Em beatles:

St. Vincent: sobre o disco de causar terremoto e uma certa cover dos Beatles

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* Sem lançar nada desde 2017, com “Masseduction”, não podemos dizer exatamente que St. Vincent esteve sumida. De lá para cá, a estilosíssima Annie Clark trabalhou bem o álbum fazendo versões, vídeos e remixes em cima dele. Inclusive neste ano, em outubro, também a vimos apresentar seu próprio Masterclass, sobre escrita criativa e composição.

Mas, em entrevista à revista “Mojo” nesta semana, Clark deu detalhes sobre seu próximo disco de inéditas, pensado para sair em meados do próximo ano e que deve ser como “uma placa tectônica”, seja lá o que ela quis dizer com isso exatamente. Mas já gostamos.

Inspirada em artistas como Stevie Wonder e outros da década de 70, ela também descreveu o álbum como “A paleta de cores do mundo de Taxi Driver” e “Gena Rowlands em um filme do [John] Cassavetes”, acrescentando: “Eu só queria capturar as cores, a essência do filme, e contar essas histórias de estar por baixo e por fora, sem sorte”.

Enquanto esse disco novo de “terremotos e maremotos” não chega, St. Vincent vai nos entretendo, por exemplo, com uma cover chic de Beatles. Ela tocou e cantou “Martha My Dear”, gravada especialmente para a “Ally Coalition’s 7th Annual Talent Show”, evento da entidade Ally Coalition, que luta pelas causas LGBTQ.

No caso desse evento, que foi transmitido online ontem pelo canal do famoso músico bamba Jack Antonoff no Twitch e teve ainda Lana Del Rey, Hayley Williams e a banda Sleater-Kinney, ele serviu para levantar algum dinheiro para ajudar a galera jovem LGBTQ sem uma casa para morar nos EUA.

Annie, my dear, manda aí esta cover de Beatles para nós.

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Billie Eilish cantando Beatles (de novo). Ouça versão dela ao vivo para a clássica “Something”

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billie

* A cantora teen fenômeno Billie Eilish tem uma fissurinha em Beatles. Ainda é forte a lembrança de ela cantar “Yesterday”, na cerimônia do Oscar em fevereiro deste ano, durante aquele sempre emocionante momento em que a premiação presta tributo aos que morreram no último ano.

Antes disso, de carona com o James Corden no Carpool Karaoke, ela tocou no ukelelê um trecho de “I Will”.

Na sexta passada, para um session ao vivo da rádio de satélite Sirius XM, Billie Eilish mandou ver uma cover maravilhosa de “Something”, clássico eterno dos rapazes de Liverpool, cantada no “jeitinho Billie Eilish” da voz sussurrada e cortante.

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Idles desconstrói Strokes em cover, destroça “Reptilia” e vira polêmica indie

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Captura de Tela 2020-08-30 às 8.20.46 PM

* A bandaça inglesa pós-punk gritaria rouca Idles movimentou o fim de semana com três shows em streaming nos estúdios Abbey Road, em Londres. A gente anunciou as apresentações aqui. Foram três sets diferentes, cada um deles misturando material “clássico” do Idles, músicas do discaço “Ultra Mono”, a ser lançado em setembro, e umas covers surpresa.

E as homenagens do Idles para outras bandas foram, uma por show, para Strokes, a maravilhosa “Reptilia”, Ramones, com o hino “I Wanna Be Sedated”, e Beatles, com a enorme “Helter Skelter”, misturadinha ali no meio com um trecho de “Pure Morning”, do Placebo. Enfim, referências.

O legal das covers do Idles é que todas elas foram destruídas, desmontadas, para surgirem de novo no modo Idles de desconstrução punk. Não sobrou pedra sobre pedra das músicas como as conhecíamos. E todas ficaram muito boas.

A de “Reptilia”, em especial, causou uma certa convulsão indie no Twitter, muita gente odiando. Mas o que queriam? Que o Idles cantasse Strokes como Strokes?

Guitarras completamente descontrol e o Joe fazendo uma voz ruim e “doente” para a música que ficou até engraçado pensar o tanto que o Julian Casablancas se apresentou ao vivo com a garganta frágil e… ruim e doente.

Achei, em particular, um grande serviço do Idles para a banda de Nova York, que não engrena na animação nunca mais, mesmo depois de finalmente lançar um disco bom. A guitarrada final de dois minutos para a versão do Idles é espetacular. Ali, lá no fundo da barulheira, dava até para imaginar que tinha “Reptilia”. Mas sei lá.

Abaixo, o Idles desmontando, então, Strokes, Beatles e Ramones, que virou, no caso deste último, algo muito perto de um Sisters of Mercy, de tão dark.

Gostamos aqui desse Idles, viu. Mais agora com essas covers.

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* Já já postaremos mais Idles aqui, agora as do disco novo.

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Há 63 anos, Paul McCartney conhecia John Lennon e o ensinava a afinar a guitarra

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* Não somos muito de efemérides necessariamente, ainda mais quando elas são quebradas, mas um dia como este vale o registro, por ser talvez o dia mais importante do rock, para muitos.

No dia 6 de julho de 1957, há exatos 63 anos, Paul McCartney e John Lennon se encontraram pela primeira vez, numa festa da igreja de St. Peter, em Liverpool.

John Lennon, 16 anos, fazia parte dos Quarrymen, banda que naquela tarde festiva tocou num palco montado em terreno atrás da igreja, que tinha também como atração um desfile de cachorros da polícia e a coroação de uma rainha da igreja.

poster

Os Quarrymen, que na época era um sexteto liderado por Lennon, viria anos depois a dar nos Beatles. Paul, 15 anos, entraria nos Quarrymen três meses depois desta tarde em que conheceu Lennon. E no ano seguinte levaria para a banda o guitarrista George Harrison.

Reza a lenda que Paul foi apresentado naquele dia a Lennon pelo então baixista dos Quarrymen, que era seu coleguinha na escola Liverpool Institute. E, depois de conversarem alguns minutos, Paul teria ensinado a Lennon um jeito diferente de afinar a guitarra.

E a magia se fez.

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Banda inglesa Blossoms faz da quarentena um belo disco com Beatles, Tame Impala e vídeos legais

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Captura de Tela 2020-05-04 às 9.04.01 AM

* O simpááático grupo inglês Blossoms, de Manchester, anunciou que vai pegar suas ótimas “isolation covers”, que vem sendo apresentadas nas redes durante o “Lockdown” britânico, e transformá-las num disco real de covers a ser lançado neste ano inclusive em vinil e CD, em data a ser anunciada.

Cada um na sua casa, no sofá, sala, cozinha, quintal, e às vezes com um convidado especial participando da esperta edição, o Blossoms já revelou suas versões quarentenescas para Tame Impala (com o guitarrista galã Miles Kane cantando), Frank Ocean. Músicas deles mesmos e até dos Beatles vão entrar na roda.

O Blossoms entregou a capa do álbum, com fotos isoladas do quinteto, como manda as regras dos dias de hoje.

blossomscapa

As versões apresentadas em vídeo no Instagram da banda já foram para o Youtube e a partir de hoje entram em áudio para download nas plataformas tipo Apple Music, Spotify, Deezer etc. A primeira a ir para o formato nesta madrugada foi a cover de Frank Ocean, para “Lost”. E seguem este cronograma:

hoje: Lost (Frank Ocean)
amanhã: My Swimming Brain (single do mais recente álbum do Blossoms, lançado em janeiro)
quarta: Paperback Writer (Beatles)
quinta: There’s A Reason Why (I Never Returned Your Calls) (o maior hit do Blossoms, 2018)
dia 11: If You Think This Is Real Life (outro single “novo”)
dia 12: The Less I Know the Better (Tame Impala, com Miles Kane)
dia 18: Dreaming of You (The Coral, com James Skelly, que inclusive produz os discos do Blossoms)

Os vídeos que já rolam da série “Blossoms in Isolation”, incluindo o da incrível versão para “Dreaming of You”, hit dos anos 2000 com o Coral, com o próprio James Skelly cantando, lançada no fim de semana, são:

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