Em belo horizonte:

CENA – Com atrações que vão de Letrux a Gilberto Gil e convidados como Mano Brown e Iza, Festival Sarará vai ocupar BH no sábado. Confira a programação!

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Festival que chega ainda mais robusto em sua sexta edição, o Sarará vai parar BH no próximo sábado, do meio-dia à meia-noite, na Esplanada do Mineirão, que será toda ocupada por dezenas de atrações legais e com público esperado de 35 mil pessoas.

Para a edição deste ano, a organização do evento apostou em parcerias sonoras que prometem. A sensação Duda Beat vai receber no palco Pabllo Vittar. O sangue novo do rap Djonga, que é de BH, vai receber nada menos que o gênio Mano Brown, enquanto a Iza será convidada especial do Lagum e a veterana Marina Lima vai dividir o palco com a Letrux.

Ainda estão no line-up nomes como Gilberto Gil (!!!), Baco Exu do Blues, BaianaSystem, Silva e coletivos locais como 1010, Lá da Favelinha, Noite Maravilhosa e Alta Fidelidade.

Os ingressos, últimos, estão à venda via internet e nas lojas Chilli Beans do BH Shopping, Pátio Savassi e Diamond Mall, com preços entre R$ 80 e R$ 260.

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** Confira abaixo os horários dos shows:

PROGRAMAÇÃO – PALCO CONVIVER 99
12h30 – Letrux + Marina Lima
15h – Djonga + Mano Brown
16h [Intervenção] – Espetáculo Favelinha Dance
17h30 – Baco Exu do Blues
20h – BaianaSystem
[Intervenção] Espetáculo de Dança urbana : Bloco Preto

PROGRAMAÇÃO – PALCO TROPICAL TRANSFORMA
13h45 – Silva
16h15 – Lagum + Iza
18h45 – Duda Beat + Pabllo Vittar
21h30 – Gilberto Gil

PROGRAMAÇÃO – RÁDIO TROPICAL TRANSFORMA
12h – Dj Mayrink
14h – ZeVinipim + Clara Tannure
14h40 – Dj Julia
15h10 – Joana Bentes + Minimalista
15h50 – Dj Julia
16h20 – Rádio Exodus + Mariana Cavanellas
17h – Dj Kingdom
17h30 – Pequena Morte
18h15 – Dj Kingdom
19h – Coyote Beatz + Convidados
19h40 – Dj Xeréu
20h15 – Nath Rodrigues + Maíra Baldaia
21h – Dj Xeréu
21h30 – Lá da Favelinha (Favelinha Fashion Week l Dj Set)

PROGRAMAÇÃO – TENDA DESPERTAR
12h às 16h – 1010
16h às 18h – Alta Fidelidade
18h às 0h – 1010

PROGRAMAÇÃO – EXCLUSIVA ÁREA OPEN BAR
12h à 0h – Noite Maravilhosa + Alta Fidelidade (intervalos)
0h – Kevin O Chris
1h – Noite Maravilhosa

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A não-dupla que faz um pop que não existe mais no Brasil: a Popload esteve no show de… Sandy e Junior

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Todas as fotos deste post são da Agência i7 / Mineirão

Todas as fotos deste post são da Agência i7 / Mineirão

Não dá para negar que o mundo da música, ou o mundo de quem consome música, tem passado por um certo período de nostalgia cada vez mais latente. Desde a ressurreição de formatos como o vinil e a fita cassete, por exemplo, que estavam fora do mercado há quase duas décadas, mas que estão sendo cada vez mais procurados pela clientela, até as famosas “turnês de reunião”, que andam botando no mesmo palco algumas turmas que juravam nunca mais tocarem juntas, do Stone Roses ao Guns N’ Roses.

Em um cenário um pouco diferente, o pop brasileiro também tem seu case de “reunion” de sucesso: o da dupla Sandy e Junior.

Você pode estar estranhando que a Popload, que tem seu DNA voltado mais para o rock e a eletrônica (e diversas outras vertentes), para a CENA e o alternativo em uma visão mais ampla, esteja falando de um nome forte do mercado nacional que em tese não tem a nossa cara. Talvez não tenha mesmo. Mas, ao mesmo tempo, tem bastante. Afinal, é pop.

Fomos parar no show da não-dupla (a gente explica mais para o fim) em Belo Horizonte, no último sábado, para descobrir se vale mesmo todo esse hype em cima dos filhos do Xororó após 12 anos “separados”. Aqui, inclusive, cabe o parêntese de que eles não terminaram a carreira em 2007 tipo o Axl e o Slash tretando, ou os irmãos Gallagher, do Oasis, na base do ódio. Eles apenas resolveram encerrar um ciclo musical para darem início a outros novos ciclos, sem nunca, claro, terem que deixar de responder a cada entrevista na última década se dividiriam o mesmo palco outra vez na vida.

Mas para chegar ao show de sábado é preciso voltar cinco meses primeiro.

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Quando a turnê de reunião da dupla foi anunciada em março deste ano, em coletiva que reuniu dezenas de jornalistas e parou a mídia nacional, inicialmente seriam 10 shows em 10 cidades, entre julho e setembro. Os ingressos evaporaram em tipo três horas. As filas online registraram mais de meio milhão de pessoas procurando por ingressos.

A primeira alternativa foi aumentar o número de shows em alguns lugares. No Rio, triplicou, sendo que um deles, o último, em 9 de novembro, será no mesmo espaço do Rock in Rio (para este ainda tem ingressos). Em São Paulo, uma apresentação no Allianz Parque virou quatro, com quase 200 mil ingressos vendidos. Não é exagero lembrar da procura por ingressos para um U2 da vida nessas horas, é?

Acabou que os 10 shows iniciais viraram 18, com dois deles sendo fora do país: um em Lisboa, na gigante Altice Arena, que em algumas semanas recebe a Billie Eilish, e outro no famoso Barclays Center, uma das principais arenas norte-americanas, em Nova York.

Belo Horizonte também foi afetada pela repercussão inesperada do show. Antes marcada para o ginásio Mineirinho, a apresentação foi logo transferida para um local duas, a Esplanada do Mineirão. Dizem, tentaram depois disso botar o show dentro do estádio, que quadruplicaria a capacidade original (de 12,5 para 50 mil pessoas), mas a falta de datas acabou impedindo. Os meninos não estão fáceis.

Pois bem. Cortando para a noite do último sábado.

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A Esplanada do Mineirão recebeu um de seus maiores, senão o maior público desde a reabertura do estádio em janeiro de 2013. Sandy e Junior, mesmo sem qualquer música nova – as últimas gravações são tipo de 2006, 2007 – botaram quase 26 mil pessoas no espaço que já recebeu shows de gigantes internacionais como Foo Fighters, Black Sabbath e Aerosmith.

Apesar do espaço abarrotado, nenhuma ocorrência. É interessante perceber que o público, majoritariamente na faixa dos 25 aos 35 anos, vai para o show simplesmente para fazer essa viagem no tempo. E é justamente nesse desejo do público a que dupla acerta o tom da apresentação.

Antes mesmo do show começar, o sistema de som toca músicas apenas da época de ouro da carreira dos irmãos, na virada do século. Canções que tocavam na Jovem Pan ou apareciam sempre no Disk MTV meio que embalam e preparam o público para essa tal viagem.

Exatamente meia hora antes de Sandy e Junior subirem ao palco, começa nos telões uma contagem regressiva. A cada 10 minutos, aparecem imagens de arquivo pessoal registradas em VHS, quando eles, na faixa dos 5, 6 anos de idade, arriscavam cantorias na sala de casa. O público, claro, só vai se identificando e sendo jogado para dentro do show antes mesmo dele começar.

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A apresentação em si dura cerca de duas horas e revisita todo o catálogo do duo, que se atentou para cada detalhe. A identidade visual do palco, que conta com quatro telões gigantes, é pautada em dezenas de triângulos iluminados que substituem o tradicional “&” que une as duplas até nas grafias de logomarca.

Em uma entrevista recente publicada pelo Jornal Extra, do Rio, Junior chegou a comentar que a substituição do “&” por dois triângulos (um sólido e outro transparente) que se entrelaçam significam “irmãos” e foi uma adaptação de um símbolo encontrado em hieróglifos gregos. “Já somos artistas individuais e estamos nos juntando para um projeto”, contou. A Sandy complementou: “Mesmo não sendo uma dupla, somos irmãos”.

Está aí a explicação para a “não-dupla”.

E a união dos dois irmãos que ultrapassa a admiração que um tem pelo outro, no palco, é nítida. O protagonismo é bem dividido. Enquanto Sandy imposta sua voz suave sobre um som potente de uma banda de apoio bem competente e, acredite, pesada, Junior mostra sua evolução e diversidade enquanto músico e, por muitas vezes, assume o centro do palco.

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Embora seja uma reunião de uma dupla que “não existe mais”, é fácil notar que o gatilho do show bem produzido é segurado por uma fila de sucessos que nasceram adolescentes e amadureceram com dignidade, acompanhando milhões de fãs que fazem a história resistir ao tempo.

Para uma época em que a música pop brasileira tomou rumos um tanto obscuros, em que o batidão supera a melodia, o ar de nostalgia preenche uma lacuna que dá a impressão de ser maior do que parece. E, talvez, o segredo desse burburinho todo em cima da turnê “Nossa História” esteja exatamente aí: eles fazem um pop nacional que não existe mais.

Sandy e Junior se apresentam sábado e domingo no Allianz Parque, em São Paulo. Os ingressos estão esgotados.

SETLIST
Não dá pra não pensar
Nada vai me sufocar
No fundo do coração
Estranho jeito de amar
Olha o que o amor me faz
Nada é por acaso
Love never fails
As quatro estações
Aprender a amar
Imortal
Libertar
Eu acho que pirei
Medley (Beijo é bom / Etc… e tal / Vai ter que rebolar / Dig-dig-joy / Eu quero mais)
Enrosca
A gente dá certo
Você para sempre (Inveja)
Ilusão
Não ter
O amor faz
Cadê você que não está
Inesquecível
Super-herói (não é fácil)
A lenda
Cai a chuva
Quando você passa (turu turu)
Desperdiçou
Vamo pulá!

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BH é das mina! L7 anuncia show na capital mineira em dezembro, com o Carne Doce abrindo

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Além do Noel Gallagher em novembro, Belo Horizonte também vai contar com um certo clima 90’s no mês seguinte, já que as meninas do L7 anunciaram show na capital mineira. A apresentação acontecerá dia 6 de dezembro, uma quinta-feira, no Music Hall. Os ingressos já estão disponíveis em pré-venda, custando R$ 70.

O show será promovido pela galera do Queremos! e terá como atração de abertura a deliciosa banda goiana Carne Doce, que está na estrada mostrando seu novo disco, “Tônus”. Vale lembrar também que o quinteto de Goiás tem à sua frente a talentosa Salma Jô, só reforçando o título de que BH é das mina.

Já o L7, que também toca no Rio e em SP, está em ritmo de retomada. Banda de meninas que fez bastante barulho no grunge, quando o grunge era o gênero que mais fazia barulho no mundo, o L7 vai voltar ao Brasil após 25 anos do inesquecível show no Hollywood Rock. O quarteto de Los Angeles, uma espécie de Nirvana de saias, ajudou muitas outras bandas femininas a se formarem na América nos anos 90 e continua exercendo influência por aí. Depois de um longo período de inatividade, de quase 15 anos, a banda voltou aos palcos em 2014. Do ano passado para cá, soltaram duas músicas novas, “Dispatch from Mar-a-Lago” e “I Came Back To Bitch”.

Rolê bom, hein mineirada?

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BH – Letrux + Toda Deseo

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Belo Horizonte
Conexão BH: Letrux + Toda Deseo com part. Marcelo Veronez
Data: 04 de maio às 20:00
Line Up: Letrux e Toda Deseo
Local: Distrital – Rua Opala, s/n – Cruzeiro – Belo Horizonte/MG
Ingressos: R$35,00
Link: https://www.facebook.com/events/176202339699381/

BH + RIO – DAVID BYRNE

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Lolla Side Shows – David Byrne
Data: 28 de março às 21:00
Line Up: David Byrne
Local: KM DE VANTAGENS HALL RJ – Avenida Ayrton Senna, 3000 – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: R$120,00 – R$240,00
Link: https://www.facebook.com/events/2018408495085519/

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Lolla Side Shows – David Byrne
Data: 29 de março às 21:00
Line Up: David Byrne
Local: KM DE VANTAGENS HALL BH – Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Belo Horizonte/MG
Ingressos: R$120,00 – R$240,00
Link: http://premier.ticketsforfun.com.br/shows/show.aspx?sh=DAVIBBH18

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