Em balaclava records:

CENA – Gab Ferreira volta meio vampira com a linda “Karma”, novo single

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* Uma das dádivas vocais da nova geração da música brasileira, ainda que cante em inglês, a “ex”-catarinense porque agora bem-paulistana Gab Ferreira solta hoje o primeiro single de uma nova mixtape, quase três anos depois de sua estréia, com a ótima “Lemon Squeeze”, quando ainda era adolescente, digamos.

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“Karma”, a música, encontra Gab mais “madura” agora aos 22 anos. Mais urbana, mais densa, mais bem acompanhada seja para lançar a canção (Balaclava Records), seja para soltar este belo vídeo vampiresco (dirigido por Dani San, Gabriel Andreolli e André Dip), filmado numa mata no interior de SP para ser fiel ao seu clima.

Você vê e ouve “Karma”, abaixo.

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* A foto de Gab Ferreira da home da Popload é de Renata Cechinel.

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Shame lança disco novo e o show que quase derrubou o Breve, em SP, aparece no YouTube

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* A banda Shame, um dos grandes nomes da retomada do pós-punk inglês deste século, dona de um dos melhores álbuns de 2018 – “Songs of Praise”, seu álbum de estreia -, lançou nesta sexta-feira seu aguardado segundo álbum, “Drunk Tank Pink”.

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E, para muito além dos ótimos singles que a gente já conhecia, e enquanto absorvemos seus 40 minutinhos da íntegra para entender se a turma do vocalista Charlie Steen conseguiu dar conta da sempre desafiadora missão do segundo álbum, o selo paulistano Balaclava Records soltou no YouTube, assim como quem não quer nada, a íntegra do show que o Shame deu aqui no clube Breve, em São Paulo, em 2019 – aquecimento para a apresentação igualmente destruidora dentro do Balaclava Festival no dia seguinte (na Audio).

Alerta de gatilho total. Seja pela aglomeração saudável da época, seja pela saudade de colar naquele canto da Pompéia que abriga um importante palco da música alternativa em São Paulo.

Ali que o Shame fez, de acordo com nós mesmos, o segundo melhor concerto daquele ano – perderam só para a Patti Smith. A gravação é bem simples. Câmera fixa, som decententemente caótico e vamos lá. É o suficiente para entender por que resumimos aquela uma hora e pouco em “um show espetacular, daqueles de derrubar uma casa”.

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Aproveitando o embalo, ouça a íntegra de “Drunk Tank Pink”, que saiu hoje.

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CENA – Pra lá de Curitiba. Banda Marrakesh vai a Barcelona levando seu hipindie hopsicodélico. Entende?

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* Uma das bandas indies mais comentadas dos últimos meses, isso porque nem o primeiro disco lançou ainda, a banda curitibana Marrakesh já mostra mudanças profundas em sua sonoridade, botando seu indie-psicodélico a caminho de umas experimentações que pendem ao hip hop/R&B/eletrônico, numa mistura bizarra que lembra um encontro feliz de Frank Ocean/Kanye West/James Blake, tipo.

Às portas de partir para a Espanha com dois shows garantidos dentro da programação do importante festival Primavera Sound, que acontece a partir do final de maio, e isso porque nem o primeiro disco lançou ainda (parte 2), a intenção do Marrakesh é exatamente essa: mostrar o som que a banda adotou logo em sua estreia em palcos internacionais.

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“Hoje compomos nossas músicas com uma noção de tempo bem diferente e o fato de adicionarmos elementos mais sintéticos abriu nosso leque de possibilidades sonoras. Assumimos posturas e musicalidades que não identificávamos como parte da nossa personalidade e isso está nos fortalecendo. Estamos ouvindo mais hip hop do que rock”, revelou Lucas Cavallin, 20, vocalista e guitarrista. O Marrakesh é um quinteto cujo mais velho integrante, o baterista Matheus Castella, tem 25 anos.

“Em nosso novo set lançamos sete canções inéditas superinclinadas para distorções eletrônicas, como os samples dos sintetizadores e o pitch corrector nas vozes”, explica Bruno Tubino, 21, vocalista e guitarrista.

O Marrakesh surgiu em 2014, mas criou asas a partir do ano passado, quando lançou seu primeiro EP, o neo-psicodélico “Vassiliki”, com ligação direta com o bacana selo gaúcho Honey Bomb Records, mas de Caxias do Sul, veja bem. Agora, e para lançar seu esperado disco de estreia, já dentro de sua “transição criativa”, o quinteto curitibano se encontra devidamente alojado no cast da brava Balaclava Records, de São Paulo, que vai levar a banda a tiracolo ao Primavera Sound como boas-vindas à nova casa.

A estreia do “novo” Marrakesh acontece ao vivo neste final de semana em Curitiba, quando os meninos tocam em evento com as bandas Winter (da Califórnia) e Raça (de São Paulo).

Mas já dá para ver a pegada nova do quinteto aqui embaixo, em session exclusiva gravada em Curitiba em parceria com a U+Mag Sound Project, ex-revista reativada, que se pretende agora um showcase de consultoria criativa para talentos emergentes da cena alternativa brasileira.

O Marrakesh é Lucas Cavallin, Bruno Tubino, Matheus Castella, Thomas Berti (vocal, guitarra e synth) e Nicholas Novak, baixo.

Nesse novo direcionamento, a banda mostra, ao vivo, as novas músicas “All U Need” e “BAE”, já na pegada sonora que o Marrakesh pretende levar ao Primavera Sound e nortear seu álbum de estreia, a sair em algum momento deste ano via Balaclava.

** A foto do vocalista Bruno Tubino, que ilustra a chamada deste post na home da Popload, é de Pedro Ferreira.

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CENA – Balaclava faz a ponte aérea indie funcionar no final de semana com festival em SP

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* Por três dias, de amanhã a domingo, o selo Balaclava Records, que é novo na idade mas já tem uma extensa lista de serviços prestados à música independente, apronta mais umas das suas ao realizar, no Centro Cultural São Paulo, o festival Conexão Rio-SP. A idéia é botar em ação, na sexta, no sábado e no domingo, duas bandas ótimas por noite, uma de SP, outra do Rio, duas das cenas mais vibrantes em nomes novos do indie brasileiro. E, claro, vai acabar rolando alguma jam em cada noite.

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A programação consiste nas seguintes combinações:

* Amanhã, sexta, 19h
– Hierofante Púrpura (SP)
– Ventre (RJ, o da foto na home da Popload)

* Sábado, 19h
– Terno Rei (SP)
– Bilhão (RJ)

* Domingo, 18h
– Holger (SP)
– Do Amor (RJ)

Todas as bandas são da Balaclava Records. O festival marca também a entrada do grupo Do Amor (foto acima) no selo.

Os ingressos custam R$ 20 (um dia), R$ 30 (dois dias) e R$ 40 (todos os dias), em preços de inteira. Eles podem ser comprados ou na bilheteria do CCSP ou via internet, aqui.

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CENA – É hoje! Balaclava Fest tem a banda inglesa Yuck e a americana Mild High Club puxando shows do Ventre e do Bilhão em SP

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* A galera multifuncional da Balaclava Records, guerreira da cultura indie brasileira, faz hoje em São Paulo a quarta edição de seu festival, botando para rodar no palco do Clash Club, na Barra Funda, como principais atrações, a banda indie mais americana da cena inglesa, o Yuck, que volta ao Brasil para shows, e a californiana e psicodélica Mild High Club.

A armada gringa tem abertura das bandas nacionais Ventre e Bilhão, ambas do Rio de Janeiro. Todas as bandas do Balaclava enquanto produtora do festival são do grande elenco da Balaclava enquanto selo mesmo. O trio Ventre é a nova aquisição. O Bilhão é uma dupla, formada por Gabriel Luz e Felipe Vellozo, este último também faz parte do Séculos Apaixonados e da banda da Mahmundi.

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Este é o quarto festival que a Balaclava arma dentro de um espaço ousado de um ano e sete meses, para fazer circular seus artistas. Mac DeMarco, Swervedriver, The Shivas e Mac McCaughan foram alguns dos nomes internacionais trazidos pela produtora. Supercordas, Quarto Negro, Séculos Apaixonados e Nuven estão entre os brasileiros escalados dentro das outras três edições.

O Yuck, que está em sua terceira passagem pelo Brasil, tocando no festival Se Rasgum (Pará) e na edição gaúcha do Balaclava Fest, lançou em fevereiro deste ano o bom “Stranger Things”, seu terceiro álbum. O single de “Cannonball” está tocando bastante nas rádios indies inglesas, pude perceber na viagem recente.

Acompanhe abaixo o horário dos shows. Os ingressos para o Balaclava Fest de hoje pode ser comprados aqui.

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** A foto da home da Popload, relativa a este post, é de Carly Hoskins e traz uma sobreposição com a baixista Mariko Doi, do Yuck.

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