Em beabadoobee:

Top 10 Gringo – Dry Cleaning limpa a área e chega ao topo. A loucurinha da Beabadoobee vem em segundo. E o Tomahawk chega para jogar tudo para o ar

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* Semana agitada no mundo dos gringos. Tem artistas novos com sons incríveis, tem a turma da velha guarda (de diferentes velhas guardas, aliás) suando para se manter no mesmo pique e tem banda já se preparando para voltar aos palcos. Sim, amigue: palcos. A gente dá mais detalhes nos textinhos que acompanham nossas dez dicas mais quentes da semana naquela playlist de qualidade para entender como andam o 2021 da música internacional.

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1 – Dry Cleaning – “Strong Feelings”
Andamos meio obcecados pela nova banda pós-punk inglesa Dry Cleaning, que lança seu disco de estreia em breve com produção de John Parish, parceiro da PJ Harvey. Obcecados ainda por esta “Strong Feelings”, que já apareceu aqui no Top 10 Gringo mas achamos que nesta semana merece uma posição um pouco mais justa: o primeiro lugar. É a melhor guitarra de uma música britânica desde algumas canções do primeiro disco do Fontaines DC, que nem britânico são, mas beleza. Essa confusão geopolítica não é nossa.

2 – Beabadoobee, “The Last Day on Earth”
A filipina/meio britânica Beabadoobee, 20 anos e toda a energia da música jovem britânica, lançou um delicioso single cujo vídeo de “farra louca” talvez seja a versão 2021 kid de “Smack My Bitch Up”, do Prodigy. Entenda-nos bem, por favor. O tema do vídeo é o tal último dia dela na Terra e ela só queria ficar “high”. Uma parceria esperta dela com Matty Healy, do 1975. Tem um que nostálgico delicioso nos timbres ou nos shoop-doop shoop-doo que rolam durante a música.

3 – Tomahawk – “Predators and Scavengers”
Imobilidade, predadores e carniceiros. Se identifica com o tema? O poderoso grupo Tomahawk reaparece em bela hora com seu, digamos, “metal alternativo”, para lançar “Tonic Immobility”, seu quinto disco, o primeiro desde que veio com o famoso “Oddfellows”, em 2013. A superbanda formada por Mike Patton (Faith No More/Mr. Bungle), o guitarrista Duane Denison (The Jesus Lizard), o baterista John Stainer (Battles/Helmet) e o baixista Trevor Dunn (Mr. Bungle) segue descendo o braço. Como às vezes a gente precisa bem.

4 – Middle Kids – “Today We’re the Greatest”
Que delícia de som esse hino meio melancólico e meio motivacional dos australianos do Middle Kids. Mas talvez a história mais interessante deles no momento nem seja o som, a presença na televisão dos EUA, mas sim o fato que em breve eles estarão em turnê pela Austrália. Turnê, datas, shows, pessoas vendo na plateia. Sabe?

5 – Tune-Yards – “hold yourself.”
As Tune-Yards seguem criativas em seu excelente “sketchy”, álbum novinho em folha. A gente já tinha destacado por aqui “hold yourself.” e vale reafirmar a música de novo, mania de reavaliação que pegamos conforme as músicas já colocadas neste nosso ranking “cresce” na gente conforme os dias passam. Além de demonstrar as experimentações das Tune-Yards, temos aqui uma de suas letras mais inspiradas sobre delicadas questões nas relações de pais e filhos. Existem adultos mesmo neste nosso mundo?

6 – serpentwithfeet – “Fellowship”
Gostamos do texto que o serpentwithfeet montou para a divulgação de seu novo álbum. “”Deadcon’ é ‘mais um estudo do que uma história’, mergulhando no amor negro, gay e na ternura presente nas melhores companhias, românticas ou não.” E a beleza e ambição deste disco estão por todos os cantos. Tente não se apaixonar pela voz de Josiah Wise neste som que escolhemos, em particular. Ou então no baixo que aparece ali no refrão. De tremer a casa toda.

7 – Brockhampton – “Buzzcut (feat. Danny Brown)”
Os feras do Brockhampton vão chegar de disco novo em 9 de abril, “ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE”, em maiúsculas para alarmar, mesmo, porque estávamos com sdd. Neste som aqui, com Danny Brown, a prova de que o supergrupo do Texas não saiu dos trilhos neste tempo de intervalo, desde 2019.

8 – Death from Above 1979 – “Modern Guy”
Guitarra no talo, batida de pista e voz lotada de distorção. É o DFA 1979 com vigor de banda novinha em folha, como se estivéssemos em algum porão underground em 2004 em plena reviravolta que os Strokes deu pelo mundo, colocando o rock de novo na ordem do dia. E, ali neste porão, dançando junto dance-punk com LCD Soundsystem, Radio 4, Rapture…

9 – Paul McCartney e Beck – “Find the Way”
A versão original de “Find My Way”, lançada no ano passado dentro do disco “III” do Paul, era um rock bem quadradinho. Na versão reimaginada agora pelo Beck, e esta é a brincadeira, a música ganha um suingue que melhora demais tudo. Uma viagem que lembra um pouco os encontros de Paul mais acertados com o pop dançante.

10 – New Order – “Bizarre Love Triangle” (ao vivo)
Nunca vai mal um novo disco ao vivo do New Order. Este single de uma das músicas indies mais explosivas já lançadas, ainda que numa oooooutra era, adianta esse álbum que vai trazer um show completo da banda em 2018 em Londres. Uma apresentação que o Brasil teve a chance de ver por aqui dias depois. Então o disco até serve como documento enviesado da passagem da banda por aqui. Vamos combinar isso?

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* A imagem que ilustra este post é da cantora Florence Shaw, da banda inglesa Dry Cleaning.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Beabadoobee anuncia EP novo e solta single com vídeo sobre o último dia dela na Terra

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* Nossa fofura meio filipina/meio britânica Beabadoobee, 20 anos e toda a energia da música jovem britânica, lançou um delicioso single ontem à noite que, olha… talvez seja a versão 2021 kid de “Smack My Bitch Up”, do Prodigy. Entenda-me bem, por favor. O tema do vídeo era o último dia dela na Terra e ela só queria ficar “high”.

Bom, vamos em frente. Não quero ser mal interpretado haha.

A cantora e guitarrista Beatrice Laus chamou o parcinha Matty Healy, do 1975, para ajudá-la a escrever a algo nostálgica “Last Day On Earth”. Este single, ela anunciou, vai estar com seu novo EP, “Our Extended Play”, que sai em maio, sem dia divulgado.

“A música é sobre tudo o que eu faria na minha vida se eu soubesse antes que eu ia entrar num lockdown e o mundo ia mudar deste jeito. Todas as coisas que eu faria se soubesse que seria meu último dia dentro de uma normalidade que eu tinha e não tenho mais”, expressou Beabadoobee quando lançou “Last Day on Earth”.

Olha o que ela faria.

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Beabadoobee cantando “Sea of Love” como se fosse dela

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* Você sabe, a Sirius XM é uma rádio satélite e/ou online dos EUA que você compra o serviço e tem disponível um sem número de emissoras variadas em qualidade absurda e que “conversa” com o mundo digital de forma admirável. Então você tem ali por exemplo uma rádio que toca 24 horas de música new wave, ou outra que tem 24 horas por dia de canções do Pearl Jam ou a rádio NBA para fãs de basquete ou uma rádio só de debate político o dia inteiro ou só de stand-up comedy ou… Qualquer coisa tem rádio dentro da Sirius XM. Tem dial de programação exclusiva de golfe, uma só de músicas do Eminem e uma emissora que só toca cover o dia todo. Enfim, dizem que 35 milhões de americanos assinam a Sirius XM.

Para o nosso bico específico tem duas rádios que cabem no nosso gosto, uma mais que a outra: a primeira é a Sirius XMU, sendo esse “u” de underground, muito boa. E tem a Alt Nation, para som “alternativo” e tals, cabe aqui um hard rock juvenil, é mais misturada, mas está valendo.

Tudo isso para dizer que estão com uma série em ambas Alt Nation e XMU chamada “Next Wave Virtual Concert Series” em que estão gravando vídeos de novos talentos. E que a meio filipina/meio britânica Beabadoobee foi lá e mandou uma cover da famosa “Sea of Love”. Essa canção, dos anos 50, foi feita por Phil Phillips, mas ficou muito conhecida por covers de Iggy Pop, Cat Power e principalmente Robert Plant (Led Zeppelin), que ficou semana bem colocada nas paradas da Billboard, nos anos 80. E todo mundo passou a achar que a música era do Plant.

Agora, então, é da Beabadoobee.

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POPLOAD NOW – Seis novas (ou mais ou menos novas) canções de Natal para sua “alegria”, um oferecimento de Arlo Parks, James Blake, Killers, Snoop, Liam, Cribs e Beabadoobee

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* Bom, já não está tendo para onde correr. Parece que vai ter mesmo Natal neste ano maluco e parece ainda que o Natal vai ser mesmo no dia do Natal. Prédios e shoppings já estão há dias irritantemente iluminados, aquelas coisas. Então, se faltava a trilha sonora disso, não falta mais.

Na parte musical, a tradição das canções pop natalinas já está pronta em 2020.

Mas, antes de falar das Christmas Songs, sempre vem uma música à cabeça que queremos lembrar aqui, como tributo: “I DON’T WANT A LOT FOR CHRISTMAS… ALL I WANT FOR CHRISTMAS IS YOOOOOU!”.

Obrigado, Mariah Carey, por imortalizar sonoramente esta época para todo o sempre. Agora, vamos a um apanhado das mais novas (ou quase) canções natalinas para o nosso bico:

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** ARLO PARKS, JAMES BLAKE & BEABADOOBEE
Começando por essa turma queridíssima lá do Reino Unido, Parks, Blake e Beabadoobee lançaram covers festivos para a Apple Music.

A rising star Arlo Parks foi de Wham! e “Last Christmas”, numa versão mais fofa do clássico oitentista de George Michael.

https://music.apple.com/us/album/last-christmas-single/1540949324

A incrível Beabadoobee, meio filiipina, meio britânica, se jogou no espírito de Natal da tradicional “Winter Wonderland”, que ao longo dos anos ganhou versões de todos os tipos, desde Eurythmics a She & Him. Na voz da artista ficou tão bela como se saída de um filme da Disney.

https://music.apple.com/us/album/winter-wonderland-single/1540886655

O grande James Blake, por sua vez, foi de “In the Bleak Midwinter”, que também é conhecida como “A Christmas Carol”, um clássico favorito entre as músicas natalinas, que talvez você já tenha ouvido até no seriado cool obrigatório “Peaky Blinders”, já que a música ficou popular entre as Primeira e Segunda Guerra Mundial, quando os irmãos Shelby brigavam para manter a família unida, mas ou menos.

https://music.apple.com/us/album/in-the-bleak-midwinter-single/1541214258

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** CRIBS
A banda indie-garagem inglesa The Cribs, trio de irmãos beeeeem querido deste espaço popper virtual, acabou de lançar seu oitavo disco, o bom “Night Network”, tentando voltar ao jogo da cena britânica depois de uns anos afastados. Uma limitadíssima versão do vinil do disco, quando comprada, ia com um daqueles flexidisc de brinde, que carregava uma música de Natal no estilo Cribs de fazer: zoeira, óbvio. Agora, “Christmas (All Year Long)”, do Cribs, foi distribuída para geral e entra linda aqui na nossa lista de músicas natalinas “sérias”. Bem boa.

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** LIAM GALLAGHER
Ok, falamos dele e dela mil vezes já, inclusive hoje, mas talvez Liam Gallagher e sua “All You’re Dreaming Of”, que foi escrita apenas para ser uma balada a ser lançada em junho, virou a principal canção de Natal do nosso ramo. Prepare-se para o vídeo que está por sair, com Liam vestido de Papa… Brincadeira! A gente ia repetir aqui o vídeo lyric da janelinha da esperança, mas deixa para lá.

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** THE KILLERS
Esta na verdade não é uma novidaaaaaade, mas ganhou lançamento nas plataformas de streaming nestes dias. Em 2016, a banda de Brandon Flowers lançou a compilação natalina “Don’t Waste Your Wishes”, disco que, além de divertido, traz colaborações incríveis, como Elton John e Jimmy Kimmel, além da ótima “Don’t Shoot Me Santa”, que você vê/ouve abaixo. O disco foi lembrado pelos streamings para o Natal deste ano. Está valendo.

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** SNOOP DOGG
Por último, mas não só por último, tem a canção de Natal do Snoop Dogg, “Christmas in California”, que foi feita junto com o canadense Raff Pylon. Good vibes.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

Aposta da nova cena inglesa, botaram a jovem Beabadoobee até na TV americana, tocando single novo

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* Um dos bons nomes da nova safra musical britânica, a cantora e guitarrista Beatrice Laus, conhecida no underground de Londres como Beabadoobee, 20 anos, já devidamente apadrinhada pelas rádios da BBC, a 1 e a 6, atravessou o Atlântico em sentido figurado pandêmico para ser a atração musical de um dos muitos programas de entrevistadores da TV americana nesta semana. No caso aqui, o programa do Jimmy Kimmel.

Captura de Tela 2020-11-20 às 8.49.35 AM

Para o Kimmel, Beabadoobee apresentou o single “Care”, canção de seu recém-lançado álbum de estreia, “Fake It Flowers”, que saiu no final de outubro carregado de outras pequenas pérola do indie de guitarras feminino da escola Breeders e Throwing Muses dos anos 90. Podemos citar belezuras como “Sorry” e “How Was Your Day?”, por exemplo.

A cena britânica aposta bem em Beabadoobee, loirinha de traços orientais por conta da ascendência filipina que traz. Ela de fato nasceu em Iloilo City, ilha das Filipinas, mas foi levada para Londres aos 3 anos e cresceu lá.

Beabadoobee é das nossas. Fã declarada de Karen O, do Yeah Yeah Yeahs, já foi expulsa de colégio católico inglês só para meninas aos 13 anos e começou a tocar com guitarra emprestada aos 15 vendo tutoriais no Youtube, depois que pirou no filme “Juno”. Especialmente em sua trilha sonora, que tinha de Kimya Dawson a Belle & Sebastian. De Cat Power a Velvet Underground.

Hoje Beabadoobee também faz parte do programa Up Next Artist, da Apple Music. Olho em Beabadoobee.

Para começar, olho nela no programa do Jimmy Kimmel, com essa “Care”.

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