Em Arctic Monkeys:

Arctic Monkeys reaparece com disco ao vivo, pelas criancinhas da guerra

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* Sumidaço na quarentena, nosso amigo Alex Turner resolveu nos dar uma bela opção de presente de Natal (vai ter Natal neste ano?). O Arctic Monkeys anunciou hoje o lançamento o álbum ao vivo “Live at the Royal Albert Hall”, a sair no dia 4 de dezembro. Com causa nobre e tudo.

Temos até um pequeno trailer disso:

“Arctic Monkeys – Live at the Royal Albert Hall” é o registro de show de 2018 na suntuosa casa de ópera de Londres, em parte da turnê do disco “Tranquility Base Hotel & Casino”, lançado naquele ano. O álbum trará 20 músicas, estas que seguem aqui embaixo:

1. Four Out Of Five
2. Brianstorm
3. Crying Lightning
4. Do I Wanna Know?
5. Why’d You Only Call Me When You’re High?
6. 505
7. One Point Perspective
8. Do Me A Favour
9. Cornerstone
10. Knee Socks
11. Arabella
12. Tranquility Base Hotel & Casino
13. She Looks Like Fun
14. From The Ritz To The Rubble
15. Pretty Visitors
16. Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair
17. I Bet You Look Good On The Dancefloor
18.StarTreatment
19. The View From The Afternoon
20. R U Mine?

Tudo a ser arrecadado com a venda deste disco ao vivo vai direto para a organização War Child UK, que ajuda crianças traumatizadas físicas e mentalmente com situações de guerra a serem mais protegidas, reabilitadas e educadas. A ong está bastante fragilizada em arracadações neste ano de pandemia. E a situação das crianças da guerra e suas famílias, com um vírus a solta para agravar, pior ainda.

Esse show do Arctic Monkeys, lá atrás em 2018, já foi realizado pela causa da War Child. Agora está virando disco com o mesmo propósito.

O álbum vai estar à venda em vinil e CD duplos, além da versão digital. Uma edição limitada também dupla e com o vinil branco também estará disponível. Encartado em todos os formatos físicos virá o pôster do show.

* O Youtube guarda uma filmagem desse show em especial do Royal Albert Hall, com câmeras 4K, para você ter uma ideia do som que vai sair prensado em álbum beneficente.

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* A imagem que ilustra a chamada da home da Popload para este post é de Andy Paradise.

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“I Bet You Look Good on the Dancefloor”, 15 anos. Como o primeiro single do Arctic Monkeys mudou o indie

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amonkeys

* No sábado, 17 de outubro, completou-se 15 anos do lançamento do primeiro single da banda inglesa Arctic Monkeys, a sensacional “I Bet You Look Good on the Dancefloor”, talvez até hoje a mais marcante música do grupo de Sheffield.

Considerada a “resposta britânica” a “Last Nite”, dos Strokes, a canção do Arctic Monkeys, lançada naquele 2005 agitado na música inglesa dentro do novo rock, chocou diversas esferas da música e se tornou revolucionária ao seu tempo por ser vorazmente downloadada de graça na internet ao mesmo tempo que vendeu muitas cópias físicas (40 mil), tanto que em sua semana de estreia “I Bet You Look Good on the Dancefloor” chegaria ao primeiro lugar de singles da parada do Reino Unido, na lista de 23 de outubro.

Para um fã true do Arctic Monkeys da época, a música até já era conhecida, numa outra qualidade de produção. “Bet You Look Good on the Dancefloor”, sem o “I” que depois faria parte do nome oficial da canção, estava na coletânea de demos “Beneath the Boardwalk”, que já circulava pelo underground britânico desde 2004.

Três meses depois de seu lançamento oficial como primeiro single da banda, e muito por causa do tumulto musical causado por “Dancefloor”, o primeiro álbum do Artic Monkeys, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, sairia às lojas para se tornar o disco de estreia que mais vendeu na primeira semana no chart inglês. E o disco que ganharia o Mercury Prize daquele 2006.

Toda essa bagunça que o primeiro single da banda de Alex Turner causou no novo rock ajudou inclusive o iTunes, a plataforma de música da Apple, lançada no ano anterior, 2004, a se firmar na indústria musical inglesa.

“I Bet You Look Good on the Dancefloor”, assim, vendeu tudo o que podia em cópia física e em cópia digital, apesar de ser amplamente devorada nos downloads ilegais, ainda na era do iPod.

A letra da música é uma azaração de clube entre o cara e a menina que fica bonita na pista de dança, coisa bem inglesa da época. Traduz o sentimento do menino num momento não estar nem aí com o flerte e no segundo seguinte estar desesperado pela menina. Descrever de modo bem simples e direto um acontecimento normal da garotada numa noite inglesa, sem muita poesia, era uma marca das letras de Alex Turner. Seu estilo, focado na letra de “I Bet You Look Good on the Dancefloor” era considerado a perfeita síntese do que era ser jovem, impetuoso, inquieto, sem grana, puto com a vida, ao mesmo tempo nem aí com nada do moleque britânico daquela época.

É marcante lembrar também o vídeo oficial da música, uma espécie de cartão de visitas do Arctic Monkeys ao mundo. Todo mundo da banda com cara de bebê gravando num estúdio com uma pequena plateia, tudo registrado por três câmeras antigas alugadas, que serviram a um seriado dos anos 80. Alex Turner se aproxima do microfone e diz “Nós somos o Arctic Monkeys e esta é ‘I Bet You Look Good on the Dancefloor’. Não acredite no hype”. E a porradaria come, veloz, perfeita.

A música é tão importante e longeva para os ingleses que seis anos depois, em 2012, ela estaria sendo apresentada na abertura da Olimpíada de Londres.

Parabéns, “I Bet You Look Good on the Dancefloor”. Você está uma adolescente debutante linda.

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Help! Arctic Monkeys rifa guitarra histórica para salvar as casas de shows da Inglaterra

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* O estrago que a pandemia fez em diversas áreas da música, o que inclui muito as necessárias casas de shows de médio e pequeno porte que, fechadas, não conseguem se manter, pagar funcionários, afeta essa importante roda econômica do mundo do entretenimento. Em qualquer lugar do planeta.

Na Inglaterra, a banda Arctic Monkeys resolveu lançar nesta semana uma campanha para ajudar a aliviar a situação de casas à beira da falência, do país inteiro e em especial o tradicional clube Leadmill, de Sheffield, a terra deles.

Alex Turner e amigos estão levantando um crowdfunding para arrumar algum dinheiro para não deixar fechar os clubes nos quais bandas e artistas hoje enormes como ele começaram a carreira. O quarteto ainda está promovendo uma rifa para aumentar o $$$, dando como prêmio a guitarra preta Fender Stratocaster que Turner usou tanto no Leadmill (900 pessoas na capacidade) quanto no Reading Festival de 2006, quando o AM estourou na turnê do primeiro disco, o histórico “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”.

Quem comprar um número da rifa, automaticamente vai receber um acesso livre e exclusivo para assistir em streaming essa marcante apresentação do grupo no Reading.

Quem quiser fazer um lance pela guitarra de Alex Turner é só ir no crowndfunder.co.uk e tentar a sorte. O bilhete da rifa custa 5 libras, algo em torno de R$ 35.

Até o momento que este post está sendo escrito, quase 40 mil libras, perto de R$ 240 mil, foram arrecadados.

Abaixo, Alex, sua Fender preta e o Leadmill num trecho de show deles no começo da carreira.

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Sem poder acontecer real, Glastonbury virtual remonta o passado de quinta a segunda para comemorar seus 50 anos

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* Glastonbury x Coronavírus. Previsto para acontecer nesta semana entre os dias 24 a 28 de junho, mas cancelado pela pandemia, o gigantesco festival inglês anunciou um “line up virtual” para comemorar seu 50º aniversário. Se 205 mil pessoas compareceriam in loco para ver essa especialíssima edição cinquentenária do festival, a ideia agora é milhões de longe relembrando os grandes momentos do evento nesses anos todos.

Bom, talvez recriar a “experiência glasto” em casa não seja tão fácil. Sem aquele monte de barro, litros de cerveja quente, o (des)conforto dos banheiros químicos, a aglomeração de gente “alterada” (inclusive saudade do galerão)… Massss, sem outro jeito, dá para você recordar alguns dos shows icônicos do maior festival do mundo ao longo destes 50 anos.

A edição que agora em 2020 traria como headliners sir Paul McCartney, Kendrick Lamar e Taylor Swift, além de mais de outros MIL (!!!) shows na programação, resolveu proporcionar a seus fãs parte da experiência através de playlists (divididas por palcos), galeria de fotos, eventos, palestras e até uma exposição online com curadoria do ótimo museu britânico Victoria & Albert (V&A, de Londres). Tudo isso é o chamado Glastonbury Experience.

Na TV, a BBC, que transmite o Glasto desde 1997, também terá parte da sua programação dedicada ao festival a partir de quinta feira, só com pesos pesados e seus shows clássicos: Nick Cave & The Bad Seeds, Oasis, Radiohead, The Cure, Beyoncé, Jay-Z, LCD Soundsystem, Amy Winehouse, Lady Gaga, David Bowie (!), Arctic Monkeys, Blur, entre muitos outros. E, claro, as “novidades” quentinhas da música: Billie Eilish, Fontaines DC, Idles, Haim, Stormzy…

O gigantesco lineup de shows antigos do Glasto vai ser mostrado em streaming na plataforma BBC iPlayer, que não funciona fora do Reino Unido. Fiquemos de olho no canal da BBC Music no Youtube. Ou pensamos em outro jeito. Mas teremos que ver.

Captura de Tela 2020-06-23 às 7.35.29 AM

Por aqui a gente não consegue nem separar os favoritos da lista acima, mas enquanto isso vamos de playlists para ir entrando no clima, cada uma representando um dos principais palcos do festival:

(PYRAMIDE STAGE PLAYLIST)

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(THE PARK STAGE)

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(JOHN PEEL STAGE)

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(WEST HOLTS)

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(OTHER STAGE)

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* A foto que chama este post na home da Popload é da primeira aparição do Oasis para show no Glastonbury, em 1994.

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Parece que muita gente acreditou no hype: Arctic Monkeys rompe a barreira do bilhão com o vídeo de “Do I Wanna Know?”

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arctic monkeys 5 K.C. Alfred

Se lá nos anos 90 o barato de se fazer um clipe era aparecer no Top 20 da MTV, nos anos modernos o que contam são os views no YouTube. E o Arctic Monkeys, banda que surgiu nesses anos modernos, acaba de realizar um grande feito, mesmo o Alex Turner avisando lá atrás que não era para a gente acreditar no hype.

Os britânicos entraram para um seleto grupo de artistas que ultrapassaram 1 bilhão de visualizações com um vídeo musical. A trilha do recorde é “Do I Wanna Know?”, música que representa a fase mais pesada da carreira da turma de Sheffield.

No momento exato desta publicação, 1.001.859.801 era o número de visualizações, mais de 5 milhões de joinhas e 165 mil dislikes.

Entre os vídeos musicais mais vistos de todos os tempos no YouTube estão o hit pop “Despacito”, com quase 7 bilhões de views, e “Uptown Funk”, com 3,8 bilhões de visualizações. Da turma do rock, o Guns N’ Roses rompeu a barreira bilionária ano passado com “November Rain”, hoje caminhando para 1,4 bilhões de visualizações.

Um fato interessante é que o vídeo de “Do I Wanna Know”, embora bem-feito em cima da animação assinada pela Blinkink e com direção de David Wilson, é bem simples, com formas baseadas em ondas sonoras que acompanham as batidas e a voz de Alex Turner. Luxo.

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