Em audioslave:

Na guitarra de Tom Morello e na voz de Serj Tankian, Chris Cornell continua vivendo em mais uma versão de “Like A Stone”

>>

210519_tomserj2

Pelo visto, o mundo da música ainda não superou (e nem vai, muito menos deve) a morte de Chris Cornell, o eterno líder do Soundgarden, dono de uma voz singular, que nos deixou tão jovem.

Neste final de semana, Tom Morello recordou seu ex-companheiro de Audioslave durante um show em Columbus, Ohio. Após um medley de canções com sua guitarra, Morello deu início aos acordes de “Like A Stone”.

A surpresa veio logo em seguida, quando Serj Tankian, o cara do System Of A Down, apareceu para cantar a canção que foi um grande hit do Audioslave. O público, antenado, registrou o momento.

>>

Tributo a Chris Cornell em Los Angeles comove o rock. Veja muitos vídeos

>>

* Aconteceu ontem em Los Angeles, durou mais de quatro horas, no Brasil já era de manhã quando acabou e teve a maior quantidade de gente conhecida da música o evento tributo ao saudoso roqueiro grunge Chris Cornell, ex-Soundgarden e Audioslave entre outras bandas significantes, que se matou aos 52 anos em um quarto de hotel em Detroit, em maio do ano passado. Chamou-se I Am the Highway – A Tribute to Chris Cornell.

O grande show, assistido pela Popload ao vivo via Periscope, alternou entre mostrar os singles esperados e coisas menos óbvias da carreira do Chris Cornell. De cara, as melhores partes: Dave Grohl cantando “Show Me How to Live”, do Audioslave”, Ryan Adams cantando a maravilhosa “Fell on Black Days”, do Soundgarden, e Miley Cyrus (!!!!) cantando “Say Hello to Heaven”, do histórico Temple of the Dog (banda-embrião da famosa cena de Seattle do final dos 80, começo dos 90, aquela em que o Nirvana apareceu em 1991 e BOOOOOM!!. No ano passado Seattle deu a Cornell uma estátua de bronze no imponente Seattle Center, parque de artes que tem a “agulha”).

Captura de Tela 2019-01-17 às 8.27.38 PM

Miguel cantando “Reach Down”, com Temple of the Dog, foi destaque da noite, também. Os Foo Fighters, acima, mandaram três músicas bem lado Z do Soundgarden, o que foi bem interessante. O “Queen” Josh Homme cantou “Rusty Cage” na versão Johnny Cash, interpolando um trecho de “Hand of Doom”, do Black Sabbath, no meio. Metallica tocou duas covers (ruins) de Soundgarden, e inexplicavelmente, tocou duas músicas próprias (why?).

No último segmento da noite, foi o esperado momento do Soundgarden tocar com convidados nos vocais. Taylor Momsen (The Pretty Reckless) e o relativamente desconhecido Marcus Durant mandaram bem em suas respectivas músicas. Taylor Hawkins (Foo Fighters) foi excepcional nas absurdas “I Awake” e “The Day I Tried to Live” – que também contaram com Buzz Osborne (Melvins). Para fechar a grande noite em memória de Cornell, uma bela versão de “Black Hole Sun” com a cantora folk Brandi Carlile, e Peter Frampton na guitarra.

O principal evento deste ano que mal começou e já considero pacas. Entre muuuuitas coisas, teve…

* “The Day I Tried to Live (com Taylor Hawkins)

**

* “Say hello to Heaven” (com Miley Cyrus)

**

“All Night Thing” (com Fiona Apple)

**

* “Show Me How to Live” (com Dave Grohl)

**

* “Fell on Black Days” (com Ryan Adams)

**

* Todas do Foo Fighters

**

* “Hunger Strike” (Brandi Carlile e Chris Stapleton)

**

* “Hunted Down” (meio Alice In Chains, meio Pearl Jam, e Josh Freese, ex-NIN, moendo na batera)

**

* “Redemption Song” (Ziggy Marley e Toni Cornell, filha do Chris Cornell)

**

* “Black Hole Sun” (com Brandi Carlile, e Peter Frampton)

>>

“Audioslave” faz homenagem tocante para Chris Cornell em show na Alemanha

>>

080617_prophetsofrage2

Em excursão pela Alemanha, o supergrupo Prophets Of Rage tem prestado homenagens ao grande Chris Cornell, que nos deixou há algumas semanas em decorrência de um suicídio.

O supergrupo tem, entre seus integrantes, o trio formado por Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk, que formaram com Cornell o Audioslave, banda que fez grande sucesso na virada dos anos 2000.

No fim de semana passada, eles convocaram Serge Tarkan, do System of a Down e amigo pessoal de Chris, para tocarem ao vivo a cover de “Like a Stone”, durante apresentação no festival Rock Im Park. No entanto, a homenagem mais tocante veio na noite desta quarta, em Berlim, quando o grupo tocou a mesma música, mas com o microfone vazio e sob uma luz exclusiva, com a galera sendo a voz do Cornell.

>>

A eleição de Donald Trump e seus desdobramentos musicais: o Audioslave vai se reunir

>>

180117_audioslaveposter

Assim como o mundo todo ficou em choque com a eleição de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos, a ala artística também foi profundamente afetada. Nomes como Madonna, U2, Roger Waters e Bruce Springsteen cansaram de fazer protestos públicos à época do pleito. Trump, por outro lado, praticamente não recebeu apoio de estrelas pop, à exceção do Kanye West que não conta muito.

Sendo assim, está sendo armado para a próxima sexta-feira, dia 20, o evento “Anti-Inaugural Ball”, em protesto ao evento oficial de posse de Trump. O show será no Teragram ballroom, em Los Angeles, e está sendo promovido pelo supergrupo Prophets of Rage.

No entanto, a grande novidade da noite será a volta do Audioslave, banda formada basicamente por membros do Rage Against the Machine e Chris Cornell, voz marcante do grunge e do Soundgarden.

O grupo surgiu na virada do milênio e fez grande sucesso no início dos anos 2000. Depois, acabou, dando impressão que era para sempre. Esta será a primeira apresentação deles desde 2005. A formação consiste em Chris Cornell, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk.

Em nota, o Audioslave utilizou a frase “Bad Presidents make for great music” e argumentou que este será um “show de resistência” ao sexismo, fascismo, homofobia, entre outros.

Confira, abaixo, a nota original na íntegra:

“The Anti-Inaugural Ball is a celebration of resistance. Resistance to racism. Resistance to sexism. Resistance to homophobia. Resistance to bullying. Resistance to environmental devastation. Resistance to fascism. Resistance to Donald Trump. We are staring down the barrel of a dystopian nightmare unless we act NOW, unless we fight back NOW. We intend to create ‘No Trump Zones’ across the country; in our homes, our schools, our places of work, and our concert stages. Bad Presidents make for great music. Join us as we get loud and stand together to defend our rights, our country, and our planet.”

>>