Em bbc:

O Foals e sua nobre preocupação com o universo. Banda vai botar música na trilha de documentário da BBC sobre o espaço

>>

* A banda britânica Foals anunciou recentemente que fará uma parceria com o premiado compositor Hans Zimmer, conhecido por grandes trilhas sonoras do cinema como “Missão Impossível 2”, “Pearl Harbor” e “Gladiador”, entre outras. A colaboração se trata de uma nova versão da faixa “Neptune”, que faz parte do mais recente álbum de estúdio do grupo, “Everything Not Saved Will Be Lost – Pt 2”.

A música, de incríveis 10 minutos e que encerra o disco em questão, foi escolhida para ser música-tema de um novo documentário da BBC chamado “Universe”, conduzido pelo cientista Brian Cox (não confundir com o ator da série cool Succession), que é apresentador de diversos programas sobre ciência na rede britânica. “Universe” é uma sequência de uma série de 2019 chamada “The Planets”, que teve como trilha sonora a música “The Void”, da banda Muse.

Em declaração oficial, o Foals disse: “Somos todos grandes fãs de Hans Zimmer e ficamos superentusiasmados quando sua equipe nos abordou sobre a colaboração de ‘Neptune’ como a faixa-título de ‘Universe’. A original é uma espécie de miniodisseia e esta nova versão segue a mesma dinâmica como uma espécie de resposta à natureza mutável do espaço”.

No Twitter, o frontman da banda de Oxford, Yannis Philippakis, acrescentou que a nova música ganhou um nível ainda mais épico em sua nova versão, em relação à que está no disco.

Ouça a versão original de “Neptune” no link abaixo:

***

Em outras notícias recentes sobre a banda, o Foals anunciou a saída do tecladista Edwin Congreave, que deixa a banda para se dedicar a uma pós-graduação em economia na renomada Univerdade de Cambridge e para realizar ações de combate à crise climática. Este é o segundo membro da formação original a deixar o grupo, depois da saída do baixista Walter Gervers em 2018.

>>

Lil Nas X vai bater lá na BBC, em Londres. E canta cover da country “Jolene” e três petardos de seu disco de estreia

>>

Captura de Tela 2021-09-23 às 5.49.03 PM

* Maior superstar de hoje no mundo pop, o rapper e cantor americano Lil Nas X foi, obviamente, levar seu som para inglês ouvir. E ver. Nas foi à Inglaterra para cumprir uma longa agenda e fazer session poderosa na poderosa BBC, donas de rádios fundamentais como Radio 1 e BBC 6Music, para citar algumas.

Ainda nas brumas de lançamento de seu ótimo álbum de estreia, “Montero”, lançado sexta-feira passada, Lil Nas X, tocou três do disco novo e uma bem legal cover da clássica “Jolene”, hit country da extrafamosa Dolly Parton, que até o White Stripes gravou.

De “Montero”, a estrela americana mostrou em session cool com banda cheia as músicas “Montero (Call Me by Your Name)”, “That’s What I Want” e “Dead Right Now”.

Tuuuuudo aqui embaixo!

>>

Nirvana ganha vários especiais na TV, rádio e internet dos ingleses no aniversário do “Nevermind”

>>

* Já falamos sobre essas histórias aqui umas 945 vezes, mas achamos que cabe mais uma. Era uma vez um movimentinho musical que rolou numa cidade americano “fora da rota normal”, Seattle, de um som nada revolucionário em termos de novidade, que ganhou uma materiazinha de revista num semanário musical na Inglaterra e o mundo deu uma volta mais rápida em sua órbita e chacoalhou tudo. Falamos de quando um jornalista britânico botou para inglês ler, nas páginas do tablóide “Melody Maker”, uma bela reportagem sobre o punk metal sujo chamado “grunge”, que estava sendo fabricado numa gravadora chamada Sub Pop, desta cidade do alto da ponta esquerda dos EUA, que tinha uma estrela reluzente em seu cast: a banda Nirvana, personificada no loirinho raivoso que gritava e arrebentava guitarras, o “logo-virando-herói” Kurt Cobain.

Meio básico na história da música recente, a Inglatera tratou primeiro e tratou melhor o Nirvana, o grunge, Seattle e aquela revolução que estava acontecendo. Tanto que o primeiro disco da banda de Cobain, “Bleach”, acabou vendendo mais no Reino Unido do que nos EUA. O Reading Festival inglês, na época talvez o principal festival do mundo, botou o Nirvana para tocar em 1991, para umas 5 mil pessoas atrás da tal bandinha nova. E em 1992, com um disco novo no meio, chamado “Nevermind”, 100 mil pessoas foram para a cidadezinha inglesa a uma hora de trem de Londres para ver o agora fenômeno Nirvana no Reading.

Pois é sobre esse bom acolhimento inglês ao grupo que vai virar um especial no enorme grupo de entrenimento BBC agora em setembro, quando é comemorado o aniversário de 30 anos do “Nevermind”, que saiu no dia 23 de setembro de 1991 em UK, e no dia seguinte em US.

Um filme-documentário chamado “When Nirvana Came to Britain” e uma série de especiais sobre a banda vão ser mostrados na TV, nas rádios e na internet da BBC.

“When Nirvana Came to Britain” vai rolar no canal BBC Two, com participações de Dave Grohl e Krist Novoselic, os nirvanas vivos. Também na TV, mas no BBC Four, Grohl é entrevistado pelo conhecido apresentador Dermot O’Leary no especial “Nirvana: Nevermind”. Na BBC Radio 4, um outro documentário: “Nevermind at 30”. Outros mais não foram detalhados.

A BBC está dedicando produções especiais sob um tema específico e espalhando por sua longa rede. Só em 2021 os astros David Bowie e Amy Winehouse e o festival Glastonbury ganharam seus programas de longo alcance do conglomerado britânico.

E, destes do Nirvana e de seu “Nevermind”, que escaparem para redes, serão trazidos para cá.

“The UK definitely responded to Nirvana much more, before America. You guys were the first with everything…we cut our teeth there”, falou o Dave Grohl, numa dessas novas entrevistas dele e do baixista parça para a BBC. “After touring the UK, I remember going back to America to the same bars and clubs where we were playing to 99 people… 150 people… It was definitely not like what it was in the UK. It really is like a second home.”

nirvana3

>>

Sports Team faz showzinho em estádio de cricket. A Jade Bird também

>>

Captura de Tela 2021-08-26 às 10.10.39 AM

* A Inglaterra é mesmo impressionante com a nova música. A associação inglesa de cricket, o esporte, grosso modo uma versão do baseball, tem um torneio especial de verão chamado The Hundred. Xis. Aconteceu durante um mês, começando no meio de julho e terminando sábado passado. Em estádios da Inglaterra toda.

Daí que os organizadores fecharam uma parceria com a BBC para botarem sempre um show de banda nova ou artista ou DJ antes de cada jogo. Teve de Sports Team a Jake Bugg. Do Everything Everything ao The Lottery Winners.

Os vídeos de algumas performances começaram a aparecer na conta da BBC Music no Youtube desde ontem.

Abaixo, a gente destaca a fofa folk Jade Bird e o espertíssimo Sports Team, prediletos da casa, cada um com uma faixa ao vivo. Aqui está a parada.

>>

Popnotas – O Novas Frequências em livro. A BBC liberando tesouros do Glastonbury. Amy Taylor encarando Dave Grohl e Liam Gallagher em Madrid. E os melhores do (meio) ano no episódio da semana do Popcast

>>

– Um dos mais importantes festivais independentes do Brasil virou livro. O especialíssimo Novas Frequências, evento anual de música experimental e arte sonora, criado e conduzido pelo batalhador iluminado Chico Dub, acaba de lançar “Estudando o som: 10 anos do Festival Novas Frequências”, antologia de textos lançada pela Numa Editora. São 20 textos de convidados que explicam como o NF difunde ensinamentos, reflexões e alargamentos das possibilidades musicais e trazem análises da arte sonora das cenas do Rio, São Paulo e Bahia. Nesta quinta, dia 24, às 19h, acontece um bate-papo no canal da Numa Editora no Youtube, envolvendo o produtor Chico Dub e alguns dos escritores do livro, como Carlos Albuquerque e Pérola Mathias, entre outros. A mediação é de Guilherme Werneck, da “Revista Bravo”. O livro “Estudando o som: 10 anos do Festival Novas Frequências” tem 320 páginas, esta capa abaixo e pode ser comprado aqui, por R$ 63.

Captura de Tela 2021-06-21 às 1.34.10 PM

– Vale ficar de olho no canal do Youtube da BBC Music. Eles têm postado direto arquivos preciosos de apresentações de Glastonbury antigas e do programa “Later…”, do grande apresentador-músico Jools Holland. Só para citar alguns que apareceram nas últimas horas, temos performances de bandas e gente como o grupo inglês de rap De La Sol no Glastonbury 2014, a banda americana Scissor Sisters no mesmo festival, dez anos antes, o genial James Brown se sentindo good no Glasto 2004 também, o Verve tocando lá a maravilhosa “Bittersweet Symphony” lá em 2008… Olha, são incontáveis. Vamos botar aqui embaixo dois vídeos aleatórios e lindos.

– Ok, outro post do Foo Fighters no mesmo dia é demais. Mas tem uma causa. O anúncio do show de Madrid, no dia 20 de junho do ano que vem, daqui a um aninho, do grupo americano com abertura de Liam Gallagher (foi o Liam que postou sobre a gig) e da banda australiana Amyl and the Sniffers. E é aqui que a gente quer jogar o foco. Não no FF nem no Liam. Na Amyl and the Sniffers, a banda punk da loirinha Amy Taylor, de Melbourne. Rising star da cena indie australiana e já grandinha na Inglaterra, prepara o lançamento até o final deste ano do seu segundo disco, guardado a sete chaves. Amy (foto na home) colabora com seu vocal estridentemente lindo na esperta “Nudge It”, música do duo inglês Sleaford Mods que está no mais recente disco da banda, “Spare Rib”, lançado no comecinho do ano. Ela também aparece no vídeo da música. E o pôster desse dia bacana que Madrid vai poder ver no ano que vem é assim:

posterfoos

– No ar, no Spotify, a edição corrente do Popcast, o podcast da Popload apresentado pela diva indie Isadora Almeida e pelo editor desta parada aqui, o tal Lúcio Ribeiro. O episódio desta semana já elenca os principais discos brasileiros lançados neste 2021, claro, no corte de junho. Ou seja, os melhores álbuns da CENA desta metade do ano. O que deu? Sem spoiler, vai lá ouvir. Tem a lista de melhores de cada um, o pódio das três músicas mais legais da semana, o bloco das efemérides e, também, tudo do episódio resumido numa playlist linda.

popcast

>>