Em angus young:

Depois do auê todo da volta, AC/DC dá um tiro na nossa escuridão em single novo

>>

* Uma volta do AC/DC com formação clássica só poderia resultar numa música clássica, bem AC/DC. A banda australiana mais famosa (não, não é o Tame Impala _ ainda), depois de um fuzuê nas redes sociais anunciando seu retorno à ativa, lança agora “Shot in the Dark”, um tiro no claríssimo mundo do hard rock que ajudou a formar, nos anos 70.

E, vamos falar, para um mundo pandêmico deprimente como este, um rock clássico até que cai bem.

Brian Johnson, Angus Young, Phil Rudd e Cliff Williams, reunidos, vão lançar “POWER UP”, álbum de número 17 que sai no próximo dia 13 de novembro, em vários formatos.

Em 2016, Brian Johnson teve um grave problema de audição e foi substituído por Axl Rose, do Guns N’Roses, uma das movimentações musicais mais bizarras deste século. Agora Johnson e seu marcante quepe estão de volta para tentar nos salvar do vírus.

>>

Brian Johnson fala pela primeira vez após saída do AC/DC. Radialista diz que tudo ainda é mistério

>>

060115_acdc

Algumas semanas após a bomba estourar no mundo da música, Brian Johnson deu sua primeira declaração oficial sobre sua saída do AC/DC. Em um longo comunicado, ele detalhou sobre seu problema de audição, citou as recomendações médicas, mas fez questão de enfatizar que não está deixando a música. Ou até o mesmo a própria banda.

“Não sou um desistente e gostaria de terminar o que comecei. No entanto, os médicos deixaram claro para mim e meus companheiros de banda que eu não tinha escolha a não ser parar de cantar ao vivo nos shows restantes e possivelmente em shows posteriores”, citou Johnson, que disse ter sido o dia mais “dark” de sua carreira profissional.

O vocalista contou que, por outro lado, os médicos informaram que ele pode continuar gravando em estúdio e é o que ele pretende fazer, mas que, no momento, seu foco é levar a sério o tratamento. “Espero que com o tempo minha audição melhore e eu possa voltar inclusive a fazer shows ao vivo. Enquanto o resultado é incerto, sigo otimista. Só o tempo vai dizer”, ressaltou.

Curiosamente, Brian não fez menção à escolha de Axl Rose como seu substituto. O vocalista do Guns N’ Roses será a voz do AC/DC na turnê europeia em estádios, no mês que vem e início de junho.

* Outro lado da novela – O radialista e apresentador norte-americano Eddie Trunk (do famoso programa de TV That Metal Show) postou em seu site um relato sobre o recente encontro que teve com Axl Rose nos bastidores do show do GNR em Las Vegas. Segundo o jornalista, a saída de Johnson não seria apenas pelo problema de audição, mas sim porque o vocalista estaria em um ritmo diferente do restante da banda em relação ao número de shows da turnê do AC/DC, o que bateria de frente com o pensamento de Angus Young, que prefere que o grupo faça mais shows.

“Agora que é oficial o envolvimento de Axl no AC/DC, ao menos para os próximos shows… Se você ouviu meu podcast é sobre isto que Axl e eu conversamos no show de Vegas no outro final de semana e ele me pediu para não comentar nada até que tudo fosse divulgado publicamente. Nem preciso dizer que para Axl este é um grande momento, pois ele tem a chance de subir ao palco com seus heróis. Ele me disse o quanto estava empolgado e que faria uma entrevista comigo sobre o assunto se eu não ventilasse nada antes de publicarem oficialmente, sendo assim espero que isto aconteça em breve! Vocês também já sabem que Angus tocou com o GNR no Coachella, e pelos vídeos no YouTube fica claro que Axl pode ocupar muito bem o posto. Mas ainda há outras questões no ar. O comunicado do AC/DC deixa claro que eles romperam com Brian Johnson. O que realmente aconteceu com Brian é um mistério. Mas ninguém está acreditando muito na questão do problema auditivo. Fontes me dizem que Brian estava tirando o pé do acelerador e não queria mais trabalhar tão pesado quanto Angus – que é mais novo – trabalha. Não consigo acreditar que após 36 anos, o AC/DC daria ‘adeus’ para o seu vocalista e não buscaria uma ‘solução’ em conjunto. Muitos têm problemas auditivos e, ainda assim, encontram um jeito de continuar tocando rock”, relatou Trunk.

>>