Em Anitta:

POPNOTAS: Anitta no topo do mundo, a dancinha de Thom Yorke e a prisão de Kurt Cobain

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* A revista “Time” publicou uma relação de nomes que podem aparecer daqui alguns anos entre as 100 pessoas mais influentes do mundo, outra lista tradicional da publicação americana. Nessa espécie de “Eu avisei antes”, “nosso” Guilherme Boulos aparece entre os líderes políticos. Já entre os artistas da música, o Brasil também marca presença com a Anitta, que aparece ao lado de outros colegas de profissão, como Dua Lipa, Lil Baby, Phoebe Bridgers e Chloe X Halle. Ok?

* Radiohead na vanguarda sempre. No mundo tomado por dancinhas em certas redes sociais por aí, “Lotus Flower”, o vídeo onde Thom Yorke brilha em uma coreografia randômica pensada pela proposta do coreógrafo Wayne McGregor, completou dez anos. “Lotus Flower” é uma das faixas incríveis do oitavo álbum da banda, o “The King of Limbs”, de 2011. Hora certa para revermos esta maravilha de vídeo.

* A veterana banda protogrunge americana Melvins, do figuraça Buzz Osborne, vai lançar semana que vem seu vigésimo quarto (24º!!!) álbum, “Working with God”. Para fazer um agito para a chegada do disco, o grupo de sludge metal (lembra?) promoveu no domingo uma live chamada “Divine Monkeyshines: Valentine’s Day Special”, o Dia dos Namorados gringo. Entre uma musiquinha e outra, Osborne foi contando algumas de suas vastas histórias no rock alternativo dos EUA. Um dos grandes amigos da adolescência de Kurt Cobain, ele lembrou a vez em que o líder do Nirvana, obviamente pré-Nirvana, foi preso por grafitar nas paredes de Aberdeen, cidade onde viviam no estado de Washington, perto de Seattle. Eles costumavam sair grafitando a frase “God Is Gay”, que foi até parar em uma música do Nirvana anos depois, a “Stay Away”. Num desses rolês “artísticos”, Osborne, Cobain e um antigo baterista do Melvins, Matt Dillard, deram de cara com um monte de policiais. Cada um dos três fugiu para diferentes direções e os dois do Melvins conseguiram escapar. Menos Cobain, que passou a noite atrás das grades. No B.O. contra o roqueiro, foi apontado que ele foi pego em flagrante com a latinha de spray que teria cravado num prédio a frase “ain’t got no how whatchamacallit”, algo como “Eu não tenho como dar um nome pra isso”. Isso foi em 1985. Cobain seria pego por policiais um ano mais tarde num telhado de um galpão, fazendo sabe-se o que lá. Em 1987, formaria o Nirvana. Em 1989 lançaria o primeiro disco da banda, “Bleach”.

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O Melhor do Twitter: Jacaré edition

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Olha. Vamos te dizer, viu? Esse governo é o melhor amigo do Melhor do Twitter, disparado. Não é você, leitor, sorry. Se um dia a história destes últimos anos for contada por meio desta seção e de seus memes, vamos ter como personagens principais, ENTRE OUTROS vocês-sabem-quem, o Zé Gotinha amordaçado e de olhar triste e o jacaré. Fora isso temos a Anira Pistolaça, a Taylor corintiana, o Paul <3 Ringo e o Thom Yorke pra tudo acabar bem.
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O Melhor do Twitter: “Anitta e o SUS, Anitta e o folk escocês. E o Nhonho!” Edition

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Este momento é nosso! Se você não entendeu o título deste post, sentimos por você. Ou temos um pouco de inveja, sei lá, porque significa que você tem vida fora do Twitter. Na nossa bolha, o mundo caiu. CHUPA, 2020: é Anitta cantando com Belle & Sebastian, amigues! Nem que isso saia só em 2022, a gente leu, releu e torceu, é o que importa. Também teve o Nhonho. E a Anitta, ela de novo, mas agora salvando o SUS. Mais: o Ciro e o Lula tal qual Maria Eduarda e a irmã que apaga vela. E o dólar nas alturas.
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Colisão de mundos. Belle & Sebastian implora para ser a banda da… Anitta

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* Que o mundo está muito loko, a gente tem visto diariamente, principalmente neste ano assustador. Mas a conversa no Twitter entre a banda fofolk escocesa Belle & Sebastian e a cantora pop(-funk) brasileira Anitta vem levar este final de 2020 para outras dimensões.

A introdução necessária é a seguinte.

Em julho deste ano, em entrevista ao site indie inglês de new músic The Line of Best Fit entrevistou a brasileira (oi!!!) sobre as bandas que ela ouvia, amava e a teria influenciado para chegar ao som que ela chegou. A ideia era fazer uma playlist com músicas desses artistas. Entre as canções escolhidas por Anitta, estava “Funny Little Frog”, da banda Belle & Sebastian (álbum “The Life Pursuit”, de 2006).

“Você não imaginaria que eu adoro uma música do Belle & Sebastian, né? Haha. Mas é verdade. Eu amo esta música e o disco inteiro. Ela é de um tempo em que eu estava aprendendo a escutar músicas às quais eu não estava acostumada. E essa foi uma grande descoberta para mim. E a lição de aprender e amar a diversidade musical foi essencial para mim e para a minha carreira de cantora. Revelou em mim um princípio de compreender outras linguagens sonoras e me livrar de preconceitos com um estilo de música especifico”, justificou Anitta, mostrando até uma fã da “fase retrô” boa do B&S.

Chegamos a esta tarde de sexta-feira chuvosa (em São Paulo) em que o Twitter revela uma conversa entre Stuart Murdoch, o líder da banda escocesa, e a brasileira.

Na thread, Murdoch aborda a Anitta se oferecendo para fazer uma música para ela. Na real, Murdoch nem se referia ao “Best Fit”, mas sim um post de Anitta de 2014, declarando seu amor por Belle & Sebastian. E ainda falou que se Anitta quisesse uma banda para tocar para ela ou para escrever uma música para ela cantar, sua banda estaria à disposição dela, quando ela quisesse.

Anitta responde Murdoch, algumas horas depois: “Isto é real?”

Veja com seus próprios olhos.

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* A coisa não para por aí. Os indies gringos adoram mesmo Anitta (ou o agente dela é muito bem relacionado no underground). O site americano Pitchfork publicou ONTEM uma história da Anitta, em vídeo, escolhendo a trilha sonora da vida dela. Isso pode ter provocado a thread de hoje, talvez, até porque o Belle & Sebastian, para o Pitchfork, não foi mencionado.

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Anitta revela as músicas fundamentais de sua carreira. Tem uma do… Belle & Sebastian

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* OK, o negócio é o seguinte. A bomb-girl Anitta, fenômeno musical brasileiro sem necessidade de maiores apresentações, revelou ao site indie inglês The Line of the Best Fit suas músicas prediletas, segundo o site “as canções que estão na base de sua história como deusa pop”.

Estão lá canções “coerentes” com a carreira de Anitta, como “Baby Boy”, da Beyoncé com participação do Sean Paul, “Dreamlover”, da Mariah Carey, “No Me Platiques Más”, do Luis Miguel, e até “16 Toneladas”, do grupo brasileiro Funk Como Le Gusta, entre outras. Até aí beleza. São nove músicas escolhidas, no total.

Mas ali no meio aparece uma música da banda cult-fofura escocesa Belle & Sebastian. Oi?

A canção é “Funny Little Frog”, do álbum “The Life Pursuit”, de 2006. É até dançante e alegre para os padrões da banda escocesa. Mas nem tanto assim para a “pegada Anitta”.

Mas ela explica ao “Best Fit”:

“Você não imaginaria que eu adoro uma música do Belle & Sebastian, né? Haha. Mas é verdade. Eu amo esta música e o disco inteiro.

Ela é de um tempo em que eu estava aprendendo a escutar músicas às quais eu não estava acostumada. E essa foi uma grande descoberta para mim. E a lição de aprender e amar a diversidade musical foi essencial para mim e para a minha carreira de cantora. Revelou em mim um princípio de compreender outras linguagens sonoras e me livrar de preconceitos com um estilo de música especifico.

As letras de ‘Funny Little Frog’ são pensamentos que fazem sentidos a minha vida. Acho todas as músicas desse disco muito tranquilas e eu me sinto instantaneamente bem quando as estou escutando. Me levam para um lugar onde eu posso ficar bem comigo mesma, curtindo estar sozinha.”

Algumas vezes Anitta já revelou nas redes sociais sua paixão por outra banda indie, dessa vez mais “próxima”. Ela curte bem CSS e já apareceu no instagram cantando “Superafim”, da banda de Lovefoxxx.

Anitta é das nossas, haha.

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