Em Arctic Monkeys:

Arctic Monkeys arma disco novo na tranquilidade do hotel-monastério. Sem guitarras?

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* Notícia que ouriçou a cena indie nos últimos dias saiu de um post do site oficial de um palacete que já foi um monastério e hoje realiza casamentos na área costeira de Suffok, a duas horas de Londres. A residência religiosa do século 13, que também é um hotel e foi proclamada um “extraordiária locação turística” para uma escapada de fim de semana para os ingleses, chamada Butley Priory, entregou detalhes do disco novo do Arctic Monkeys.

A banda, segundo o post no site do Butley Priory, informou que o grupo esteve lá entre junho e julho gravando o sétimo álbum.

“Tivemos uma banda aqui conosco no último mês gravando um álbum. Eles amaram a aústica do nosso grande hall e da sala de visitas, com seus tetos em forma de abóbodas”, saiu escrito no site do lugar. “Foi muito legal ouvir o som do contrabaixo, bateria e piano que saia das portas enquanto regávamos e plantávamos no jardim. Valeu, Arctic Monkeys.”

Não tem mencionado aí som de guitarra. Talvez não fosse o lugar apropriado para tal barulho.

Em janeiro, numa live no Instagram, o baterista Matt Helders tinha dito que o grupo dele e do parça Alex Turner tinham começado a burilar um disco novo, mas que como ele estava em Los Angeles e o restante do grupo na Inglaterra ficava complicado geograficamente em tempos de covid se juntar para ensaiar.

Agora rolou bem, parece. Vamos esperar mais notícias do AM7, sucessor do especialíssimo “Tranquility Base Hotel & Casino” talvez numa versão católica. Ou anglicana, vá lá.

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Popnotas – E o Dylan chega às lives. E a Nandi Bushell “acaba” com os Arctic Monkeys. E a Miley Cyrus enfia Cocteau Twins nos novinhos

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– Miley Cyrus resolveu sacar um cover de “Heaven or Las Vegas”, do saudoooooso e especialíssimo grupo inglês Cocteau Twins, em uma apresentação sua em… bem… Las Vegas anteontem. Onde mais? Engraçado que ela começa o cover com um “Ninguém conhece essa”, de olho no seu público da geração z, já que os mais velhos sabem que essa música é um hit até que bem popular, não? Talvez seja impressão nossa, vai saber. A batalha geracional segue quente no mundo. Mas é lindo ver os novinhos engolirem um Cocteau Twins in tha face, não? No mesmo show, ela mandou ainda um “FREE BRITNEY. We gotta free this bitch!”. Tudo aí embaixo. Boa, Miley!

– Por falar em batalha geracional, o encontro entre Matt Helders, baterista do Arctic Monkeys, com a jovem Nandi Bushell, 11 anos, ganhou mais alguns capítulos. Os finais. Ela fez uma entrevista com ele – que vai de perguntas do tipo “Suas bandas favoritas?” até “Marvel ou DC?” – e a dupla ainda atacou mais uma parceria em “R U Mine?”. Nandi também celebrou recentemente mais um feito: ela é a baterista mais jovem a aparecer na capa da tradicional revista britânica “Modern Drummer”, em sua edição de junho, publicação para adeptos das baquetas.

Modern-Drummer-June-2021-COVER-1

– Ainda em termos de conflitos geracionais, Bob Dylan vai se render após um ano e tanto à onda das “lives”. No caso, uma apresentação virtual gravada, mas é o mesmo conceito quase, vai. Está programado para o dia 18 de julho a exibição desse show que foi gravado, atenção para a conexão com a primeira nota, em Vegas. Complicado é o preço do ingresso (para nós): 25 doletas. A promessa é que “Shadow Kingdom”, nome da apresentação, trará repertório clássico do músico – e, pelo que entendemos, em versões especiais para a ocasião. Algo que nem é uma novidade, já que Dylan é reconhecido por sempre mexer um pouco em arranjos ao vivo. Mas, vá lá, é o Dylan!

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Popnotas – As “semelhanças” das músicas da Olivia Rodrigo. Nandi Bushell espancando o Arctic Monkeys. Metallica reconstruído por Sam Fender e St. Vincent. E o cinematográfico álbum de estreia do Lil Nas X

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– Olivia Rodrigo anda recebendo umas acusações de plágio. As pessoas têm notado semelhanças visuais dela com imagens do Hole e do Pom Pom Squad, por exemplo. A própria Courtney Love tuitou dando uma alfinetada nessas (vamos continuar com esse termo) semelhanças. Nessa onda, alguém levantou no Twitter que “Brutal”, som que abre o disco “SOUR”, seria idêntica a “Pump It Up” – e é bem igual mesmo – do Elvis Costello. Ao que o próprio Elvis respondeu, meio que dando um aval, até: “É assim que o rock n’ roll funciona. Você pega os pedaços quebrados de outra emoção e constroi um brinquedo novo. Isso é o que eu fiz com ‘Subterreanean Homesick Blues’, por exemplo”. Achamos a resposta classuda. Não? Para lembrar, botamos as duas aqui embaixo. A “Brutal” da Olivia e a “Pump It Up” do Costello.

– E tem mais Nandi Bushell com Matt Helders, do Arctic Monkeys. A gente destacou ontem a dupla reconstruindo o hit monkey “I Bet You Good Look on the Dance Floor”, com ele na bateria e ela na guitarra (!!). Agora, na parte 2 desse encontro, temos a dupla atacando na bateria clássica “Brianstorm”. Destruidor. Fora que tem todo um calendário: “R U Mine” vai ser a próxima. E depois até tem uma jam dos dois, parece. Vamos reportar tudo por aqui, óbvio.

– Aos poucos começam a aparecer em vídeo, na íntegra, as versões que vão estar no disco de covers do “Black Album”, um dos caprichos da celebração de 30 anos do clássico do Metallica. As que surgiram agora são da mesma música, “Sad But True”. Uma é uma versão pianinho pelas mãos do inglês Sam Fender e a outra é uma levada modernosa e funk comandada pela St. Vincent – que descontrói o solo de guitarra da música original de um jeito bem genial.

– Em breve devemos ter o primeiro álbum do Lil Nas X, finalmente. O rapper cantor agitão americano até soltou um trailer do disco, que lembra trailers dos longas da Marvel. Uma zoeira e tanto que usa seus antigos music videos como pequenos trechos de “filmes anteriores” da série. Ainda que “7”, seu primeiro EP, tenha concorrido ao Grammy de melhor álbum do ano, esse que vai sair é nas contas do próprio Lil seu álbum de estreia. Também não temos o dia em que o disco entra em cartaz nos cinemas. Essa última info é uma graça nossa.

Nandi Bushell, 11 anos, ataca os Arctic Monkeys. Com a ajuda de um arctic monkey

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* O toque estava dado nas redes nos últimos dias. A garota-prodígio Nandi Bushell. a maior menor baterista (na real, multiinstrumentista), 11 aninhos, andou postando fotos junto a Matt Helders, o baterista dos Arctic Monkeys. A gente sabia o que estava por vir. Mas, de fato, não como viria.

Captura de Tela 2021-06-29 às 7.47.25 AM

Bem, começou a aparecer. Ontem Nandi publicou a primeira parte do que seria a “The Matt Helders Jam Session – Part 1 – Arctic Monkeys – I Bet You Look Good on the Dance Floor”, com Helders na bateria e ela na guitarra emulando o maior hit, o primeiro de muitos, que a banda de Sheffield botou na cena inglesa lá por meados dos anos 00.

É espetacular ver o que ela faz quando se tem 11 anos de idade, na guitarra, sendo que a menina ficou mundialmente famosa na bateria.

Essa “I Bet You Look Good on the Dance Floor”, com Matt Helders na bateria, ficou totalmente dela. Não tem vocal. Só Nandi Bushell fazendo, em uma só guitarra, o que o Arctic Monkeys faz com duas.

Até a famosa frase do vídeo, a “declaração” de Alex Turner “Don’t Believe the Hype” do primeiro vídeo do Arctic Monkeys prestes a estourar, aparece de modo espontaneamente puro no mundo da menina fenômeno de 11 anos: “É ‘Believe the Hype’ ou ‘Don’t Believe the Hype”, ela pergunta a Matt Helders, que responde o correto. Muito bom.

Estamos ansiosamente esperando a parte 2.

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POPCAST – “The Old Age”: o aniversário de 20 anos do primeiro EP dos Strokes e os 15 anos do álbum de estreia do Arctic Monkeys

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* Chegou nossa vez. O segundo Popcast _o podcast da Popload_ de 2021, já no ar, paga tributo aos 20 anos do primeiro EP dos Strokes, “The Modern Age”, onde TUDO COMEÇOU, e aos 15 anos do primeiro álbum dos Arctic Monkeys, o “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”. Aquela coisa de olhar láááá para o passado, de analisar os tempos do rock nas eras de Beatles, do festival Woodstock, bate já a nossa porta com bandas “de outro dia” como Strokes e Arctic Monkeys, já firmes no caráter “flashback”, .

A importância dos lançamentos, cada um a seu tempo, como estava o indie à época, histórias pessoais de como eu, @lucioribeiro, e Isadora Almeida (@almeidadora) vivemos esses discos quando saíram você só encontra no Popcast. Um pouco óbvio, mas é isso aí.

Mais: nosso ranking pessoal em forma de pódio das três músicas prediletas de cada um, uma análise rápida da CENA e um beijo pro Djavan (!?), tudo nesta edição do Popcast, que acaba de chegar aos streamings.

E um aviso bem importante: CONTÉM PLAYLIST!

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