Em angel olsen:

Top 10 Gringo – O “mundo” é do Dry Cleaning. Nem o ótimo Lil Nas X conseguiu impedir. Mas vamos seguir em frente, como diz o Jungle

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* Segue agitado o mundo gringo de novidades musicais. Uma semana que olhamos até para o que tem de mais pop no universo, mas sem esquecer do indie. Inclusive, premiando pela segunda vez seguida nossa banda da vez. É nossa culpa ou deles? E olha que a disputa foi bem apertada. Mas o coração (e a guitarra) falou mais alto.

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1 – Dry Cleaning – “Unsmart Lady”
Segue nossa obsessão pela nova banda pós-punk inglesa Dry Cleaning. Uma obsessão que agora cada vez mais é do mundo todo, como analisamos em um post sobre as críticas que “New Long Leg”, seu álbum de estreia, vem recebendo agora que veio à luz, na última sexta-feira. Nossa predileta da vez é a absurda “Unsmart Lady”, o novo single, um som tipicamente quase falado que pega as ofensas que as mulheres recebem quando são desacreditadas e diminuídas e as arremessa nos agressores. Que banda!

2 – Lil Nas X – “Montero (Call Me by Your Name)”
Lil Nas X chegou pesado aqui, ainda que demonstrando uma leveza sonora incrível. Uma música onde resolve contar sobre uma paixão das mais fortes, de peito aberto. Pensando em sua história, ele mesmo relata que não planejava abrir questões da sua sexualidade assim, mas que, se isso ajuda outras pessoas a ficarem mais livres, é necessário. Este cara é bom.

3 – Jungle – “Keep Moving”
Que som esperto este novo da ótima dupla funk-soul-brother Jungle, dos produtores Josh Lloyd-Watson and Tom McFarland, que deu a largada para um novo e necessário álbum deles. “Keep Moving” é um mantra de superação que balança bem os graves do seu foninho. Segura esta.

4 – Demi Lovato – “Anyone”
Demo Lovato passou por poucas e boas por conta das drogas, para dizer o “mínimo”. Neste ainda complicado pós-reabilitação, seu novo disco tem canções dolorosas, como “Anyone”, um grito desesperado por ajuda desesperado, daqueles dados quando parece que ninguém mais pode te ajudar. Não é sempre que divas pop abrem a real desta maneira.

5 – Olivia Rodrigo – “Deja Vu”
A gente não ia deixar o fenômeno Olivia Rodrigo passar batido. Tudo bem que não demos o moral devido para o primeiro single dela, o hit “Drivers License”, mas até que funcionou essa espera. Curtimos bem mais este som novo.

6 – St. Vincent – “The Melting of the Sun”
É meio chover no molhado que a St. Vincent tem uma das guitarras mais espertas do mundo hoje, mas é preciso reforçar isso. Nesta balada, segundo single de seu álbum “Daddy’s Home”, que sai no próximo 14 de maio, ganhamos de presente um senhor solo de guitarra, que nem parece com solo de guitarra, mas é, sim. É uma coisa tão fora da curva que até fica difícil reparar no que veio antes ou depois desse evento nesta música.

7 – Angel Olsen – “It’s Every Season (Whole New Mess)”
Angel Olsen parece ter gostado da experiência de revistar suas próprias músicas. No álbum “Whole New Mess”, de 2020, ela buscou parte do repertório do seu disco de 2019, “All Mirrors”. Agora, em um álbum que vai reunir as duas experiências, solta essa inédita que é justamente a releitura de uma das inéditas do disco de releituras. Deu para entender?

8 – Royal Blood – “Limbo”
A gente vem cobrindo aqui a virada que o Royal Blood anda dando em seu som – aproximando suas raízes roqueiras de um som mais dance. Dessa safra, “Limbo” talvez seja a obra mais bem acabada, ao conseguir colocar esses dois universos, que às vezes são tão distintos, em uma conversa agradável.

9 – The Joy Formidable – “Into the Blue”
Talvez a nossa banda favorita do País de Gales, hoje. O grupo mantém sua habilidade de melodias certeiras e dinâmicas espertas de andamento e volume nesse retorno às atividades com um belo single que anuncia um novo álbum ainda sem nome. Que venha formidável.

10 – Garbage, “The Men Who Rule the World”
Uma porrada do Garbage nos responsáveis por colocar nosso mundo em risco – sim, os terríveis capitalistas. Shirley Manson mira em quem patrocina violência, pobreza, machismo e outras catástrofes do mundo.

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* A imagem que ilustra este post é rapper e cantor Lil Nas X.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Angel Olsen pegou a vida bagunçada dela e a guitarra e fez um álbum. Ouça a canção “Waving, Smiling”

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* Como se fosse possível, uma Angel Olsen mais intimista e vulnerável vem aí com o “diferente” disco “Whole New Mess”, que será lançado agora dia 28. O álbum, que feito inteirinho de Olsen e sua guitarra, sai menos de um ano depois de “All Mirrors”, seu quarto trabalho editado em outubro de 2019.

“Whole New Mess”, informa-se, foi feito num período pessoal bem conturbado da cantora e guitarrista americana, o que explica o caráter arrasador (no sentido literal) de suas 11 músicas, que contrasta absurdo com o aspecto “grandioso” do disco do ano passado.

Esse clima todo de “perspectivas solitárias, francas e inflexíveis de como é amar, perder e sobreviver” do novo álbum já é bem perceptível no single que está sendo revelado hoje, para a faixa “Waving, Smiling”. Que traz um vídeo gravado num templo maçônico.

Segura!

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* Olsen, que está fazendo a série de livestream “Cosmic Stream”, anuncia que a terceira parte irá ao ar também no dia 28 no Youtube, na mesma data do lançamento do álbum.

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Angel Olsen não perde tempo e anuncia mais um disco de estúdio, um ano depois de “All Mirrors”

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Cantora da nova geração bastante cultuada no indie, Angel Olsen pegou muita gente de surpresa ao anunciar o lançamento de “Whole New Mess”, novo disco que surge apenas um ano após o elogiado “All Mirrors”.

O lançamento está marcado para 28 de agosto. O projeto chega apresentado pelo single homônimo, divulgado em vídeo dirigido por Ashley Connor, responsável pelo projeto visual da faixa “Lark”.

“Whole New Mess” foi gravado em uma igreja antiga, transformada em estúdio, na região de Anacortes, nos Estados Unidos.

“Whole New Mess”, a música, pode ser conferida abaixo.

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Não é live, mas super serve: rádio americana KEXP divulga session incrível da Angel Olsen

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Não é bem uma live, mas a KEXP acabou de soltar uma session inédita com a cantora Angel Olsen, registrada em dezembro de 2019. Na ocasião, a cantora esteve na importante estação de rádio de Seattle para divulgar seu mais recente disco, “All Mirrors”.

Olsen cantou quatro canções na apresentação: “All Mirrors”, “Spring”, “Lark” e “Chance”.

O álbum, quarto da carreira da norte-americana, é carregado de drama e com sons densos, sendo eleito pela própria seu trabalho mais sombrio e intimista da carreira

A apresentação contou com banda cheia e elementos de música clássica, já que a versão original do álbum tem suporte de uma orquestra em todas as faixas, produzidas por John Congeleton, com arranjos de Jherek Bischoff e Ben Babbitt.

A session na KEXP pode ser vista abaixo.

SETLIST
All Mirrors
Spring
Lark
Chance

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Angel Olsen trata de assuntos dramáticos com delicadeza (ou o contrário) em “All Mirrors”, seu quarto álbum cheio

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Foto: Andrew Lipovsky/NBC

Foto: Andrew Lipovsky/NBC

Entre os bons lançamentos de discos deste 4 de outubro, destaque para All Mirrors, novo e quarto álbum de estúdio da norte-americana Angel Olsen.

Carregado de drama e com sons densos, o projeto pinta como o mais sombrio e intimista da carreira da cantora, que contou com o apoio de uma orquestra em todas as faixas, produzidas por John Congeleton, com arranjos de Jherek Bischoff e Ben Babbitt.

“De todas as formas, desde a criação até as palavras, até como me sinto seguindo em frente, esse álbum é sobre conquistar um lado mais sombrio, encontrar a capacidade para um novo amor e confiar em mudanças mesmo quando você se sente como um estranho”, disse a cantora, que também contou em entrevistas recentes que este foi o álbum mais difícil que ela fez, porém o mais recompensador.

Para divulgar All Mirrors, Olsen esteve na noite de ontem no programa do Jimmy Fallon, onde fez uma apresentação vigorosa da faixa-título, reproduzindo no palco a sonoridade orquestrada do estúdio.

O álbum e a performance podem ser conferidos abaixo.

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