Em arlo parks:

Arlo Parks leva as flores ao Jimmy Fallon, para cantar sobre o “black dog”

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* Semana agitada para as novas musas indie. Quem também se apresentou na TV americana nesta semana, foi a inglesa Arlo Parks, 20 anos, no programa “The Tonight Show”, do Jimmy Fallon.

Seguindo um visual intimista, semelhante à performance que fez semanas atrás, no Jimmy Kimmel, Arlo segue na jornada (dsclp) de divulgação de seu belíssimo disco de estreia “Collapsed in Sunbeams”, lançado no mês passado.

Para o programa, a música escolhida foi “Black Dog”, canção que reforça nossa geração indie-mental health. Na letra, Parks canta “I’d take a jump off the fire escape/ To make the black dog go away, Alice/ I know that you are trying/ But that’s what makes it terrifying”, algo como “Eu daria um pulo na escada de incêndio/ Para fazer o cão preto ir embora, Alice/ Pelo menos eu sei que você está tentando/ Mas é isso que faz ser tão aterrorizante”. O “black dog” é uma alegoria à depressão.

A performance do vídeo gravado e enviado ao Fallon é da linha de produção de fofuras e sentimentos característico de Arlo Parks. Com banda e envolvendo flores. Lembrou em um momentinho a doce mania do Morrissey do começo. Com outro destino para a mensagem “flores”.

Confira o vídeo da apresentação de Arlo Parks no Fallon:

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POPNOTAS 2 – A volta do Jools Holland, a vinda da Billie Eilish e o Bartees Strange no Tiny Desk

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* O grande músico e apresentador de TV britânico Jools Holland está de volta em mais uma temporada, ainda que em espírito de home-office, de seu famoso “Later…”. Neste esquema, em vez da tradicional reunida de várias bandas num mesmo palco, ele convida alguns músicos ao seu estúdio em Londres para conversas e apresentações que são intercaladas também com momentos do seu belo e rico arquivo. No primeiro episódio dessa nova retomada, as performances são de Kings of Leon, Arlo Parks e Sleaford Mods. Pensa. Embora a gente não tenha disponível por aqui o BBC iPlayer, que tem a íntegra do programa, dá para assistir uma faixa de cada uma das apresentações no YouTube da BBC Music. Tipo esta, dos nossos heróis Sleaford Mods.

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* “Billie Eilish: The World’s a Little Blurry”, documentário sobre os bastidores do primeiro álbum da Billie Eilish e seu entorno, será lançado nesta sexta-feira na Apple TV+ – e também nos cinemas brasileiros (para quem for de cinema). Um pouco antes, às 23h da quinta, rola pelos canais Apple e no YouTube da Billie um esquenta do documentário, com performance ao vivo e um bate-papo com o radialista fera Zane Lowe, que comanda a Beats 1, da Apple. E tem mais: uma versão ao vivo de “Ilomilo”, a música com o verso que dá nome ao filme, já foi entregue às plataformas digitais. Tipo assim:

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*Bartees Strange, músico inglês que cresceu nos Estados Unidos e mistura de um jeito muito louco rap, indie rock, emo e jazz, gravou uma edição espetacular do famoso programa online Tiny Desk (Home) Concert, predileto da casa. Mandou quatro músicas do seu excelente “Live Forever”, disquinho lançado em 2020. Dê uma chance pelo menos para a primeira faixa, “”Boomer”, que já apareceu pelo nosso Top 10 Gringo.

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Top 10 Gringo: Buzzy Lee ousa ficar em primeiro, na semana do Black Country, New Road. A volta de Chet Faker ao lugar em que ele não deveria ter saído. E a… Hayley Williams!!!

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* Bom, parece que 2021 começou forte agora em fevereiro na gringa e os lançamentos grandes não param. A semana teve desconhecidos que surpreenderam, grandes nomes com seus erros e acertos e algumas expectativas lançadas em singles. Mais que isso é dar spoiler dos nossos textinhos. Mergulha neles junto com a playlist que melhor vai te atualizar sobre o clima deste 2021 lá fora.

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1 – Buzzy Lee – “Strange Town”
Buzzy Lee é a persona artística de Sasha Spielberg – sim, filha daquele famoso diretor de cinema lá. A bela “Strange Road”, música que vai de um clima melancólico até momentos divertidos – reforçado por um vídeo maravilhoso que deixa tudo mais leve -, é das melhores faixas de “Spoiled Love”, seu álbum de estreia após dois EPs. São nove faixas trabalhadas por Sasha em conjunto com um amiguinho dela de faculdade, o excelente produtor eletrônico chileno Nicolas Jarr. 34 minutos de um passeio musical pelos destroços de um relacionamento.
2 – Black Country, New Road – “Sunglasses”
Você, como nós, anda morando desde sexta passada no disco de estreia dos ingleses do Black Country, New Road? Pensa em um grupo que tem como grande hit até o momento um som de dez minutos. É o caso dessa banda de Londres de um som tão estranho quanto envolvente. O tal primeiro álbum, “For the First Time”, é daqueles que tiram o rock da zona de conforto e já divide opiniões pelo mundo com comentários que vão de “melhor do ano” a “a coisa mais tediosa que escutei em 2021”. Tire as próprias conclusões. A gente amou. E procure por eles ao vivo no YouTube. Sérião.
3 – Hayley Williams – “First Thing to Go”
Em seu segundo disco solo, que chegou de surpresa, a vocalista do Paramore faz provavelmente seu trabalho mais pessoal – do processo de gravação caseiro, com ela tocando tudo, até as letras. Dores do amor, de perdas e o duro encontro consigo mesma. Discão de emo-cionar.
4 – Chet Faker – “Get High”
Chet Faker firma sua ressurreição de nome, que ele abandonou lá em 2016, e talento com mais um single delicioso. Após, “Low”, o novo single é “Get High”, que chega com um pianinho classe, batida certeira, “gingado” funk australiano solar bem servido para a indefectível voz de Chet Faker brilhar até nos momentos de seu falsetinho famoso. Uma beleza. Welcome back, Chet.
5 – The Weather Station – “Robber”
The Weather Station é Tamara Lindeman, uma cantora canadense de folk de carreira sólida na estrada desde 2006. Seu quinto trabalho, “Ignorance”, é cinco estrelas pelo jornal inglês “The Guardian”, levou um 9 do sempre hypado site indie “Pitchfork” e é nosso mergulho mais recente, ainda em processo. É aquele disco que no começo da audição já nos impacta a querer recomeçara a ouvir sem ele ter sequer acabado. E a primeira impressão que deu por aqui é que nossos coleguinhas gringos estão com a razão.
6 – Cardi B – “Up”
Existe uma grande expectativa sobre o segundo álbum da Cardi B, rapper nada fácil do Bronx. “Invasion of Privacy”, sua estreia, vai completar três anos ainda sem um sucessor. “Up” pode ser o ensaio desse novo disco. Presente ou não no novo álbum de Cardi B, a faixa mostra que Cardi não perdeu nem um pouco do vigor característico. Ela ainda começa o vídeo da música enterrando 2020, em uma cena já histórica.
7 – Julien Baker – “Favor”
“Mas toda semana vocês destacam um single da Julien Baker?” Sim!!! E parece que será assim até que “Little Oblivions”, seu novo álbum, seja lançado. E a gente pode até reclamar que não gostou tanto desse single quanto dos outros, mas é só conversa. “Favor” é uma beleza e ainda conta as vozes das parças prediletas da Julien: Phoebe Bridgers e Lucy Dacus. Que trio!
8 – Arlo Parks – “Hurt”
Complicado mesmo foi decidir qual a nossa melhor música do reluzente álbum de estreia de inglesa Arlo Parks. “Collapse in Sunbeams” é maravilhoso e fez valer o hype. Sim, acredite nele. Uma vez com essa dúvida, vamos destacar “Hurt”. Bela na composição, no toque, nos timbres – que som de bateria é esse? – e na letra. Não dá para saber exatamente o que mais aflige o personagem da canção – depressão? vício? -, mas Arlo avisa: essa dor não dura para sempre.
9 – Madlib – “One For Quartabê/Right Now”
Arquiteto. Mago. Mestre. Produtor, DJ, rapper, Madlib é dos grandes. Seu novo álbum “Sound Ancestors” respeita essa história. É um disco de beatmaker com começo, meio e fim. A ideia veio do produtor Four Tet, que sugeriu a Madlib um disco onde seus beats fossem o centro de tudo, sem participações especiais. A voz do álbum é a voz que Madlib consegue colocar em suas construções sofisticadas. Nessa bela festa, um som é dedicado ao Quartabê, conjunto brasileiro formado por Maria Beraldo, Joana Queiroz, Chicão e Mariá Portugal. E nesta que vamos!
10 – Foo Fighters – “Medicine at Midnight”
Deve ser nosso amor pelo Foo Fighters que dificulta aceitar as baixas da banda. “Medicine at Midnight” não é o álbum dançante ensaiado em entrevistas e reproduz vários pontos da discografia da banda sem tanta inspiração. Se sempre foi um trunfo de Grohl e cia entregar canções memoráveis mesmo sem se arriscar tanto, aqui nesta bateu na trave. O som que leva o nome do álbum merece destaque por ser o momento em que realmente eles parecem navegar por águas roqueiras desconhecidas.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora americana Buzzy Lee.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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SEMILOAD – O indie-mental health se espalha como um movimento musical, com a mensagem: “Ninguém tá bem. E tudo bem”

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* O indie-mental health está aí, escancarado na música, para quem quiser ver e ouvir. E sentir. Do lado dos artistas, do lado dos fãs. E isso não significa uma má-notícia, exatamente.
Dora Guerra, nossa madame “Semibreve”, a sua espetacular newsletter semanal (não assinou ainda?) e parceira da Popload, esmiúça essas dores da alma espalhadas pelo som que gostamos. Um pouco de onde esse indie-mental health vem e talvez para onde esteja indo, mas principalmente como ele saiu do esconderijo do quarto escuro e pode estar oferecendo conforto e luz a ouvidos sensíveis que andam precisando.

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Quando o emo (termo que vem de “emotional”) nos trouxe uma geração de músicos tristes e levemente góticos, não parecia ser tão diferente nesse sentido dos ingleses tristes da New Wave ou da raiva dos punks. Esses (cada um em seu contexto) foram movimentos pautados por sentimentos fortíssimos, negativos, profundos. Mas hoje, uns dez anos desde aquele respiro do movimento emo, quem era adolescente na época do Paramore já tem coisas a dizer sobre sua própria tristeza – essas, sim, são diferentes.

Na verdade, a própria Hayley Williams (foto acima), que inclusive lançou de surpresa um disco novo nesta sexta-feira, pauta bem essa mudança no cenário emo/indie/alternativo: da guitarra aos synths, ela buscou várias formas de expressar seus sentimentos negativos enquanto compositora na banda. Mas, quando assumiu um projeto solo, entendeu onde estava a virada: Hayley podia assinar seu nome ao lado de desabafos pessoais, ser mais consciente dos seus defeitos e – principalmente – assumir uma depressão que ela há muito disfarçava de outros tipos de tristeza.

Não foi só Hayley, mas também quem cresceu a ouvindo. Os músicos de 20-e-poucos, que hoje começam a conquistar as suas respectivas “cenas”, são os adolescentes emo de 2009 que tiveram Tumblr e achavam que lápis de olho exprimia determinadas angústias. No meio dessa trajetória, encontraram nas redes sociais um espaço confessional; entenderam que desabafo é importante, algumas tristezas são sérias e terapia não é sinal de fragilidade. Na verdade, viram que assumir doenças mentais e insuportáveis dores da alma é um ato de coragem, não de fraqueza – hoje, você até reposta um ou outro meme sobre isso. Combine todos esses fatores, acrescente um pouco de introspecção de tempos majoritariamente digitais e voilá – surge o indie-mental health.

Indie esse que, hoje, encapsula gerações mistas: contempla Fiona Apple, compositora que começou antes de grandes discussões cibernéticas sobre depressão; mas que, finalmente, se reconhece na vulnerabilidade sem se excluir do resto da cena. Contempla Hayley, cujo trabalho solo agora não tem medo de assumir a luta com a psique como parte da sua expressão. Contempla Phoebe Bridgers, Bully, Clarice Falcão, Letrux e quem mais você pensar. Muitos deles não fazem “música triste” por definição – mas são músicos que abrem um diálogo e cantam, para milhares de pessoas, que não estão tão bem assim. A antítese do roqueiro fodão.

Claro, não é um caso exclusivo do indie – se Kanye e Halsey conseguem basear álbuns inteiros em uma bipolaridade assumida, isso mostra que existe um movimento grande acontecendo aqui. Artistas estendendo a mão e dizendo não só que não são perfeitos como que seus fãs também podem procurá-los quando o buraco é mais embaixo. Dizendo “Eu sei exatamente o que é isso que você sente”. Lembrando que existe terapia, existe remédio, existe saída. Advogando a favor deles e de você.

É que tem algo particular desta nossa época, para além de um estilo musical específico. São coisas que um Radiohead da vida já antecipava, mas não falava tão claramente – essas novas músicas no clima “How to Disappear Completely” agora são acompanhadas de entrevistas, doações, alusões explícitas a causas específicas do tal mental health. É uma geração de músicos que não quer ver outro Chris Cornell, cujas letras sinalizavam um sofrimento sério, mas não houve tempo para cura – e é Toni Cornell, a filha de Chris, que hoje canta e também cria um podcast sobre estigmas da saúde mental. E quando Billie Eilish faz vídeos de puro torpor, ela não o faz totalmente sem responsabilidade: complementa sempre com entrevistas sinceras sobre depressão e como as coisas andam melhorando. De repente, estamos dando nome aos bois.

Mas é no indie que o mental health aparece com força, trilhando caminhos para o resto. Porque falar de saúde mental não combina com uma música estritamente comercial ou pop, não é o caso mesmo do último single da Cardi B, mas bate perfeitamente com o clima alternativo-artístico-conceitual. Flerta com a exposição das redes sociais, mas rejeita a pose “perfeita” que o Instagram pede. E vai do próprio sentimento ao sentimento do outro: do “My worst habit is my own sadness”, da girl in red, ao “I would do anything to get you out your room”, da Arlo Parks. Indie que compreende a dor e a seriedade das coisas enquanto tenta dar algum sentido a isso tudo.

Uma mudança como essa acompanha riscos: de glamorizar a dor, de tornar a doença um assunto de TikTok sem seriedade. Quando transformada em arte, a saúde mental (ou a falta dela) se torna um assunto fácil de romantizar, como se o sofrimento desses artistas fosse indissociável do seu sucesso – e, portanto, fãs podem acabar admirando ambos. Mas, de modo geral, estamos finalmente dizendo e ouvindo o que, há pouco, era o indizível. E o indie-mental health te abraça e lembra: ninguém tá bem. E tudo bem.

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TOP 10 Gringo: que ranking é este? Arlo Parks, FKA Twigs, Madlib, Tune-Yards, Idles e ela: Sophie. 2021 agora começou

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* Uma semana de alegrias e tristezas no mundo musical. É um prazer ver a Arlo Parks brilhar em sua estreia e uma dor saber que não teremos mais o brilhantismo da SOPHIE por aí. Nessa enxurrada de emoções, muitas boas músicas foram lançadas. Um dos TOP 10 mais simples de se pensar desde que começamos nossa missão semanal de toda terça-feira trazer aquela playlist do que anda rolando lá fora para facilitar sua vida. O mais complicado foi conferir certa ordem a tantas canções boas.

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1 – Arlo Parks – “Hurt”
Complicado mesmo foi decidir qual a nossa melhor música do reluzente álbum de estreia de inglesa Arlo Parks. “Collapse in Sunbeams” é maravilhoso e fez valer o hype. Sim, acredite nele. Uma vez com essa dúvida, vamos destacar “Hurt”. Bela na composição, no toque, nos timbres – que som de bateria é esse? – e na letra. Não dá para saber exatamente o que aflige o personagem da canção – Depressão? Vício? -, mas Arlo avisa: essa dor não dura para sempre.
2 – Madlib – “One For Quartabê/Right Now”
Arquiteto. Mago. Mestre. Produtor, DJ, rapper, Madlib é dos grandes. Seu novo álbum “Sound Ancestors” respeita essa história. É um disco de beatmaker com começo, meio e fim. A ideia veio do produtor Four Tet, que sugeriu a Madlib um disco onde seus beats fossem o centro de tudo, sem participações especiais. A voz do álbum é a voz que Madlib consegue colocar em suas construções sofisticadas. Nessa bela festa, um som é dedicado ao Quartabê, conjunto brasileiro formado por Maria Beraldo, Joana Queiroz, Chicão e Mariá Portugal. E nesta que vamos!
3 – FKA Twigs – “Don’t Judge Me”
“Don’t Judge Me” tem tudo o que a FKA Twigs pode oferecer de bom: sua voz angelical absurda, hip hop, trip hop, participações importantes, como a do rapper Headie One e o produtor Fred Again, conexões da mais moderna música black e tudo mais. Estamos superansiosos pelo seu novo álbum. Twigs andou falando que seu terceiro disco vem aí com o maior número de colaborações que ela já teve.
4 – Tune-Yards – “Hold Yourself”
Vem aí disco novo da californiana Tune Yards, a parceria musical do casal Merrill Garbus e Nate Brenner. Além do som bom e vibrante deste single, vale dar um destaque à letra que toca no ponto da dificuldade de todos em superar suas questões a partir de uma reflexão que muitos não se dão conta: “Seus pais também são filhos”.
5 – Idles – “Carcinogenic”
Falar da classe trabalhadora, defender os direitos básicos, criticar a desigualdade social. “Carcinogenic” é um dos protestos mais diretos do Idles, aquele papo reto que não deixa dúvidas. No vídeo desse som, a militância da banda vai as ruas para defender as casas independentes de show, que tanto sofreram com a pandemia, são responsáveis pela existência do Idles e que precisam sobreviver a esta complicada crise.
6 – Weezer – “Screens”
“OK Human” é o álbum de piano e cordas do Weezer. Embora a proposta soe rebuscada, as canções ainda carregam a essência de sempre da banda para o bem e para o mal. Felizmente o saldo aqui parece mais positivo em um punhado de canções. “Screens” capta a obsessão de todos por telas e as implicações sofridas deste mal do século. Musicalmente lembra a clássica “Hash Pipe”. Repara.
7 – Jade Bird – “Headstar”
Enquanto prepara o sucessor de seu primeiro álbum, lançado em 2019, a inglesa Jade Bird resolveu sacudir um pouco as coisas com uma música direta ao ponto sobre relacionamentos e aquela falta de comunicação que impede que eles simplesmente comecem. Uma música leve com aquele refrão para berrar junto, sabe?
8 – Bartees Strange – “Boomer”
Bartees Strange é um músico inglês que cresceu no Oklahoma mas é radicado em Washington DC. A mistura geográfica é também musical. Seu som reúne elementos do rap e do indie rock com toques emo e um perfume de jazz de um jeito que nunca vimos antes. Sério. Ouça o primeiro álbum do garoto, “Live Forever”.
9 – Goat Girl – “Badibaba”
“Badibaba” é a música indie mais torta deste ano. Parece uma coisa, mas termina outra. Urgente você dar uma olhada no que esse quarteto de garotas inglesas andam aprontando em seu segundo álbum.
10 – SOPHIE – “Immaterial”
A perda de SOPHIE foi um baque. Ela tinha apenas 34 anos. Por isso a gente relembra aqui, como homenagem, um de seus grandes sons, a penúltima faixa de seu único álbum, “Oil of Every Pearl’s Un-Insides”. Esta faixa é uma pequena mostra de sua capacidade de aglutinar, em uma música experimental, uma enxurrada de elementos pop. Uma mistura para embaralhar a cabeça e trazer questões. Como é possível que tantas melodias reconhecíveis de outros lugares soem tão originais ao mesmo tempo? É uma pergunta que cabe dentro da canção de SOPHIE, mas que pensando bem também faz sentindo no universo das canções pop. Trabalho genial.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora inglesa Arlo Parks.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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