Em belle & sebastian:

Colisão de mundos. Belle & Sebastian implora para ser a banda da… Anitta

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* Que o mundo está muito loko, a gente tem visto diariamente, principalmente neste ano assustador. Mas a conversa no Twitter entre a banda fofolk escocesa Belle & Sebastian e a cantora pop(-funk) brasileira Anitta vem levar este final de 2020 para outras dimensões.

A introdução necessária é a seguinte.

Em julho deste ano, em entrevista ao site indie inglês de new músic The Line of Best Fit entrevistou a brasileira (oi!!!) sobre as bandas que ela ouvia, amava e a teria influenciado para chegar ao som que ela chegou. A ideia era fazer uma playlist com músicas desses artistas. Entre as canções escolhidas por Anitta, estava “Funny Little Frog”, da banda Belle & Sebastian (álbum “The Life Pursuit”, de 2006).

“Você não imaginaria que eu adoro uma música do Belle & Sebastian, né? Haha. Mas é verdade. Eu amo esta música e o disco inteiro. Ela é de um tempo em que eu estava aprendendo a escutar músicas às quais eu não estava acostumada. E essa foi uma grande descoberta para mim. E a lição de aprender e amar a diversidade musical foi essencial para mim e para a minha carreira de cantora. Revelou em mim um princípio de compreender outras linguagens sonoras e me livrar de preconceitos com um estilo de música especifico”, justificou Anitta, mostrando até uma fã da “fase retrô” boa do B&S.

Chegamos a esta tarde de sexta-feira chuvosa (em São Paulo) em que o Twitter revela uma conversa entre Stuart Murdoch, o líder da banda escocesa, e a brasileira.

Na thread, Murdoch aborda a Anitta se oferecendo para fazer uma música para ela. Na real, Murdoch nem se referia ao “Best Fit”, mas sim um post de Anitta de 2014, declarando seu amor por Belle & Sebastian. E ainda falou que se Anitta quisesse uma banda para tocar para ela ou para escrever uma música para ela cantar, sua banda estaria à disposição dela, quando ela quisesse.

Anitta responde Murdoch, algumas horas depois: “Isto é real?”

Veja com seus próprios olhos.

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* A coisa não para por aí. Os indies gringos adoram mesmo Anitta (ou o agente dela é muito bem relacionado no underground). O site americano Pitchfork publicou ONTEM uma história da Anitta, em vídeo, escolhendo a trilha sonora da vida dela. Isso pode ter provocado a thread de hoje, talvez, até porque o Belle & Sebastian, para o Pitchfork, não foi mencionado.

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Alegria, alegria. Belle & Sebastian vem com álbum duplo ao vivo em dezembro. Mas já libera um vídeo lindo

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* A banda fofureza escocesa Belle & Sebastian chega em dezembro com um álbum duplo em vinil ao vivo (vai sair em digital e CD também, claro), que reúne bons momentos da turnê do grupo em 2019, o último ano do resto de nossas vidas. São 23 músicas tiradas de apresentações em lugares como Boston nos EUA, Montreal, no Canadá, Barcelona, na Espanha, e até material colhido em um dos três shows que eles fizeram num navio no Mediterrâneo no verão do ano passado, no cruzeiro chamado Booty Weekend.

“What to Look for in Summer” está com data prevista para chegar às lojas, reais e virtuais, dia 11/12.

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A ideia de fazer o disco ao vivo nasceu de uma cobrança dos fãs no Twitter, segundo o líder da banda, o cantor e músico Stuart Murdoch.

“Não importa o quão miseráveis sejam suas músicas, talvez a maioria dos fãs tenha aprendido a amar essas músicas em um quarto ou cozinha. Mas, quando você vem para um show, é uma coisa diferente. Você só quer que todos se sintam bem”, disse Murdoch.

Para embalar o anúncio, a banda lançou dois vídeos com faixas do disco ao vivo. Uma versão estendida a 8 minutos da clássica “The Boy with the Arab Strap” (1998), sempre maravilhosa, e outra muito boa e mais clássica ainda, “My Wandering Days Are Over”, do primeiro disco, “Tigermilk” (1996).

Os vídeos e os discos e o ao vivo e o Stuart Murdoch servem para relembrar como a gente precisa de bandas como o Belle & Sebastian.

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** Todas as faixas de “What to Look for in Summer” e de onde elas foram tiradas

1. The Song of The Clyde £ >
2. Dirty Dream Number Two *
3. Step Into My Office, Baby *
4. We Were Beautiful +
5. Seeing Other People %
6. If She Wants Me @
7. Beyond The Sunrise &
8. Wrapped Up In Books +
9. Little Lou, Ugly Jack, Prophet John $
10. Nice Day For A Sulk (digital only) #
11. I Can See Your Future *
12. Funny Little Frog ^
13. The Fox In The Snow +
14. If You’re Feeling Sinister *
15. My Wandering Days Are Over *
16. The Wrong Girl #
17. Stay Loose %
18. The Boy Done Wrong Again #
19. Poor Boy %
20. Dog On Wheels %
21. The Boy With The Arab Strap +
22. I Didn’t See It Coming +
23. Belle And Sebastian #

£ gravado Banchory Studios, Glasgow, August 6th, 2020 (versão digital)
> gravado por Kenneth McKellar (vinyl + CD)
* The Boaty Weekender, August 10th, 2019
+ Royal Oak Theatre, Michigan, July 21st, 2019
% Union Transfer, Philadelphia, PA, July 12th, 2019
# House Of Blues, Boston, MA, July 13th, 2019
^ M-Telus, Montreal, QC, July 15th, 2019
@ Carnegie Hall – Pittsburgh, PA, July 18th, 2019
& House Of Blues, Cleveland, OH, July 19th, 2019
$ Auditoria Baluarte, Pamplona, Barcelona, November 4th, 2019

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Anitta revela as músicas fundamentais de sua carreira. Tem uma do… Belle & Sebastian

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* OK, o negócio é o seguinte. A bomb-girl Anitta, fenômeno musical brasileiro sem necessidade de maiores apresentações, revelou ao site indie inglês The Line of the Best Fit suas músicas prediletas, segundo o site “as canções que estão na base de sua história como deusa pop”.

Estão lá canções “coerentes” com a carreira de Anitta, como “Baby Boy”, da Beyoncé com participação do Sean Paul, “Dreamlover”, da Mariah Carey, “No Me Platiques Más”, do Luis Miguel, e até “16 Toneladas”, do grupo brasileiro Funk Como Le Gusta, entre outras. Até aí beleza. São nove músicas escolhidas, no total.

Mas ali no meio aparece uma música da banda cult-fofura escocesa Belle & Sebastian. Oi?

A canção é “Funny Little Frog”, do álbum “The Life Pursuit”, de 2006. É até dançante e alegre para os padrões da banda escocesa. Mas nem tanto assim para a “pegada Anitta”.

Mas ela explica ao “Best Fit”:

“Você não imaginaria que eu adoro uma música do Belle & Sebastian, né? Haha. Mas é verdade. Eu amo esta música e o disco inteiro.

Ela é de um tempo em que eu estava aprendendo a escutar músicas às quais eu não estava acostumada. E essa foi uma grande descoberta para mim. E a lição de aprender e amar a diversidade musical foi essencial para mim e para a minha carreira de cantora. Revelou em mim um princípio de compreender outras linguagens sonoras e me livrar de preconceitos com um estilo de música especifico.

As letras de ‘Funny Little Frog’ são pensamentos que fazem sentidos a minha vida. Acho todas as músicas desse disco muito tranquilas e eu me sinto instantaneamente bem quando as estou escutando. Me levam para um lugar onde eu posso ficar bem comigo mesma, curtindo estar sozinha.”

Algumas vezes Anitta já revelou nas redes sociais sua paixão por outra banda indie, dessa vez mais “próxima”. Ela curte bem CSS e já apareceu no instagram cantando “Superafim”, da banda de Lovefoxxx.

Anitta é das nossas, haha.

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Uma session linda (e tensa) do Belle & Sebastian nos EUA. Mas sem o baterista, que foi esquecido no supermercado. E um pequeno detalhe que ninguém reparou nessa história toda…

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A melhor história da semana, se não for a do ano, da vida! Parece piada ou notícia do finado EGO, tipo “Bombom esquece as filhas no churrasco”, mas aconteceu e é real e é com uma das nossas bandas mais queridas, o Belle & Sebastian. Nunca a banda esteve em tantos sites (de notícias e de música) ao mesmo tempo e por tanto tempo e apesar da tensão envolvida, a gente riu muito com as manchetes que a confusão rendeu. Ontem, dois dias após o ocorrido, a matéria ainda estava na lista de “mais lidas”, como o vocalista Stuart Murdoch mesmo destacou:

Em turnê pelos EUA, a banda estava a caminho de Saint Paul, no estado de Minnesota, onde faria uma session na tradicional rádio The Current e um show à noite. Acontece que, lá pelo meio do caminho, perto da “mítica” cidade de Fargo (tinha que ser), em North Dakota, o ônibus fez uma parada estratégica no Wallmart.

Stuart Murdoch saiu do supermercado enquanto Richard Colburn, o baterista, entrava. Richard acenou para Stuart todo alegre, só para nunca mais ser visto. O ônibus partiu na boa, deixando Colburn de pijama (!!), sem passaporte e sem celular, no estacionamento do lugar. Crente que a banda notaria a sua ausência, ele ficou lá pacientemente por quatro horas. Até que desistiu, andou até um hotel e dormiu por lá (ele estava apenas com um cartão de crédito). O auê foi tamanho que a história dos escoceses se metendo em altas confusões na América foi parar até no discurso de abertura do programa do Jimmy Fallon, ontem.

A banda só se deu conta que o baterista havia sumido no dia seguinte, quando acordou para a session na rádio:

Stuart pediu ajuda nas redes sociais, movimentando uma porção de gente que se oferecia para dar carona ao integrante abandonado. Felizmente, o tour manager (com seu emprego correndo risco) conseguiu convencer uma companhia aérea local de aceitar o baterista no vôo sem lenço e documento (e naqueles trajes). Colburn chegou a tempo do show e a história teve um final feliz:

A session, no entanto, foi sem baterista mesmo e no calor do momento. Stuart explica para a apresentadora Mary Lucia que como a banda é muito grande, eles costumavam ter um sistema para que ninguém se perdesse nas turnês. Mas como hoje todo mundo tem celular, esse sistema foi ficando cada vez mais ultrapassado e eles se tornaram “blasé” em relação ao método de contagem. Melhor mesmo é você ver e ouvir o próprio, com esse sotaque delicioso, descrevendo o ocorrido:

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E abaixo, a session completa com mais entrevista e três músicas ao vivo! E uma revelação?

Quando perguntado sobre o que anda lendo, Murdoch diz: “How To Solve Our Human Problems, livro de Geshe Kelsang Gyatso. É um título bastante ingênuo, mas alguma coisa nesse livro me marcou tanto que vamos emprestar esse título para o nosso próximo disco”.

WHAAAT? Este trecho está no 06:18, presta bem atenção…
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B&S – The Current Session

** No mês passado, o Belle & Sebastian liberou uma música nova, a primeira em dois anos. “We Were Beautiful” foi produzida pelo músico Brian McNeill, um dos integrantes da banda, e pode ser ouvida abaixo:

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Uma session recente de um tal Nirvana. De 1989. E um desabafo 2016

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* A história é velha e já falei ou rocei o assunto algumas centenas de vezes aqui, mas como neste momento eu quero postar um Nirvana e estou sem muito “gancho” para tal, vou dar uma enrolada aqui. Encare como um “Dossiê Popload”. Ou um desabafinho de empolgado, mesmo.

Tem gente que adora Spotify, playlists recomendados, pendrive emprestado, dicas na linha “se você gosta disso, deveria ouvir aquilo”, e tudo streaming e tudo curado e tudo recomendado. Adoro tudo isso também. Todo instrumento que faz uma pessoa escutar uma música já está valendo. Tudo tem seu tempo, seu jeito, seu por quê. Se a música e quem a oferece tem uma contextualização então, me ganha na hora.

No final de semana alguém tava me explicando um negócio de música sertaneja feminina. Me mostrando uma música, me falando por que da letra (ótima), por que daquele ritmo e por que tinha chegado a “vez delas”. Achei bem legal e curioso tudo. Na segunda-feira, o UOL publicou um especial enorme sobre sertanejo feminino. Zeitgeist do sertão. Me empolgo com coisas assim, mesmo se eu não esteja nem aí com essa linha, digamos. Mas só para dizer que até para um gênero tosco e ruim como esse, hahahaha, como a música chega em você e qual história ela conta tem uma função muito importante. Daí chegamos ao que eu quero dizer. Talvez.

Nada como uma boa estação de rádio bacana para fazer você ter uma idade 20 anos menor, 10 anos menor, 5 anos menor, ou se sentir querer ser 10 anos mais velho para sentir-se contemporâneo a ela, fazê-la pertencê-la plena a seu tempo. Fazer você querer pular da cadeira para dançar uma música que de repente passaram a tocar, fazer querer sorrir, querer fazer chorar.

Você desenvolve um carinho pelo DJ, ele vira seu professor, seu irmão, melhor amigo, seu confidente. Usa um “adjetivo” para falar de uma música ou banda que te desmonta, porque você estava pensando a mesma coisa, mas nunca achava que o DJ de uma rádio importante (para você) fosse falar e tal.

Eu passo muito bem, diariamente, em casa, no trabalho e no carro, com algumas rádios prediletas. Tenho várias. Acesso com app no celular, app no iPad ou simplesmente abro o site no computador. Às vezes, quando vou ver, os três “jeitos” estão ativos. Minhas caixinhas de bluetooth devem me achar maluco.

Tenho sensações dessas descritas acima, diárias, e agradeço aos céus direto o fato de que o meu trabalho seja com música. Porque, se não fosse assim, eu ainda seria um devorador de músicas blablablá do mesmo jeito.

Por exemplo, ontem.

Passei o dia ouvindo a BBC 6 Music, a rádio online do grupo gigantesco britânico de várias mídias BBC. Dois momentos do dia (já chego no Nirvana):

** Um dos DJs que eu gosto, já não lembro qual, começou a falar dos 40 anos de punk neste ano, dizer que gosta dos punks ingleses atuais tipo Slaves e Fat White Family (amo os dois) e tocou uma música nova de uma banda x. Sei lá que eram. Amei do primeiro ao último acorde. Na hora me deu uma vontade de chorar de tão legal, hahaha. Já não sabia se era uma banda velha que eles estavam mostrando para aproveitar o gancho “40 anos” ou se era um grupo de hoje, dessa safra maravilhosa nova. Fui pesquisar. A banda se chamava Eat Fast, quatro moleques novinhos de Newcastle, e a música era seu novo single, chamado “Public Display of Affection”. Aprendi mais: o Eat Fast foi incluído recentemente (novembro) num especial do jornalzaço inglês “The Guardian” entitulado apenas “The Most Exciting Independent Artists in the World”. E também que eles tocaram num evento especial do festival The Great Escape (também em novembro) chamado “The Soundtrack to Your Future”.

** Ainda ontem, por nada, do nada, o cara tocou no meio de tantas coisas legais, novidades muitas, uns indies antigos outros, um… Belle & Sebastian. Em session na BBC anos atrás. A canção: a deslumbrante “The Stars of Track and Field”, musiquinha de fases que começa tipo silenciosa. Quando você acha que pode se emocionar ainda, depois de tuuuuuudo, com um Belle & Sebastian aleatório em momento x no meio de um playlist de rádio? Eu, ontem! Isso é rádio. Acabou a música, a seleção de duas ou três, e o DJ disse o que tinha tocado e jogou assim, meio rápido, um “fascinating Belle & Sebastian” na descrição da sequência. E eu ali, fascinado. Como ele sabia? Ele sabia. E olha que eu adoro essa música, mas tem muitas outras mais do B&S que me arrebataria. Sei lá.

** Aí, finalmente, chegamos ao Nirvana. A própria BBC 6 Music, na semana passada, resolveu porque sim que o dia inteiro da programação (acho que sexta-feira) seria dedicado ao ano 1989!!!! Na verdade tudo tem um sentido. A 6 Music criou um especial chamado “My Generation” para tratar de anos importantes para a história da música jovem. E chegou-se a 1989, que assim de cabeça eu nem lembrava o quanto foi importante, quantas coisas relevantes aconteceram, o quanto o período foi “preparatório” para tudo que estava vindo. Daí teve o Nirvana.

O genial Steve Lamacq desenterrou inteira uma session que um noviiiiinho Nirvana, nem como Dave Grohl na bateria ainda, se apresentou em session para o saudoso John Peel, talvez o radialista mais importante de todos os tempos para esse tipo de música que eu e você curtimos.

O Nirvana havia acabado de lançar o seu primeiro álbum, o magnífico “Bleach”, em junho daquele ano. E em outubro já estava de rolê pela Inglaterra, onde foi cooptado pela Radio One para fazer uma das famosíssimas Peel Session. Ainda em status longe de virar o maior fenômeno da indústria mundial em coisa de menos de dois anos para a frente.

O Nirvana, que voltaria depois e em outro desse status para mais duas sessions para o John Peel, naquela de 1989 tocou “Love Buzz”, uma das músicas mais legais jamais feitas haha (NE: na minha humiiiiilde opinião, claro), o romance-metal lindo “About a Girl”, uma “Polly” versão mais crua da música que só entraria em álbum depois, num tal de “Nevermind”, e a esporrenta (não há palavra melhor) “Spanx Thru'”, famoso lado B de single que entrou em coletânea da Sub Pop de 1988.

Ouvindo essas sessions com o tratamento de uma rádio atualíssima como a BBC 6 Music, parece que foi hoje o dia em que o Nirvana tocou lá. Ou foi sexta-passada.

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A rádio é tão incrível que, como eles sabem usar a internet tão maravilhosamente bem, divulgaram no dia, no Instagram, uma foto do contratinho do novíssimo Nirvana para a Session do Peel (imagem acima), botaram uma fotos de 1989 dos DJs Steve Lamacq (na home da Popload) e da fofa Lauren Laverne, resgataram umas capas da “NME” daquele ano e ainda duas páginas de uma agenda 1989 do Lamacq, com shows do Buzzcocks e da Neneh Cherry anotadas. Gênios.

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Então, last but not least, a atualíssima Peel Session de 1989, de uma certa banda pequena americana chamada Nirvana. Me diz se não é de chorar.

E fim.

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