Em arca:

POPNOTAS – Arca vira mãe, King Krule mexe com Lennon e Future Islands no Tiny Desk

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King Krule, o ruivo inglês de voz cavernosa, que já ganhou taaaaantos posts por aqui, soltou uma cover de “Imagine” de John Lennon que ficou bem ao seu estilo. Uma guitarra solitária (e por vezes bem torta) acompanha seu vozeirão que quase recita a música. Coisa mais linda.

– Sempre é bom ver uma apresentação do Future Islands. Afinal, Sam Herring, vocalista da banda, é uma atração a parte com seus movimentos dance, seus socos no coração e improvisações vocais que aumentam consideravelmente as versões ao vivo da banda perto das de estúdio. Por isso, o Tiny Desk Home deles, o programa clássico da NPR Music, agora gravado nas casas (ou outro lugar seguro), está imperdível. No repertório, canções do disco mais recente da banda, o ótimo “As Long As You Are”. Sam arrasa.

– A imparável Arca, artista pop e transgressora e futurista, DJ, cantora e compositora venezuelana radicada em Barcelona, fez nascer um outro projeto, deu à luz uma nova faceta de suas várias facetas, assumiu seu lado MADRE. E com a estampa Madre e com a ajuda do violoncelista, produtor e compositor londrino Oliver Coates lançou um EP com quatro faixas, puxadas por uma música que se chama exatamente “Madre feat. Oliver Coates”. A canção, meio “bíblica”, faz parte de uma trilha sonora que Arca compôs para o último episódio da falada série “Euphoria”, da HBO. E tem um vídeo conceitão. Tipo assim:

– Semana passada o espertíssimo duo texano psicodélico Black Pumas (foto na chamada da home) se apresentou no programa do Stephen Colbert, na TV americana. Eles tocaram a faixa “Colors”, um dos singles de seu auto-intitulado disco de estreia, lançado em 2019. Tá na hora do segundo disco, não? Para completar a parada, já que a dupla de Austin resolveu sair da toca, eles gravaram dois singles especiais para o Spotify. A própria “Colors”, desta vez com os jazzeiros da Hypnotic Brass Ensemble de Chicago participando, e a grande “Sugar Man”, do poeta e guitarrista Sixto Rodriguez, de Detroit. Sabe a história do Rodriguez com a África do Sul, né? Não?

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ARCA faz 100 (CEM!) versões para a mesma música, “Riquiquí”. Estão todas nas plataformas. Em breve, em museus de arte moderna

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* Ouve lá as 100 e depois me diz qual você curte mais!

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Um modo de encarar desde já a música do futuro para não se assustar depois é ir seguindo passos de artistas como Grimes, Charlie XCX, Supervão e ARCA. Vamos focar aqui, por exemplo, no caso da ARCA.

Experimental, pop e transgressora tudo ao mesmo tempo, a cantora, compositora, produtora e DJ venezuelana de vanguarda que pertence à cena de Barcelona e já perteceu a um corpo masculino e hoje se considera uma pessoa não-binária, Arca lançou em junho o elogiado “KiCk i”, que pode não estar em muitas listas de melhores de 2020 mas deve estar em algumas listas de 2040, vai saber.

“Uma visão sonora prazerosa do que o pop poderia ser”, disse o “Guardian”. “Uma nova marca d’água para o pop experimental da artista altamente inovadora”, considerou o “NME”, para este marcante “KiCk i”, que tem participações de Rosalía, Bjork e Sophie, para você ver o naipe.

Agora, de “KiCk i”, pegue a faixa “Riquiquí”, seu novo single, que acaba de ser lançado em CEM versões diferentes nas plataformas de streaming. Pode ir lá ver. Está tudo numeradinho, em versões próprias que podem ter 1 minuto ou quase 5.

As versões todas, as 100, foram construídas por um software de produção musical de inteligência artificial chamado Bronze, com a ideia de mostrar que uma música pode existir em um fluxo quase infinito. Adoramos aqui o conceito de “quase infinito”.

“Riquiquí”, a faixa, é o primeiro lançamento comercial do tipo e a primeira faixa de Arca a ter algum remix que seja. Nunca, em quatro álbuns, uma música de ARCA havia tido um remixezinho que seja. Agora uma tem cem. E estão todas nos Deezer, Apple Music e Spotify, como poderiam estar num totem para audição em uma sala da Tate Modern.

Vamos as explicações, que achamos importante: “O processo tem como ponto de partida a produção de “Riquiquí” existente. A peça é reinventada em um estado performativo, que gera uma experiência única a cada escuta. Foi treinado para orbitar o caráter e estrutura da peça, ao mesmo tempo que permite diferenças significativas na forma e variações sutis e matizadas nos detalhes. Esse lançamento também destaca uma questão urgente na música moderna – há uma variedade crescente de ferramentas dinâmicas baseadas em aprendizado de máquina para os artistas explorarem no processo de fazer música, mas para lançar música nas plataformas mais acessíveis, elas ainda estão restritas, às novas formas”.

Repare, ARCA pode estar usando as plataformas e seus algoritmos e robôs para questionar os algoritmos e robôs.

“Você sabia que até agora eu nunca tinha permitido que ninguém remixasse uma música minha? Existiam até hoje 0 remixes oficiais para uma faixa da Arca – Riquiquí obteve 100 remixes por uma senciência inteligente, criada e treinada pelas mentes geniais do Bronze. Já trabalhei com Bronze antes; em 2019 dei linguagem musical ao Echo, um musical que nasceu no Museu de Arte Moderna, e então Echo começou a falar por conta própria. Lá, você nunca ouvirá a mesma coisa duas vezes – por dois anos é um fluxo cada vez mais mutante, graças à inteligência artificial musical treinada, mas imprevisível, de Bronze. Reconheci as texturas e melodias, mas nunca a música – para uma compositora como eu, continua a ser algo verdadeiramente novo que eu nunca tinha experimentado antes, um momento de experiência inesquecível em virtude do mistério e da maravilha que o Bronze torna possível”, explicou ARCA.

“Tive a ideia de fazer da capa de ‘Riquiquí’ um código QR que funcionasse como um portal instantâneo para uma instância mutante da música para sempre. Em todas as plataformas de streaming, você poderá ouvir 100 novas músicas, se quiser. Um Prometeu flamejante.”

Sem mais!

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Subiu a temperatura: Arca divulga novo single com participação de luxo da Rosalía

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Estará nas lojas online sexta agora, dia 26 de junho, o aguardado disco novo da cantora, produtora, compositora e DJ venezuelana Arca, que agora adotou o “she / her” como pronomes de referência, tudo porque agora ela se considera uma pessoa não-binária.

O novo álbum da talentosa artista de vanguarda, que é adorada por nomes como Kanye West e Bjork, vai se chamar “KiCk i” e dele acabou de conhecer o último single antes do lançamento, a esperada dobradinha com a Rosalia para “KLK”.

Além de Rosalía, Sophie e a própria Bjork, já citada, estarão no disco que promete muita eletrônica misturada com hip hop, veia latina e temas importantes como sexualidade.

“KiCk i” é o primeiro disco de inéditas da Arca em três anos.

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Você está preparadx para o disco novo da Arca?

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* Agora que o disco da Jehnny Beth saiu, todo o buxixo indie se volta para a espera do lançamento do novo disco da Arca, “KiCk i”, que chega às plataformas na semana que vem, dia 26, e nas lojas em vinil em meados de julho.

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Arca, cantora, compositora, produtora e DJ venezuelana de vanguarda que assumiu Barcelona como lar, lançou três discos desde 2014, mas tem o nome bastante associado em trabalhos de produção junto a artistas como Kanye West, Bjork e Frank Ocean, para citar alguns.

Sua música não é fácil, assim como ela mesmo não é, exatamente. “KiCk i”, o novo disco (capa acima), é o primeiro depois que Arca passou a se considerar uma pessoa não-binária, se ver nem como masculino (como nasceu) ou feminina, mas adotar o “she / her” como pronomes para ela. Isso foi em 2018, ano em que Arca se apresentou como DJ e fez umas cantorias em São Paulo, em 2018, no Yaga, festival que celebrou a identidade trans.

O disco tem participações especialíssimas de Bjork, Rosalia e Sophie. Até hoje tinha saído dois singles/vídeos do novo álbum: as faixas “Nonbinary” e “Time”. Nesta manhã ela lançou o terceiro, chamado “Mequetrefe”, apenas em áudio.

Eletrônica de vanguarda misturada a hip hop com batidas e vocais latinos, metendo o dedo na ferida da sexualidade, com especial atenção ao arquétipo masculino.

No Instagram da Arca, tem as infos para um sorteio do salto que ela usou no vídeo de “Anoche”, canção de seu disco de 2017.

Mas, agora, fique com “Mequetrefe”, via Spotify (mas tem em todas as plataformas). E bem-vindx ao “novo” mundo singular da Arca.

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É um disco? Uma mixtape? A maior música da história? Arca solta sua nova faixa, “@@@@@”, que dura só 62 minutos

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Venezuelana radicada em Londres, Alejandra Ghersi, melhor conhecida como Arca, lançou uma das maiores músicas de todos os tempos. Uma das maiores mesmo.

Chamada “@@@@@”, a faixa dura nada menos que 62 minutos e é o primeiro trabalho de estúdio da cantora, produtora e DJ desde o seu disco cheio homônimo, lançado em 2017.

Passeando por todo o experimentalismo que lhe é peculiar e que conquistou nomes como Björk, Kanye West e FKA twigs, “@@@@” é uma espécie de “transmissão feita para este mundo a partir de um universo fictício e especulativo, no qual o formato fundamentalmente analógico do rádio pirata FM continua sendo um dos poucos meios de se escapar da vigilância autoritária alimentada por uma consciência de refém gerada por uma Inteligência Artificial pós-singularidade”. Isso tudo foi a própria Arca que escreveu em um comunicado. Sacou?

Se você está com tempo para ouvir a DIVA EXPERIMENTAL FM, como a própria foi batizada, está na hora.

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* A foto de Bethany Cosentino deste post é de Jessica Lehrman, do “New York Times”.

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