Em andre faria:

CENA – Nova banda inglesa Aldo, de Pinheiros, lança a absurda “Papermaze”, que vai estar em seu primeiro EP, depois de três álbuns. Você não está entendendo!

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1 - cenatopo19

* Chamo isso de CENA ou não? Enfim…

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* Não sei se você percebeu, mas a gente vem falando há tempos aqui. A nova música do Reino Unido está demais. Dá para citar um punhado de bandas novas incríveis, tipo os geniais Fontaines DC (ok, irlandeses) e Black Midi, Life, Nancy, a volta do Dinosaur Pile-Up, todos os punks pós-Brexit liderados pelo Idles, Squid, Mannequin Pussy, Aldo e tals.

Aldo?

ALDO??

A banda paulistana pilotada pelos irmãos Faria tipo começaram vida nova, quase (praticamente) do zero, para virar uma nova banda inglesa. Ou uma banda brasileira para girar na órbita da cena inglesa. Com um propósito.

Assinaram com o selo britânico Full Time Hobby e foram o destaque, ontem, de um programa indie da BBC Radio 1, o Indie Show do figura Jack Saunders, que destacou o grupo dos brasileiros como “next wave band”, entrevistou André Faria, teceu aproximações felizes (“para quem gosta de Metronomy ou um Tame Impala do comecinho” e botou para rolar “Papermaze”, banda que vai estar no primeiro EP do Aldo, considerando a nova vida.

O disco, esse citado EP, sai ainda neste ano. Segundo as novas regras inglesas, o “álbum de estreia” do Aldo sai no começo de 2020. E daí para a fama.

“Papermaze” é a segunda música da carreira inglesa do Aldo. Há alguns meses, lançaram “Trembeling Eyelids”, que já foi tocada nos (vários) programas que interessan na Radio 1 e BBC 6Music.

“Papermaze” é estupidamente deliciosa. Mistura berimbau, LCD Soundsystem e todas as referências de bandas boas que a gente gosta, inclusive aquele Aldo brasileiro que não existe mais. André explica isso, mais ou menos, na Radio 1.

A música, sobre o caos paulistano sob a perspectiva de enxergar a cidade quando se sai dela, vem com um vídeo também muito bom, dirigido por Caio e Boca, o duo artístico Nylons. A palavra exata para guiar o vídeo é “surreal”. Vendo você entende.

Para ouvir o Aldo no programa do Jack Saunders, da Radio 1, é só chegar aqui. É só aguentar meia horinha de bandas boas que o Aldo chega, com música e entrevista. “Papermaze”, o som novo, já fez a banda de André e Mura sair na Clash Magazine, nesta quarta-feira.

O Aldo The Band BR não existe mais. Viva o Aldo britânico de Pinheiros.

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* A imagem da home da Popload, que ilustra este post, é de Gabriela Schmidt.

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CENA – Jeremaia fez o disco que o indie nacional precisava. E ele sai amanhã

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1 - cenatopo19

* Dois discos de abalar estruturas e melhorar muito a trilha sonora deste 2019 zoado vão ser lançados amanhã, um internacional e um brasileiro. Sobre o gringo, falamos na própria sexta. Sobre o brazuca, é preciso falar já!

Sai amanhã nas melhores plataformas o disco de estreia do projeto JEREMAIA, obra em português do inquieto André Faria (o da direita, na foto abaixo, veja bem), vocalista, guitarrista e produtor da banda paulistana disco-punk Aldo The Band, hoje uma banda cada vez mais internacional.

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A gente já apresentou o Jeremaia aqui, por conta do lançamento do primeiro single deste álbum homônimo, que chega aos ouvidos nesta sexta.

O single (mais vídeo estilozaço) era “No Que Vai Dar”, e aqui foi dito sobre ela, sobre o André e sobre o Jeremaia que “você pode ouvir uma música, e tem muitas delas por aí para você simplesmente ouvir. E, em alguns casos bem especiais, você pode SENTIR a música. E essas não aparecem a toda hora”.

A hora é agora. Um outro single e(m) vídeo saiu, da espetacular “Tanto Faz”, mais tameimpálica que uma música do Tame Impala com o visual psicodélico idem, e agora toma nas fuças o disco cheio, oito músicas que contam um pouco de uma história pessoal, mas história essa que pode ser apropriada por quem ouvir o álbum. Porque aqui, como foi dito no primeiro post da Popload sobre o Jeremaia, o importante não só são as músicas contidas nele. Mas sim as frequências onde elas são colocadas.

De novo a auto-referência poploadica já dita, porque vale para todas as faixas do disco: O Jeremaia, de André Faria, que também tem os dedos produtores de seu familiar parceiro Murilo Faria, irmão e o “gênio da mesa sonora” do Aldo, é adepto das frequências sonoras cognitivas, ou simplesmente música de sensações, um passo além da canção que entra pelo ouvido e sai pela boca. E pode ser ouvido por imagens, por mais esquisito que isso possa soar. Porque é, sim, esquisito. É para ser. “What’s the frequency, Kenneth?”, já perguntava o excepcional grupo REM.

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“Jeremaia”, o álbum, é uma coleção de músicas favoritas de cara. Ele começa estranho, ríspido, difícil, enigmático, com um falsete incômodo, em “Trabalho da Rua Matogrosso”. É um convite para um troço cabuloso que talvez você não queira aceitar, mas aceita de curioso. Então vem uma outra da mesma estirpe, mas sem falsete, para embalar esse caminho sem volta, que é o single “No Que Vai Dar”.

Quando você percebe, já embarcou nas viagens de André, que viram suas. E depois não tem para onde correr, como prova a fantástica “Tem Que Correr”, art-noise que parece que foi composta por Trent Reznor (Nine Inch Nails) para um filme, mas antes o Wayne Coyne (Flaming Lips) falou: “Deixa eu dar um tapa nela”. Coisa de doido, como a própria “Tanto Faz” ou a que fecha tudo, a “Maníaco da Linha do Trem”.

Não são músicas comuns. Não são músicas fáceis. Não são músicas que você encontra em outros discos. Não são músicas que você ouve em português.

“Jeremaia”, pode ouvir aí, é um disco único.

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PS: E, sobre o Aldo, espera só um pouquinho mais para ver.

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CENA – Qual é a frequência, André?!? Jeremaia entra na cena indie BR para mexer com suas sensações. Ouça e veja “No Que Vai Dar”

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1 - cenatopo19

*Você pode ouvir uma música, e tem muitas delas por aí para você simplesmente ouvir. E, em alguns casos bem especiais, você pode SENTIR a música. E essas não aparecem a toda hora.

André Faria, vocalista, guitarrista e produtor da espetacular banda paulistana disco-punk Aldo The Band, botou um pé fora da zona de conforto de seu cada vez mais internacional grupo para se arriscar na pegada nacional e criar o interessantíssimo projeto JEREMAIA, sua incursão no mundo das músicas em português.

Prepare-se para se sentir mexido. Por dentro. Se a Popload acha que a maturidade híbrida do indie nacional acabou de se dar com o recente disco novo do grupo paulistano Terno Rei, com o Jeremaia a intensa cena brasileira agora pode ser pensada além da música.

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O Jeremaia, de André Faria (foto acima), que também tem os dedos produtores de seu familiar parceiro Murilo Faria, irmão e o “gênio da mesa sonora” do Aldo, é adepto das frequências sonoras cognitivas, ou simplesmente música de sensações, um passo além da canção que entra pelo ouvido e sai pela boca. E pode ser ouvido por imagens, por mais esquisito que isso possa soar. Porque é, sim, esquisito. É para ser. “What’s the frequency, Kenneth?”, já perguntava o excepcional grupo REM.

No caso de alguns grupos ou artistas de alta-cultura da eletrônica ou de bandas “diferentes” como o Flaming Lips, de Wayne Coyne, isso tem uma importância para além da simples melodia. O cérebro e os nervos são convidados a participar da festa. O Jeremaia prima por querer atingir esse estágio sonoro, quase um budismo musical e barulhento. Ou uma macumba literária, dado a aproximação que André arrisca com temas urbanos esquisitos e livros de Rubem Fonseca e Dalton Trevisan, por exemplo. Jeremaia, o batismo, vem da piração de criar um personagem fictício que mistura tais nobres páginas com um pouco da vida pessoal de André.

O projeto solo em português de André Faria nasce agora, aqui, com um single chamado “No Que Vai Dar”, algo chamando o profético para o músico em si, para sua ousada jornada fora do Aldo e para o álbum que já sai no máximo daqui a dois meses, talvez com o nome de “Jeremaia” mesmo. Depois de um outro single e exatamente antes do terceiro álbum do Aldo the Band.

“No Que Vai Dar”, a canção, vai poder ser encontrada para experimentações streamicas amanhã, no Spotify, Apple Music e Deezer, entre outras vias virtuais. Mas o sensacional vídeo da música, gravado entre água, montanhas, matos e parabólicas, pode ser conferido com exclusividade aqui na Popload. Cheio de gestos, cheio de vibes. Se fosse só a música, ela valeria a pena, de tão boa. Mas não é só.

Um convite às sensações, ouça e veja “No Que Vai Dar”. E espere o segundo single. E o álbum. Levante sua antena para captar o Jeremaia por inteiro.

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PS: Vale a curiosidade, o single e o disco do Jeremaia busca fincar o pé na cena nacional, mas nasce com uma interferência londrina. Diz o informe sobre o projeto que, em busca de um som mais denso e texturas diferentes, André fez uma imersão no @123Studios, em Londres (mesmo estúdio em que Florence + The Machine e Foals já gravaram), na companhia de seu irmão e co-produtor do álbum Murilo Faria, do baterista e amigo de infância Daniel Setti (ex-Jumbo Elektro e Tchucbandionis) e do engenheiro inglês Rob Squarehead. Parte do equipamento utilizado nas gravações, que estavam lá no estúdio, era do próprio FOALS, o que incluia um amplificador SELMER mofado de 1963.

PS2: Até o lançamento de “Jeremaia”, o álbum em nome provisório, será anunciada uma turnê ainda para este primeiro semestre.

*** As fotos de divulgação de André Faria, ou do Jeremaia ele-mesmo, tanto a que está neste post como a da chamada da home da Popload, é de autoria de Gabriela Schmidt.

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CENA – ALDO THE BAND lança disco novo de 43 faixas que ainda nem é o disco novo

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* A “familiar” armada indie-dance paulistana Aldo The Band, quarteto conduzido pelos irmãos André e Murilo Faria (foto acima), altas doses de guitarras, altas levadas dance, não está nesta vida à toa, desde que seus capitães abandonaram os empregos “normais” para montar o grupo.

Desde 2013 já lançaram dois excelentes álbuns (“Is Love” e “Giant Flea”), fizeram show no Primavera de Barcelona, se apresentaram em Liverpool e na Itália, gravaram disco no estúdio do cultuado Air francês e estão escalados para abrir os três shows do festival do Radiohead no Brasil, em abril.

E hoje lançam um disco. De 43 músicas. Que ainda nem é o disco novo, o terceiro, que está sendo burilado e burilado e burilado para sair ainda neste primeiro semestre.

O disco novo que não é novo se chama “2014 – 2017 Fleas, Bureaucracy & Demos” e é um expurgo de coisas que o Aldo viveu nos últimos anos, no período entre o primeiro álbum, as viagens e as tumultuadas gravações do segundo disco por um selo grande à epoca (2015), o Skol Music. Aaaaacho que o termo “bureaucracy” vem desse período.

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“O terceiro album só de inéditas vem depois desse, na sequência de lançamentos”, fala André Faria. “Esse é novo, mas estamos chamando ele de “Compilado”… Um jeito de rever e organizar o que rolou nos últimos três anos, gravadora e afins, que foram uma treta e muita coisa se perdeu. Desde a nossa auto-estima até algumas tracks recusadas. Aí resolvemos abrir a cozinha, com as demos, outtakes, algumas inéditas, participação especial.”

“2014 – 2017 Fleas, Bureaucracy & Demos”, que bota o Aldo de novo na rota da independência, foi produzido no estúdio novo dos irmãos Faria: o Evil Twin Music.

Dentre as 43 faixas, e dentre as inéditas, tem as ótimas “One Hot Day in São Paulo” e “I See Blood in the Paper”. Um monte de demos de garagem, como as de músicas conhecidas do tipo “Freakin’ Me Out” e “Sunday Dust”, zoeiras internas tipo “Little Coffee Shop”, a janelinha em Pinheiros que serve o melhor café de São Paulo, e “Faria’s Sausage Factory”. Fora o show desse disco: alguns remixes de gente grande.

O veterano italiano histórico disco-cool Daniele Baldelli fez dois remixes para o último hit dos Aldo, “Unbreakable”. O brasileiro respeitadíssimo Renato Cohen empresta sua categoria líquida em remix de “Liquid Metal”, levando a música do Aldo para outro lugar. Para a mesma “Liquid Metal”, o guitarrista pernambucano Lúcio Maia, da Nação Zumbi, intensifica o caráter disco-punk da canção para com um monte de riffs seu.

Muitas das faixas desse disco-não disco do Aldo the Band têm baterias tocadas pelo grande produtor e músico Erico Theobaldo, que acompanha a banda desde seu primeiro show.

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“2014 – 2017 Fleas, Bureaucracy & Demos” está à disposição de ouvidos espertos na Apple Music e no Spotify. E dá, claro, para ser ouvido inteiro via Youtube, aqui.

Das 43, a Popload selecionou três para você.

Senhoras e senhores, Aldo The Band retrabalhado, esticado, burilado, mexido e revivido.

* A foto deste post é de Cristiano Madureira. A imagem que está na home da Popload na chamada para este post é de Vitor Bossa.

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CENA – Aldo The Band toca em Paris e convida para uma viagem sonora no estúdio do Air

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* Está mais para “cena francesa”. Mas ainda assim…

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* A banda paulistana Aldo The Band toca hoje à noite no BUME Festival, evento indie espanhol que tem no line-up nomes como, “apenas”, PJ Harvey, Chemical Brothers e Suede. O quarteto chega à artística cidade do País Basco depois de passar gloriosos três dias em solo parisiense.

O Aldo The Band se apresentou sábado no novo bar e restaurante Pop-Up du Label, onde funcionava o Le Combustibles, restaurante e casa de shows na linha Z Carniceria, de São Paulo, hoje considerado pelos franceses um dos points indies mais quentes deste outono parisiense, junto com o deliciosamente tosco Point Ephémère, o centrinho cultural à beira do rio Sena.

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O show, segundo André Faria (o da direita na foto acima), um dos Faria da banda do tio dos Faria (se não, você deveria saber a história toda a esta altura), foi tão bom que eles fizeram dois bis para a galera suadaça que urrava pela volta deles ao palco. Eles filmaram tudo, pegaram depoimento de galera e inclusive os elogios do dono do Label, em material que, junto com a história abaixo, vai ser editado e lançado no futuro próximo.

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No dia seguinte cedinho já estavam no famoso estúdio do famoso duo eletrônico Air, o Atlas Sound, que segundo os que manjam tem o melhor jeito de gravar bateria do planeta. Um “parque de diversões para músicos”, segundo os relatos. O Aldo aproveitou para gravar baterias, baixo e synths de canções novas, que pretendem lançar em EP logo mais. Viraram outras músicas, parece.

Na segunda-feira, transmitiram ao vivo, do Atlas, uma jam session, via Facebook. Sem guitarras. É Érico Theobaldo na bateria, Isidoro “Snake” Cobra no baixo e os irmãos Faria, Murilo e André, se revezando entre um piano elétrico Wurlitzer e um synth Korg Sisma.

A jam session “ao vivo do Air”, 40 minutinhos com imagens gravadas pelo engenheiro de som francês Felix Remy (o da ponta esquerda, na foto acima), você pode ver aqui embaixo.

Aldo, The Band Live Jam @ Atlas Studio Paris from Aldo, The Band on Vimeo.

** Aproveitando a onda, o duo francês AIR faz especialíssimo show em São Paulo, no dia 15 de novembro, dentro do Popload Gig. Não estou brincando, não. É sério!!!

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