Em arcade fire:

Paul velho inteiro, Fontaines DC novo pedaço. Lollapalooza anuncia sua programação virtual de shows de hoje até domingo

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* Batizada como Lolla2020, a edição-solução para a internet do gigantesco festival americano baseado em Chicago acontece de hoje a domingo, na página do Youtube do Lollapalooza. E soltou hoje sua programação completa, do evento virtual que vai misturar shows antigos no Lolla e performances novas em lives distanciadas.

Dentre os shows históricos a serem lembrados no streaming do Lolla2020, alguns inteiros, outros apenas algumas músicas, estão os de Paul McCartney (apresentação de 2015), LCD Soundsystem (show de 2016), trecho do Pearl Jam no Brasil de 2018, Lorde um pedacinho da apresentação de 2014), Arcade Fire (show inteiro de 2010), Yeah Yeah Yeahs (20 min do concerto de 2005) e por aí vai.

Nomes como Alison Wonderland, HER, Kali Uchis, Vic Mensa, Kaskade, The Neighborhood e Yungblud estão entre os que vão fazer apresentações ao vivo mesmo. Fontaines DC também, mas mandando só umas três músicas.

O final de semana do Lolla2020 começa logo mais, 19h no horário de Brasília. Confira toda a programação abaixo e bote em cada horário duas horas a mais, para saber quando ver daqui do Brasil:

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lolla sexta

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Com o Arcade Fire e o mundo parados, Will Butler se movimenta e solta primeiro single de seu novo disco solo

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Espécie de faz tudo no Arcade Fire, o versátil músico Will Butler está aproveitando a pausa da banda (e de praticamente tudo no mundo) para mais uma vez lançar um disco solo.

“Generations” será o nome do segundo projeto solo de Will e estará nas lojas dia 25 de setembro. O anúncio chegou acompanhado da revelação do primeiro single, “Surrender”.

“Surrender se disfarça como uma canção de amor, mas ela é mais sobre amizade. É também sobre a confusão que surge quando as pessoas mudam. Você não costumava ter um ideal diferente? Não tínhamos o mesmo ideal em algum momento? Qual de nós mudou? Como o mundo mudou? Relacionamentos que às vezes desejamos poder deixar de lado, mas que estão presos dentro de nós para sempre”, disse Will.

O novo álbum tem 10 canções inéditas é o segundo do músico canadense, que em 2015 lançou seu disco de estreia, “Policy”.

‘Generations’ – Tracklist
1. Outta Here
2. Bethlehem
3. Close My Eyes
4. I Don’t Know What I Don’t Know
5. Surrender
6. Hide It Away
7. Hard Times
8. Promised
9. Not Gonna Die
10. Fine

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Adiado por causa do coronavírus, Primavera Sound relembra apresentações históricas. Tipo a do Arcade Fire, em 2017

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Um dos festivais mais incríveis do mundo, que em condições normais estaria ocorrendo por estes dias na Espanha, o Primavera Sound fez uma programação virtual de shows históricos no evento nos últimos dias.

Entre os shows exibidos nas redes oficias do festival, destaque para a apresentação espetacular do Arcade Fire na edição 2017 do evento, em Barcelona.

Àquela altura, o grupo liderado por Win Butler estava na estrada para divulgar seu quinto disco de estúdio, “Everything Now”. Mas, é claro, o show reservou performances de prediletas como “No Cars Go”, “The Suburbs” e “Rebellion (Lies)”.

A íntegra do show, que dura 100 minutos, pode ser conferida abaixo.

Arcade Fire @ Primavera Sound 2017 – Setlist
0:00 intro: Everything Now (Continued)
1:03 Wake Up
7:04 Everything Now
12:00 Haiti
16:10 Here Comes the Night Time
24:02 No Cars Go
29:45 Intervention
34:32 Neon Bible [first live performance since 2008]
36:40 The Suburbs
42:15 The Suburbs (Continued)
43:26 In the Backseat [first live performance since 2010]
48:56 Ready to Start
53:12 Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
58:49 Reflektor
1:05:39 Afterlife
1:11:35 I Give You Power – Win solo snippet
1:12:33 We Exist
1:18:05 Creature Comfort
1:23:11 Neighborhood #3 (Power Out)
1:29:55 Rebellion (Lies)
encore:
1:37:02 Windowsill

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Já viu? Os melhores momentos do incrível documentário do Coachella

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* Neste último final de semana, naquele mundo que conhecíamos e não existe mais, era para ter acontecido a “segunda perna” da edição 2020 do grandioso Coachella Festival, no deserto da Califórnia, um dos festivais mais lindos e bem-organizados do planeta, embora nos últimos anos tenha virado uma “outra coisa” em relação ao que era nos anos 2000, musicalmente e “frequentadoramente” falando.

Por 15 dias, até ontem, domingo, até hoje, no pós, o mundo musical estaria vendo, ouvindo, falando, espalhando memes, fotos, comentários, impressões “definitivas” sobre o que rolou no maior encontro de música, arte e pessoas dos EUA. Mas quá…

Não teve nada disso, mas tem isto: há exatos dez dias tem facinho no Youtube o maravilhoso “Coachella: 20 Years in the Desert”, documentário da série Youtube Originals. O filme, quase duas horas de duração, estreou exatamente na sexta da semana passada, o dia em que o Coachella 2020 iria aontecer em seu primeiro final de semana, com a melhor escalação dos últimos anos. Desde seu lançamento de lançamento vi o documentário três vezes. And counting.

A cena de Los Angeles pré-Coachella, desde os anos 80. Como o festival era no começo, como ficou até ser cancelado neste mundo cancelado. Toda sua construção e ideias malucas, a intenção original de sair de Los Angeles (o festival era para acontecer em Palm Springs) e levar algo além de rave eletrônica para o meio do deserto. A feliz cooperação do novo rock ajudando o festival a se consolidar (e se ajudando). O desastroso Woodstock 99 atrapalhando e transformando a concepção de novos festivais uma péssima ideia. Todas as voltas de bandas clássicas incentivadas pelo Coachella até seus planos de inovação na linha show-de-artista-morto-em-holografia e de repetir o line-up em dois finais de semana seguidos. O mundo pré-Coachella para sua produtora em particular, a por pouco falida (duas vezes) e hoje gigante Goldenvoice (que até 1999 promovia eventos punks e de hip hop nas quebradas de Los Angeles e num país de quase nenhum festival). E, claro, cenas das lendárias performances feitas em seus muitos palcos e tendas.

A Popload listou alguns dos principais momentos do documentário, que, se num primeiro momento conta a história particular do Coachella Festival, revela em sua totalidade a história da música nos últimos 20 anos. A gente, que frequentou muito o Coachella, se permite ir além do documentário em alguns momentos. Assim:

Captura de Tela 2020-04-20 às 6.24.42 PM

* Um dos fundadores do Coachella e donos da Goldenvoice, o produtor Gary Tovar, achava que produzir shows de bandas como Nirvana, Chili Peppers e Jane’s Addiction não dava dinheiro, então aumentou seu desempenho como traficante de maconha na Califórnia, o que o levou à cadeia. Goldenvoice, o nome da empresa, representava a qualidade da “high quality” maconha traficada por Tovar, que dava a sensação ao usuário de falar com os anjos. Os federais estavam de olho no produtor tinha quatro anos, até o prenderem em 1991. Foi o histórico ano em que “the punk broke” na música, do Nirvana, do grunge, do “rock alternativo” americano das college radios, do Lollapalooza itinerante e da MTV, que bombava master. Foi nesse cenário que a Goldenvoice, pensando em criar um festival para ir além da produção de shows em casas, “achou” o campo de pólo de Índio. Neste ano, experimentaram fazer um show do Pearl Jam no meio do deserto e juntaram lá 25 mil pessoas, no conhecido “show dos sapatos”. Essa história toda é bem contada no documentário. O Coachella mesmo, como festival, teria sua primeira realização muitos anos depois, em 1999.

* No filme, quando o foco é o primeiro Coachella, de 1999, aparece o Morrissey cantando bom trecho da fantástica “November Spawned a Monster”, vestindo uma camiseta do time inglês West Ham e com a galera subindo ao palco emocionada para abraçá-lo. Quando o Morrissey era um ser maravilhoso por completo.

* O Coachella 99, que teve Rage Against the Machine, Beck, Tool e Chemical Brothers como atrações principais, foi realizado para 35 mil pessoas “só” com cinco palcos e em dois finais de semana. E não teria a edição do ano seguinte, porque a Goldenvoice perdeu tipo 1 milhão de dólares na empreitada inicial e a empresa quebrou. Ou quase. E pela segunda vez (a primeira foi quando o trafica-fundador foi preso). Não quebrou meeesmo porque o Rage e o Beck deram um bom desconto em seus cachês, na hora em que o Coachella apresentou as contas e disse que não ia dar para pagar o combinado. E também porque uns produtores do Lollapalooza, amigos, apareceram para ajudar financeiramente a Goldenvoice, na linha “toma aqui e devolva quando puder”.

* O surgimento de um parceiro milagroso e inesperado fez o Coachella voltar a ser realizado em 2001, apesar do caminhão de dinheiro perdido na primeira edição. E um dos headliners foi exatamente o brother Perry Farrell e seu Jane’s Addiction, reformado exclusivamente para o Coachella daquele ano (último show oficial mesmo tinha sido em 1991, apesar de algumas tentativas de reunião que não levaram a banda à frente). “Pobre”, o festival teve apenas um dia de realização e deu prejuízo de novo, mas desta vez numa quantia “controlável”, segundo a Goldenvoice. Logicamente o número de público foi menor que o do primeiro festival: 30 mil pessoas. Mas fazer o festival em 2001 fez a roda do Coachella realmente começar a girar. E a pequena revolução do novo rock, Strokes e a cena de Nova York + White Stripes, quem diria, ia dar uma grande contribuição à sustentação do Coachella.

* Imagens maravilhosas de shows antigos: Bjork cantando grávida ao vento em 2002; e os maravilhosos The Rapture (na tenda Mojave) e White Stripes (no palco principal) em 2003 são de fazer chorar de nostalgia. E eis que chega 2004, o primeiro ano em que eu fui ao festival, e o Coachella passa a dar lucro. Também, com o line-up daquele ano…

Captura de Tela 2020-04-20 às 6.27.40 PM

* A estupenda volta dos Pixies (acima), Radiohead e Kraftwerk são as estrelas do primeiro dia do Coachella 2004, o sábado. Com The Cure encabeçando o domingo, muita gente saiu de Los Angeles rumo ao deserto para ver esta edição. Tem imagens lindas do Radiohead mas os Pixies ganham um “capítulo” lindo no documentário.

* A brincadeira da “banda que volta” pegou, e o Coachella fez o lendário grupo pós-punk inglês Bauhaus reformar e ser um dos grandes nomes da edição 2005. O doc traz a espetacular cena de Peter Murphy entrando como um morcego no palco, pendurado de cabeça para baixo por um cabo de aço, cantando a mítica “Bela Lugosi’s Dead”. É impagável a banda contando que a ideia original era soltar centenas de morcegos no começo do show. Mas que, ainda bem, optaram pelo cabo. Mas aí tinha um outro problema: uma pessoa, eles disseram, só aguenta 15 minutos de cabeça para baixo antes de desmaiar. E a música era longa. Coldplay era o headliner deste sábado. Nine Inch Nails liderava o domingo.

* Trechos de shows lindos do LCD Soundsystem, da saudosa Amy Winehouse, Rage Against the Machine – A volta (2007), MGMT (2014), MIA crescendo no festival (cada um de seus três shows do Coachella foi em palcos diferentes), Kendrick Lamar mais recentemente.

* A história de botar a Madonna no Coachella indie é muito boa e está no documentário. E ainda fazê-la tocar/cantar/dançar na tenda dance (na real eletrônica) parecia muita loucura. Mas o Coachella foi lá e fez, em 2006. Massive Attack era o headliner daquele dia. Depeche Mode estrelava o outro. O Coachella virava um festival gigantesca e passava a gerar dezenas de festivais pelos EUA, que até então era pouco ou nada representativo nessa categoria “inglesa” de evento.
O que não tem no documentário, mas a gente conta: enquanto Madonna provocava loucuras na tenda dance, no mesmíssimo horário o brasileiro Seu Jorge se apresentava em um dos outros palcos do festival. E foi estimado que 30 mil pessoas ficaram lotando dentro e as imediações da tenda da Madonna, cuja capacidade real era de 12 mil pessoas. Imagina o fervo.

* Agora megafestival, o Coachella 2007, o do Rage, show que eu quase morri (conto outra hora), foi para três dias de realização, acrescentando a sexta-feira. Exatamente essa sexta incluída, teve a volta do Jesus & Mary Chain, Interpol e o primeiro grande show no deserto da Califórnia do Arctic Monkeys, tudo debaixo da headliner Bjork. Que dia para se estar vivo e no deserto. O sábado marcou tambem a ascensão dos canadenses Arcade Fire rumo ao status de headliner (já tinham feito a espetacular estreia em 2005 e seriam atração principal em 2011, no famoso show das bolas). O Coachella foi para “outros lugares” em 2007, botando o DJ Tiesto no palco principal.

* O documentário do festival dedica um capítulo inteiro para a colossal tenda eletrônica, a Sahara, e como o mito do DJ, aliado à popularização das raves na Califórnia e a EDM tomando conta de tudo, caminhou junto com o evento. No meio dessa construção tem uma apresentação lendária do duo francês Daft Punk em 2006 (pulei aí em cima de propósito). Toda a cena eletrônica, os indies e até o pessoal do hip hop falam dessa performance da dupla de robôs, que antes de entrar no palco botou o tema do “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” para ecoar por alguns minutos e a expectativa da aparição deles no palco ficar insuportável. Um show do outro mundo. O cenário da apresentação era o da pirâmide, que viria para o Brasil no Tim Festival. O famosão Steve Aoki disse que Daft Punk no Coachella 2006 mudou sua vida para sempre.

* Obviamente tem o capítulo do Coachella e o hip hop. Desde que o Invisibl Skratch Piklz, do incrível A-Trak, tocou na primeira edição numa tendinha, no Coachella 1999. Entre outras coisas, tem a primeira vez do Kanye West no festival, em 2006, com o rapper perdendo 20 minutos de seu show porque estava “no trânsito”. Sua banda já estava fazendo um som no palco, aleatório. Kanye chegou já cantando, esbaforido, e quis continuar a apresentação além de seu tempo, mas não deixaram. Ele voltaria em 2011 como atração principal e com um show gigantesco.

* 2011 aliás teve o “encontro” de Kanye West com Strokes como headliner do domingo. Este Coachella em especial ficou sold out em menos de uma semana. Além do Arcade Fire (sábado), o grupo Kings of Leon foi o outro headliner (sexta). A bombação era tanta que em 2012 fizeram a loucura de botar o mesmo line-up de um fim de semana para repetir no seguinte. E deu certo.

* Em 2012, Dr. Dre e Snoop Dogg se juntaram para fazer um show “all-stars” de hip hop, recebendo o falecido Tupac Shakur em holograma. Seria histórico? Seria de gosto duvidoso? O Coachella foi lá e fez. O Obama citou, virou desenho do South Park. Bingo! Fora que a parada foi sensacional e estranha na mesma medida.

* Chegamos à terceira evolução do Coachella, para a música de hoje, Travis Scott, Tyler the Creator, Billie Eilish, os shows transmitidos no Youtube e tal. A industrialização do Coachella como espaço para selfies de influencers com viagem bancada por marcas. A invasão chinesa.

* Vai tudo até os shows da Beyoncé em 2018, a primeira mulher negra a ser headliner do festival, que talvez feche uma era rica para o Coachella falido de 1999. E comece outra, porque em 2019 o festival deu grande destaque para as Black Pink, grupo de meninas do k-pop. Fodeu?

* Se você ainda não viu esse documentário do Coachella no Youtube, pare o que está fazendo e vá ver.

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M. Ward deixa o She & Him um pouco de lado e vira um contador de histórias em novo álbum solo

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Uma das metades do She & Him, dupla que forma com a atriz fofura Zooey Deschanel, o músico e produtor M. Ward lançou nas primeiras horas desta sexta-feira seu sexto disco solo.

“Migration Stories” tem 11 faixas novinhas e foi gravado na companhia dos músicos Richard Reed Parry e Tim Kingsbury, do Arcade Fire. A produção ficou a cargo de Craig Silvey, também com trabalhos ligados à banda canadense e ao Arctic Monkeys.

M. Ward conta que o disco é sobre histórias que se entrelaçam. “Acho que a música, subconscientemente, seja escrevendo ou ouvindo, é um filtro para mim. Ela me ajuda a processar todas as más notícias em algo novo para construir. Alguns registros para mim são como profecias auto-realizáveis, visualizando mudanças para desejar que algo ocorra. Esses registros inspiraram este disco”.

O projeto pode ser conferido abaixo.

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