Em belle and sebastian:

Top 10 Gringo – E aí chegou o Kendrick Lamar e foi direto ao topo. E então o Arcade Fire foi e meteu duas músicas de uma vez no pódio

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* Nesta semana a gente ficou de cara com o novo disco do Arcade Fire e chegou com uma discussão mais longa ali, porque o disco exigiu essa conversa. Era o primeiro lugar garantido, textinho pronto e tudo, daí veio o Kendrick Lamar parar as nossas máquinas. O topo deste ranking só poderia ser dele, em uma música complexa que parece um álbum – acho que vamos ter que voltar a ela algumas vezes. E a semana ainda não foi fraca de outros lançamentos… Este foi um período de mais discos inteiros que singles, álbuns esses que demandam atenção de ponta a ponta, viu? Quem falou no fim desse formato está viajando…

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1 – Kendrick Lamar – “The Heart Part 5”
“The Heart”, série de canções que o rapper Kendrick Lamar lança estrategicamente de tempos em tempos, chegou a sua quinta parte quase como prévia de seu novo e aguardado disco, “Mr. Morale & The Big Steppers”, que saiu bombástico nesta sexta. Mas, antes de entrar no primeiro álbum de Lamar em cinco anos, vamos ainda falar sobre este “The Heart”, a quinta parte, que segue acompanhado de um forte vídeo, onde o rosto de Kendrick dá lugar às caras de O.J. Simpson, Kanye West, Jussie Smollett, Will Smith, Kobe Bryant e Nipsey Hussle, a música abre espaço para milhões de teses, já que os versos podem ser interpretados a partir da visão de Kendrick ou de cada personalidade, uma dinâmica muito particular. Endereçada aos fãs, é como se a música atualizasse algumas impressões do rapper sobre alguns assuntos, em suma: não se pode mais aceitar a violência gerada pelo racismo em diversas instâncias como um dado permanente da cultura, é preciso quebrar o ciclo.

2 – Arcade Fire – “End of Empire I -III”
3 – Arcade Fire – “End of Empire IV (Sagittarius A*)”

“WE” é um saboroso enigma. Após um quinto álbum muito criticado, os canadenses do Arcade Fire retomam aqui um pouco da essência mais simples dos três primeiros álbuns. As músicas chegam a ser quase autorreferentes tamanha é a quantidade de lugares que soam comuns. Fora a chuva de referências externas – pedaços de Joy Division, David Bowie e Kraftwerk escorrem pelos cantos. A dúvida sobre esse gesto fica nas letras, que dão um abraço no público, mas levemente ironizam uma arrogância da plateia. Afinal, qual nosso papel no que esperar da arte? Quando o Arcade Fire entrega um pouquinho mais do mesmo fica essa dúvida: é crítico ou é uma desistência? Ou um pouco dos dois? Pelas entrevistas da banda, parece que há uma vontade genuína do grupo em voltar a fazer sua energia coletiva ressoar, de fazer a música ser central em uma retomada em tempos difíceis. E isso é só um aspecto do disco. Ainda tem um conceito mais imediato, já que Sagittarius A* é um buraco negro localizado bem no meio da Via Láctea – e é justamente a faixa que está no centro do disco. E aí, na brisa do Win Butler, teria esse personagem do álbum para ver se consegue descobrir o que há do outro lado e tal. Mais que isso é spoiler.

4 – Warpaint – “Hard to Tell You”
Que saudade das meninas do Warpaint. Foram seis anos sem muitas novidades, tirando um single ou outro, um remix, um cover do Gang Four para distrair… Elas planejaram esse retorno para 2020, mas com a pandemia o disco foi terminado em casa e guardado para uma hora mais conveniente de lançamento. “Radiate Like This” chega todo climático e logo na sequência entrega uma música fortíssima que pode ser lida como a conversa de um casal que se desajustou, mas também um papo interno da pessoa com o seu eu mais antigo. Sabe quando a gente olha pro passado e fica julgando as próprias burradas? Por aí… Pelo menos a gente entendeu assim, será que é?

5 – Ibeyi – “Creatures (Perfect)”
Outro disco para vocês escutar com atenção do começo ao fim, já que é difícil pensar em uma única faixa que represente bem “Spell 31”, terceiro álbum da dupla franco-cubana Ibeyi. Aqui as irmãs apresentam um bonito tratado que fala muito em cura ao apresentar um pouco do próprio processo de amadurecimento delas. “Creature (Perfect)”, por exemplo, é sobre aceitação, sobre abandonar uma busca idealizada por perfeição. Belíssimo trampo.

6 – Belle & Sebastian – “Young and Stupid”
Por falar em revisitar lugares conhecidos, isso está presente no novo álbum do Belle and Sebastian, que tem a informação já no título do disco: “A Bit of Previous”. É até engraçado que Suart Murdoch, líder da banda escocesa, tenha feito um tweet brincando com os fãs que não cobrem deles os dias de álbuns clássicos como “If You’re Feeling Sinister”, “Tigermilk” ou “The Boy with the Arab Strap”. É justamente um pouco disso que este álbum oferece.

7 – Bad Bunny – “Ojitos Lindos”
O novo disco do Bad Bunny é uma odisseia. Cerca de 1h20 de duração. Nada menos que 23 músicas. Não conseguimos escutar tudo ainda da novidade do porto-riquenho, de um modo mais observador, digamos, mas está daquele jeitão – hits. E tem essa belezinha com o Bomba Estéreo, das bandas mais legais da Colômbia. Fora que o formato é um sucesso: quase metade do disco está no Top 10 do Spotify.

8 – Sharon van Etten – “Darkish”
Interessante a opção da norte-americana Sharon Van Etten em escolher um título tão forte para seu novo álbum: “We’ve Been Going about This All Wrong” pode ser traduzido como “Estamos fazendo tudo errado”. É dessa conclusão que Sharon parte cantando e apresentando os detalhes de um novo mundo seu. Mas o que ilumina suas ideias é a escuridão.

9 – Rolling Blackouts Coastal Fever – “The Way It Shatters”
Manja aquele rock honestíssimo? É o que a turma australiana do Rolling Blackouts Coastal Fever entrega aqui, de novo. Com um detalhe sempre curioso sobre eles: estamos falando de uma banda com três guitarras. E a tradução disso não é mais peso – na real, são mais linhas melódicas simultâneas que deixam todas as músicas da banda lotadas de pequenos detalhes que provocam novas e novas audições.

10 – Logic – “Therapy Music” (com Russ)
Quem lembra do Logic pelos refrões fortes, na linha do superhit “1-800-273-8255”, precisar dar uma olhada mais atenta a seus sons que prezam mais pelas rimas. É o caso desse single que antecipa seu novo álbum, “Vinyl Days”, que promete vir nessa linha mais old-school, digamos.

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* A imagem que ilustra as vinhetas do nosso ranking internacional são do rapper americano Kendrick Lamar.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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O Melhor do Twitter: “Anitta e o SUS, Anitta e o folk escocês. E o Nhonho!” Edition

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Este momento é nosso! Se você não entendeu o título deste post, sentimos por você. Ou temos um pouco de inveja, sei lá, porque significa que você tem vida fora do Twitter. Na nossa bolha, o mundo caiu. CHUPA, 2020: é Anitta cantando com Belle & Sebastian, amigues! Nem que isso saia só em 2022, a gente leu, releu e torceu, é o que importa. Também teve o Nhonho. E a Anitta, ela de novo, mas agora salvando o SUS. Mais: o Ciro e o Lula tal qual Maria Eduarda e a irmã que apaga vela. E o dólar nas alturas.
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Stuart Murdoch na área. Belle & Sebastian divulga mais uma canção da trilha de “Days of the Bagnold Summer”

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Na sexta-feira da semana que vem, 13, o lindo Belle and Sebastian lançará a trilha sonora de “Days of the Bagnold Summer”, premiada história em quadrinhos de Joff Winterhart, que vai virar filme.

Depois de “Sister Buddha”, Stuart Murdoch e seus amigos fizeram conhecer outro single do projeto, chamado “This Letter”.

A obra para os cinemas, dirigida por Simon Bird, também estreia em 13 de setembro. A trilha conta com 13 canções, 11 delas novinhas, e ainda versões regravadas de “Get Me Away From Here I’m Dying” (1996) e “I Know Where The Summer Goes” (1998).

Podemos dizer que o B&S tem passado por uma fase prolífica na carreira. Ano passado eles lançaram uma trilogia de EPs, “How to Solve Our Human Problems”.

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Belle and Sebastian prepara trilha sonora de “Days of the Bagnold Summer”, com onze músicas novas e duas regravações

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O incrível Belle and Sebastian está com um projeto novo para este ano. A trupe escocesa é a responsável pela trilha sonora de “Days of the Bagnold Summer”, premiada história em quadrinhos de Joff Winterhart, que vai virar filme.

A obra para os cinemas, dirigida por Simon Bird, terá estreia em 13 de setembro, a mesma marcada para o lançamento da trilha sonora, que contará com 13 canções, 11 delas novinhas, e ainda versões regravadas de “Get Me Away From Here I’m Dying” (1996) e “I Know Where The Summer Goes” (1998).

Do disco, Stuart Murdoch liberou a faixa “Sister Buddha”, acompanhada de um vídeo, que pode ser conferido abaixo. Nas próximas semanas, o B&S fará alguns shows em festivais pela Europa.

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Belle and Sebastian fecha trilogia de projeto que fala sobre como se resolver os problemas humanos

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Banda que tem lugar cativo em nossos corações, o Belle and Sebastian lança nesta sexta-feira, enfim, a parte final da trilogia “How to Solve Our Human Problems”.

O projeto foi dividido em três EPs. A primeira parte saiu em dezembro do ano passado, a segunda em janeiro e agora o pacote está fechado, com canções como “Poor Boy” e “Everything Is Now”. Hoje também sai uma versão completa em vinil dos três EPs.

Ano passado, Stuart Murdoch explicou em uma entrevista que a frase do título é recorte de um livro de Geshe Kelsang Gyatso. “É um título bastante ingênuo, mas alguma coisa nesse livro me marcou tanto que vamos emprestar esse título para o nosso próximo disco”, falou o líder da trupe escocesa.

Os EPs são os primeiros materiais deles desde o álbum “Girls in Peacetime Want to Dance”, que foi lançado em 2015.




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