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Apple Music, mais precisamente a Beats1, cai em um Carnaval Selvagem

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Millo & Trepanado, da Selvagem

Não é só o Brasil que entra na zoeira de Carnaval! A Beats1, rádio da Apple Music disponível em mais de 100 países, 24 horas por dia, e uma das nossas favoritas nesse mundo incrível de rádios, também entrou na vibe de folia. Enquanto a Popload Radio não chega, a emissora online americana chegou à nossa #CENA (e, por que não, à Popload) com dois especiais sobre Carnaval, que serão transmitidos ao mundo nas próximas horas.

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O primeiro deles é com os gênios Millos Kaiser e Augusto Olivani (aka Trepanado), da bombadíssima festa Selvagem, comandando o programa cool OneMix, que chama os melhores DJs do mundo para criarem sets especiais na Beats1. Nesse especial que rola na madrugada de hoje para amanhã, às 04h da manhã, os meninos focaram em um set para a galera curtir o Carnaval – e para os gringos tentarem entrar na nossa onda, claro.

Domingo às 20h vai ao ar o segundo especial, um programa apresentado pela nossa poploader Isadora Almeida, trazendo o lançamento de um remix feito pelo DJ OMULU para a música “A Mulher do Fim do Mundo”, da Elza Soares, uma entrevista com as meninas do Bloco Pagu (o primeiro criado por mulheres e só com meninas na bateria) e muitos clássicos que ficaram famosos nas vozes de mulheres. Além disso, vão rolar várias entrevistas, entre elas uma com o grupo-sensação BaianaSystem, um papo com os próprios caras da Selvagem e com muita gente ~treta~. O programa será reprisado na segunda-feira às 8:00, horário ingrato aqui para os foliões, mas os dois especiais ficam disponíveis na Beats1 para ouvir depois da ressaca!

Quem tem iPhone ou Mac o caminho é curto, presta atenção: entra em música (ou no iTunes), clica em rádio, vai em Beats1 e dá o play, simples assim!

Miami – A conferência internacional do barulho e o Daniel Johnston sendo visto duas vezes no show do Parquet Courts

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Bom, aqui em Miami tem um bairro meio casca, o Little Haiti, onde passei a minha primeira noite. Não sou eu que digo isso. Gente local recomenda que eu ande de carro, não a pé. Mas a fome e um péssimo senso de direção me fez dar um rolê longo e besta na segunda à noite atrás de algo para comer. Pizza com jogo do Miami Heat foi minha refeição, e sobrevivi para contar a história nesse bairro que tem o considerado bar mais podrinho da América, o Churchill’s Pub. Esse lugar tem 30 anos e seu dono, um inglês, mora numa sala dentro dele, mais precisamente um puxadinho no quintal do bar. O Churchill’s Pub, dentro de suas considerações na história noturna de Miami, já foi tido, também, e justiça seja feita, como o melhor rock bar de Miami. “Podrinho” e “melhor bar de rock” muitas vezes são pechas que combinam.

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O que rola é que no Churchill’s Pub, em Little Haiti (já não estou mais lá), está sediando, desde ontem, a International Noise Conference, até sábado, que consiste num festival de música experimental e barulho cujas bandas têm 15 minutos para se apresentar. São mais de 100 bandas tocando em duas salas do Pub. E o evento já acontece faz 13 anos. E o Thurston Moore, do Sonic Youth, já fez uma chinfra de 15 minutos lá. Vou tentar passar no Churchill’s até sábado.

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* Falando em barulho, mas de um outro tipo, mais “Velvet Underground meets Clash” do que experimentalismos difusos, ontem teve show do grupo nova-iorquino Parquet Courts. No Gramps, um bar que vende pizza e cerveja, tem palmeiras decorativas iluminadas por cores de balada jamaicana, mas conta com um palco decente e um som mais ainda.

Gramps e o Churchill’s Pub são oasis na cena indie de Miami, porque até pouco tempo era difícil para uma banda como o Parquet Courts se apresentar na cidade. “É a nossa primeira vez em Miami”, corroborou a história o rouco Andrew Savage, um dos dois vocalistas-guitarristas do grupo, em uma das raras interação com o público.

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O show foi bem mais ou menos, perto dos outros que eu vi do Parquet Courts. Ganha apenas uma nota 8,5 (de dez).
Sim, é ironia. Mesmo um show pouco inspirado do Parquet Courts (seria o palco apertado?) é bem bom.

Gravei duas canções da performance, que boto aqui, abaixo. São do disco novo, o delicioso “Human Performance”. Em meio a predominância pop, eletrônica, de som latino e/ou de hip hop, até que Miami, nesta semana, tem experimentado um barulhinho para variar.

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* Ontem, ao lado do Gramps, num açougue onde funciona ainda uma hamburgueria, momentos antes de o Parquet Courts dar seu show, aconteceu um encontro de tatuagem do Sapo Cósmico, obra do quadrinhista e gênio musical complexo Daniel Johnston. As tatuagens seguiram depois ao Gramps. Queria fazer esse registro, aqui.

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* A Popload está em Miami Beach a convite da Apple Music. O evento começa logo mais e ainda não foi divulgado exatamente sobre o que trata. Óbvio, falaremos tudo aqui nos próximos dias.

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Popload em Miami. Apple Music, Parquet Courts, Dirty Projectors e Beyoncé para crianças

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* Popload em Miami. Bitch!

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* Por uma dessas coincidências do destino, eu acho que já vi ao vivo meus favoritos do Parquet Courts mais do que, sei lá, os paulistanos Aldo The Band e o FingerFingerrr, outro tipo de bandas favoritas que eu tenho. Mas essas duas últimas não são do Brooklyn. E eu não os peguei em performance em Barcelona, Austrália, duas vezes em Chicago, Vancouver (Canadá), Strasbourg (França), como já testemunhei em ação o quarteto americano. Mentirinha: Já vi o Aldo em Barcelona. E devo ver o FingerFingerrr também, neste ano, se nada der errado.

E se nada der errado também estarei nesta noite no Gramps, daqui de Miami, para ver o Parquet Courts, já que a banda me persegue em viagens e eu não sei dizer “não”. E ainda mais hoje, que a atração de abertura vai ser essa menina Mary Lattimore, da Philadelphia. Curto uma harpa indie, haha.

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* Cheguei por aqui ao som da nova música do incrível Dirty Projectors. A banda do distinto David Longstreth vai lançar dia 24 de fevereiro seu sétimo disco de estúdio, que carrega no título o nome do próprio grupo. Desde o ano passado, eles têm divulgado músicas que estarão no projeto, tipo “Keep Your Name” e “Up in Hudson”. Agora tem mais, a de hoje, chamada “Cool Your Heart”, canção que possui todo um staff de peso por trás.

David escreveu a faixa em parceria com a linda Solange Knowles. A gravação de estúdio tem participação de luxo da cantora de R&B Dawn Richard – D∆WN – no backing vocal e ainda produção assinada por Tyondai Braxton, do Battles, e pelo nosso Mauro Refosco, dando um toque de Brasil no novo single, que ganhou até vídeo lindo de morrer, tipo a música.

** Beyoncé para ajudar na formação musical das crianças – Ou quase isso. A estrela dona da porra toda no pop terá um disco relacionado à sua obra lançado, também, dia 24 de fevereiro. Trata-se de “Lullaby Renditions Of Beyoncé”, mais novo projeto do selo Rockabye Baby, que todos os anos solta discos com músicas famosas para crianças. O álbum da Bey para ninar será composto por canções marcantes de sua carreira, tipo “Single Ladies” e “Hold Up”, esta última do discão “Lemonade”, que podem ser ouvidas abaixo.

Lullaby Renditions Of Beyoncé – Tracklist
1. Crazy In Love
2. Hold Up
3. Irreplaceable
4. Single Ladies (Put a Ring On It)
5. Say My Name
6. Love On Top
7. Countdown
8. Run the World (Girls)
9. Naughty Girl
10. Drunk in Love
11. Listen
12. Sorry
13. Halo

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* A Popload está em Miami Beach a convite da Apple Music. O evento começa amanhã e ainda não foi divulgado exatamente do que se trata. Óbvio, falaremos tudo aqui nos próximos dias.

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Chuva púrpura nos serviços de streaming. Catálogo de Prince voltará para plataformas tradicionais

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Boa parte do rico catálogo musical do gênio e saudoso Prince, que nos deixou ano passado, voltará a tradicionais canais de streaming online no mês que vem. A data escolhida foi 12 de fevereiro, dia em que acontece a cerimônia do Grammy.

Plataformas como Spotify, Google Play e Apple Music terão de volta canções clássicas do artista americano, que tinha seu conteúdo musical liberado apenas na plataforma TIDAL, após dois anos.

O novo acordo compreende as músicas de Prince sob direitos do grupo Warner Bros. Faixas que o cantor lançou por conta própria e sons inéditos que ficaram guardados ainda estão em negociação.

Prince sempre foi crítico com o sistema de repasse financeiro das plataformas de streaming sobre sua arte. Em uma entrevista em 2010, o cantor chegou a afirmar que a internet estava “completamente acabada”, porque serviços desta natureza “não iriam pagar um adiantamento” por suas músicas.

Polêmicas de lado, o Spotify começou a fazer a divulgação promocional da volta de Prince ao serviço e plotou edifícios com peças minimalistas em Nova York e Londres com a cor púrpura.

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O despertar do Shamir: o show em Berlim e o comercial absurdo da Apple Music

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* Acho que agora não falta mais nada para o menino com voz de menina Shamir decolar. Sua música “On the Regular” está por todos os lugares, seu disco de estreia já está no Top 10 do ano de muita gente, seu electropop com pegada hip hop e até disco agrada às rádios de rock. Seu primeiro álbum, “Ratchet”, o vinil, lançado em março, foi meu presente de aniversário mais valioso, pensa. O menino de 20 anos de Las Vegas (!!!) e com o cabelo (black) mais legal da música hoje, de qualquer jeito que ele o deixe, está bombamdo big time.

Shamir está em atual turnê europeia, participando de festivais grandes, showzinhos pequenos, acústicos em bares, baladas quentes em clubes. Ontem ele tocou em Berlim, na Alemanha, e já temos três vídeos dessa apresentação. É tipo “o lugar bom de se estar ontem à noite”, fácil.

Antes de colocarmos esse Shamir em Berlim, dá uma olhada neste comercial incrível da Apple Music que surgiu na internet há alguns dias e desde ontem foi ao ar na TV e nos cinemas americanos, para promover seu novo serviço de streaming, com foco na maravilhosa Beats 1, a rádio da Apple. Com o lema “The place that brings the artists you love. As well the artist you’re about to love”, a Apple Music botou Trent Nine Inch Nails Reznor para narrar o comercial que enfileira um monte de gente cool da nova geração, estrelando Shamir, Flying Lotus, o cool Leon Bridges, a fofa da Flo Morrissey, a incrível dupla gêmea iBeyi.

Arrepia já no primeiro segundo, quando Trent Reznor começa sua locução dizendo que “A música nunca teve um lugar melhor em nossas vidas”, por causa do incrível acesso que temos a todas as músicas do mundo no alcance dos nossos dedos. E bota cenas stáile dos artistas mencionados, em P&B. E, ali no meio, o nosso Shamir reluz lindão.

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