Em baxter dury:

Popload solta mixtape com as melhores de 2014

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* Então já vivemos em 2015, o ano em que expirará o copyright do livro “Mein Kampf”, de Adolf Hitler e ocorrerá eleições legislativas na Ilha da Madeira, Portugal. Ok?
E, em “De Volta para o Futuro II”, o doutor Brown leva o Marty McFly e a namorada Jennifer para 2015, ano em que os carros voam. No cinema, passa “Tubarão 19” no 2015 do filme.

Enfim, vamos a ele então. Não é, Jack? Feliz 2015 para todos nós, é o desejo de Jack White e da Popload!!!

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Por aqui, a gente começa o ano novo na Popload olhando ainda para 2014, mas para projetar 2015. No final de dezembro publicamos aqui as 15 melhores músicas de 2014, segundo a Popload.

Agora, no primeiro post do ano, traremos uma mixtape com reunindo essas “músicas marcantes” reunidas por nós, mas remixadas.

Mixtapes como essa vão virar um costume com pretensões semanais aqui na Popload, mas talvez em formato de “programa de rádio”. A ideia é essa mas a forma a gente vai deixar em aberto para ver como a gente se ajusta ao negócio.

Essa é só uma das “novidades de ano novo” que a Popload pretende adotar aqui no site. Vamos falar de tudo e adotar as práticas novas com o tempo.

Por enquanto, fique com a mixtape das músicas mais bacanas de 2014, segundo a Popload. A lista das músicas está logo abaixo. A mixagem classe é por conta do brother Fiervo. E vamos logo começar a trabalhar neste ano cheio, então.

As 15 melhores músicas de 2014 by Popload on Mixcloud

01. FKA Twigs – Two Weeks
02. Perfume Genius – Queen
03. Alt-J – Ever Other Freckle
04. Metronomy – Reservoir
05. St. Vincent – Prince Johnny
06. Mac Demarco – Passing Out Pieces
07. Sharon Van Etten – Taking Chances
08. Spoon – Inside Out
09. Chet Faker – Blush
10. Baxter Dury – Palm Trees
11. Ty Segall – Tall Man, Skinny Lady
12. Jungle – Time
13. Caribou – Can’t Do Without You
14. Future Islands – Seasons (Waiting On You)
15. The War On Drugs – Red Eyes

Pode chorar. Baxter Dury em session na França

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* Bom, é isso. O britânico cool-as-fuck Baxter Dury, que talvez tenha lançado incidentalmente o melhor disco de 2014 para os ouvidos mais… hum… sensíveis, foi adotado pelos franceses. Nosso novo Jarvis Cocker mesmo mostra isso.

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Ele andou fazendo uma session classe para o importante jornal “Le Figaro”, que eu nem sabia que levava bandas para fazer sessions classes. Tipo o “Guardian”. Tipo o “New York Times”. Alguém com bom trânsito na “Folha de S.Paulo” avisa os caras lá desse esquema?

Enfim. Dury, filho do grande Ian, com um sotaque britânico de matar, lançou o maravilhoso “It’s a Pleasure” agora em outubro, não tem dez dias. Já passou por Paris, volta à cidade na semana que vem para tocar numa festa da descolada revista “Les Inrockuptibles” junto com o Parquet Courts (Meu Deus!!!!) e retorna em fevereiro para se apresentar no L’Olympia. Fora que não para de ocupar as ondas francesas nas rádios L’Mouv e na OuiFM, que eu já andei ouvido.

Na session do “Le Figaro”, com todo mundo vestindo uma camiseta legal só escrito “pleasure”, ele desempenhou as duas músicas que abrem o disco, os dois primeiros singles, as maravilhas “Pleasure” e “Palm Trees”, que posso traduzir aqui, se você não se importar, como “Palmeiras”. Haha.

Me diz…

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Baxter Dury lançou o improvável “melhor disco do ano” ontem. Você notou?

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* Pelo menos o “disco mais charmoso de 2014” é. Isso está fora de contestação.

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* A fórmula é matadora. Músicas doces, letras ótimas, cantadas (ou quase faladas) em um sotaque britânico de matar de tão lindo, típico de um cara que acabou de acordar ou está gripado, segundo uma amiga minha. As canções são quase em jogral com uma ou duas garotas que cantam, com voz de… garotas. Algo meio parecido com tecnopop dos anos 80, Depeche Mode, com Jamie T e Streets, mais um indie atual. Tudo junto e misturado.

“It’s Pleasure”, lançado nesta semana no Reino Unido, é o quarto do músico inglês Baxter Dury, figurinha indie pop britânica que até uns anos atrás era apenas o filho do grande Ian Dury, nome forte do punk e da new wave da Terra da Rainha. Nunca decolou muito, tirando uma musiquinha ou outra. O cara lançou quatro discos em 12 anos de carreira, pensa. Ele tem 42, não é nenhum indie-kid inglês prodígio.

Este disco de agora, que saiu ontem, é bem bom da primeira até a última música. Os dois singles, de Baxter, já conhecidinhos, “Palm Trees” e “Pleasures”, são de uma fofura sem fim. E renderam dois vídeos maravilhosos.

Se você não curtir essas duas músicas que abrem o disco, ou a arrebatadora trinca formada por “Police”, “Lips” e “Whispered”, você ainda a de convir que “It’s Pleasure” pelo menos tem a capa do ano. Ou o nome de álbum que mais combina com seu conteúdo.

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Se ainda assim esse disco não te conquistar, desisto de você!!

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