Em BH:

Respeita as mina! L7 e Carne Doce vão tomar conta de BH nesta quinta. Quer ingressos?

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No público, muita barba e cabelo branco misturados num mar de camisas de flanela. No palco, quatro senhoras de respeito voltando ao país depois de 25 anos. E com o gás de antes e o mesmo apelo para hits. Foi mais ou menos assim o cenário do show do L7 em São Paulo, no último final de semana.

O L7 tem uma fórmula pra canção chiclete que se mantém intacta mesmo após um hiato da banda. Das 20 músicas do setlist, dá para dizer que mais da metade eram cantadas do começo ao fim. A verdade é que mesmo as mais desconhecidas ou novas também não deixaram a desejar, com refrões grudentos fazendo com que os velhos/novos grunges cantassem juntos. E muita gente saiu do Tropical Butantã achando que foi um dos grandes shows de um ano recheado de shows.

Nesta quinta, as meninas ícones do Riot Grrrl vão fechar sua turnê em grande estilo no país com um show imperdível em Belo Horizonte, no Mister Rock (Av.Tereza Cristina, 295, Prado). Como se não bastasse toda a bagagem de seis discos bastante honesta, a banda norte-americana ainda terá como show de suporte o nosso lindo e incrível Carne Doce, que tem também na vocalista Salma Jô uma vertente feminista de respeito, apresentando o show de seu novo disco, “Tônus”.

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Os ingressos para o show, promovido pelo Queremos!, custam R$ 80 e podem ser adquiridos aqui.

Mas, como a Popload é camarada, a gente coloca para sorteio 2 PARES DE INGRESSOS para o rolê. Basta enviar um e-mail para lucio@uol.com.br com nome completo e RG, com o assunto “L7 BH”. O resultado sai nesta quinta, dia do show, por volta de 13h. Bora?

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Indie psicodélico dos bons: ouça o novo single do Câmera

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Após alguns EPs lançados e uma Popload Session nas costas, a bem boa banda mineira Câmera vai soltar seu primeiro disco cheio. “Mountain Tops” ganha lançamento dia 15 de outubro pelo selo cool Balaclava (Single Parents, Terno Rei, Soundscapes) e pinta como álbum a ser obrigatoriamente conferido no indie nacional.

Com um som indie puxado para a psicodelia na linha Tame Impala, mas retrabalhando o rock alternativo dos anos 90 com uma pegada moderna, o grupo gravou seu primeiro disco durante 14 meses, em Belo Horizonte, com produção assinada por Euler Teixeira e a própria banda. “O período de concepção do disco novo foi similar a uma escalada. O processo foi lento, com contratempos e por muitas vezes desgastante. No entanto, ao escutarmos o resultado final pela primeira vez a sensação foi de alívio, tal qual a vista contemplativa que se tem ao chegar ao cume de uma montanha”, diz o guitarrista Matheus Fleming.

“Mountain Tops” trata-se de um relato sobre o dia a dia da própria banda nos últimos cinco anos, seu círculo de amizades e o ambiente da capital mineira rodeada por montanhas.

Nessas voltas gozadas que o mundo dá, acabei sabendo que a Popload foi meio responsável pelo lançamento deste álbum, começando a história lá em 2011. Na época, o baixista Bruno Faleiro e eu coincidentemente estávamos em um show bacana do Yuck em Los Angeles. Lá, ele me deu um EP da banda, em um mesmo dia que eu havia recebido um disco do Single Parents. De lá pra cá, os dois grupos ficaram amigos e hoje, três anos depois, estão no mesmo selo. Sério.

Para celebrar tudo isso, a Popload lança com exclusividade o primeiro single deste novo projeto do Câmera, a viajada “Lost Cause, I Surrender!”. O som é bem delicioso, psych-indie tipo Tame Impala, mais para Boogarins, mas com vocal diferente.

* O Câmera arma para o fim de outubro uma mini-turnê de lançamento do álbum, com dois shows em São Paulo, dias 23 na Sensorial Discos e 25 na Casa do Mancha. Em novembro, os mineiros se apresentam em casa, com apresentações no Festival Transborda (dia 1º) e no Matriz (28).

O disco já tem até um teaser “difícil”.

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A brasileira Lana Del Rey se joga em BH e toma até açaí

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A babe Lana Del Rey, musa eterna deste espaço, já está desfilando sua delicadeza indie em terras brasileiras. Uma das principais atrações do Planeta Terra amanhã, em São Paulo, ela iniciou sua tour brasileira na noite de ontem, em show para cerca de 5 mil pessoas em Belo Horizonte. Casa cheia.

Lana chega ao Brasil pela primeira vez apresentando repertório da sua “Paradise Tour”. Em BH, a apresentação durou uma hora e meia. O papo é que a cantora estava super à vontade. Cantou, dançou, conversou bastante com o público – “o mais cheio de energia que ela já viu” – e atendeu aos pedidos inusitados dos fãs, tipo cantar “Dark Paradise” e mandar um “Happy Brithday” para um fã que aniversariou ontem e levou um cartaz que fazia alusão à data.

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Fora isso, andou enrolada com a bandeira do Brasil, vestiu tiara de flores jogada pelos fãs, acabou o show descalça e tomou açaí, como mostra a foto do Bruno Payne, abaixo. Quase um Bono.

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Seguem algumas fotos feitas pelo fã e fotógrafo Glauber Oliveira, vídeos e setlist do show de ontem, em BH. Além do show no PT, ela canta no Rio, domingo.

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* SETLIST
Cola
Body Electric
Born to Die
Blue Jeans
Carmen
Young and Beautiful
Off to the Races
Dark Paradise
Without You
Knockin’ On Heaven’s Door
Ride
Summertime Sadness
Video Games
National Anthem

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Paul Macca falando “portugays” no “Braz-you”

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A lenda Paul McCartney ficou quase duas décadas sem visitar o Brasil. Mas, quando redescobriu o caminho, não saiu daqui mais. No país pelo quarto ano consecutivo, e desta vez mostrando o show novo em primeira mão por aqui, o ex-beatle se destaca não somente pelas quase 3 horas de pedrada musical que é sua apresentação, mas também pela sua presença de palco e, especialmente, por sua simpatia em tentar falar algumas frases em português para interagir com o público. Coisa batida em muitos artistas gringos que vêm aqui, mas saindo da boca de alguém como o Macca fica mais “bonito”.

Daí que entre várias coisas legais relacionadas ao Paul em BH é a campanha virtual “Paul Vem Falar UAI”, principal gíria da mineirada. Paul veio, falou “Uai” e fez o Mineirão comemorar como se fosse um gol do Cruzeiro ou do Galo.

Agora apareceu na internet uma foto da famosa colinha que Paul utiliza em seus shows realizados longe dos países de sua língua nativa. Ele, que sempre treina as palavras horas antes das suas apresentações e coloca uns macetes no papel. No dicionário em português do Paul, o “Uai” veio em forma de “Why”, claro. “Brasil” se transformou em “Braz-you”. Música é “moozica”. E “português” é… “portugays”. Haha. Como diz ele, “não é simples”.

Quatro meninas envolvidas com o movimento “Paul Vem Falar UAI” foram chamadas no palco e ganharam autógrafos. Uma delas pediu a assinatura do cantor para fazer uma tatuagem. O Paul só não sabia que teria que autografar uma parte não muito comum do corpo da menina, chamada Cecília Bravo…

Outros papos que rolam em Minas é que Paul deixou BH logo depois do show e foi para uma cidade pequena chamada Inhaúma, onde ficou em um resort de luxo ontem e hoje. Ele, que costuma andar de bicicleta em algumas cidades que visita, rodou os pontos turísticos da capital mineira em uma… Kombi.

Hoje, Paul se apresenta em Goiânia. Ele encerra sua nova passagem pelo país na quinta-feira, dia 9, em Fortaleza.

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Paul, enfim, falou "Uai"

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(Fotos do grande Marcos Hermes)

“Tem 40 anos que escuto esse cara. Morava na zona rural e ouvia um programa dos Beatles todos os dias na rádio Mundial AM, apresentado pelo Big Boy, às 3 da tarde”, dizia um senhor de 60 anos, emocionado por estar em seu primeiro – “e provavelmente último” – show de um beatle. Ele dizia isso momentos antes de relatar (pelo telefone) sua comoção à esposa, que preferiu ficar em casa, e contar que o filho caçula preferiu ir de arquibancada. Perto dali, uma senhora de 64 anos também resolveu enfrentar a turma mais nova que costuma brigar por espaços próximos da grade. Foi este o clima nostálgico e único da abertura da “Out There”, turnê mundial que o setentão Paul McCartney iniciou em um Mineirão abarrotado por quase 55 mil pessoas na noite passada, em show histórico para a cidade de Belo Horizonte.

E a vibe nostalgia parecia não estar presente somente no público. O ex-beatle chegou logo com um setlist diferente dos últimos shows apresentados no Brasil. Abriu com “Eight Days a Week”, clássico meio esquecido dos Beatles. Em seguida emendou com “Junior Farm” e não demorou muito para tocar também “Listen to What the Man Said”. De seu material mais recente, Paul tocou a balada “My Valentine”, a qual dedicou para sua atual esposa, Nancy, sendo acompanhado por imagens de Natalie Portman e Johnny Depp no telão.

Linda, seu eterno amor, também foi homenageada com “Maybe I’m Amazed”. Outras raridades como “Hope of Deliverance”, “Another Day” e “Mother Should Know” se mesclaram com figurinhas carimbadas como “We Can Work It Out” e “And I Love Her”.

Em um dos momentos mais emocionantes do show, Paul utilizou uma nova plataforma de elevação revestida por telas LED, que projetou imagens enquanto o britânico entoava sozinho ao violão as baladas “Blackbird” e “Here Today”, dedicada ao “seu amigo John”. Harrison também foi lembrado em “Something”.

Com início adiantado em 10 minutos, o show começou às 21h20, teve dois bis e terminou exatamente meia-noite com a trinca beatlemaníaca “Get Back”, “Yesterday” e “Helter Skelter” antes da faixa de encerramento, um medley de “Golden Slumbers/Carry That Weight/The End”.

* Paul falou UAI

Desde as últimas visitas de Paul ao país, o público mineiro tentou chamar a atenção do ex-beatle e das produtoras envolvidas em suas turnês pelo Brasil. Foi criada até uma campanha chamada “Paul, vem falar Uai”, destacada pela Popload no início do ano. Em retribuição ao esforço da mineirada, Paul chamou ao palco as quatro fãs envolvidas com o projeto. Uma delas pediu um autógrafo abaixo de outra tatuagem dos Beatles, em sua costela, para surpresa do cantor.

Durante a apresentação, como de praxe, Paul arriscou saudações em português. “Não é muito simples”, avisou ele, que falou gírias típicas de Minas Gerais, como “Trem bão, sô”. E, claro, falou “Uai”.

* Só que…

O cantor utilizou o mesmo esqueleto de palco, com três telões gigantes de alta definição, mas um jogo de luzes ainda mais moderno e potente. O único ponto negativo da apresentação foram três falhas de som. Por alguns segundos, nas faixas “Obla Di Obla Da” e “Band On The Run”, o sistema de som ficou mudo. A banda, sem perceber, continuou tocando e recebeu força do público.

Nada que apagasse o empolgante e histórico novo show de Paul McCartney, que toca em Goiânia nesta segunda (dia 6) e encerra mais uma passagem pelo país em Fortaleza, na próxima quinta-feira, 9.

* Paul McCartney em BH, o setlist
1. – Eight days a week
2. – Junior Farm
3. – All my loving
4. – Listen to what the man said
5. – Let me roll it
6. – Paperback writer
7. – My valentine
8. – 1985
9. – Long and winding road
10. – Maybe I´m amazed
11. – Hope of deliverance
12. – We can work it out
13. – Another day
14. – And I love her
15. – Blackbird
16. – Here today
17. – Mother should know
18. – Lady Madonna
19. – All together now
20. – Mrs Vanderbilt
21. – Eleanor Rigby
22. – Mr. Kite
23. – Something
24. – Obla di obla da
25. – Band on the run
26. – Hi hi hi
27. – Back in the USSR
28. – Let it be
29. – Live and let die
30. – Hey Jude
31. – Day tripper
32. – Lovely Rita
33. – Get back
34. – Yesterday
35. – Helter Skelter
36. – Golden Slumbers / Carry That Weight / The End

Cobertura Popload: Alisson Guimarães, enviado especial ao Mineirão.

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