Em bbc:

Altas conexões: Wet Leg tocando o megahit “Chaise Longue” para a BBC e em Austin, no Sxsw

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* A espetacular rádio BBC 6Music está colocando no ar desde ontem, tanto na programação da emissora quanto no Youtube, as sessions que bandas e artistas britânicos fizeram no último festival South by Southwest, em Austin, Texas.

Nessas entra um dos grandes destaques do Sxsw 2022, o quinteto bombator Wet Leg, da Ilha de Wight. O vídeo da session é demais. Rhian Teasdale e HEster Chambers, acompanhados de sua ótima banda de meninos, se divertindo muito apresentando “Chaise Longue”, o grande hit de seu disco de estreia, homônimo, lançado há exato um mês.

Na performance do “BBC Introducing”, o projeto de nova música do conglomerado britânico que é replicado em suas rádios e em festivais da Inglaterra, as meninas do Wet Leg caem na gargalhada enquanto cantam a música. O que vindo delas tem mesmo sua graça, já que o indie-qualidade da banda não cai em nenhum momento das piadinhas internas deles.

Vê só.

Coldplay vai à BBC tocar seu passado bonito, a nova com o BTS e ainda fez cover de fenômeno do TikTok

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* A onipresente banda over inglesa Coldplay mesmo entrega suas diferenças, entre as belas canções antigas que a transformaram em superbanda e os tiros pop que dá hoje em dia para manter-se relevante, ainda que o resultado seja esquecível.

O grupo de Chris Martin foi à Radio One, da BBC, participar do famoso programa “Live Lounge”, em uma edição especial e com cenário caprichado, digno de seu tamanho para tal requisito.

O Coldplay, que recentemente lançou agora em outubro seu nono disco, “Music of the Spheres”, numa pegada “pop universal”, fez performance ao vivo de quatro músicas.

A primeira foi “My Universe”, canção do disco que a banda inglesa fez com o fenômeno coreano BTS. Depois Chris Martin foi ao piano para tocarem a velha linda “The Scientist”, hit master do começo dos anos 2000. Voltaram ao chato disco novo para “Human Heart”. E aí finalizaram com uma cover de “Just for Me”, da cantora de 20 anos inglesa também PinkPantheress, nome-arroba da novíssima geração, que lançou suas músicas no TikTok até chamar atenção de gravadora para botá-la nos caminhos “tradicionais” da música.

Tirando “Human Heart”, a gente traz todos os vídeos aqui embaixo. Incluindo o áudio inteiro da participação do Coldplay no “Live Lounge” da Radio One, o que inclui entrevista.

Enjoy!

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O Foals e sua nobre preocupação com o universo. Banda vai botar música na trilha de documentário da BBC sobre o espaço

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* A banda britânica Foals anunciou recentemente que fará uma parceria com o premiado compositor Hans Zimmer, conhecido por grandes trilhas sonoras do cinema como “Missão Impossível 2”, “Pearl Harbor” e “Gladiador”, entre outras. A colaboração se trata de uma nova versão da faixa “Neptune”, que faz parte do mais recente álbum de estúdio do grupo, “Everything Not Saved Will Be Lost – Pt 2”.

A música, de incríveis 10 minutos e que encerra o disco em questão, foi escolhida para ser música-tema de um novo documentário da BBC chamado “Universe”, conduzido pelo cientista Brian Cox (não confundir com o ator da série cool Succession), que é apresentador de diversos programas sobre ciência na rede britânica. “Universe” é uma sequência de uma série de 2019 chamada “The Planets”, que teve como trilha sonora a música “The Void”, da banda Muse.

Em declaração oficial, o Foals disse: “Somos todos grandes fãs de Hans Zimmer e ficamos superentusiasmados quando sua equipe nos abordou sobre a colaboração de ‘Neptune’ como a faixa-título de ‘Universe’. A original é uma espécie de miniodisseia e esta nova versão segue a mesma dinâmica como uma espécie de resposta à natureza mutável do espaço”.

No Twitter, o frontman da banda de Oxford, Yannis Philippakis, acrescentou que a nova música ganhou um nível ainda mais épico em sua nova versão, em relação à que está no disco.

Ouça a versão original de “Neptune” no link abaixo:

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Em outras notícias recentes sobre a banda, o Foals anunciou a saída do tecladista Edwin Congreave, que deixa a banda para se dedicar a uma pós-graduação em economia na renomada Univerdade de Cambridge e para realizar ações de combate à crise climática. Este é o segundo membro da formação original a deixar o grupo, depois da saída do baixista Walter Gervers em 2018.

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Lil Nas X vai bater lá na BBC, em Londres. E canta cover da country “Jolene” e três petardos de seu disco de estreia

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* Maior superstar de hoje no mundo pop, o rapper e cantor americano Lil Nas X foi, obviamente, levar seu som para inglês ouvir. E ver. Nas foi à Inglaterra para cumprir uma longa agenda e fazer session poderosa na poderosa BBC, donas de rádios fundamentais como Radio 1 e BBC 6Music, para citar algumas.

Ainda nas brumas de lançamento de seu ótimo álbum de estreia, “Montero”, lançado sexta-feira passada, Lil Nas X, tocou três do disco novo e uma bem legal cover da clássica “Jolene”, hit country da extrafamosa Dolly Parton, que até o White Stripes gravou.

De “Montero”, a estrela americana mostrou em session cool com banda cheia as músicas “Montero (Call Me by Your Name)”, “That’s What I Want” e “Dead Right Now”.

Tuuuuudo aqui embaixo!

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Nirvana ganha vários especiais na TV, rádio e internet dos ingleses no aniversário do “Nevermind”

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* Já falamos sobre essas histórias aqui umas 945 vezes, mas achamos que cabe mais uma. Era uma vez um movimentinho musical que rolou numa cidade americano “fora da rota normal”, Seattle, de um som nada revolucionário em termos de novidade, que ganhou uma materiazinha de revista num semanário musical na Inglaterra e o mundo deu uma volta mais rápida em sua órbita e chacoalhou tudo. Falamos de quando um jornalista britânico botou para inglês ler, nas páginas do tablóide “Melody Maker”, uma bela reportagem sobre o punk metal sujo chamado “grunge”, que estava sendo fabricado numa gravadora chamada Sub Pop, desta cidade do alto da ponta esquerda dos EUA, que tinha uma estrela reluzente em seu cast: a banda Nirvana, personificada no loirinho raivoso que gritava e arrebentava guitarras, o “logo-virando-herói” Kurt Cobain.

Meio básico na história da música recente, a Inglatera tratou primeiro e tratou melhor o Nirvana, o grunge, Seattle e aquela revolução que estava acontecendo. Tanto que o primeiro disco da banda de Cobain, “Bleach”, acabou vendendo mais no Reino Unido do que nos EUA. O Reading Festival inglês, na época talvez o principal festival do mundo, botou o Nirvana para tocar em 1991, para umas 5 mil pessoas atrás da tal bandinha nova. E em 1992, com um disco novo no meio, chamado “Nevermind”, 100 mil pessoas foram para a cidadezinha inglesa a uma hora de trem de Londres para ver o agora fenômeno Nirvana no Reading.

Pois é sobre esse bom acolhimento inglês ao grupo que vai virar um especial no enorme grupo de entrenimento BBC agora em setembro, quando é comemorado o aniversário de 30 anos do “Nevermind”, que saiu no dia 23 de setembro de 1991 em UK, e no dia seguinte em US.

Um filme-documentário chamado “When Nirvana Came to Britain” e uma série de especiais sobre a banda vão ser mostrados na TV, nas rádios e na internet da BBC.

“When Nirvana Came to Britain” vai rolar no canal BBC Two, com participações de Dave Grohl e Krist Novoselic, os nirvanas vivos. Também na TV, mas no BBC Four, Grohl é entrevistado pelo conhecido apresentador Dermot O’Leary no especial “Nirvana: Nevermind”. Na BBC Radio 4, um outro documentário: “Nevermind at 30”. Outros mais não foram detalhados.

A BBC está dedicando produções especiais sob um tema específico e espalhando por sua longa rede. Só em 2021 os astros David Bowie e Amy Winehouse e o festival Glastonbury ganharam seus programas de longo alcance do conglomerado britânico.

E, destes do Nirvana e de seu “Nevermind”, que escaparem para redes, serão trazidos para cá.

“The UK definitely responded to Nirvana much more, before America. You guys were the first with everything…we cut our teeth there”, falou o Dave Grohl, numa dessas novas entrevistas dele e do baixista parça para a BBC. “After touring the UK, I remember going back to America to the same bars and clubs where we were playing to 99 people… 150 people… It was definitely not like what it was in the UK. It really is like a second home.”

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