Em angel olsen:

Qual sua “música do verão”? De Wet Leg a Silk Sonic, escolha entre os cinco hits mais bombados da atualidade (do ano)

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* “Verão” numas, né? Mas vamos nessa.

O conceito de “hit do verão” emplaca mais nos EUA e Europa, terras mais frias que a nossa, quando o Sol abre forte por lá, quando a galera se empolga e sai para parques, festivais de todo tipo, escurecendo só tipo 10 da noite, aquelas coisas. E isso precisa de uma trilha sonora acidental ou incidental. E temos o chamado “hit do verão”, que aqui é mais tratado de “hit do Carnaval” e versa geralmente sobre funk, axé, ritmos mais “nossos”.

Pois nós por aqui escutamos bastante rádio gringa e vimos chegando as tais músicas que estão marcando esta temporada lá fora (da volta de festivais às aberturas de bares, parques e lojas ainda que a delta toc. toc. toc.) e que tem muito a ver com o que a gente “trata” aqui na Popload.

Então, para matar nossa curiosidade, selecionamos aqui cinco delas para estabelecermos um ranking (nossa cara) e ver qual é, também, nossa música do verão. Podemos depois até fazer os hits da CENA do nosso inverno, na sequência.

A combinação é o seguinte: a gente elenca cinco “hits do verão”, você vota no nosso Instagram na sua predileta (ou sugere um outro hit) e construímos assim, juntos, o Top 5 desta “temporada de abertura da vida”.

Vai lá:

** Beabadoobee, “Last Day on Earth”

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** Wet Leg, “Chaise Longue”

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** Silk Sonic, “Leave the Door Open”

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** Billie Eilish, “DNA”

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** Angel Olsen & Sharon Van Etten, “Like I Used to”

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Top 10 Gringo – Billie Eilish em primeiro e Billie Eilish em segundo, numa semana bem boa em lançamentos. Entenda!

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* Ok, vamos parar com esse “Entenda!” irritante. Prometido.

Uau. Que disco é esse, Billie Eilish? “Happier than Ever” é uma senhora obra, hein? Ainda que não seja um disco de coração partido, só um pouco, ou seja de um coração partido com raiva, Billie solta a real sobre um péssimo relacionamento que encarou enquanto lidava com sua popularidade, seu amadurecimento em público e suas buscas sonoras – talvez “NDA” seja sua maior música até este ponto. Por isso, “inovamos” neste Top 10 Gringo e escolhemos logo duas faixas deste álbum, nesta semana – e nenhuma delas é “NDA”, porque a gente queria falar um pouquinhos de outras coisas. Nem sobrou muito espaço no nosso tradicional parágrafo de abertura para falarmos das outras escolhas. E olha que a semana foi bem boa em novas músicas. Mesmo que ninguém tenha encostado na Billie, ainda, rolaram aaaaaaaltas músicas nesta semana. Não foi um ranking fácil. Mas gostamos assim. Fora que a playlist fica maravilhosa. Rumo às 300 músicas mais legais de 2021.

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1 – Billie Eilish – “Happier than Ever”
Que letra. Que vocal. E que estrutura. A música começa com um singelo par de ukulele e voz… E parece que não vai sair dali, até que resolve cair em uma guitarra abafada que vai em verdadeiro hino de rock para estádios – até aquelas viradas manjadas de bateria estão lá, paradinhas e tudo mais. A letra é um petardo sobre um relacionamento que sugou a alma de Billie, de uma maneira que ela nem sabe explicar direito por que se sente melhor longe dele. Até onde se sabe, baseada em fatos reais que até são mencionados na letra. Porque Billie Eilish tem uma boa mania de não cantar sobre um personagem. Ela bota a história dela mesma nas letras. Que refrão tem essa música!

2 – Billie Eilish – “my future”
A gente poderia premiar tantas outras músicas do álbum, mas que tal a bela “my future”? Que fala um pouco sobre mudanças, sobre ir atrás do novo. Abandonar um relacionamento que não deu certo com alguém. Ou até com uma velha versão sua. E talvez essa seja a música do disco mais perto de algo bossa nova pelos acordes escolhidos, ainda que não leve esse nome que ela jogou em outra música.

3 – Zella Day – “Golden”
A música que aqueceu a semana fria que foi a semana passada. Um pequeno hit nosso, pessoal, quase. Zella está em LA atualmente (importante pontuar), é amiga da Lana Del Rey (importante pontuar) e acertou esta na mosca. A gente está na torcida para que seja um hit. Tem todo o potencial. Se não vingar como tal, deixa ela no seu repertório de dançar sozinha em casa – ou guardar para uma futura festa.

4 – Silk Sonic – “Skate”
A junção de Bruno Mars & Anderson .Paak segue sua busca por um som meio perdido entre os anos 70, sem soar empoeirado. Tudo no jeito de dar orgulho para Quincy Jones – nas guitarras, no vocal, no jeito que as cordas se apresentam na música. Não é tão certeira quanto o primeiro single, mas em um dia de sol é hit certo. Fora que é divertida, no mínimo. Dessas que fazem você querer ser amiga ou amigo dos caras. Parece música de filme do Tarantino.

5 – Jungle – “Truth”
Jungle é Tom McFarland e Josh Lloyd-Watson, entidades da disco moderna no Reino Unido. De lançamentos pontuais, 2014, 2018, a banda chega ao terceiro álbum agora. “Truth”, novo single, surpreende por ter aquele espírito com um pé na pista, mas com um outro no rock também, com direito até a solinho de guitarra. Ainda que não soe nostálgica, cairia bem numa pistinha indie da década passada, saca? Mas fica linda também nesta década. E na próxima. Jungle é fera demais. Nem vamos entrar no capítulo “vídeos musicais”, porque daí a música vai lá para cima.

6 – Amyl and the Sniffers – “Security”
Nossa banda punk favorita no mundo atualmente? Acho que sim, hein? Todas as músicas desses australianos é pancada. Ainda que aqui Amyl jura que não está procurando por confusão, como uma boa punk, mas está atrás de amor, como uma boa punk, não?

7 – Isaiah Rashad – “Lay Wit Ya”
Provavelmente o disco de rap mais elogiado da semana, o rapper do Tennessee chegou pesado em seu terceiro álbum. Nossa faixa favorita tem produção do sempre certeiro Kenny Beats e participações de SZA, com sua bela voz, e os versos de 6lack. Isaiah tem uma produção rara e lenta, como poucos. Tem sua marca muito própria no hip hop americano. Seu último disco era de 2016, mas vale prestar atenção nele.

8 – Bleachers – “How Dare You Want More?”
Jack Antonoff, maior produtor destes tempos (e polêmico também) – pense em Lana Del Rey, Lorde, Taylor Swift, Clairo – retomou sua banda de um homem só, o Bleachers, em um álbum com fortes doses de Bruce Springsteen. Tão fortes que o próprio Bruce aparece como convidado em uma das faixas. Nesta aqui, parece que o Vampire Weekend esbarrou em alguma faixa perdida do Springsteen. Pode soar meio forçada umas horas, mas convence.

9 – Lump – “Animal”
LUMP é a pira eletrônica da quase sempre folk Laura Marling com Mike Lindsay, que tem uma onda mais acid folk. Resultado: vários sons excelentes. No caso de “Animal”, fica a supervoz da Marling, que a gente está acostumado a amar, sobre uma base pirada eletrônica que vai se desmanchando ao longo da track. Funciona.

10 – Angel Olsen – “Safety Dance”
“Safety Dance” é cláááássico tecnopop da banda new wave canadense Man without Hats. Por aqui, Olsen dá toques sombrios e desacelerados ao antigo hit. Para trazer para tempos sombrios e desacelerados, esperamos que não por muito tempo.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora Billie Eilish.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Angel Olsen mostra que pode dançar devagarinho o hit “Safety Dance” para seu disco de covers dos anos 80

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* A gente já falou (bem) sobre isso, no dia 20 de agosto chega para nós “Aisles”, um EP de covers que a cantora e guitarrista americana Angel Olsen está preparando, cheia de chinfra. O minialbum vai trazer cinco hinos dos anos 80. E ganhará vinil no final de setembro.

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Olsen, que já tinha divulgado recentemente a faixa “Gloria”, megahit da cantora e atriz americana Laura Branigan, de 1982, revelou hoje a versão dela para “Safety Dance”, cláááássico tecnopop da época da banda new wave canadense Man without Hats.

A pegada de “Safety Dance” no corpo de Olsen ganhou toques sombrios e desacelerados, transformando o hit dance em outra coisa. Mas com sua beleza própria. Do mesmo modo como ela fez com “Gloria”. Parece que essa vai ser mesmo a marca de seus covers.

Lembrando que, aqui, com esse EP, a ideia de Angel Olsen é recriar músicas que de alguma forma transformaram sua vida musical no seu crescimento e no seu despertar pelo caminho artístico que escolheria para trabalhar, mais tarde. Ela é de 1987, “Safety Dance”, de 1982.

“Eu sei que não está realmente na minha história fazer algo não intencional ou apenas pelo caos, mas minha conexão com essas músicas é bastante direta e eu só queria me divertir um pouco, ser um pouco mais espontânea. Acho que precisava lembrar que poderia”, explicou Olsen.

As outras músicas de “Aisle”, além das que saíram já em single, são “Eyes without a Face”, clássico do Billy Idol de 1983; “If You Leave”, da banda eletrônica inglesa Orchestral Manoeuvres in the Dark, o velho OMD (1986); e a melosa “Forever Young”, estrondoso hit da banda alemã Alphaville de 1984.

Abaixo, a “Safety Dance” de Olsen e, como comparação, a antiga, do Men without Hats.

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Top 10 Gringo – Chegamos ao dia em que isso ia acontecer. Cinco primeiros lugares no ranking. Culpa da Amy, da Billie, da Simz, do Damon e da Peggy. Não nossa!

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* Acho que não foi uma semana de primeiro lugar óbvio. Parece que todos os sons destes últimos dias exigiram uma carga a mais de cuidado, de escutar mais uma vez para sacar qual é, nessa tarefa às vezes cruel (para nós) de ter que botar as melhores canções em ranking. Não estamos reclamando, veja bem. Queremos ter essa “dificuldade” toda semana. Mas sabe essa sensação? Avaliando poderia muito bem ser qualquer uma das talvez cinco primeiras faixas um justo primeiro lugar. Mas… Veja bem…
Vamos fazer o seguinte, então. Vamos ter CINCO músicas em primeiro lugar. Desculpe-nos por isso. Do sexto lugar em diante o Top 10 volta ao normal. Olha, tem vez não queríamos estar na nossa pele. Queríamos sim, haha

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1 – Amyl and the Sniffers – “Guided by Angels”
Em uma das estrofes deste som, a loirinha elétrica Amy, a líder da banda australiana, conta que energia boa ou ruim ela tem em excesso e vai usar e proteger essa energia toda como uma moeda valiosa. E é essa energia que vemos sendo bem gasta por toda essa música que ainda que seja a coisa mais tradicional em uma linha de punk, mesmo com várias ideias já gastas de tanto uso, aqui funciona superbem e coloca Amy e sua trupe como das coisas mais legais do rock agora.

1 – Billie Eilish – “NDA”
Ainda que assuma uma estética mais colorida, “NDA” reforça a dica de que talvez o título “Mais Feliz do Que Nunca”, uma tradução para o nome do seu segundo álbum, nas plataformas logo mais, seja uma ironia de Billie. Até aqui as intricadas letras falam de um ex-namorado problemático e situações abusivas. Mas em “NDA” a conversa segue por temas nada leves, entre segredos, fama, stalkers e um desejo de mudar de carreira. E, como a própria Billie observou, esta talvez seja uma de suas canções mais experimentais até aqui, pelo simples fato das estruturas verso e refrão estarem meio desajustadas (como ela era no primeiro disco). E, mesmo que possam ser identificadas, não estão padronizadas como parece ser o tom de sua nova fase.

1 – Damon Albarn – “Polaris”
Damon Albarn, que parece detestar qualquer reclusão, dado o número de projetos que abre, teve que encarar na pandemia um isolamento forçado que dá pinta de ter rendido um novo disco solo, após um longo hiato (pelo menos solo) desde 2014. Seria um álbum instrumental, uma brisa sobre paisagens islandesas (alô, Fábio Massari!!), mas ele resolveu colocar letras nessas ideias e a coisa se expandiu um momento em outras reflexões. Esta segunda mostra do disco tem duas versões: uma edit e outra um pouquinho maior. Pode ir direto na maior que tem uma introdução deliciosa.

1 – Little Simz – “I Love You, I Hate You”
Uau!! Daquelas canções confessionais de arrepiar. Little Simz aborda suas tretas com um pai ausente com aquela sinceridade e abertura que geralmente são evitadas nesse tópico. Em um disco que um dos singles é sobre sua introversão, dá para imaginar o sofrimento e a carga que custaram essa demonstração de um sentimento que não é lá muito premiado. Ainda mais com uma música incrível como esta. Little Simz arrebenta sempre.

1 – Peggy Gou – “I Go”
Neste som, a badalada DJ sul-coreana radicada em Berlim revista os tempos de adolescente em que a cultura rave britânica só existia em seu aparelho de som, já que essa onda cultural não alcançou ela na sua Coréia. E, assim, faz seu revival dos anos 90. Os Chemical Brothers certamente dariam um aval (lembra o hit “Go” deles? entendeu a Peggy aqui?), mas não podemos falar por eles. A gente, que não tem o mesmo cacife, garante este honroso primeiro lugar para ela. Ainda que dividido. Mas olha o quanto admiramos esse rolê da Peggy Gou.

6 – Courtney Barnett – “Rae Street”
Parece que o novo álbum da Courtney Barnett é seu exercício de paciência durante a pandemia. O que explica seu título: “Things Take Time, Take Time”. As coisas levam tempo. Entre elas, as 24h de um dia. Dia que Courtney observa passar lentamente na primeira canção divulgada. Sua observação atenta sempre se volta ao refrão, que alerta: tempo é dinheiro, mas dinheiro não é amigo de ninguém. Sacou?

7 – Angel Olsen – “Gloria”
A ideia de regravar uns clássicos dos anos 80 parece das piores e das mais cansadas. Não na mão da Angel Olsen, que pelo visto deve caprichar em seu EP que vai reler Billy Idol, Men without Hats e Alphaville, entre outros. A primeira mostra, “Gloria”, de Laura Branigan, desacelera o hit pensando na lembrança que Olsen tem da primeira vez que o escutou, com suas tias, em um Natal. Como a lembrança é um slow-motion, ela segurou o ritmo da canção na sua interpretação. Não falamos que a ideia nas mãos dela não ia ser cansada?

8 – Vince Staples – “Law of Averages”
Em um disco que leva seu nome, o rapper de Comptom faz uma obra extremamente pessoal e mais para dentro, tanto nas letras quanto nas escolhas sonoras. Existe uma certa textura que se mantém em todas as faixas. Um trabalho para ser absorvido aos poucos.

9 – Inhaler – “It Won’t Always Be like These”
A gente está de olho neste som desde o ano passado, mas agora veio o álbum dos garotos e tudo volta. A banda liderada pelo filho do Bono U2 parece que se garantiria ainda sem essa anedota que todo mundo sabe que sempre ajuda um pouquinho no rolê. Dublin, pós-punk, umas pitadas mais moderninas. Talvez te convença também. E, sim, carrega um timbre do pai, na voz, que dá até uma assustada às vezes. Normal.

10 – Dee Gees – “You Should Be Dancing”
E não é que ficou decente a versão de Bee Gees que o Foo Fighters, sob o nome-zoeira Dee Gees, inventou de fazer? Realmente, dá para esperar algo desse disco de covers dos australianos da disco que a banda de Dave Grohl vai soltar nesta semana com outras quatro versões (mais um punhado de canções ao vivo do FF mesmo). Para esta, tem que ir lá no Youtube.

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* A imagem que ilustra este post é da vocalista Amy Taylor, da banda Amyl and the sniffers, que aparece completa na foto da chamada da home da Popload.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Angel Olsen vai aos anos 80 e sai de lá cheia de covers incríveis para um novo EP

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* A cantora e guitarrista Angel Olsen acabou de anunciar um EP de covers para o próximo mês. “Aisles” traz uma seleção de músicas dos anos 80 revisitadas pela artista.

Para marcar o lançamento, foi divulgada hoje a música “Gloria”, megahit da cantora e atriz americana Laura Branigan, de 1982, que ficou nas paradas da “Billboard” por 36 semanas, atingiu um número 2 à época e foi primeiro na Austrália e Canadá.

O engraçado é que “Gloria”, da Laura Branigan, por si só é uma cover do italiano Umberto Tozzi, que fez a música três anos antes, em 1979.

A ideia de Angel Olsen fazer esta versão vem de uma experiência pessoal, em que a cantora lembra da primeira vez que ouviu a música, num Natal em família, e ela ficou com a visão de suas tias dançando em slow-motion. Assim surgiu a ideia de gravar uma versão mais lenta do clássico oitentista.

A versão “original”, para quem não lembra da música:

Entre os destaques das covers do EP de Olsen, tem ainda “Eyes without a Face”, clássico do Billy Idol de 1983, e “Safety Dance”, maravilhoso sucesso de 1982 da banda canadense Men Without Hats. As outras duas do disco de covers da Olsen são “If You Leave”, da banda eletrônica inglesa Orchestral Manoeuvres in the Dark, o velho OMD (1986), e a melosa “Forever Young”, estrondoso hit da banda alemã Alphaville de 1984.

Só pedrada.

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* A incrível foto de Angel Olsen que ilustra a chamada da home para este post é de Dana Trippe.

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