Em Belém:

Festival Se Rasgum, em Belém do Pará, mostra saúde indie na terra do carimbó e do brega

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* A turma convidada é boa, o clima é quente, o cenário é quase inusitado para os padrões do indie nacional, a viagem é longa mas prazerosa. Hoje e amanhã a cidade de Belém, lá no alto brasileiro, mais especificamente no Pará, Região Norte, terra do carimbó e do brega, monopoliza toda a atenção independente brasileira. Para um festival que já começou na quarta-feira, esta noite e a deste sábado serão a glória da edição 2014 do Se Rasgum, tradicional festival do calendário independente brasileiro e um dos mais simpáticos, por tudo que o certa.

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Com nove anos levando nomes conhecidos da música brasileira e, principalmente, seu melhor trunfo, os “menos conhecidos”, o Se Rasgum se tornou um festival grande neste ano, com quatro dias e espalhando programação bem escolhida pelo Teatro Margarida Schivasappa, pela Estação das Docas e no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia.

Das 27 atrações, a Popload destaca os brasileiros Silva, Aldo the Band (foto abaixo), Vanguart, os ainda vivos Violeta de Outono (SP) e Pelvs (RJ) e a reunião exclusiva do famoso Acabou La Tequila, importante grupo experimental (entre outras cosias) carioca dos anos 90 que tem na sua formação o rapper Nervoso, Renato (banda Canastra), Kassin e Rodrigo Barba, dos Los Hermanos. Fora a rica cena local “fusion”.

Tem muito mais. A escalação total e os horários dos shows do Se Rasgum estão aqui.

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A parte internacional do evento de Belém reluz nos nomes da tradicional e bem boa banda indie-punk argentina El Mató a un Policía Motorizado, ou apenas El Mató, que vira e mexe dá o ar da graça em palcos brasileiros. É a primeira vez que o grupo, que é de La Plata e não de Buenos Aires, aparece por Belém.

Outro nome gringo que não só aparece pela primeira vez em Belém como estreia em shows no Brasil é o grupo americano Bass Drum of Death, do Misissippi, trio lo-fi de dois discos que desde que foi criado, em 2009, não para de excursionar nos EUA e Europa. E já teve música, tipo essa “Crawling after You” abaixo, do disco homônimo do ano passado, bastante tocada em rádios cool como a KEXP de Seattle e a Triple J australiana.

Com atrações internacionais que sugerem morte em seus nomes, o Se Rasgum mostra em 2014 que está mais vivo do que nunca. Já aguardamos a programação do ano 10, o que vem.

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Lollapralooser: o que rolou

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Você leu aqui, semana passada, que uma galera de Belém, triste por não poder comparecer ao Lollapalooza BR no próximo final de semana, resolveu fazer seu próprio Lolla, o Lollapralooser. Atenção para o “oo” em referência ao nome do festival. Gênios.

Daí que a Popload, no seu esforço jornalístico, ficou de olho na festa, que reuniu diversos DJs tocando músicas de atrações do Lolla BR, como Arctic Monkeys, Skrillex, Foster The People e a banda Van Pelts, que fez um set especial com músicas do Foo Fighters.

Em papo com a Popload, Oscar Lifschiitz – produtor e DJ do coletivo Yep!, responsável pela festa – explicou a ideia. “Partiu de uma das nossas colaboradoras, a Camila Andrade, nossa também produtora e DJ. Estamos na noite alternativa paraense há 2 anos e estávamos procurando fazer uma festa memorável para a ‘preview’ do festival, já que todos nós (do coletivo) estaremos lá. Logo, surgiu a ideia de que quem não estivesse lá, seria ‘loser’ por perder esse amontoado de shows tão fodas. Daí pensamos em unir o ‘útil ao agradável’, batizando a festa como Lolla pra loser: lolla para quem não vai, lolla para quem vai e que queria preview, e lolla para quem não vai, mas que poderia fazer valer, de longe”.

De acordo com o Oscar, o Lollapralooser superou expectativas. “Esperávamos que o nosso público nessa festa fosse de pelo menos 300 pessoas, e quando vimos aquela casa com 300 pessoas antes da meia noite ficamos embasbacados”, contou.

E o que rolou lá no Café com Arte, referência indie da cidade, foi mais ou menos isso aqui:


Festa superou expectativas, de acordo com a produção


Nada bonzinho, o Dave Grohl local expulsa um fã do palco


O dubstep reina em Belém: eles também têm o seu Skrillex, por que não?

* Rolou um papo que até o Dave original iria comparecer ao evento. Não sabemos confirmar essa…

Tem o Lollapalooza. E tem o Lollapralooser também

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A vida não está fácil para ninguém. A galera de Belém, que NÃO vai marcar presença no Lollapalooza (semana que vem, em São Paulo), não perdeu tempo e vai fazer uma festa de aquecimento para o festival, mesmo eles não podendo ir, veja bem.

Acontece hoje na capital paraense o LOLLAPRALOOSER, no tradicional Café com Arte, point de festas boas na cidade, com show da banda Van Pelts (tocando Foo Fighters) e apresentações dos DJs Yep! Oscar Lifschiitz, Camila StaRosa, Tiago Arrais e Luci LaVey, além dos convidados Carolina Klautau, Laerciowns, Mioon e Roberto F. Todos eles vão tocar músicas de bandas que vão se apresentar no festival do Perry Farrell.

Fora isso, quem chegar mais cedo, ganha buttons do Arctic Monkeys e do Foo Fighters. E durante a festa serão sorteados ainda CDs do Skrillex, Foo Fighters, Arctic Monkeys e Foster the People. “Pra variar, não vamos ter o festival Lollapalooza em Belém. Mas isso não quer dizer que nós também não possamos curtir o som das bandas que irão tocar no festival”, diz o release.

Total WIN esse Lollapralooser, que brinca com a palavra “loser” sem “ferir” o logo do megafestival. A entrada custa R$ 15 (até meia-noite). Depois, R$20.

Vai, Belém!