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Finneas, irmão da Billie, lança vídeo para seguir carreira “do lado da frente” da música

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* O músico e produtor Finneas O’Connell, mais conhecido por formatar para o megaestrelato a irmã Billie Eilish, soltou hoje um video até simpático, música e filme, para a canção “Let’s Fall in Love for the Night”, com coreografia e tudo, gravado numa lage na região de Downtown Los Angeles.

“Let’s Fall in Love for the Night” integra o EP de sete faixas de Finneas, o “Blood Harmony”, estreia do produtor no “lado da frente” da música, uma tentativa de protagonismo e de escapar da sombra de Billie. Mas que, inevitavelmente, acaba surfando a onda.

De todo modo, com cinco Grammy nas costas e abertura em tudo quanto é mídia musical nos EUA, mais os envolvimentos com de James Bond a Johnny Marr, a carreira como cantor está encaminhada no pop. Este vídeo ajuda mais que as outras músicas do EP irregular, mas é um começo.

Segue o vídeo em si e a apresentação de Finneas para a mesma música, ao vivo, no programa do Jimmy Fallon no mês passado.

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Coronavírus update: shows de Billie Eilish, Morrissey, Post Malone e outros estão suspensos pelo mundo no mês de março

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Duas das maiores empresas de entretenimento do mundo, a Live Nation e a AEG resolveram adiar turnês de seus artistas no mês de março devido à pandemia do coronavírus.

A medida afeta shows de nomes como Elton John, Billie Eilish, Kiss, Post Malone, TOOL, Morrissey, Thundercat, entre outros, pelo mundo todo.

Nas últimas horas, diversos eventos foram adiados/cancelados, incluindo o South by Southwest, o Coachella e o Lollapalooza Argentina, além de shows de artistas como Madonna, Pearl Jam, Liam Gallagher e Tame Impala.

Morrissey Performs at The Anthem in Washington, D.C.

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Billie Eilish encara o vírus e inicia turnê mundial em Miami

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* Vade retro, corona!

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Peitando a onda de cancelamentos por causa do coronavírus, a garota (ainda) fenômeno Billie Eilish, 18 aninhos bem premiados, começou ontem à noite em Miami sua turnê mundial, a “Where Do We Go? World Tour”, baseada no seu disco de estreia matador, o “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?”, lançado no ano passado.

O giro dela de shows, que só termina na Indonésia dia 7 de setembro, tem previsão de passar pelo Brasil com duas apresentações no final de maio, uma em São Paulo (Allianz Parque, dia 30) e outra no Rio (Jeunesse Arena, dia 31). Isso se o mundo não acabar antes.

Depois de brilhar em Brits, Oscars e Grammys, Eilish levou ao palco ontem no American Airlines Arena um show de 22 músicas. Entre sucessos e discursos positivistas de empoderamento, ela mandou até a faixa tema do próximo James Bond, que ela fez com o irmão produtor protetor, o Finneas.

Confira abaixo vídeos de galera da apresentação e o setlist do show.

Billie Eilish Setlist American Airlines Arena, Miami, FL, USA 2020, Where Do We Go? World Tour

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* As fotos de Billie Eilish usadas neste post são de Kevin Mazur/Getty Images para o jornal “Miami New Times”

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Versões de partir o coração: James Blake faz a Billie Eilish ao piano; Destroyer presta homenagem ao Lou Reed no Brooklyn

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Uma das coisas mais legais do pop é quando um artista presta homenagem a outro assim do nada. E foi o que rolou nos últimos dias envolvendo quatro nomes que curtimos bastante.

O genial James Blake resolveu se sentar ao piano para fazer uma cover lindíssima de “When The Party’s Over”, que ele diz ser uma de suas canções favoritas e “ridiculamente boa” de Billie Eilish.

Em outra ponta, o excêntrico e não menos talentoso Dan Bejar resolveu lembrar o gigante Lou Reed em um show do Destroyer no Brooklyn, nesse final de semana, ao entoar no palco a linda “Ecstasy”.

Os dois registros, um profissional e outro de galera, podem ser conferidos abaixo.

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Pau nos políticos nefastos, futebol, luto, choro, metrô e bebida. Brit Awards faz o Grammy parecer prêmio Nickelodeon

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* OK, o título acima talvez tenha ido longe demais. E nada contra os Prêmios Nick, fofos. Mas é o que é. Ontem à noite rolou na Inglaterra o Brit Awards, badalada festa da indústria musical muito mais interessante que o Grammy, embora menos significativa que o também britânico Mercury Prize, para o que a gente entende como importante para a música, para o lado mais revelador e nada bajulatório.

O que a gente aprendeu com a cerimônia de ontem do Brit, entre outras coisas, foi o seguinte:

– A Billie Eilish, tadinha, que levou o prêmio de Melhor Artista Feminina Internacional (!), e no último mês ganhou 5 Grammys, fez a música oficial do novo James Bond e tem apenas 18 anos e um disco de estreia milionário, se sente o-di-a-da. Chorou e tudo, depois que recebeu o troféu da Sporty Spice. Foi fofa na abertura de seu discurso, ao dizer que suas concorrentes no Brit (Lizzo, Lana, Camila) são as razões de ela existir naquele palco, naquele momento.
Billie Eilish fez a primeira performance ao vivo de “No Time to Die”, a trilha do novo 007. Acompanhada do irmão Finneas, uma orquestra regida pelo compositor alemão Hans Zimmer e na guitarra o Johnny Marr, ex-Smiths. Vídeo está lá embaixo.

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– O rapper americano fodão Tyler the Creator levou o equivalente masculino do prêmio. Em sua fala, mandou um recado para a ex-primeira ministra britânica Thereza May, que teve que renunciar ao mais alto cargo no UK (depois do da rainha) no ano passado. Tyler disse que ela devia naquela hora estar puta da vida, assistindo a premiação na casa dela. May, quando era Ministra do Interior em 2015, negou a entrada na Inglaterra do rapper americano, que tinha uma turnê pelo Reino Unido marcada, incluindo apresentação nos festivais de Reading e Leeds. Ela justificou a barrada no Tyler por causa de suposta letras homofóbicas que ele tinha escrito OITO anos antes da proibição. E sendo que ele tinha excursionado para shows na Inglaterra várias vezes depois disso. Enfim.

– O rapper bamba Dave, inglês, em três minutos de discurso, fez o seguinte: chamou o primeiro-ministro brexitiano Boris Johson de racista para milhões de espectadores verem e ouvirem; que a princesa Kate Middleton é muito mais bem tratada pela realeza que a princesa Meghan Markle (sabem da treta, né?); falou que o governo britânico é uma vergonha por tratar mal os 500 mil imigrantes que vieram do Caribe especialmente para ajudar o Reino Unido em sua reconstrução após a Segunda Guerra Mundial com a promessa de receberem a cidadania britânica e indenizações (nem médico querem dar para essas pessoas); quer que o governo indenize os negros pelos tempos de escravidão; disse que o governo tem que acomodar os desabrigados do prêdio Grenfell, de Londres, que incendiou em 2017 matando mais de 70 pessoas. E hoje estão largados.

Dave ganhou o Brit Awards pelo Álbum do Ano, que foi seu ótimo Psychodrama. Recebeu o prêmio das mãos de Billie Eilish. Um dos mais ascendentes artistas da música britânica, o rapper fez um barulhentíssimo show no Glastonbury no ano passado. MAS O MAIS LEGAL DE TUDO FOI QUE, antes de ir para a cerimônia receber sua láurea, fez uma despedida do Twitter dizendo que só volta a tuitar quando o Manchester United, seu time, mandar embora o técnico. Pensa: ele ganhou o álbum do ano no maior prêmio inglês e não tuitou por raiva do treinador do time dele.

– o popesco Lewis Capaldi, da Escócia e brother dos brothers Gallagher, faturou os prêmios de Artista Revelação e Música do Ano (“Someone You Loved”) e foi pegar suas estatuetas carregando ao palco uma garrafa de Buckfast. Conhecida como Bucky, a birita de “vinho turbinado” é conhecida como “a bebida que tem deixado os escoceses muito loucos”.

– O cantor Harry Styles fez performance de sua “Falling” mesmo perdendo o prêmio de Melhor Artista Masculino para o Stormzy. Harry tocou com uma fita preta em seu casaco, por luto pela morte de sua ex-namorada, a conhecida apresentadora de TV Caroline Flack, que tirou a própria vida aos 40 anos no sábado e chocou a Inglaterra, o que criou uma nova polêmica em torno de como os tablóides ingleses tratam as celebridades por lá.

– Num momento “classic” do Brit Awards, o rolling-stone Ron Wood pegou um metrô da linha Jubilee com sua guitarrinha, desceu na estação do Brit Awards e foi tocar duas musiquinhas com o Rod Stewart e o Kenney Jones, baterista do Small Faces e The Who. O Twitter tem vídeo dele sentadinho no metrô, haha.

– Outros prêmios do Brit:
Artista Feminina: Mabel, que recebeu o prêmio da mãe, Neneh Cherry, cantora famosa 30 anos atrás por ganhar o mesmo prêmio;
Artista Masculino: Stormzy, o rapper “mais importante de sua geração”, fez uma apresentação em superprodução de um medley de 5 músicas em 7 minutos, entre elas “Rainfall”, hit de seu bombado segundo disco, lançado em dezembro. Stormzy fez até chover no Brit, literalmente.
Melhor Banda: Foals, nossa representação indie aqui;
Revelação Britânica: Celeste, “rising star” britânica que nasceu na Califórnia. Nossa nova fissura nessa linha pop-R&B-jazzy.

* Os principais vídeos do Brit Awards estão abaixo:

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