Em bbc:

Mais do festival da rádio inglesa. Veja performances de Shame, Working Men’s Club e Black Country, New Road

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* Voltamos com o 6 Music Festival 2021, na chamada “edição lockdown”, todo ele gravado no BBC Radio Theatre, no centro de Londres. Mais cedo publicamos a performance da banda Dry Cleaning. Agora, chegou a vez de Shame, Working Men’s Club e Black Country, New Road. Todos incríveis.

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* A foto que está na home, chamando para este post, traz o figuraça Isaac Wood, vocalista e guitarrista do Black Country, New Road.

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Popnotas: Miley Cyrus na Tiny Desk, Nirvana no bilhar, o triste mundo moderno em série da BBC

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– O papo famoso ressurgiu numa dessas muitas entrevistas que Dave Grohl dá por aí. O famosíssimo produtor Steve Albini ofereceu seus valiosos serviços para trabalhar no terceiro disco do Nirvana, o “In Utero” de forma gratuita, isso se a banda ganhasse dele num jogo de bilhar. A oferta era mais ousada. Albini já estava contratado pelo grupo de Kurt Cobain para botar suas mãos produtoras no sucessor do “Nevermind” por 100 mil dólares. Mas numa noite de farra com a banda veio com o desafio, que ainda era mais ousado: se ele ganhasse, o Nirvana pagaria o dobro para ele: US$ 200 mil. “Não é que eu era particularmente um grande jogador. Mas botava fé no meu taco”, disse Albini mais ou menos assim, numa tradução nossa apropriada para a ocasião. “Eu costumava fazer essa oferta para todas as bandas com quem eu trabalhava. Mas nenhuma nunca topou”, falou o produtor recentemente para a revista inglesa de metal “Kerrang!”. Pois é. O Nirvana não topou.

– O inglês Adam Curtis é um dos documentaristas mais importantes da atualidade. Seu filmes, lançados pela BBC, onde trabalha desde os anos 80, ajudam a desbravar e desmitificar temas espinhosos. Quem quiser entender como chegamos em um mundo tocado por máquinas, individualismo e uma falta de imaginação de alternativas tem que ver “HyperNormalisation” de 2016, “The Century of the Self”, de 2002, e “All Watched Over by Machines of Loving Grace”, de 2011. Curtis também já trabalhou em conjunto com nomes da música, como Damon Albarn do Blur e o Massive Atack.
“Can’t Get You Out Of My Head: An Emotional History of the Modern World” é sua nova série de filmes que estreia no dia 21 de fevereiro no BBC iPlayer. Dá uma sacada na sinopse divulgada pela emissora britânica: “Estamos vivendo dias estranhos. Em toda a Grã-Bretanha, Europa e América, as sociedades se dividiram e se polarizaram não apenas na política, mas em toda a cultura. Há raiva com a desigualdade e a corrupção cada vez maior – e uma desconfiança generalizada das elites. E nisso surgiu a pandemia que dramatizou brutalmente essas divisões. Mas, apesar do caos, há uma paralisia – uma sensação de que ninguém sabe como escapar disso. Esta nova série de filmes de Adam Curtis conta a história de como chegamos a este lugar. E por que tanto aqueles que estão no poder – e nós – achamos tão difícil seguir em frente”. Pesadíssimo. E necessário.

– Acaba de ir para o ar a apresentação da agora roqueira Miley Cyrus para o programa online Tiny Desk, de quem a Popload é forte seguidora pelos showzinhos especiais que eles proporcionam. Miley fez sua performance em seu quarto, uma vez que o “show no escritorinho” que marca a série ainda é feito no formato “home”. Ela chiquérrima cantando sentada na cama em um quarto tiny, colorido. A primeira música foi uma cover, da sensacional “Fade into You”, da grande banda californiana Mazzy Star, que machucava corações grunges no começo dos 90 por causa da voz e figura da vocalista Hope Sandoval. A segunda faixa da Tiny Desk da Miley foi a sua sugestiva “Golden G String”, do disco “Plastic Hearts”, do ano passado. Essa foi seguida pelo hit “Prisoner”, do mesmo disco, que encerrou a session.

– Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead, coleciona uma série de trabalhos em trilhas sonoras de filmes. Seu parceiro mais frequente é Paul Thomas Anderson, que de quebra já cuidou de vídeos de sua banda e da carreira solo de Thom Yorke. “Sangue Negro”, “O Mestre” e “Vício Inerente” são alguns dos títulos de Anderson que contam com Greenwood na trilha original. A parceria rendeu até uma indicação ao Oscar com a trilha de “Trama Fantasma”, (“Phantom Thread”, 2018). Foi anunciado agora que o mais novo trabalho de Jonny na área de filmes será para “Spencer”, uma produção sobre a princesa Diana, que será interpretada pela Kristen Stewart. A previsão é que seja lançado ainda neste ano.

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Idles do dia. Agora tocando novas em session para a emissora 6Music, rádio da BBC

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* Ainda no bafo forte do álbum “Ultra Mono”, terceiro da banda post-punk inglesa Idles, número 1 em vendas no Reino Unido, a gente revisita mais uma vez essas performances recentes que eles têm criado e distribuído para rádios e TVS nos EUA ou em UK, para manter as músicas novas circulando ao vivo.

Chegamos à ida deles ao Radio Theatre, palco-estúdio da BBC no centro de Londres, onde o grupo de Bristol gravou uma apresentação ao vivo de duas novas desse disco que é um dos mais importantes produtos fonográficos deste ano complicadinho. Foi a pedido da 6Music, a rádio só online do gigante grupo de comunicação e uma das emissoras mais bacanas do planeta.

Então temos o Idles em performance de “War”e “Grounds”, duas belezuras raivosas.

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Generalidades: Thom Yorke fala do seu problema com o sucesso, da morte da ex-esposa, e cita as músicas que levaria para uma ilha deserta

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O gênio Thom Yorke foi o convidado do mais recente episódio do Desert Island Discs, da BBC Radio 4, que consiste especialmente em depoimentos nos quais os participantes escolhem 8 músicas, um livro e um item “luxuoso” para levar para uma ilha deserta. No meio disso, eles também falam sobre generalidades.

Thom, por exemplo, falou que se tornou uma pessoa extremamente irritada a partir do sucesso do Radiohead ainda nos anos 90. “Comecei a me tornar um cara controlador e não me importante com o que eu dizia ou a quem eu magoava. Anos depois, conversei com a banda e pedi desculpas. Quando começamos a gravar o OK Computer, as portas se abriram e passamos bons momentos gravando o disco”.

Ele contou que quem o ajudou neste processo foi Michael Stipe, líder do REM. “Ele me ajudou quando as coisas ficaram loucas. As pessoas falavam comigo como se eu fosse Jesus”.

Outro tema delicado abordado pelo vocalista do Radiohead foi a morte de sua ex-esposa, Rachel Owen, vítima de câncer, e de como isso impactou na vida dos filhos Noah e Agnes. “Eu não posso ser a mãe deles, mas estamos bem. Estou muito orgulhoso de ambos. Até me surpreende, não consigo acreditar que têm algo a ver comigo. Eles são excelentes pessoas. Quando a mãe deles morreu, foi um período muito difícil e passamos por muita coisa. Ela sofreu muito e espero que tenhamos saído disso bem, espero que esteja acontecendo isso”.

Sobre os itens que levaria para uma ilha deserta, Yorke escolheu as seguintes canções: “Born Under Punches” (Talking Heads), “After the Goldrush” (Neil Young), “Lilac Wine” (Nina Simone), “Talk About The Passion (REM), “It’s Raining Today” (Scott Walker), “Freeman Hardy & Willis Acid” (Squarepusher/AFX), “5. Le Jardin Féerique” (Labeque Sisters) e “Blue Horizon” (Sidney Bechet).

Yorke ainda escolheu o livro “Zen Mind, Beginner’s Mind” de Shunryu Suzuki e um gravador portátil como seu item de luxo para levar para a ilha.

Para ouvir a íntegra do programa, basta clicar aqui.

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Gênio raiz e sem pudor, Bobby Gillespie choca o público inglês ao não aceitar fazer uma dancinha bizarra na BBC. Em um programa de política

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* Haha.

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Bobby Gillespie, herói indie que perambula pelo mundo alternativo da música desde os anos 80, é conhecido também por suas opiniões embasadas e até polêmicas. Até por isso, ele foi convidado para participar de um programa de debates políticos na BBC, o The Week. Até aí, tudo suave.

O escocês chegou a emitir algumas opiniões contra o Brexit, pauta principal do programa. Ele disse, inclusive, que acha que o Reino Unido está “voltando aos anos 30” e que “politicamente, estamos ando para trás”. Beleza.

Acontece que em certo momento do programa, o apresentador Andrew Neil e outros dois convidados, o jornalista e ex-político Michael Portillo, além de Caroline Flint, integrante do British Labour Party, simplesmente começaram a fazer uma dancinha que tem virado febre na Europa, de uma música chamada “Skibidi”, da banda russa de música eletrônica Little Big.

Um meme de uma dança de uma música de uma banda russa. Em um programa de política. Sacou?

Mostrando todo o seu descontentamento com o fato constrangedor, o líder do Primal Scream permaneceu sentado e olhando atônito e full pistola à cena patética em rede nacional.

Melhor do que relatar, é assistir ao vídeo impagável.

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