Em amy taylor:

Uma jornada indie ao disco do ano (!). Sleaford Mods faz uma viagem virtual e ao vivo ao “Spare Ribs”

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* Olha, 2021 ainda está em seu décimo-oitavo dia e não está ruim, não. Temos três discos bem decentes como lançamentos deste ANO DA ESPERANÇA, para nos divertir. Os novos trabalhos das bandas Viagra Boys, Shame e, o mais contundente, “Spare Ribs”, do duo inglês Sleaford Mods.

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No caso deste último, lançado sexta passada e que teve textão na Popload no dia anterior, a expectativa da cena inglesa é que o álbum do duo formado pelo cantor malucão Jason Williamson e o músico e produtor Andrew Fearn, entre pela primeira vez no Top 10 de mais vendidos, nessa carreira de 11 discos da banda. ONZE.

Enquanto a quinta-feira não chega e esperamos esse fato notável para a banda que é e o que significa para um nome tão particular quanto o Sleaford Mods penetrar nesse mundo das paradas de sucesso, o duo soltou, neste final de semana, um vídeo “explicando” o álbum “Spare Ribs”, com entrevistas, performances ao vivo caseiramente gravadas, convidados especiais. Aquelas coisas.

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Se você ainda não ouviu “Spare Ribs”, ouça. Se quiser um pequeno manual de como encarar esse 11º álbum do Sleaford Mods, a gente fornece no hyperlink acima. Se você quiser VER “Spare Ribs”, aproveite esse vídeo abaixo de uma horinha com os próprios Sleaford Mods. Porque, sim, eles deverão estar na sua lista de melhores discos quando 2021 acabar.

Um aviso. O vídeo contém Amy Taylor. Para depois não dizerem por aí que não avisamos.

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Você está aguentando esperar o disco do Sleaford Mods? A gente te ajuda a aguentar

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* Calma. Sai amanhã.

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É como se “Spare Ribs” fosse o primeiro disco do complicado porém talentoso duo inglês Sleaford Mods. Mas é, “apenas”, seu décimo-primeiro.

O álbum está cercado de expectativas e dá para apontar, vendo as resenhas apressadas e entusiasmadas, que é o primeiro disco realmente importante a ser lançado em 2021. Ainda que o mundo sempre tenha dado uma atenção relativa à dupla, formada pelo cantor Jason Williamson e o músico e produtor Andrew Fearn.

Duo de Nottingham experimentalistas que juntam hip hop, punk e eletrônica num som só, talvez esse tenha sido sempre o “problema” do Sleaford Mods. Eles levavam punk para a galera de eletrônica, ou traziam beats demais à vertente inglesa de punk velho-novo. Sempre misturaram vocal falado na linha The Streets para irritar os dois gêneros. O Sleaford Mods, para a música inglesa, sempre foi todo-gênero sem nenhum em particular.

Adicione aí o papo político e proletário muito ácido que levavam à orelha da galera festeira de clubs e pronto: um duo difícil de engolir, apesar da cara dos dois, de sacanas gente-boas, rendem as melhores fotos, melhores vídeos.

E vai continuar sendo difícil de engolir, mas alguma chavinha parece ter virado agora, a julgar por “Spare Ribs” e sua repercussão sem ainda não ter saído. O álbum será lançado amanhã e desde terça rola em alta-rotação na redação da Popload (ou seja, na minha casa), oferecido em um link mágico de divulgação.

“Spare Ribs” parece ter aparado todas as arestas da experimentação inquieta do Sleaford Mods. São várias as músicas boas, energéticas, espertas, “de ligação”, com tudo isso já mencionado. Beats no punk, raiva na eletrônica, The Streets (de novo), Prodigy, Underworld, Beastie Boys, Sex Pistols, convidados legais tipo a hoje onipresente Amy Taylor, a lorinha-problema da tão-falada banda australiana Amyl and the Sniffers.

A música com Amy é a ótima “Nudge It”, lançada em áudio e vídeo nesta semana. Olha que maravilha e que figuraças. Todos eles: a dupla e a Amy.

Chega logo, “Spare Ribs”.

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Viagra Boys. Primeiro disco importante de 2021 sai na sexta-feira. E vem da Suécia

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* Vamos organizar as coisas neste 2021 que acabou de começar. O primeiro álbum importante a atingir nosso mundinho virá de uma banda sueca. Será “Welfare Jazz”, segundo disco da banda Viagra Boys, quinteto de Estocolmo muito bem inserido no agito do post-punk inglês.

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O álbum já vem saindo em resenhas em sites gringos por aí e todo mundo rasgando elogios. E o que já conhecemos deles são três singles bem legais, “Ain’t Nice”, “Creatures” e “In Spite of Ourselves”, esses dois últimos lançados em dezembro, o último no final do mês, então pode ter passado batido para muita gente. Bora resgatar tudo.

“In Spite of Ourselves” traz um feat. com Amy Taylor, a loirinha da explosiva banda Amyl and the Sniffers, considerada a melhor banda da Austrália hoje, apesar do Tame Impala e tals. Olha as conexões desse post-punk-inglês-de-banda-sueca-com-participação-australiana.

Como pequeno curso preparatório para a chegada do segundo disco do Viagra Boys, a gente vai deixar aqui embaixo os três singles, em seus respectivos vídeos. Um melhor que o outro.

E já decoremos para as redes sociais um apropriado trecho de “Ain’t Nice”, que servirá para muitas coisas:

“If you don’t like it / Well, babe/ I’ll see you later.”

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