Em banda uó:

E a Nana Rizinni dançou…

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A ensolarada “nova new wave” brasileira de Nana Rizinni, cantora, compositora, multiinstrumentista e (pelo que dá para ver) superdançarina aparece em vídeo, que acaba de ser lançado. Nana estreia as imagens para a espertíssima “Me Deixa Dançar”, disponível desde hoje no canal da Vevo.

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“Me Deixa Dançar” é música do álbum “La Na Nana”, que La Rizinni lançou neste ano, depois de gravá-lo, apenas, no estúdio do famoso produtor Steve Albini, em Chicago.

O vídeo, feito na “estética” VHS, foi dirigido por Leandro HBL (“Favela on Blast”) e tem participações da Banda Uó toda no papel de jurados, além do dançarino Adriano Cintra (Madrid). A cantora Tiê é assistente de direção.

Veja o vídeo da Nana, como se hoje fosse 1984.

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EXTRA! EXTRA! Strokes entra para a Avalanche Tropical, copia Banda Uó e lança tecnobrega

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Preparem o bigodinho e a camisa estampada e o rebolado e caprichem no falsete porque a música nova do Strokes chegou.

Tudo bem que amanhã eles podem até dizer que soltaram a versão errada ou que o Julian acelerou a música sem o resto da banda saber e vazou por conta própria, ou que… sei lá. Fato é que a música está no site oficial da banda e a gente já ouviu umas 12 vezes só pra ter certeza que é isso mesmo. E agora estamos achando lindo! Se avexe não, é o Julian fazendo falsete e um tecladinho a la Banda Uó mesmo!

No twitter, as comparações ficaram com Strokes meets DJ Cremoso, Julian Amarantos, Strokes feat. Calypso. Foram tantas que não deu para acompanhar. O tecladinho denuncia, hein: Julian Casablancas (ou o Fabrizio Moretti, vai saber) deu uma escapadinha até o Pará ou andou circulando pela noite paulistana nas festas da Avalanche, não é possível.

Na tarde de hoje, “One Way Trigger”, o tecnobrega dos Strokes, foi ao ar. Estou achando divertido (mais a situação que a música), como se estivesse ouvindo MESMO uma versão DJ-cremoso do novo hino tropicalindie.

* A expectativa sobre “Strokes novo” era gigante desde que a estação de rádio 107.7FM de Seattle noticiou em suas redes sociais no início da semana que tocaria um novo single da banda “a qualquer momento”. Só que a música citada pela rádio americana é outra, “All The Time”. Será que é tecnobrega também, Brasil?

Banda Uó mistura Rihanna, M.I.A e É o Tchan em novo vídeo brega-cool

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Dona de um dos discos mais falados do ano passado, a electrobrega Banda Uó continua bombando a divulgação de “Motel”, sua estreia. Via Vice, o trio paraense-goiano lançou o vídeo para o segundo single do álbum. “Gringo” é parceria com o DJ-produtor-bamba Diplo e basicamente conta a história de um amor de verão entre uma mulata do nosso carnaval com um gringo.

Sempre digo que a Banda Uó é tecnobrega paraense de Goiânia inspirada no Bonde do Rolê, que é funk carioca de Curitiba, o que humildemente considero a definição que mais aproxima a banda do som bem doido que ela faz. Em entrevista para a descolada revista, Mateus Carillo disse que este é o vídeo mais “colorido” que o grupo já fez. “Conseguiu ficar mais exagerado que os próprios integrantes. Dançamos, tem montagem, tem bumbum, tem coreografia. É pra bombar no verão, no Carnaval”, contou, acrescentando que a produção é cheia de referências, inclusive É o Tchan. “Assistimos aquele vídeo deles, “Dança do Bumbum”, que é em chroma key. Tem também aquelas pinturas do Olodum, tem um pouco de Rihanna em “Rude Boy”, um pouco de M.I.A. O lance da banda é mesmo isso, misturar o que é nosso com o que está lá fora. Essa pegada É o Tchan e essa pegada Rihanna. Como o nosso visual é inspirado em coisas que vemos lá fora, as pessoas fazem essa ligação: parece nacional e parece internacional”.

Aí o vídeo É o Tchan-meets-Rihanna da Banda Uó.

Planeta Terra: o Gossip veio (mas deu susto), o Suede encantou e o rap-cascata de Azealia Banks sacudiu os indies

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* Chuva, sol, banda nova, banda velha, banda velha parecendo nova (Suede, foto acima), banda “nova” parecendo velha (Kings of Leon), o Gossip milagrosamente tocando no país, o Kasabian vindo ao Brasil e tendo que ser cancelado.
O nosso maior festival pequeno, o indie Planeta Terra, aconteceu no sábado, no Jockey Club de São Paulo, todo confuso em um lugar (e tamanho) que não era seu, mas mesmo assim uma delícia de estar.

** Com um público visivelmente abaixo do esperado, ainda que a produção diga que estava esgotado (para quem esteve lá isso foi bom para circular e chegar perto do palco), e o menos representativo line-up de suas últimas edições, ainda sim o indie Planeta Terra teve grandes momentos, como os shows do Suede, do Gossip, do Garbage (não vi, mas vou no consenso da galera) e o da nova rapper Azealia Banks.

* Fora o Suede, além do Gossip e indo totalmente no meu gosto pessoal próprio myself, adorei o Best Coast, o melhor-show-de-fim-de-tarde que o PT já teve, com Bethany Consentino desfilando letras fofas em cima de guitarras anos 90 velozes e datadíssimas, mas não por isso menos gostosas. À noite, achei incrível o show do Drums, o melhor da banda de Nova York a que eu tive oportunidade de conferir (eles que não necessariamente são bons ao vivo tanto quanto são em disco). Acertaram o tom, Jonathan Pierce acertou o volume do microfone, fizeram um show homogêneo na sua levadinha indie-dance e acabaram sendo um esperto concerto de abertura para a zoeira disco punk do Gossip. E, se posso dizer, o britânico Maccabees, antes, foi bem bom. E, se posso dizer 2, vi o começo do Kings of Leon (três primeiras músicas) e tava bem bom também (no que dá para o Kings of Leon ser bom hoje em dia).

** Aliás, não que representou um graaaaaande perigo, mas o Gossip quase aprontou de novo. Às quase 13 horas do sábado, o dia do festival, a banda ainda estava na Argentina, onde tinha tocado na sexta. Beth Ditto resolveu “pular” o vôo da manhã e o soundcheck em São Paulo para ficar mais em Buenos Aires, na companhia de uma namorada argentina com quem se envolveu no dia anterior. Passado o “pequeno” susto na produção do festival, que pressentiu confusão, o Gossip tuitava da Argentina por volta das 13h: “Off to São Paulo. We can’t wait”. Nem eles, nem a produção do festival. E, não sei se tem a ver com a argentina da Argentina, mas Beth estava feliz. E isso contribuiu para o show ser contagiante. Ditto até cantou Lady Gaga e Ramones. Fez ode à caipirinha e homenagem à brega “Avenida Brasil”.

* Outras duas coisas dá para tirar deste Planeta Terra 2012: (1) foi um festival indie GLS total, muito por conta exatamente do Gossip e uma vez que o indie agora é a nova eletrônica e, de uma certa forma, o indie também “is the new” festa universitária. Na verdade o festival ficou entre o gay e os anos 90, na sonoridade. E o lado gay venceu. Ou, pelo menos, foi mais animado.

** (2) Foi ainda o festival “Girl Power”, desde o seu começo com o lindo show do Madrid e o sangrento visual Tim Burton ostentado pela Marina Vello, mais a Mallu, que era mais interessante quando era Mallu Magalhães, a transexual Mel Gonçalves, poderosa vocalista da Banda Uó, a Shirley Manson enchendo o Jockey de hits do Garbage que eram “must” da 89FM e da Brasil 2000 FM, a Bethany Best Coast fazendo uma comportada e jovem Courtney Love se essa tivesse alguma vez parado quieta na vida, a Little Boots vestida para noite em show de dia, com um modelito Ivana Tufão. Não precisa falar de Beth Ditto entrando no show do Gossip botando seu vozeirão de diva para cantar a praga “OiOiOi”, além de pedir mil desculpas o show todo pelo seus furos anteriores com o Brasil. Nem da espuleta Azealia Banks, que foi embora do palco segurando seu bustiê, que tinha “estourado” e podia ter exposto seus peitos à plateia. Fora o “girl power” em si que estava diante em peso no show dos irmãos Followill, o revivido Kings of Leon (que barba “adulta” era aquela, Caleb?).

* Incrível como o Suede, na pessoa do vocalista Brett Anderson, consegue ter o gás que tem, sendo uma banda tão… tão… britpop. Tem o cheiro inexorável de “já era”, mas o poder de seus vários singles anos 90 e a performance sem concessões do grupo e principalmente de Anderson dão sobrevida interessante ao Suede. Por exemplo: o Jack White em nova fase cantando as músicas do White Stripes soa, NESTE CASO, mas velho que a banda britânica, pelo caráter “adulto” e “arranjos diferentes” que ele tem empregado a seus velhos hits. Com o Suede a coisa ainda é pá-pum, urgente, imediata, como se estivéssemos em Londres-1992, mesmo que 20 anos depois. E, para um show que era inédito no Brasil e tinha toda essa expectativa dos fãs, funcionou superbem.

** Azealia Banks, vamos falar, para um show de rap comum com um DJ por trás (e dois dançarinos ao fundo), até que foi um divertidíssimo não-show. Ela sacode um público e tem melhorado cada vez mais sua performance de palco, além de ter alguns singles bem bons, ainda que não se entenda nada do que ela canta. Azealia se deu bem com o povo indie blasé lá no Suede. A parte gay divertida (de Little Boots, Gossip, Banda Uó) sobrou toda para ela àquela altura e parecia festa de “buatchy”. E teve a cascata do DJ entrando antes dela e comendo com discotecagem uns bons 20 minutos de seu show, porque Azealia não tem música suficiente (nem álbum tem, ainda). Sem contar que o cara tocou “Groove Is In the Heart” e só com isso animou mais que o show da Little Boots, que para piorar teve problemas vários com o som.

Que mais?…

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O PLANETA TERRA EM FOTOS

Do Harlem para a Marginal, a rapper americana Azealia Banks foi destaque no Planeta Terra

Beth Ditto chacoalhou a galera com seu Gossip, cantou “OiOiOi” e pediu “Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa” para o Brasil

Caleb, agora mais calminho, aparentemente sem xingar ninguém nem quebrar nada, voltou ao Brasil com seu Kings of Leon

Alô, Colômbia. Mel Uó agitou o tecnobrega no Planeta Indie, mesmo debaixo de uma chuva uó

Uma creepy Marina Vello expôs as feridas do indie intimista do Madrid, em excelente show cedinho, que pouca gente viu

O ótimo The Drums queria comprar alguma coisa para nós, mas eles não tinham nenhum dinheiro. Beleza…

Inspirada nos agitos da Lucioland na sexta, a banda inglesa Maccabees fez bom show no Planeta Terra no sábado

Oh, Bethany. Até o tempo ficou bom na hora em que ela começou a cantar suas músicas fofas sobre a Califórnia

Shirley Manson, com Butch Vig por trás, comandou firme o bom show do Garbage no PT 2012

Parecendo irmão mais velho do Alex Kapranos, Brett Anderson mostrou forma juvenil no Planeta Terra

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O PLANETA TERRA EM VÍDEOS

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EQUIPE POPLOAD NO PLANETA TERRA

* Ana Carolina Monteiro, Lúcio Ribeiro e Fabrício Vianna (fotos).

Todas as fotos são de Fabrício Vianna, menos as de Mel Gonçalves (Banda Uó) e Marina Vello (Madrid), que são de de Reinaldo Canato/UOL.

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Planeta Terra com Azealia Banks, Madrid, Kasabian, Banda Uó, Gossip, Drums, Garbage, KoL… VAMOS?

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Falta pouco mais de um mês para acontecer a edição 2012 do Planeta Terra, festival que caiu para valer no gosto da galerinha do indie e apresenta como uma de suas maiores novidades a mudança de local: saiu o Playcenter (em reformas), entrou o Jockey Club, recém descoberto para shows depois da boa recepção do Lollapalooza.

O Planeta Terra acontece dia 20 de outubro e terá 13 shows distribuídos em dois palcos. Estão no line up – que a gente adorou – nomes como Kings Of Leon, Garbage, Kasabian, Gossip, The Drums, Azealia Banks, Madrid, Banda Uó, Suede e Best Coast.

Como a Popload é sempre camarada com seus prezados leitores, vão para sorteio 3 PARES DE INGRESSOS para o festival. Seu “esforço” tem que ser aquele de sempre: coloque nome completo, cidade e email nos comentários deste post. E, óbvio, torça.

Combinado?

* O line up completo do Terra: