Em austin:

Um breve rolê por Austin, ao som de Royal Blood, Spoon e Red Hot Chili Peppers

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Fotos: Austin 360

Fotos: Austin 360

Uma das cidades onde mais se respira música no mundo, Austin está tomada por esses dias pelos dois finais de semana do Austin City Limits, o festival que nasceu médio, foi crescendo e ficou gigante, um dos maiores da América nos dias atuais.

Neste final de semana rolou a primeira parte do evento e, aos poucos, algumas apresentações estão pintando na internet, com imagem profissional inclusive.

A Popload fez uma garimpagem rápida e parou em performances de uma galera da linha de Royal Blood, Spoon e Red Hot Chili Peppers, coincidentemente três bandas que estarão no Brasil no início de 2018 para o Lollapalooza.

Quando aparecer mais coisas a gente solta por aqui.

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É rock!!! O incrível show do Far From Alaska no Sxsw, de Natal direto para Austin

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A pesada banda “de rock” Far From Alaska, orgulho do Rio Grande do Norte, recém estreou em solo gringo, com shows pela América do Norte.

Um deles, especialíssimo, rolou no gigante South by Southwest, em Austin, e agora foi divulgado no canal oficial do evento. A apresentação dura cerca de 25 minutos e aconteceu no dia 18 de março. Destaque para a ótima vocalista Emmily Barreto vestindo camisa do Nirvana.

SETLIST
00:00 – Intro
01:19 – Thievery
04:50 – Another Round
09:20 – Deadmen
12:27 – Communication
16:20 – About Knives
20:10 – Dino Vs Dino

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Deu ruim, Obama! Esquece, Iggy. O Sxsw é de Anderson .Paak

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Ao que tudo indica, o South by Southwest vai consagrar Anderson .Paak, cantor/rapper/compositor da Califórnia, 30 anos, com 17 apresentações marcadas (algumas não confirmadas) na cidade de Austin entre quarta e domingo agora.

Anteontem, Michelle Obama participou de um bate-papo. Iggy Pop e Josh Homme fizeram show concorrido juntos. Robert Plant apareceu. Mas o burburinho todo foi em cima de .Paak.

Espécie de Kendrick Lamar meets Frank Ocean, .Paak tem um vocal sutil, mas ao mesmo tempo consegue aplicar sua voz em canções um tanto mais tensas e eufóricas. Passeando pelo R&B, soul e hip hop, até mesmo dentro de uma mesma música, Anderson mescla arranjos trabalhados e samplers pontuais para dar vigor às suas canções de tom confessional e emotivas.

Na estrada divulgando seu segundo álbum, “Malibu”, .Paak é mais um destes exemplo em que o artista desabafa através de sua música. Nas letras, ele não tem pudor em falar dos problemas de sua família, tipo contar que os pais já foram presos.

170316_andersonpaak2.Paak em ação, ontem, em um de seus shows no Sxsw 2016 (Foto: Getty)

“Malibu”, o disco, tem 16 faixas e dura 61 minutos. O talento do músico da Califórnia despertou o olhar esperto do ícone Dr. Dre, que o convidou para uma participação em algumas faixas de “Compton”, seu último disco. Em “Malibu”, .Paak tem o suporte de diversos artistas da cena alternativa, mas uma mão de um Schoolboy Q no meio.

Em Austin, na tal quarta-feira que ele ofuscou até a primeira dama e o Iggy Pop, .Paak participou de um festival da MTV. Cantou três músicas e foi direto para um show só seu, abarrotado por quase mil pessoas na área ao ar livre (na verdade o fundo de quintal de uma churrascaria) anexa ao Stubb, um dos principais points do Sxsw.

Mês passado, Anderson .Paak fez 15 shows esgotados na Europa, está escalado para o Coachella mês que vem e hoje faz três apresentações em Austin, com sua banda the Free Nationals, em eventos promovidos pela Pitchfork, Pandora e Hype Machine.

O disco novo, inteiro, fica disponível aqui para uma análise mais aprofundada. E também o registro de .Paak em uma de suas mil apresentações no Texas. Algo está acontecendo…

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Foals tocando no prêmio da NME, realizado em Londres porém bancado por Austin, Texas e que elegeu o Coldplay como “banda de gênios”. O que está acontecendo?

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* No fim de semana aconteceu mais uma cerimônia de premiação do semanário britânico “New Music Express”, o NME Awards. Na verdade, o nome inteiro do prêmio, desde 2014, é NME Awards with Austin, Texas. Mas é realizado em Londres, Inglaterra. Entendeu? O patrocínio do evento da revista inglesa é da cidade de Austin, um dos lugares mais intensos para música nova e mais ou menos nova e clássica antigona de todo o planeta.

O Awards da NME existe desde 1953, pensa, enquanto a revista quase não existe mais, tadinha. Mentira, existe sim, só está saindo de sua plataforma tradicional para viver “os dias de hoje”. NME lives.

Daí que interessa menos os resultados da premiação (Coldplay é o grupo “gênio” do ano, Maccabees a banda britânica do ano e o incrivelzinho Rat Boy como “best new artist”) e mais as apresentações ao vivo da festa que aconteceu no mitológico Brixton Academy, onde uma vez passei um aniversário vendo o Wedding Present e em outra assisti os Pixies, comecinho dos 90, e uma epifania aconteceu na minha vida, entre outros shows memoráveis.

Mas daí que neste final de semana o Foals tocou no NME Awards with Austin, Texas. Em Londres. O Foals, aquela banda inglesa que tem um Cine Joia lotado esperando por eles aqui no Brasil. O nome da música diz muito sobre muita coisa: “What Went Down”, maravilhosa, perguntando o que está acontecendo com a toda a fúria da música independente.

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Bowie na capa da Time. Bowie enquanto nome de rua em Austin

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O mundo já está mais do que saudosista com a volta de David Bowie para seu plano original. A morte do gênio inglês tem rendido homenagens e repercussão absurdas.

Considerada capital mundial da música, a cidade de Austin, no Texas, oferece um episódio inusitado. Existe no município uma rua, a Bowie St, que cruza com uma das principais avenidas da cidade.

Daí que um fã espertinho fez seu pequeno manifesto artístico e trocou a placa da rua Bowie, que passou a se chamar rua David Bowie.

O ato, que não deixa de ser vandalismo contra o patrimônio, acabou sendo bem recebido pela prefeitura de Austin, que resolveu manter a placa “David Bowie St” por uma semana, em homenagem ao cantor.

“O Departamento de Transportes de Austin foi notificado que alguém usou sua criatividade com a placa da Bowie e 5th Streets, mudando o texto para ‘David Bowie’ em memória ao músico e ícone da cultura pop. Reconhecemos a reputação de Austin como Capital Mundial da Música e reconhecemos tudo o que David Bowie fez em prol da indústria da música e tudo mais. Sendo assim, vamos manter a placa até a próxima terça-feira, 19 de janeiro, como forma de nossa comunidade poder apreciar este memorial improvisado por alguns dias. Depois do prazo, a placa será removida e substituída pela original”, comunica a prefeitura.

As fotos foram publicadas pelo site gringo Consequence of Sound.

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☆ Bowie também está na capa da Time, uma das principais publicações do mundo. Em uma prévia, a revista diz que Bowie sempre reinventou a arte bem antes de Madonna se tornar rainha, por exemplo, e destacou uma fala do cantor tentando descrever suas criações constantes. “Sempre tive uma necessidade repulsiva de ser algo além do que um humano. Me senti muito insignificante como um ser humano. Pensei: ‘foda-se. Eu quero ser um super-humano'”. A publicação chega às bancas em duas semanas.

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