Em beatles:

POPNOTAS – Cine Joia reabre hoje à noite com Boogarins e Edgar. Little Simz tem o disco do ano na BBC. Festival paraense Se Rasgum anuncia sua edição da Paz. E conta pra gente: os Beatles te cansam?

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– A importantíssima emissora de rádio online da BBC, a 6Music, que respira nova música por todos os seus poros virtuais, elegeu o disco da rapper fodona Little Simz, o lindérrimo “Sometimes I Might Be Introvert”, o melhor de 2022. O quarto álbum da inglesa que já tocou no Popload Festival foi lançado em setembro e superou, no rol de discaços do ano da 6Music, o “Collapsed in Sunbeans”, maravilhoso disco estreante da fofa da Arlo Parks. A eleição foi feita entre os grandes DJs que municiam a rádio com grandes programas, tipo o Steve Lamacq e a Lauren Laverne. “Quando ouvi o disco no começo do ano, eu me apaixonei imediatamente e senti de cara que ele seria o álbum do ano para mim”, disse Laverne. Vai estar bem rankeado na lista da Popload, isso não é difícil sentir, também.

CENA – Há 15 anos abrindo espaço para alavancar a novíssima cena nacional e principalmente a movimentação sonora de Belém, o tradicional festival indie Se Rasgum anuncia uma nova edição presencial em janeiro, que ainda terá transmissão online e uma websérie que documenta toda sua trajetória no rol de valentes festivais brasileiros tradicionais. O Se Rasgum da Paz, este é seu nome especial da vez, acontece de 14 a 16 de janeiro com shows “reais” também transmitidos no Youtube, com direito a entrevistas e cenas de bastidores. Nos dois primeiros dias ele acontece no centenário Theatro da Paz, ainda seguindo todos os protocolos, com público restrito e sentado e com apresentações especiais pensadas para o espaço, como o show de Besta Fera, de Jards Macalé, de Adriana Calcanhotto, a união de Giovani Cidreira com Josyara no show do disco “Estreite”, o encontro inédito no palco do indígena Nelson D com a rapper ameríndia Brisa Flow, além de performances de novos talentos como Liège, Nilson Chaves, Anna Suav e Klüber. Se ainda não conhece o festival, que já foi palco de nomes como Afrika Bambataa, Mac de Marco, Nada Surf e Ben Kweller, além dos principais nomes da cena brasileira, uma boa oportunidade é a websérie dirigida pelo jornalista Vladimir Cunha, que narra toda essa trajetória de seus 15 anos, num documentário dividido em quatro capítulos que será exibidoa até 14 de dezembro, sempre às terças, 20 horas, no canal do YouTube. O primeiro episódio já está disponível aqui.

cartaz_Se Rasgum da Paz

– “Get Back”, o esperadíssimo documentário dos Beatles, já tem dois de seus três episódios à disposição na plataforma Disney+. O último “entra em cartaz” amanhã aos assinantes do serviço. O fabuloso filme de seis horas com imagens inédita de uma certa “despedida” da banda antes de acabar, para dizer o mínimo, está sendo considerada de duas formas nos comentários gerais: uma que é muito “cansativa” por algumas pessoas, dada a sua duração, e “magistral”, por outras. Tem uma galera achando bom que tem uma versão de “1h30” condensada que está rolando por aí e que deve entrar mais tarde na plataforma e até em cinema. Estão considerando “visto” o filme, até. Sério mesmo? Por aqui, só conseguimos ver inteiro o episódio 1, as duas primeiras horas. É de uma preciosidade e imersão fabulosas, ainda que longa. Pegar uma banda de um nível histórico como os Beatles num detalhado processo de criação desde o comecinho de músicas que conhecemos tanto prontas é absurdamente rico e inusitado. Tipo essa construção do hit “Get Back” aí debaixo, com John e Paul combinando o riff de guitarra e Ringo tentando se achar na bateria é espetacular.

CENA – Depois de quase dois anos fechada, a casa de shows Cine Joia reabre toda reformada nesta noite, com uma movimentadíssima programação de show duplo: primeiro entra o ótimo e superperformático rapper paulista Edgar, de Guarulhos, mostrando pela primeira vez ao vivo a um público pagante o show de seu mais recente e ótimo disco, “Ultraleve”, lançado em maio deste ano. Mais que simplesmente músico, Edgar é um “artista”, com todas as letras, e ele leva essa nomenclatura ao palco. Na sequência entra o internacional grupo goiano de MPB psicodélica Boogarins, quarteto que já tocou muito em festivais mundo afora e muito no próprio Cine Joia também. Combina muito uma estreia ter eles como atração. O Cine Joia fica na Liberdade, acabou de completar 10 anos de existência na música e tem falado que os seus próximas dez anos de bons shows começam nesta noite. Ingressos tanto para hoje como já o de uma vasta programação até março você pode encontrar aqui.

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Top 10 Gringo – O novato Geese chega ao topo. Adele encosta com baladaça. Outra nova, Just Mustard, completa a trinca

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* Muita banda nova, muito artista das antigas e até alguns “inativos” chegam no nosso top 10 dessa semana. Um bom resumo do que foi esse ano confuso até dizer chegar, com lançamento demais em todas as medidas – muitas estreias, muitos retornos e relançamentos suficientes para não dar tempo de escutar as novidades. É muita coisa toda sexta, mas a gente ainda tenta dar conta de dizer o que é que presta nesse caos. Vem dando certo, vai.

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1 – Geese – “Opportunity Is Knocking”
A gente já contou a história do Geese, mas vamos repetir resumidamente, vai: quinteto do Brooklyn de adolescentes amigos que tocavam no high school. Com data para encerrar as atividades escolares, é descoberta por um olheiro musical e são convencidos a seguir juntos, porque cada um iria para uma universidade diferente. Leia-se: a banda não só não acaba como ganha a chance de gravar um disco. “Pior”: eles dão supercerto! A chamada apelativa é para avisar que o primeiro disco deles, “Projector”, é fácil um dos cinco discos mais interessantes da gringa neste ano. No mínimo uma das melhores estreias, vai. Não é a primeira vez que a gente destaca eles por aqui. Que Strokes dos bons tempos é esta música.

2 – Adele – “Oh My God”
Segundo single de “30”, o taaaal novo álbum da Adele, a faixa se destaca por ser o momento dançante do disco e também pela letra em que a cantora se permite se jogar um pouco em novas aventuras após um tempo de recolhimento. É quase a “Voltei pra Mim”, da Adele, para usarmos como referência o hit da Marina Sena. Mas sem insinuação de plágio desta vez. Disco “grande” da Adele. Música idem.

3 – Just Mustard – “I Am You”
Tem um tempinho que estamos de olho nesta banda irlandesa que promete ser a próxima sensação do país de bastantes “sensações” recentemente. O primeiro disco dela, “Wednesday”, já apontava isso lá em 2018. Agora, o novo single, confirma que talvez esteja chegando a hora para valer. Lógico que é sensação em termos bem fechados, digamos, afinal estamos falando de um grupo que segue a tradição do barulho-arte, que não é lá das mais populares, mas amamos mesmo assim. Ah, eles abrem uma turnê do Fontaines DC do ano que vem e parece que um tal de Robert Smith declarou que curte eles.

4 – Robert Plant e Alison Krauss – “Going Where the Lonely Go”
A parceria entre Robert Plant, veteraníssimo vocalista do Led Zeppelin, e a cantora country Alison Krauss rendeu em 2007 o belo “Raising Sand”, com regravações de folks e countrys antigos. O sucesso da empreitada deixou a promessa de uma sequência em suspense por anos, até que finalmente saiu “Raise the Roof”, que segue a proposta do primeiro encontro da dupla. E funciona que é uma beleza mais uma vez. Tente não se emocionar com essa triste composição dos anos 80 de Merle Haggard.

5 – Elbow – “The Seldom Seen Kid”
Os ingleses do Elbow, além de lançarem um bom novo álbum, “Flying Dream 1”, 20 anos depois da estreia com “Asleep in the Back”, causaram uma confusão na cabeça dos fãs. A delicada “The Seldom Seen Kid” leva o mesmo nome do disco que a banda lançou em 2008 e que não tem nenhuma faixa com esse nome. Fica a curiosidade.

6 – Bloc Party – “Traps”
Peso e energia marcam o retorno do Bloc Party. Kele Okereke e sua turma não lançavam nada havia cinco anos. E mostram nesta volta a garra de quem quer mostrar para muita bandinha nova que já tinha uma turma lá atrás fazendo um pós-punk vigoroso. Mas sem pressa: o disco completo só vem ano que vem.

7 – Yard Act – “Payday”
Por falar em disco que só chega ano que vem, tem a aguardada estreia da Yard Act, banda de Leeds que lembra coisas como Fall e Modern Lovers, pensa na responsa. Provável primeiro melhor disco do ano que vem, já que o lançamento tá logo aí, em janeiro. Esse novo single da banda só aumenta a expectativa. Certeiro.

8 – David Bowie – “Can’t Help Thinking about Me”
Primeiro single que Bowie lançou com o nome de David Bowie e não mais como David Jones, a faixa de 1966 é parte do repertório de regravações que o astro cool planejou fazer em 2000/2001. “Toy”, nome deste álbum, foi gravado mas nunca lançado, por questões da gravadora na época. Agora com a caixa “Brilliant Adventures”, que reúne praticamente tudo que David Bowie fez entre 1992 e 2001, finalmente vamos ter acesso ao álbum perdido.

9 – Oasis – “My Big Mouth – Live at Knebworth”
Coisas da vida. “My Big Mouth” era uma música fresquinha do Oasis quando a banda arriscou tocá-la para as milhares de pessoas presentes em Knebworth. Ela já rolava ao vivo tinha alguns shows, mas era um teste de fogo – uma inédita num listão de hits. Com um mar de guitarras que a versão ao vivo não dava conta de ter, ela foi parar no álbum seguinte da banda, o polêmico “Be Here Now”. Porém, ainda que apareça no disco, a canção praticamente sumiu dos setlists da banda dali em diante.

10 – The Beatles – “Get Back” – Rooftop Performance
E segue grande a ansiedade pelo documentário do Peter Jackson a partir do material das sessões de “Let It Be” dos Beatles, que começa a aparecer oficialmente nesta quinta. Serão seis horas em contato com muita coisa inédita. “Get Back”, que sai na Disney Plus, trará pela primeira vez o último show dos Beatles no telhado da Apple Corps em versão completa.

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* A imagem que ilustra este post é de Cameron Winter, vocalista da banda Geese.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Um minutos de Beatles tocando no rooftop. “Get Back” está chegando

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* Estão querendo matar a gente de expectativa, mas a gente vai sobreviver para ver a chegada à plataforma Disney+ de “Get Back”, o aguardadíssimo documentário dos Beatles que chega em três partes, uma por dia, a partir de quinta agora, 25.

Agora soltaram um minuto dos Beatles tocando “Get Back”, a música, no famoso e improvisado show no rooftop do prédio da gravadora Apple, em Londres, o que veio a ser o último show da vida dos Beatles.

É de uma maravilhosidade…

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Beatles solta mais um clip magistral do documentário “Get Back”, que estreia nesta semana

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* Chega o Natal mas não chega logo 25/11, quando o “Get Back”, documentário maravilhoso dos Beatles, estreia no Disney+ e vai ter suas três partes completadas nos dois dias seguintes. Quinta, sexta e sábado agora. O filme vai trazer imagens inéditas de interações e desempenhos da banda em 1969, durante as tumultuadas gravações do derradeiro álbum “Let It Be”, o último do grupo mais famoso que este planeta teve.

“Get Back” é um trabalho de garimpo do diretor Peter Jackson por 60 horas de filmagens e 150 horas de áudio, que estavam “perdidos”.

Nas últimas semanas, têm surgido imagens em “clip” do documentário. A gente tem dado todos, óbvio.

Hoje apareceu mais um, dois minutos de Paul, John, Ringo e George “treinando” um de seus clássicos, a música “Don’t Let Me Down”, com o músico americano Billy Preston ao piano. Mais do que ser uma canção a estar em “Let It Be”, foi praticamente uma passagem de som para a famosa performance rápida que os Beatles fariam no rooftop do prédio da gravadora Apple, em Londres, que se tornaria o último show da banda na história.

Detalhe. Yoko Ono lendo um livro dos Beatles sentada numa sala com os Beatles tocando Beatles, como apontou brilhantemente um comentário do vídeo, que está aqui abaixo.

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Paul McCartney vê o filme dos Beatles em Londres. Vídeo traz cenas inéditas e Noel Gallagher

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* A espera por “Get Back”, a série de três partes que registra os maravilhosos momentos de gravação dos Beatles para o álbum “Let It Be”, que seria o último suspiro da mais famosa banda de rock de todos os tempos, está tão desesperadora quanto o jogo final da Liber… Isso é uma outra coisa.

O filme de seis horas dos quatro rapazes de Liverpool, dirigido por Peter Jackson, vai passar na plataforma Disney+, nos dias 25, 26 e 27 de novembro, semana que vem.

“Get Back” foi exibido numa sessão especial nesta semana, em Londres. E várias celebridades, óbvio, foram convidadas para esse “screening”, tipo Noel Gallagher, Dhani Harrison (filho de George), Zak Starkey (filho do Ringo) e, óbvio, sir Paul McCartney himself.

Neste vídeo especial da sessão mais que especial tem algumas cenas inéditas do documentário, que serve como um esquenta para a estreia, na semana que vem.

Delícia!

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