Em big day out:

Pearl Jam homenageia Neil Young mais uma vez. Agora com o "Arcade Fire"

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Terminou enfim o rolê do festival Big Day Out por algumas cidades daqui da Oceania. Desde o início de janeiro, o evento passou – se não me engano – por seis cidades, tendo sua última edição neste domingo passado em Perth, Austrália.

Capitaneado pelas bandas Pearl Jam e Arcade Fire, com figuras tipo Snoop Doggy, Liam Gallagher e Diplo na programação, o Big Day Out teve seu gran finale.

No fim do show do Pearl Jam, Eddie Vedder mandou a clássica “Rockin’ in the Free World”, do gênio Neil Young. A banda norte-americana faz esse número há tempos em suas apresentações. Mas a versão australiana teve um mojo a mais: Win Butler, líder da trupe Arcade Fire, subiu ao palco e dividiu os vocais com o Eddie.

Nada mal.

*** A Popload está em Sydney a convite do Tourism Australia.

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Austrália, live: Big Day Out tem filosofia Pearl Jam e Arcade Fire indie

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* Popload ainda em Melbourne, Austrália, terra da Margot Robbie, do Nadal e do Big Day Out.

O festival Big Day Out realmente foi um Grande Dia de Passeio. O maior evento de música da Austrália, itinerante, passou nesta sexta por Melbourne e chega a Sydney domingo, justo quando eu também estarei por lá. Vou ver tudo de novo, será?

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O BDO tem uma estrutura enorme, é tipo 15 minutos de trem ou bonde do centro da cidade e é realizado no Jockey Club deles. Espaço bonitão, num parque, vendo o skyline da cidade ao fundo. O gramadão é varado por pequenas ruas de circulação, então o ir e vir é rápido e tranquilo. Tudo é grande no festival, desde a área de alimentação (comida e bebida boas), quantidade de palcos e tendas (sete) para um público de um total de apenas 23 mil pessoas. Muito fácil de circular. E sem grandes ocorrências, tirando uma coisa ou outra de drogas e bebedeira (parece que prenderam 20 moleques, mas já soltaram). E a sensação não é de vazio. As apresentações boas estavam cheias, as tendas abarrotaram para o Snoop Dogg e Major Lazer. Mas não era difícil chegar razoavelmente perto dos palcos, em nenhum momento. Nem no Pearl Jam.

Os dois palcos principais funcionam lado a lado. Acaba um show, imediatamente começa o outro. Pela foto que abre o post, feita por mim de uma roda gigante que tinha lá boa exatamente para fotos do alto, dá para ver bem. O Beady Eye tocava à direita enquanto o Arcade Fire tinha seu palco preparado à esquerda.

Comecei a maratona de shows pelo Tame Impala, que tocou cedinho, já para um público bom. Psicodelia e sol. Parecia ensaio deles. O californiano Grouplove me surpreendeu duas vezes. Primeiro pela quantidade de galera que arrastou para o terceiro palco, em tenda, e com todo mundo cantando tudo. Depois porque o show está muito bom, comparado ao que vi uns anos atrás quando eles estavam numas de pintar quadros no palco enquanto tocavam, haha.

O 1975 ao vivo me pareceu fraco. Nem os singles salvaram. Mas a pivetadinha parece gostar. Não é para mim. Vi pouco do Primus e a impressão é que o show foi bom. O Hives do que eu vi foi o Hives. Depois dois caras que eu respeito muito pelo passado glorioso se envolveram em shows fracos: Liam e o Beady Eye, Mark Arm e o Mudhoney. O Flosstradumus transformou a pista dance num “Projeto X” particular. Mas, bem mais tarde, na mesma linha, o “prata da casa” Flume foi bem mais legal. A horda de loiras australianas que entupiu a tenda electro concordou comigo.

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A banda do Canadá, atração de Rio e São Paulo em abril, deu mais gás no show solo, quarta-feira no centro de Melbourne. Mas encarou a apresentação “de dia” no festival de um modo mais simples. Parecia a banda indie de 2005. Os bonecos estavam lá, mas tímidos. Acabaram o show com “Wake Up”. Isso não se faz… Olha eles tocando a linda “Afterlife”.

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Das duas horas e meia de show do Pearl Jam, dediquei à banda de Eddie Vedder apenas uma hora. Show épico de sempre, grandioso. Vedder, em um momento, fez um discurso para o pôr-do-sol, evocou histórias passadas de amigos australianos que ele tinha nos anos 70, lembrou que esteve no primeiro Big Day Out como atração principal, lá nos anos 90, e disse para todo mundo ali ficar feliz, porque eles tinham um país abençoado. Concordo, Eddie.

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Enquanto Vedder filosofava, Snoop Dogg enlouquecia a mulherada com seu hip hop malemolente numa tenda superlotada. A velha canastrice legal de sempre. And if a nigga get a attitude, pop it like it’s hot. Depois a galera permaneceu “na casa” para ver Diplo e seu Major Lazer. Uma palavra para descrever o show: “algazarra”. Australian blondes do it better.

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Nem meia hora depois que tudo acabou, eu já estava num restaurante no centro da cidade, jantando. Festival bom é isso, basicamente.

* A Popload está em Melbourne a convite do Tourism Victoria. No final de semana chega a Sydney, graças ao Tourism Australia.

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Margot Robbie chocando a Austrália, os tubarões e o carnaval do Arcade Fire

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* Popload em Melbourne. A terra dos rooftops e onde tem “cena do café”: a dos cafés tradicionais, a dos cafés indies, a dos cafés comerciais…

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Duas coisas estão sendo muito faladas nestes últimos dias na Austrália, tirando a “Copa do Mundo” do tênis, que é o Australian Open em suas fases decisivas.
Primeiro, que o governo liberou a matança de tubarão. Apareceu um tuba perto da praia, pode atirar. Metade do país aprova, metade é contra. Parece que cerca de 10 pessoas morreram de ataque de tubarão razoavelmente perto da areia nos últimos 30 meses.

Segundo, o nu frontal da estonteante loira Margot Robbie, atriz australiana boneca que encara o Leonardo DiCaprio no filme “O Lobo de Wall Street”, de Martin Scorsese. A garota é considerada a nova Nicole Kidman para os australianos. O filme, passando por aqui, pelo que eu pude ver estreia nesta sexta no Brasil. A menina mentiu para os pais e para os avôs, sobre a cena de nudez. A Austrália está meio em choque, pelo tom de TV e jornais. A cena polêmica está facinha em gif na internet.

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* Comemorando a passagem da Popload por Melbourne, a banda huge canadense Arcade Fire, uma das principais atrações do corrente festival Big Day Out, fez um show “solo” aqui na cidade nesta quarta-feira, de manhã aí no Brasil, noite aqui. E com abertura do… Diplo. Foi o primeiro show grande só deles que eles fizeram desde 2011, se entendi bem. Não é propriamente o kick off da turnê mundial que vai visitar Rio de Janeiro e São Paulo em abril. A turnê para eles começa oficialmente nos Estados Unidos, em março. Mesmo que o show aqui em Melbourne tenha sido no charmoso e gigante anfiteatro Sidney Myer Music Bowl, espaço ao ar livre que é parcialmente coberto no Jardim Botânico da cidade, mas tem um espaço gramado lindão que pode fazer a capacidade subir dos 2 mil assentos cobertos para mais ou menos 10 mil pessoas “geral”, provavelmente o público do show. Até o Paul McCartney, o Neil Young e o ABBA já tocaram aqui. Pensa.

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“Hello, esta é uma canção antiguinha. A escrevi quando tinha uns 21 anos”, fala o Win Butler. Daí começa “Rebellion (Lies)” em batida de música de casamento. Em seguida entram uns mascarados no palco, interrompem a música e o Win faz um escândalo ensaiadinho. Aí começam a tocar “Normal Person”, do disco novo “Reflektor”, e o show de fato começa.

O show é todo lindo, mas não tem nada de significantemente diferente das turnês anteriores. Mais da metade do álbum novo é tocada ao vivo, com roupagens um pouco mais pesadas. No cenário, não sei se o definitivo para a turnê, tem quatro telas luminosas amassadas que se movem o tempo todo refletindo o jogo de luzes. Reflektor, saca?

Na mescla do set, incluíram hits dos outros álbuns, tipo “No Cars Go”, “The Suburbs” e “Wake Up”. Em um dos grandes momentos da noite, mandaram uma cover de “Devil Inside”, do grupo local de sucesso internacional INXS, com o Win mascarado, como denuncia a foto que abre este post, feita pela Roberta Oliveira. A galera chapou. Fizeram só um bis responsa, fechando o show com “Ready to Start”, “Reflektor” e “Power Out”. E choveu papel picado.

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“É um prazer estar aqui, principalmente porque lá em Montreal a temperatura é a mesma, só que negativa”, resumiu o Win Butler.

O Arcade Fire toca no Big Day Out Melbourne na próxima sexta, início do dia no Brasil, quase o fim aqui. A Popload vai acompanhar de perto. Esse fuso ainda vai me deixar maluco. Além do Arcade Fire, o BDO tem como algumas de suas atrações o Pearl Jam, Major Lazer, Snoop Dogg, Tame Impala, The Hives, CSS e Beady Eye.

* O setlist.

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* A Popload está na Austrália a convite do Tourism Victoria (Melbourne) e Tourism Australia (Sydney).

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Plantão Britpop, parte II: Liam Gallagher quase careca

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* EgoLoad. Haha

Outra face importante do Britpop, Liam Gallagher está na Austrália, tal qual a Popload. Liam e seu Beady Eye é uma das atrações do gigante festival Big Day Out, que acontece em cidades daqui da Austrália e da Nova Zelândia, Durante três fins de semana seguidos. A Popload, inclusive, deve dar um pulinho no de Sydney.

Pois bem. Em meio aos shows concorridos do Arcade Fire, Pearl Jam e do Major Lazer, um fato interessante chamou a atenção da mídia australiana de ontem para hoje: o cabelo do Liam. Ou a falta dele.

Quando o Oasis apareceu e se tornou uma epidemia na Inglaterra no meio dos anos 90, era comum 10 em cada 10 jovens tentarem imitar os cortes de cabelo do Liam, queridinho inclusive do mundo fashion. Desde o tradicional cabelo longo aos cortes mais extremos. Agora o Liam apareceu praticamente careca no show do Beady Eye ontem em Gold Coast, cidade que tem algumas das praias mais famosas da Austrália. Foi um choque, apontam alguns jornais aqui, que mais falaram do “novo estilo” do Liam do que do próprio show. Sério…

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* A Popload está na terra do Big Day Out à convite do Tourism Victoria (Melbourne) e Tourism Australia (Sydney).

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Popload na Austrália: festivais Big Day Out e Laneway estão no programa

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* Vamos começar logo este 2014!

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* Em um “rolezinho” legalizado e “down under”, a Popload passa a fazer já neste final de semana posts diários direto da Austrália, terra dos cangurus, do Tame Impala, do Jagwar Ma e da Courtney Barnett.
A Popload Tour Australia 2014 passará pelas cidades de Melbourne e Sydney, tudo a convite do Tourism Australia, agência do governo responsável por promover o país para o mundo.

Em Melbourne, entre outras coisas, assistirei à etapa local do gigante Big Day Out, o maior festival australiano (e além), que nesta edição de janeiro escalará Pearl Jam e Arcade Fire como atrações principais, mas terá também as presenças de nomes como Snoop Dogg, Beady Eye, Major Lazer, Tame Impala, Naked and Famous, Mudhoney, Deftones, Primus, Toro Y Moi, 1975 e… CSS, entre outros.

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Em Sydney, no comecinho de fevereiro, é a vez de estar no incrível Laneway Festival, evento musical indie que tem sede em seis cidades australianas, Singapura e Detroit (EUA). A parte que cabe a Sydney receberá a visita de bandas que comporão o line-up de festival mais bacana que eu vi em tempos recentes: Jagwar Ma, Haim, Parquet Courts, King Krule, Lorde, Chvrches, Four Tet, Drenge, Daughter, Jamie XX, Kurt Vile, Warpaint, Savages, Mount Kimbie, entre outros.

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