Em balaclava records:

CENA – Pra lá de Curitiba. Banda Marrakesh vai a Barcelona levando seu hipindie hopsicodélico. Entende?

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* Uma das bandas indies mais comentadas dos últimos meses, isso porque nem o primeiro disco lançou ainda, a banda curitibana Marrakesh já mostra mudanças profundas em sua sonoridade, botando seu indie-psicodélico a caminho de umas experimentações que pendem ao hip hop/R&B/eletrônico, numa mistura bizarra que lembra um encontro feliz de Frank Ocean/Kanye West/James Blake, tipo.

Às portas de partir para a Espanha com dois shows garantidos dentro da programação do importante festival Primavera Sound, que acontece a partir do final de maio, e isso porque nem o primeiro disco lançou ainda (parte 2), a intenção do Marrakesh é exatamente essa: mostrar o som que a banda adotou logo em sua estreia em palcos internacionais.

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“Hoje compomos nossas músicas com uma noção de tempo bem diferente e o fato de adicionarmos elementos mais sintéticos abriu nosso leque de possibilidades sonoras. Assumimos posturas e musicalidades que não identificávamos como parte da nossa personalidade e isso está nos fortalecendo. Estamos ouvindo mais hip hop do que rock”, revelou Lucas Cavallin, 20, vocalista e guitarrista. O Marrakesh é um quinteto cujo mais velho integrante, o baterista Matheus Castella, tem 25 anos.

“Em nosso novo set lançamos sete canções inéditas superinclinadas para distorções eletrônicas, como os samples dos sintetizadores e o pitch corrector nas vozes”, explica Bruno Tubino, 21, vocalista e guitarrista.

O Marrakesh surgiu em 2014, mas criou asas a partir do ano passado, quando lançou seu primeiro EP, o neo-psicodélico “Vassiliki”, com ligação direta com o bacana selo gaúcho Honey Bomb Records, mas de Caxias do Sul, veja bem. Agora, e para lançar seu esperado disco de estreia, já dentro de sua “transição criativa”, o quinteto curitibano se encontra devidamente alojado no cast da brava Balaclava Records, de São Paulo, que vai levar a banda a tiracolo ao Primavera Sound como boas-vindas à nova casa.

A estreia do “novo” Marrakesh acontece ao vivo neste final de semana em Curitiba, quando os meninos tocam em evento com as bandas Winter (da Califórnia) e Raça (de São Paulo).

Mas já dá para ver a pegada nova do quinteto aqui embaixo, em session exclusiva gravada em Curitiba em parceria com a U+Mag Sound Project, ex-revista reativada, que se pretende agora um showcase de consultoria criativa para talentos emergentes da cena alternativa brasileira.

O Marrakesh é Lucas Cavallin, Bruno Tubino, Matheus Castella, Thomas Berti (vocal, guitarra e synth) e Nicholas Novak, baixo.

Nesse novo direcionamento, a banda mostra, ao vivo, as novas músicas “All U Need” e “BAE”, já na pegada sonora que o Marrakesh pretende levar ao Primavera Sound e nortear seu álbum de estreia, a sair em algum momento deste ano via Balaclava.

** A foto do vocalista Bruno Tubino, que ilustra a chamada deste post na home da Popload, é de Pedro Ferreira.

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CENA – Balaclava faz a ponte aérea indie funcionar no final de semana com festival em SP

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* Por três dias, de amanhã a domingo, o selo Balaclava Records, que é novo na idade mas já tem uma extensa lista de serviços prestados à música independente, apronta mais umas das suas ao realizar, no Centro Cultural São Paulo, o festival Conexão Rio-SP. A idéia é botar em ação, na sexta, no sábado e no domingo, duas bandas ótimas por noite, uma de SP, outra do Rio, duas das cenas mais vibrantes em nomes novos do indie brasileiro. E, claro, vai acabar rolando alguma jam em cada noite.

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A programação consiste nas seguintes combinações:

* Amanhã, sexta, 19h
– Hierofante Púrpura (SP)
– Ventre (RJ, o da foto na home da Popload)

* Sábado, 19h
– Terno Rei (SP)
– Bilhão (RJ)

* Domingo, 18h
– Holger (SP)
– Do Amor (RJ)

Todas as bandas são da Balaclava Records. O festival marca também a entrada do grupo Do Amor (foto acima) no selo.

Os ingressos custam R$ 20 (um dia), R$ 30 (dois dias) e R$ 40 (todos os dias), em preços de inteira. Eles podem ser comprados ou na bilheteria do CCSP ou via internet, aqui.

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CENA – É hoje! Balaclava Fest tem a banda inglesa Yuck e a americana Mild High Club puxando shows do Ventre e do Bilhão em SP

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* A galera multifuncional da Balaclava Records, guerreira da cultura indie brasileira, faz hoje em São Paulo a quarta edição de seu festival, botando para rodar no palco do Clash Club, na Barra Funda, como principais atrações, a banda indie mais americana da cena inglesa, o Yuck, que volta ao Brasil para shows, e a californiana e psicodélica Mild High Club.

A armada gringa tem abertura das bandas nacionais Ventre e Bilhão, ambas do Rio de Janeiro. Todas as bandas do Balaclava enquanto produtora do festival são do grande elenco da Balaclava enquanto selo mesmo. O trio Ventre é a nova aquisição. O Bilhão é uma dupla, formada por Gabriel Luz e Felipe Vellozo, este último também faz parte do Séculos Apaixonados e da banda da Mahmundi.

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Este é o quarto festival que a Balaclava arma dentro de um espaço ousado de um ano e sete meses, para fazer circular seus artistas. Mac DeMarco, Swervedriver, The Shivas e Mac McCaughan foram alguns dos nomes internacionais trazidos pela produtora. Supercordas, Quarto Negro, Séculos Apaixonados e Nuven estão entre os brasileiros escalados dentro das outras três edições.

O Yuck, que está em sua terceira passagem pelo Brasil, tocando no festival Se Rasgum (Pará) e na edição gaúcha do Balaclava Fest, lançou em fevereiro deste ano o bom “Stranger Things”, seu terceiro álbum. O single de “Cannonball” está tocando bastante nas rádios indies inglesas, pude perceber na viagem recente.

Acompanhe abaixo o horário dos shows. Os ingressos para o Balaclava Fest de hoje pode ser comprados aqui.

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** A foto da home da Popload, relativa a este post, é de Carly Hoskins e traz uma sobreposição com a baixista Mariko Doi, do Yuck.

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Avalanche de shows do indie nacional em SP chacoalha a CENA a partir de hoje

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É apenas um recorte do que vai acontecer nos próximos dias, dentro do que já vem acontecendo nos últimos dias e deve acontecer nos dias do futuro próximo, mas vamos tomar o período de duas semanas a partir de hoje como exemplo.

Acompanhe “parte” do que está programado em palcos variados de São Paulo (e adjacências) e todos os nomes envolvidos.

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* Hoje, 9/9, no belo Auditório do Ibirapuera, o power trio paulistano O Terno (foto), banda muito boa no palco e que tem as melhores fotos do indie nacional, além de andar dividindo shows por aí até com veteranos como Jards Macalé, apresenta o concerto de lançamento de seu novo disco “Melhor do Que Parece”. A empresa Natura banca esse show assim como bancou a produção desse terceiro álbum deles. Amanhã, sábado, dia 10, o espetáculo se repete.

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** Domingo, 11, no Centro de São Paulo, tem a segunda edição da feira Sacola Alternativa, evento do selo-banda-produtores-trazatraçõesgringas-levaatraçõesnacionais-temcasadeshows Balaclava Records, entidade paulistana de agitadores indies. O evento tomará a Galeria Olido, na Av. São João, e é parte do Mês da Cultura Independente, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. Vão ter paineis para discutir a cena indie, o mercado, os caminhos. “Get together” de artistas e pequenas gravadoras do cenário independente brasileiro. Exposição e venda de lançamentos exclusivos de vinis, CDs, EPs, DVDs, fitas K7, merchandising dessa cena. E, óbvio, shows. Shows dentro de uma vitrine. Em que o público também entra nela. Certo?

Vitrine Olido
14h Sara Não Tem Nome (MG)
15h E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante (SP)
16h Marrakesh (PR)
17h Gorduratrans (RJ)
18h FingerFingerrr (SP)
19h Garotas Suecas (SP), foto acima

Dentro da programação tem ainda, na Sala Olido, outro espaço a ser ocupado pelo evento da Balaclava, show do quinteto Terno Rei. A apresentação marca o encerramento da feira. Na Sala Olido ocorre também os painéis (16h: Políticas de incentivo aos artistas e a Música Instrumental; 17h: Circulação de bandas no país e exterior; 18h: Tendências do mercado e a relação com as marcas) e a exibição do filme “GRU-PDX”, da cena de Portland, sob o olhar do duo paulistano Quarto Negro, que gravou na indiemente famosa cidade americana seu segundo álbum, lançado em abril. “GRU-PDX”, que passa às 14h, foi filmado durante seis meses de viagens para lá e para cá da dupla.

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* Está acontecendo em São Paulo o SP-Urban, evento anual de música, cinema e arte que nesta edição tem atrelado a seu nome a ação Samsung Conecta, plataforma de tecnologia da empresa coreana.
Hoje, 9/9, no principal telhado urbano da cidade, o Mirante 9 de Julho, estão programados dois ótimos shows com visuais do famoso artista Muti Randolph, que produzirá um sistema de áudio reativo para as apresentações indies.
– Às 18h30 o show será da banda surf carioca Beach Combers.
– Às 19h30 quem toca é o quarteto Inky (na foto acima, a vocalista Luiza Pereira), que mostra o recém-lançado disco novo, “Animania”, cuja produção foi bancada pela Red Bull.

Ainda ali na caída da av. Paulista, “atrás” do MASP e com vista cool da av. 9 de Julho a caminho do Centro, a junção música indie mais visuais artsy tem programado:
– amanhã, sábado, dia 10, às 19h50, Gabriel Thomaz Trio + Vj 1mpar.

No outro final de semana, sábado 17, ainda no SP-Urban, mas agora no palco externo do Auditório Ibirapuera, o evento vai ser robusto. A programação tem shows dos grupos Tigre Dente de Sabre, Superdose e os internacionais Boogarins, de Goiânia, que tocarão sob as performances visuais de, respectivamentes, VJZaria, Muti Randolph e United VJs.

De volta ao Mirante, no dia 18, às 18h30, o grupo goiano Carne Doce, que está lançando agora o segundo e belo disco “Princesa”, se apresenta no esquema sound & vision com o VJZaria. É o primeiro show em São Paulo do disco novo, que foi gravado aqui na cidade, sob a batuta dos produtores dos estúdios da Red Bull Station, que deu a master de presente ao grupo do Mac e da Salma Jô (foto da home da Popload).

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*** O Z Carniceria, palco estáile no agitado Largo da Batata, em Pinheiros, apenas falando deste final de semana tem a seguinte composição:
* hoje, sexta, show de pré-lançamento do primeiro disco autoral da banda instrumental LaMota, com exibição do novo vídeo do Maglore.
* amanhã, sábado, primeira edição da bombada festa Pardiero no Z Carniceria, que na estreia terá show da ótima banda-deboche Noporn (foto acima), redevivo projeto cool de Liana Padilha e Luca Lauri, que botará para rolar músicas de seu aguardado novo disco, “Boca”, a ser lançado em outubro.

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**** Na simpática e necessária Casa do Mancha, amanhã, sábado 10, tem show do grande Supercordas, banda carioca de psicodelia brasileira liderada pelo figuraça Pedro Bonifrate e que estreia baterista novo, o Caca Amaral. A Casa do Mancha é um dos espaços mais importantes e serve como uma espécie de laboratório aconchegante da CENA e realiza mais de 100 shows no ano, lutando “contra a subvalorização do artista nacional”.

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***** CAMPINAS: Neste final de semana, sábado 10 e domingo 11, rola no interior do estado aqui pertinho o festival Onde Pulsa a Nova Música, ajudado em sua realização pelo Governo do Estado e com entrada gratuita. O bacana Cícero e o exemplar do rock gaúcho Bidê ou Balde lideram a escalação que terá também Supercordas, Oito Mãos, O Bardo e o Banjo, Sala Especial e mais galera. A programação e os horários são estes:
Sábado – Na Estação Cultura a partir das 14h
14h – Ekena
15h15 – Ferdi
16h30 – O Bardo e o Banjo
18h – Oito Mãos
19h30 – Cícero

Dia 11/09 – Na Estação Cultura a partir das 14h
14h – Bels
15h15 – Supercordas
16h30 – Sala Espacial
18h00 – Muzzarelas
19h30 – Bidê ou Balde, foto acima.

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****** SOROCABA: Mais perto ainda de SP, em Sorocaba, neste final de semana acontece o Festival Febre. Começa hoje, acaba domingo. Esta é a 2ª edição do evento e serão mais de 50 atrações entre shows, palestras, painéis, workshops e exposições de arte. Grande parte das atividades é gratuita e acontecerá no Sesc. Sete bares e casas noturnas da cidade vão abrigar shows (pagando entrada). Tem ainda um palco público montado na praça Frei Baraúna.

Entre as atrações estão Wry (foto acima), Maglore, Tigre Dente de Sabre, Baleia, Apanhador Só, Camarones Orquestra Guitarrística e muito mais. Informações mais detalhadas no site oficial.

* Vamos junto?

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POPLOAD SESSION APRESENTA… CABANA CAFÉ

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* Acho que é a primeira vez que isso ocorre. Volta às sessions da Popload, pela TERCEIRA vez, a bela banda paulista CABANA CAFÉ, armada indie-bossa, rock-MPB que está indo também, agora, percebe-se, ao instrumental, às vezes jazzy cool, às vezes garagem quase suja, como aponta seu recém-chegado novo disco, que tem a estampa da Balaclava Records.

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Rita Oliva e seus amigos acabam de lançar “Moio”, o segundo álbum, sucessor de “Panari”, de 2013.

Segundo divulgado pela própria banda, “Moio” faz o grupo “dar um tempo nos flertes com indie e bossa nova de ‘Panari’ para intensificar um relacionamento denso com seus componentes musicais”. Segundo definiu a vocalista Rita Oliva, “foi a primeira vez que gravamos música instrumental, aprofundando nos instrumentos, deixando as jams fluírem”.

Isso significa que o Cabana Café, segundo definição dos próprios, passa agora da doçura à estridência.

Exclusivamente para a Popload, a banda gravou duas performances ao vivo. A primeira é para a intensa “Vândalo”, single do novo disco, cuja guitarra faz lembrar alguma viagem de Noel Gallagher do Oasis do primeiro álbum. A outra é uma linda cover para “It’s Too Late”, da cantora americana Carole King, estrondoso sucesso dos anos 70 sobre fim de relacionamento, soft rock que foi primeiro lugar da “Billboard” e depois viraria um dos símbolos de “música de rádio FM”.

Vamos a elas!

Senhoras e senhores, com vocês… CABANA CAFÉ.

** O Cabana Café tem em sua formação, além de Rita Oliva, o guitarrista Zelino Lanfranchi (que acompanha a Rita no projeto Parati), o guitarrista Hafa Bulleto (também integrante da banda BIKE), o baterista Mário Gascó (DesReal), Taian Cavalca nos synths e Gustavo Athayde (Peaches and Cream) no baixo. Mas não tome as funções muito à risca. A banda tem se alternado nos instrumentos. Os vídeos para a Popload mostram isso.

** O grupo faz show de lançamento de “Moio” sexta da semana que vem, 18, na Serralheria, na Lapa (rua Guaicurus, 857). O quarteto Hierofante Púrpura, de Mogi das Cruzes, é a atração de abertura. Para o show da Serralheria, o Cabana Café convida Daniel Fumega (Macaco Bong) para a bateria, além de participações especiais de Luiza Lian, Andres Tobal (Mel Azul) e Fernando Dotta (Single Parents).

** Os vídeos para a Popload tiveram captação/edição da Vela Forte Filmes e Lucci Antunes. O áudio de ambos foi trabalhado no Mono Mono Studio.

** A foto do Cabana Café que ilustra este post é de Lucci Antunes.

** “Moio”, o segundo disco do grupo, pode ser ouvido aqui.

*** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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