos dias foi o link de YouTube que mais correu pelo mundo na cena independente. Volta ao Top 10 e vai ficar por aqui, se pá.

7 – Maneskin – “Mammamia”
A explosiva banda italiana dona de um hits do ano, que na real é uma cover de uma música dos anos 60 que já tinha uma releitura famosa nos anos 00, vencedora do Eurovision, aproveita o bom momento e chega com um single que nem faz parte do álbum que eles lançaram neste ano. Tudo certo até aqui? Bom, a tática com esta “Mammamia” é colocar todo mundo para dançar com um pegada de rock clássico. Funciona, viu?

8 – Tigercub – “Beauty”
Essa tem um tempinho que já circula, mas a gente acredita que o mundo vai dar o devido valor a essa boa e profunda banda indie soturna inglesa de Brighton.

9 – Snail Mail – “Madonna”
Segue muito boa a série de singles da Snail Mail que antecipam seu novo álbum, “Valentine”. Sua pegada mais guitarreira dá espaço para um ar levemente mais diverso de sonoridades. E tudo casa muito bem.

10 – Alt-J – “U&ME” (Baauer Remix)
Remix não é muito a praia do Top 10, mas o DJ e produtor de trap Baauer fez por merecer ao dar um novo tempero ao single mais recente do peculiar grupo indie inglês. Daqueles remixes que mudam radicalmente a música, mas a gente não deixa de saber que é a música. Sabe como?

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* A imagem que ilustra este post é uma da banda Franz Ferdinand (home) e outra do líder Alex Kapranos (neste post).
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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