Em bike:

CENA – Banda paulistana BIKE leva sua viagem para viajar. Grupo anuncia turnê europeia de 15 shows

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* Com suas guitarras viajandonas e um disco novo na bagagem, a banda paulistana neopsicodélica Bike embarca segunda-feira para a Europa, para fazer 15 shows no Velho Continente, com destaque para duas apresentações no festivalzão Primavera Sound e uma turnê-dentro-da-turnê britânica, com apresentações em Londres e Glasgow, entre outros.

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A trip europeia do quarteto de SP, que lançou o ele mesmo “transportador” álbum “Em Busca da Viagem Eterna” no mês passado, começa no próximo dia 27, em Lisboa.

Aproveitando a onda de novidades, o Bike está lançando também um site novo, que guarda já este poster aqui, de sua primeira viagem internacional.

POSTER TOUR

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CENA – Transe esse transe. Saiu o novo disco do grupo paulistano BIKE

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* Como já vi escrito por aí, “que viagem” esse disco novo do Bike. De Goiânia a Perth, na Austrália. Da Índia ao Nepal. A neo psicodelia roqueira das guitarras viajandonas e vocais etéreos, como se o cenário fossem montanhas verdes do interior de Minas Gerais, são os combustíveis do novo álbum do quarteto paulistano, o segundo, que veio suceder o disco “1943”, o de estreia, lançado há quase dois anos e que botou o grupo a percorrer estradas e estradas da cena brasileira.

Cassio_Cricor

E foi exatamente na estrada que o grupo concebeu este delicadíssimo “Em Busca da Viagem Eterna”, disco realmente transportador em todos os seus timbres e tecituras sonoras. A ideia é mesmo embarcar na temática que a banda propõe. O resultado é muito bonito.

“Tudo foi feito muito rápido, durante a estrada. Cada um ia mostrando o que ia fazendo e, quando dava, rolavam algumas jams”, conta como nasceu o disco novo o guitarrista Diego Xavier. Com o “1943” na bagagem, a banda viajou por mais 50 cidades de 15 estados por onde passou.

A citação a Minas Gerais, na descrição acima, não é acidental. Há um que de Mutantes com Clube da Esquina na toada das letras e no estilo de cantar dos quatro vocalistas do Bike, uns mais presentes que os outros, Diego Xavier (guitarra), Julito Cavalcante (guitarra) e Rafa Bulleto (baixo). O baterista Daniel Fumega completa a banda. É a mesma “escola” em que estuda os Boogarins, de Goiânia, já num outro patamar da carreira.

A viagem propriamente dita do Bike se intensifica agora em junho, quando a banda embarca para Barcelona para tocar na parte Pro do belo festival indie-gigante Primavera Sound e alguns shows em Portugal que passam pelo intercâmbio europeu armado pelo festival goiano Bananada (assim como o Primavera), além de apresentações no Reino Unido.

A feitura de “Em Busca da Viagem Eterna” diz muito sobre ele e sobre o som do Bike. O disco foi gravado no estúdio Wasabi, em São José dos Campos. A mixagem analógica e a masterização, passada pela fita de rolo, são de responsabilidade de Rob Grant (Poons Head Studio, Austrália), que já trabalhou com o Tame Impala.

Ouça, então, “Em Busca da Viagem Eterna”, do Bike. E boa viagem!


* A foto do Bike que está na home da Popload é de Camila Mott. A deste post, de Cassio Cricor.

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CENA – Saiu o vídeo cósmico-caótico do BIKE. Indie nacional chegou até no Nepal

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* Ou o Nepal chegou na CENA brasileira, depende do ponto de vista.

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Semana passada noticiamos a avant-première do vídeo da banda psicodélica paulistana Bike, para ótima “música de fases” que é o single novo, “Do Caos ao Cosmos”, canção-viagem que vai estar presente no próximo álbum da banda, a ser lançado nos próximos meses. É a terceira música desse disco que será o segundo da banda, que fez sua fama e muitos shows na CENA brasileira com o álbum de estreia, “1943”, lançado há quase dois anos.

O vídeo foi mostrado primeiro para quem foi ao festival Viagem Eterna, produzido pela própria banda, que convidou grupos companheiros de viagens para tocar em São Paulo na sexta passada, onde o single e vídeo “Do Caos ao Cosmos” ganhou apresentação exclusiva.

Dissemos aqui e repetimos. O vídeo, é uma viagem sensorial, às vezes etérea, às vezes aflitiva, que coleciona imagens de rolê pela Índia e Nepal feitas pelo fotógrafo argentino Matias Borgström, que mora em Ilhabela, SP, e divide a direção do vídeo com o espanhol Rodrigo Notari, diretor, produtor e roteirista audiovisual.

Seria uma coleção aleatória de imagens de idas e vindas de uma mente procurando ir e vir. Mas, com a guitarra psicodélica e uma pegada viajante entre Flaming Lips e Air, o trabalho inteiro faz muito sentido. Já tomou o chá?

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CENA – Que viagem! Banda paulistana Bike faz festival próprio hoje para celebrar suas… viagens

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* O grupo psicodélico Bike, destaque forte da CENA de SP vai do caos ao cosmos hoje, em uma viagem eterna. Explico.

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O Bike (leia-se BIKE, hehe) lança hoje na cidade o vídeo da música “Do Caos ao Cosmos”, dentro da programação de um festival peculiar, chamado Festival Viagem Eterna, evento criado pela própria banda.

“Do Caos ao Cosmos”, a música, é o terceiro single do Bike para um futuro novo álbum, “Em Busca da Viagem Eterna”, que está sendo construído para sair nos próximos meses, ainda neste primeiro semestre, para suceder o elogiado “1943”, disco lançado em 2015. As outras faixas já conhecidas do próximo álbum do Bike são “A Montanha Sagrada” e “Enigma dos 12 Sapos”, tudo som da mais alta qualidade psico-urbana escapista do grupo.

“Do Caos ao Cosmos”, o vídeo, é uma viagem sensorial, às vezes etérea, às vezes aflitiva, que coleciona imagens de rolê pela Índia e Nepal feitas pelo fotógrafo argentino Matias Borgström, que mora em Ilhabela, SP, e divide a direção do vídeo com Rodrigo Natari.

Lá em cima e aqui embaixo, duas imagens do vídeo inédito.

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* FESTIVAL VIAGEM INTERNA – O último disco do Bike fez a banda percorrer ao vivo cerca de 50 cidades de 15 estados brasileiros. Os contatos e demais conexões de tanto tempo e novas amizades na estrada fez a banda criar o festival que acontece hoje em São Paulo, no Stage Bar (Barra Funda). O evento é composto por algumas bandas convidadas que o Bike gostou de encontrar pela tour e de certa forma resolveu prestigiá-las. São elas: Um Quarto (SP), My Magical Glowing Lens (ES), Terno Rei (SP). Fecha a noite um show do próprio Bike, que contará com participações especiais do Tagore (PE) e de Gabriela Deptulski, guitarrista e vocalista do My Magical Glowing Lens, entre outras coisas. Os horários do festival estão assim colocados:

21h – Um Quarto
22h – My Magical Glowing Lens
23h – Terno Rei
0h – BIKE part Tagore e Gabriela Deptulski

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#SIMSP dia 2 – Os caras do Sxsw, as rádios e o Bike

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* A São Paulo indie segue chacoalhada com a programação oficial diurna e noturna da Semana Internacional da Música, que tem coração no Centro Cultural SP, mas se espalha por toda a cidade em shows e puxa ainda uma programação não-oficial de apresentações.

Ontem, na parte de palestras, demos uma olhada na que trouxe a galera do megauberhiperfestival indie South by Southwest, do Texas, a mais importante vitrine de música nova do planeta. O nome da mesa era “O SXSW e a porta de entrada para o mercado americano””. Teve Tracy Mann e Stacey Wilhelm, que trabalham para o SXSW, assim como Mark Gartenberg, que além de seu papel no festival de Austin é co-fundador da MG Limited, que trabalha com consultoria musical, e presidente da Adesso, uma boutique administrativa e editora/gravadora. O cara.

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O painel gastou seus primeiros 20 minutos basicamente apresentar o SXSW para quem ainda não conhecia, explicar o formato do festival que é mais uma feira que conecta gente do mundo inteiro, que está buscando, mais do que qualquer outra coisa, novidades de várias esferas, em modelos de negócios, mercado de filmes, atuações publicitárias modernas e diferenciadas e, claro, música.

Wilhelm (foto acima), que cuida basicamente da programação do festival, afirmou que chegam até ela e o pequeno grupo de oito pessoas que montam as edições do Sxsw cerca de 10.000 artistas interessados, e que no fim só 2.000 desses são selecionados. Falaram sobre a dificuldade de deslocamento e gastos que um artista novo selecionado precisa encarar para se deslocar até Austin e passar a semana por lá para se apresentar no festival.

Foi falado na conversa que o Brasil é o quinto país dentro do South by Southwest em representatividade, ficando atrás só de países tipo Alemanha, Inglaterra e Canadá, além dos próprios EUA. Muitos perguntaram “Mas, e aí, como faz para tocar no SXSW?” A resposta dos palestrantes foi que não existe uma fórmula, e que eles estão sempre atrás de coisas novas que supõem sejam interessantes ao público que lota Austin todo ano. E que, para o festival, não importa números de streaming, curtidas em Facebook ou número de followers no insta para um artista ou banda integrar uma edição do Sxsw. Todo mundo tem chance e começa no mesmo patamar.

** “Espaço na Rádio. Qual teu dial ou link?” trouxe à tona, na sequência, uma conversa sobre rádios, com a participação de Meggie Collins (Triple J Austrália), Patricia Palumbo (Rádio Vozes), Roberta Martinelli (Som a Pino, Rádio Eldorado), Patrickor4 (Frei Caneca FM), Paulo Proença (Rádio Inconfidência), Veronica Pessoa (Faro MPB, MPB FM), Julianna Sá (Programa Radar, Roquette-Pinto) e Alberto Benitez (Radio Ibero 90,9, México).

Foi o painel mais “fervido” que vimos, com a sala lotada. Talvez por serem radialistas e adorarem falar, ainda mais sobre música, a discussão com a plateia foi das mais saudáveis e divertidas. Todos os palestrantes falaram um pouco sobre a carreira e sobre os projetos que estão trabalhando, e o fator comum foi levar música de artistas pequenos, independentes, ou da MPB, até o ouvido dos ouvintes mais diversos. E instigar ao máximo que essa música seja dissipada dentro de um país continental que não conhece a música do estado vizinho, mas sabe o que toca fora do país.

A grande e articuladíssima Triple J australiana deixa claro que o que falta no Brasil é investimento do governo em rádios que tenham um pouco mais de, digamos, curadoria, e que permita que novos sons, novas bandas e artistas sejam descobertos. A BBC britânica e a Triple J tem algo em comum: são totalmente financiadas pelo governo, o que possibilita, no feliz caso delas, a liberdade cultural florescer. Não por acaso a Triple J vem crescendo bastante no “gosto comum” na Australia e toca um tipo de música tida como “alternativa”.

A noite ferveu novamente nos shows pela cidade. Conseguimos chegar à Casa do Mancha novamente para ver o paulistano Bike tingir a casinha com cores psicodélicas, na dobradinha com a doçura do Carne Doce goiano em versão acústico-amorosa, dentro do showcase do Festival Bananada. No Z Carniceria, em noite gaúcha lotada, o Wannabe Jalva, o Catavento e o Cartola fizeram o povo cantar letras de forma impressionante.

Abaixo, temos vídeo da música que encerrou o show do Bike no Mancha.

* Na foto da hom, as cores do Wannabe Jalva em show no Z Carniceria ontem, dentro da programação da SIM.

** A cobertura POPLOAD do SIM – SEMANA INTERNACIONAL DA MÚSICA é de Lúcio Ribeiro e Isadora Almeida.

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