Em Beady Eye:

O Oasis não vai voltar, mas o Liam Gallagher sim. Porque o mundo está chato sem ele

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* Desembaça, Noel.

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Já tem tipo sete anos que o Oasis acabou, mas 2016 tem sido um ano movimentado para a ex-banda dos adorados irmãos Noel e Liam Gallagher.

Em outubro, a banda terá duas novidades que vão movimentar o mercado. Primeiro, o relançamento do discão “Be Here Now”, o terceiro deles (de 1997), que chegará remasterizado e com material bônus todo bonito em álbum triplo. Nas lojas dia 7 de outubro.

Uma semana depois sai o aguardadíssimo documentário “Supersonic”, que vai contar a fase inicial da banda que não era nada em Manchester em 1991 e se tornou (sorry) a maior do mundo em 1996, quando fez os dois shows históricos em Knebworth para 250 mil sortudos, até porque quase 2.5 milhões de pessoas ficaram sem ingresso. O longa foi dirigido e produzido pela mesma equipe que fez os premiados filmes sobre Amy Winehouse e Ayrton Senna.

Por causa do relançamento do “Be Here Now”, o Oasis divulgou hoje uma nova versão com imagens e cortes inéditos de um dos poucos vídeos bons deles, da faixa “D’You Know What I Mean?”. O bom é que agora o vídeo tem uma versão HD.

* Mas nem só de passado vive o mundo do Oasis. Na próxima semana, será publicada a primeira entrevista do Liam Gallagher em três anos. Desde o fim do Beady Eye que o vocalista não fala de música com a imprensa. Agora ele é a capa da edição de setembro da Q Magazine e vai contar, além dos relançamentos do Oasis, sobre seus novos passos na carreira. “Está chato sem mim, não está?”, disse o Liam.

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E essa? Liam Gallagher canta música inédita em pub

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Por essa ninguém esperava. Um tanto sumido desde o fim do Beady Eye há dois anos, Liam Gallagher parece ressurgir das cinzas graças a um vídeo publicado hoje. No registro, o ex-vocalista do Oasis aparece em um tradicional pub em Charlestown, Irlanda, tocando violão e cantando uma música aparentemente inédita.

A aparição do irmão caçula de Noel foi no último domingo e o vídeo já começa a bombar na internet. O pub em questão é o JJ Finans, conhecido na cidade, e que é tocado por um grupo de veteranos que têm uma banda, parece.

Liam sumiu da cena após problemas pessoais em 2013, quando foi revelada uma relação extra-conjugal que culminou no fim de seu casamento com a ex-All Saints Nicole Appleton. Liam teve um caso com uma jornalista americana e a engravidou. O processo de reconhecimento de paternidade segue em curso em Nova York.

Longe dos holofotes deste então, e com o fim do Beady Eye, não se sabe ao certo quando (e se) Liam voltará a fazer alguma coisa relacionado à música tão cedo. Esse vídeo pode ser o começo de alguma coisa.

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Mac Miller com um pé no rock: fazendo Bright Eyes e virando amigo do Liam

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Uma das atrações do festival australiano Big Day Out nas últimas semanas, o rapper treta e judeu Mac Miller, vindo da Pensilvânia, tem voltado seu olhar um pouco para o rock.

Uma de suas bandas favoritas é o Bright Eyes, grupo do pequeno grande compositor e guitarrista Conor Oberst. Mac Miller é fã dos caras. Certa vez, fez sua cover para a faixa “First Day Of My Life”. Agora, apareceu com uma gravação bem intimista e acústica para outra canção do Bright Eyes, “Lua”, sob o codinome Larry Fisherman.

Durante o rolê pelos BDO na Oceania, Mac Miller (22 anos) disse ter realizado um sonho antigo: conheceu um outro ídolo seu, o Liam Gallagher. Sério. Ele topou com o Liam-careca nos camarins, puxou papo e viraram tipo melhores amigos. Ele, o Liam e o Snoop Dogg. Haha. Saíram altas fotos e troca de gentilezas nas redes sociais.


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* O Mac e o Liam, inclusive, foram parar no palco zoado do Snoop Dogg, o show que tinha a maior quantidade de mulheres do Big Day Out, fácil. O festival teve como atrações principais as bandas Arcade Fire e Pearl Jam.

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Austrália, live: Big Day Out tem filosofia Pearl Jam e Arcade Fire indie

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* Popload ainda em Melbourne, Austrália, terra da Margot Robbie, do Nadal e do Big Day Out.

O festival Big Day Out realmente foi um Grande Dia de Passeio. O maior evento de música da Austrália, itinerante, passou nesta sexta por Melbourne e chega a Sydney domingo, justo quando eu também estarei por lá. Vou ver tudo de novo, será?

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O BDO tem uma estrutura enorme, é tipo 15 minutos de trem ou bonde do centro da cidade e é realizado no Jockey Club deles. Espaço bonitão, num parque, vendo o skyline da cidade ao fundo. O gramadão é varado por pequenas ruas de circulação, então o ir e vir é rápido e tranquilo. Tudo é grande no festival, desde a área de alimentação (comida e bebida boas), quantidade de palcos e tendas (sete) para um público de um total de apenas 23 mil pessoas. Muito fácil de circular. E sem grandes ocorrências, tirando uma coisa ou outra de drogas e bebedeira (parece que prenderam 20 moleques, mas já soltaram). E a sensação não é de vazio. As apresentações boas estavam cheias, as tendas abarrotaram para o Snoop Dogg e Major Lazer. Mas não era difícil chegar razoavelmente perto dos palcos, em nenhum momento. Nem no Pearl Jam.

Os dois palcos principais funcionam lado a lado. Acaba um show, imediatamente começa o outro. Pela foto que abre o post, feita por mim de uma roda gigante que tinha lá boa exatamente para fotos do alto, dá para ver bem. O Beady Eye tocava à direita enquanto o Arcade Fire tinha seu palco preparado à esquerda.

Comecei a maratona de shows pelo Tame Impala, que tocou cedinho, já para um público bom. Psicodelia e sol. Parecia ensaio deles. O californiano Grouplove me surpreendeu duas vezes. Primeiro pela quantidade de galera que arrastou para o terceiro palco, em tenda, e com todo mundo cantando tudo. Depois porque o show está muito bom, comparado ao que vi uns anos atrás quando eles estavam numas de pintar quadros no palco enquanto tocavam, haha.

O 1975 ao vivo me pareceu fraco. Nem os singles salvaram. Mas a pivetadinha parece gostar. Não é para mim. Vi pouco do Primus e a impressão é que o show foi bom. O Hives do que eu vi foi o Hives. Depois dois caras que eu respeito muito pelo passado glorioso se envolveram em shows fracos: Liam e o Beady Eye, Mark Arm e o Mudhoney. O Flosstradumus transformou a pista dance num “Projeto X” particular. Mas, bem mais tarde, na mesma linha, o “prata da casa” Flume foi bem mais legal. A horda de loiras australianas que entupiu a tenda electro concordou comigo.

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A banda do Canadá, atração de Rio e São Paulo em abril, deu mais gás no show solo, quarta-feira no centro de Melbourne. Mas encarou a apresentação “de dia” no festival de um modo mais simples. Parecia a banda indie de 2005. Os bonecos estavam lá, mas tímidos. Acabaram o show com “Wake Up”. Isso não se faz… Olha eles tocando a linda “Afterlife”.

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Das duas horas e meia de show do Pearl Jam, dediquei à banda de Eddie Vedder apenas uma hora. Show épico de sempre, grandioso. Vedder, em um momento, fez um discurso para o pôr-do-sol, evocou histórias passadas de amigos australianos que ele tinha nos anos 70, lembrou que esteve no primeiro Big Day Out como atração principal, lá nos anos 90, e disse para todo mundo ali ficar feliz, porque eles tinham um país abençoado. Concordo, Eddie.

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Enquanto Vedder filosofava, Snoop Dogg enlouquecia a mulherada com seu hip hop malemolente numa tenda superlotada. A velha canastrice legal de sempre. And if a nigga get a attitude, pop it like it’s hot. Depois a galera permaneceu “na casa” para ver Diplo e seu Major Lazer. Uma palavra para descrever o show: “algazarra”. Australian blondes do it better.

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Nem meia hora depois que tudo acabou, eu já estava num restaurante no centro da cidade, jantando. Festival bom é isso, basicamente.

* A Popload está em Melbourne a convite do Tourism Victoria. No final de semana chega a Sydney, graças ao Tourism Australia.

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Plantão Britpop, parte II: Liam Gallagher quase careca

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* EgoLoad. Haha

Outra face importante do Britpop, Liam Gallagher está na Austrália, tal qual a Popload. Liam e seu Beady Eye é uma das atrações do gigante festival Big Day Out, que acontece em cidades daqui da Austrália e da Nova Zelândia, Durante três fins de semana seguidos. A Popload, inclusive, deve dar um pulinho no de Sydney.

Pois bem. Em meio aos shows concorridos do Arcade Fire, Pearl Jam e do Major Lazer, um fato interessante chamou a atenção da mídia australiana de ontem para hoje: o cabelo do Liam. Ou a falta dele.

Quando o Oasis apareceu e se tornou uma epidemia na Inglaterra no meio dos anos 90, era comum 10 em cada 10 jovens tentarem imitar os cortes de cabelo do Liam, queridinho inclusive do mundo fashion. Desde o tradicional cabelo longo aos cortes mais extremos. Agora o Liam apareceu praticamente careca no show do Beady Eye ontem em Gold Coast, cidade que tem algumas das praias mais famosas da Austrália. Foi um choque, apontam alguns jornais aqui, que mais falaram do “novo estilo” do Liam do que do próprio show. Sério…

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* A Popload está na terra do Big Day Out à convite do Tourism Victoria (Melbourne) e Tourism Australia (Sydney).

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