Em bivolt:

Top 50 da CENA – Olha! Guilherme Arantes progressivo no nosso topo. Seguido pela aula punk de História do Brasil em um minuto, ministrada pelo Autoramas. Marcelo Perdido traz seu Carnaval para o terceirão

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* Semana interessante por aqui em questão da duração do tempo das músicas. Repare. Nosso primeiro lugar é um som de sete minutos. O segundo lugar tem menos de um minuto. Um é progressivo. Outro é punk. E ambos fazem muito sentido neste confuso 2021 em que vivemos. Com jeitos diferentes, ambas as músicas batem nesta crise atual. Um tema que talvez seja o assunto do nosso terceiro lugar, se a gente entendeu o recado cifrado da canção. Será? E segue interessante a nossa playlist atenta ao que a nossa CENA, a mais interessante do planeta, tem a dizer.

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1 – Guilherme Arantes – “A Desordem dos Templários” (Estreia)
Em seu novo disco, o veterano Guilherme Arantes investiu em recuperar suas raízes progressivas. Para quem não sabe, ele, que ficou conhecido por suas baladas mais românticas, teve uma fase progressiva e roqueira com a banda Moto Perpétuo. A pecha “romântica” que vem grudada a seu nome não faz juz à totalidade de sua carreira. Nesse retorno às origens, digamos, ele escreveu a épica “A Desordem dos Templários”, um som de mais de sete minutos com diversas seções, inclusive uma em ritmo de baião. A música parece usar de símbolos antigos para falar dos dias atuais. Em um momento, Guilherme canta: “Cada dia é uma batalha desigual em nome de uma paz/ E tudo que se entende por ‘normal’ é a bandeira incandescente da exclusão”.

2 – Autoramas e Rodrigo Dead Fish – “A Cara do Brasil” (Estreia)
A parceria Autoramas com Rodrigo, vocalista do Dead Fish, chega em uma música veloz e urgente – no clima e na duração. Ela tem quaaaase um minuto, mas dá conta de resumir um ano, quase dois da condução criminosa da pandemia no Brasil, que já custou perto de 600 mil vidas. Para que serve o punk bom, não é mesmo?

3 – Marcelo Perdido – “Carnaval” (Estreia)
Por falar em pandemia e governo que conduz tudo da pior maneira possível – não teve como ter Carnaval neste ano. Mesmo sendo sem ser. Sendo. E aí fica na nossa cabeça essa bela música do Marcelo Perdido com participação do Teago Oliveira, da Maglore, que fala sobre um Carnaval que não foi, mas é. Talvez a canção esteja mesmo falando disso um pouco. Especialmente sobre a nossa força de manter a festa, em amplos sentidos. Estamos muito errados, Marcelo?

4 – GIO – “Sangue Negro” (1)
Que experiência foi trocar uma ideia com GIO, no Popload Entrevista. Está aí um menino cheio de sugestões boas na cabeça idem. O novo álbum do músico baiano, ex-Giovani Cidreira, além de uma ida a sua ancestralidade com a chave do afrofuturismo, é sua tentativa de colocar essas ideias na prática. Trabalhar pelos seus, por sua história e por seu valor. Por que abaixar a guarda para fazer parte de um mundo que não te respeita? Por que querer fazer parte daquela outra festa? Veja bem a nossa festa. Ela que é bonita e ela que diz um tanto de coisa para nós. Ainda que tantos teimem em jogar na nossa cabeça que não é bem assim. Eles estão errados.
A faixa “Sangue Negro”, escrita com o primo Filipe Castro, abre a obra – no YouTube um curta deles mostra as origens da família de GIO e suas histórias. Ao resumir um pouco da ideia do disco, ele escreveu: “É sobre não esquecer que somos pessoas iluminadas, detentoras de um poder ancestral, de um potencial que o sistema racista, que nos mata todos os dias e nos entrega sobras, descarta e nos faz esquecer, retirando o direito de existir na memória, na musicalidade e nas experiências culturais deste país.” Este álbum vai longe, em vários sentidos. E seguimos aqui celebrando ele.

5 – Tuyo – “Turvo” (2)
Velha conhecida dos fãs, “Turvo” é uma canção que finalmente o trio curitibano resolveu colocar em disco. E a vez dela chegou em “Chegamos Sozinhos em Casa, Vol. 2”. Porém, “Turvo” aparece totalmente desconstruída da versão conhecida pelos fãs. Acelerada, mais eletrônica e mais suingada, é de longe das canções mais viciantes do álbum. Esta é para tocar um milhão de vezes por aí.

6 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (3)
Que álbum é esse, Linn Da Quebrada? Ela conseguiu repetir o difícil feito de bater de frente com uma grande estreia e seu segundo disco é uma nova superobra em uma simbiose linda com a parceria/DJ/produtora Badsista. Ao propor uma nova sonoridade, Linn lança o questionamento e provoca “algoritmos, gêneros e rótulos” e também a plateia ao apresentar um lado seu que ainda não observamos.

7 – Bivolt – “Pimenta” (Estreia)
Delícia esse som da Bivolt com feat. da Gloria Groove. Pop bem feito, graves no jeito e uma letra quente. Bivolt que ainda mantém o MC no user do Twitter dá uma aula de que é possível transitar por gêneros musicais sem perder a identidade.

8 – Priscilla Alcântara – “Tem Dias” (Estreia)
Sucesso desde criança a cantora Priscilla Alcântara fez uma música ao lada da melhor e mais bombada comentarista da Olímpiada, a Karen Jonz – que tem uma carreira musical que a gente já destacou por aqui, além da supercarreira no skate -, e de Lucas Fresno, também conhecido como “o marido da Karen”. A música é um acerto pop com refrão grude e aquela força de tirar a gente de umas bads.

9 – Macaco Bong – “Hacker de Sol” (4)
É sempre bom saber o que se passa pela cabeça do sempre excelente Bruno Kayapy e sua Macaco Bong, atualmente formada por ele e Eder Noleto na bateria mais Igor Carvalho no baixo. “Hacker de Sol” inspirada em “Bacurau”, filmaço de Kleber Mendonça e Juliano Dorneles, quebra um longo silêncio da banda. Fiquem tão quietos assim não, meninos.

10 – Rincon Sapiência – “Todo Canto” (5)
Rincon abraça a onda do drill e faz um single nessa pegada, uma produção de SubX, Ty Fig. Sobre o sentido do gênero, até Rincon fez uma graça com o significado de drill em seu YouTube, já que as minúcias do estilo, marcado por ser mais sombrio e ter graves poderosos, podem passar quase despercebidas aos fãs mais ocasionais.

11 – Kiko Dinucci – “VHS” (6)
12 – Mary Olivetti – “Black Coco” (7)
13 – Rodrigo Amarante – “Maré” (8)
14 – Valciãn Calixto – “Desmistificando Pombagira” (9)
15 – Tagore – “Capricorniana” (10)
16 – Zopelar – “Jump” (11)
17 – Bruno Bruni – “A Onda” (12)
18 – Terno Rei – “Medo” (13)
19 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (16)
20 – Criolo – “Fellini” (17)
21 – Amaro Freitas – “Sankofa” (21)
22 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (22)
23 – Nill – “Singular” (23)
24 – Ana Frango Elétrico – “Promessas e Previsões” (24)
25 – Mineiros da Lua – “Armadilha” (25)
26 – Iara Rennó – “Ava Viva” (26)
27 – Isabel Lenza – “Tudo Que Você Não Vê” (27)
28 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (28)
29 – BNegão feat. Paulão King – “Cérebros Atômicos” (29)
30 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (30)
31 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (32)
33 – Jonathan Ferr – “Amor” (33)
34 – Jadsa – “Mergulho” (34)
35 – Mulungu – “A Boiar” (35)
36 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (36)
37 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (37)
38 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (38)
39 – Zé Manoel – “Como?” (39)
40 – Yung Buda – “Digimon” (40)
41 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (41)
42 – FEBEM – “Crime” (42)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
46 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (46)
47 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (47)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o veterano cantor e pianista Guilherme Arantes.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Letrux emplaca duas músicas entre as dez primeiras. Djonga entra rasgando. Que semana (mesmo!)

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* Como você está? Tudo bem por aí? Lavando bastante a mão?

De casa (Fique em casa!!!), tocamos o barco aqui no nosso Top 50 em uma semana especial, com pelo menos dois grandes lançamentos nacionais: o novo do Djonga e o segundo álbum solo da Letrux. São tão bons que já estão no topo do nosso ranking. E mais, já piramos em dois sons da Letrux aqui e ela é a primeira artista que emplaca duas músicas entre as 10 primeiras.

A gente sempre lembra que o ranking está no Deezer e no Spotify porque a grande onda de listar as boas músicas da CENA não é ver quem é o melhor, mas render três horas e pouco de novidades que desmentem a tese tosca de que a música brasileira atual não é de nada. Fora que dá uma trilha ótima para algum momento de sua quarentena, parcial ou total.

Toma aí, então!

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1 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (Estreia)
A faixa que abre o disco de Letrux abre nosso ranking da semana com uma espécie de trip-hop atravessado por uma guitarra e com um encerramento apoteótico belíssimo. “Viver é um frenesi”, canta Letrux. Parece daquelas músicas que ganham novos sentidos a cada dia que passa. E que letra que ela tem.
2 – Djonga – “Procuro Alguém (Estreia)
Na capa mais forte do ano até aqui, Djonga estampa a realidade cruel do Brasil. Sua montagem é praticamente a versão ilustrada do verso “Olha quem morre, veja você quem mata” de Edi Rock em “Negro Drama”. Ao cantar sobre todas as quebradas, um dos fios de esperança no futuro onde o amor vence está na geração que chega, representada por este som que celebra a pequena Iolanda, a filha mais nova do Djonga. E que letra que ela tem.
3 – Apeles – “Deságua” (Estreia)
Os belos seis minutos e pouco deste som do Apeles em seu álbum do ano passado vão ganhar um vídeo muito em breve, motivo mais do que suficiente para voltarmos a um dos nossos favoritos do ano passado.
4 – Carne Doce – “Passarin” (Estreia)
Inédita do Carne Doce que ouvimos e já aprovamos por aqui. O lançamento está programado para esta sexta-feira. Essa banda não erra, né?
5 – Terno Rei e Tuyo – “Pivete” (1)
O encontro entre Terno Rei e Tuyo promete novos frutos. Já está anunciado uma música do trio paranaense que terá participação da banda. Enquanto isso, eles estão juntos em um belo single do Terno Rei com letra de Ale Sater e arranjo em conjunto. Será que o single indica novos rumos para a banda? Uma experimentação ocasional com uma pegada mais pop? Bom, “Violeta” já deu algumas dicas. E a banda está quente. Vamos ver.
6 – Letrux – “Fora da Foda” (Estreia)
Outra da boas músicas do novo álbum da Letrux. Aqui caímos de amores pela participação bem-humorada de Lovefoxxx, de quem estávamos com saudade de ouvir em disco há um bom tempo. É isso: Lovefoxxx sendo reentroduzida na “new music” brasileira pela Letrux. Que momento!
7 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (2)
A parceria dos rappers Febem e Fleezus em um EP com produção de CESRV, o Cesinha, deu jogo dos bons. Repleto de músicas que estão prontas para irem bem longe, “Terceiro Mundo” é das que mais brilha ao citar Racionais, Marighella e “deixa os garoto brincar”. Ok, tem uma homenagem ao Corinthians… Mas beleza.
8 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (3)
Os caras são uma banda punk com influência de hip-hop (what?) que voltam com essa pedrada que dá o tom do que vem no segundo disco da banda. A música ainda não saiu, mas a dica está dada.
9 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (4)
Namorados, Luedji e Zudzilla fizeram um dueto daqueles quentes. A faixa entrega o jeitão do próximo álbum de Luedji, mais focado no hip hop, parece.
10 – Bivolt – “110v” e “220v” (5)
No novo disco da rapper Bivolt, na verdade, seu primeiro álbum, chama a atenção a dupla “110v” e “220v”. As duas faixas mostram diferentes lados da rapper e podem ser ouvidas ao mesmo tempo para criar um nova experiência, na real, uma terceira faixa. Testamos e funciona muito bem.
11 – ÀIYÉ – “Terreiro” (6)
12 – Vovô Bebê – “Êxodo” (7)
13 – Jhony MC – F.A.B (8)
14 – Edgar – “Carro de Boy” (9)
15 – Kiko Dinucci – “Veneno” (10)
16 – Luana Flores – “Guerreira de Lança (Furmigadub Remix)” (11)
17 – Mahmundi – “Sem Medo (12)
18 – Nego Bala – “Cifrão in Pé” (13)
19 – Young Lights – “When You Were Here” (14)
20 – Flu & Amigos – “Porco” (15)
21 – MC Loma – “Predadora” (16)
22 – Manaié – “Tira a Mão” (17)
23 – Francisco El Hombre – “Cai” (18)
24 – Sepultura – “Fear; Pain; Chaos; Suffering” (19)
25 – Marcelo Perdido – “Santa Clara de Tróia” (20)
26 – Amen Jr. – “amoretempo” (21)
27 – Marietta – “Analógica” (22)
28 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (23)
29 – Rohmanelli – “Toneaí” (24)
30 – Céu de Vênus – “O Acaso Não Existe” (26)
31 – Liniker – “Não Adianta” (27)
32 – Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (28)
33 – La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (29)
34 – Pabllo Vittar – “Amor De Que” (31)
35 – Valuá – “Veneno” (32)
36 – Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (33)
37 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (34)
38 – Olívia de Amores – “La Cancionera” (35)
39 – Letícia Persiles – “Trem Fantasma” (36)
40 – Juliano Guache – “Bombyx Mori No. 1” (37)
41 – Yannick Hara – “Replicantes” (38)
42 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (39)
43 – Julia Melo – “Touch” (42)
44 – Barro – “Ondas do Desejo” (41)
45 – Black Mantra – “Funky Drama” (40)
46 – Hiran e Nininha Problemática – “Kika (Com Cara de Mau)” (43)
47 – Fióti – “Quando For Falar de Amor” (44)
48 – Karol Conká, Johnny Hooker e Haikaiss – “Pronto pro Rolê” (45)
49 – Triz – “O Som Vem Assim” (46)
50 – Nill – “Options” (48)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper mineiro Djonga. Na imagem que ilustra a chamada para este post na home da Popload, a cantora carioca Letrux, em ilustração.

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TOP 50 DA CENA – Terno Rei e Tuyo chegam arrasando. O FingerFingerrr está mais vivo do que nunca. A Bivolt está no 220. Confira!

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* Alguém está contando os Top 50? Depois de algumas edições, a gente vê o ano trazer tantas e tantas boas músicas que notamos até nossa primeira colocada da primeira edição chegar ao 50º lugar. Dá até um orgulho do trabalho.

Mas para falar do presente: temos a parceria do Terno Rei com a Tuyo estreando direto no primeiro lugar. E o som que destacamos semana passada da FingerFingerrr, que era secreto, agora está no terceiro lugar e disponível para audição.

A sensação de que perdemos algo legal é constante. Por isso a gente segue insistindo: mandem dicas. E o outro lembrete de sempre é que este Top 50 está na ordem em playlists no Spotify e no Deezer. Afinal, o lance é termos essa playlist bacana para você ouvir as novidades na sequência e não perder nada. Contestar ou concordar com a gente é secundário. Sério.

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1 – Terno Rei e Tuyo – “Pivete” (Estreia)
O encontro entre Terno Rei e Tuyo promete novos frutos. Já está anunciado uma música do trio paranaense que terá participação da banda. Enquanto isso, eles estão juntos em um belo single do Terno Rei com letra de Ale Sater e arranjo em conjunto. Será que o single indica novos rumos para a banda? Uma experimentação ocasional com uma pegada mais pop? Bom, “Violeta” já deu algumas dicas. E a banda está quente. Vamos ver.
2 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (1)
A parceria dos rappers Febem e Fleezus em um EP com produção de CESRV, o Cesinha, deu jogo dos bons. Repleto de músicas que estão prontas para irem bem longe, “Terceiro Mundo” é das que mais brilha ao citar Racionais, Marighella e “deixa os garoto brincar”. Ok, tem uma homenagem ao Corinthians… Mas beleza.
3 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (9)
Os caras são uma banda punk com influência de hip-hop (what?) que voltam com essa pedrada que dá o tom do que vem no segundo disco da banda. A música ainda não saiu, mas a dica está dada.
4 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (4)
Namorados, Luedji e Zudzilla fizeram um dueto daqueles quentes. A faixa entrega o jeitão do próximo álbum de Luedji, mais focado no hip hop, parece.
5 – Bivolt – “110v” e “220v” (Estreia)
No novo disco da rapper Bivolt, na verdade, seu primeiro álbum, chama a atenção a dupla “110v” e “220v”. As duas faixas mostram diferentes lados da rapper e podem ser ouvidas ao mesmo tempo para criar um nova experiência, na real, uma terceira faixa. Testamos e funciona muito bem.

6 – ÀIYÉ – “Terreiro” (2)

Ouvimos o novo disco de Larissa Conforto, agora (há um tempinho) como ÀIYÉ, e gostamos do resultado do álbum, que será lançado só no dia 20 de março. Sai o rock dos tempos de Ventre e entra a experimentação com música eletrônica. As aventuras que ela faz com os ritmos dentro das próprias músicas são uma delícia de ouvir e perceber. Vem discão aí. Se liga.

7 – Vovô Bebê – “Êxodo” (3)

Ainda não deu para cansar deste disco. Alguém viu a manchete do G1: “Vovô Bebê põe Ana Frango Elétrico em ‘Briga de Família’”? Lembrou o saudoso “Notícias Populares”, mas era só uma nota sobre este ótimo som novo da CENA carioca, que tem participação dela, sim, Ana Frango Elétrico. Fique de olho. Projeto de Pedro Carneiro que lembra o antigo grupo Rumo, uma das bandas mais paulistanas que existiram. Olha a ironia geográfica.

8 – Jhony MC – F.A.B (8)
Um dos raps mais certeiros do ano. Que letra que Jhony MC fez. Do futebol aos crimes do Estado. A ligação é bem-feita e o talento do rapper deixa a gente impressionado, como ele avisa na letra. Ouça no YouTube.

9 –  Edgar – “Carro de Boy” (5)
Existe uma linha tênue na hora de fazer música de protesto que vira refrão grudento. Pode pegar mal, banalizar, ficar tosco. Não é o que acontece aqui. Edgar acerta no alvo na denúncia e na produção de um som que cabe na pista. Para dançar com profundidade. Com conceito. Esta canção chega com impactante vídeo e participação do Rico Dalasam.

10 – Kiko Dinucci – “Veneno” (6)
O álbum solo novo de Kiko Dinucci é uma peça e tanto. Violão no comando de tudo. E muita informação ainda há ser captada em futuras audições. A música com Rodrigo Ogi é, de cara, um dos achados do disco e pode dar a prévia do novo álbum do rapper, que tem produção do próprio Kiko. Tudo em casa.

11 – Luana Flores – “Guerreira de Lança (Furmigadub Remix)” (Estreia)
12 – Mahmundi – “Sem Medo (Estreia)
13 – Nego Bala – “Cifrão in Pé” (7)

A música é de 2019, mas está batendo geral mesmo neste ano. Primeiro disco do funkeiro paulistano está sendo preparado. Acho que vamos trombar muito com o nome dele em 2020.

14 – Young Lights – “When You Were Here” (10)

É rock dos EUA, praticamente. Mas é de BH, mesmo. Single novo incrível da banda do multitask Jay Horsth, um dos grandes destaques ao vivo da nova música mineira. E também é um indicativo de disco novo vindo por aí.

15 – Flu & Amigos – “Porco” (11)

Renomado integrante da melhor fase do rock independente gaúcho lááá nos anos 80, começo dos 90, entre outras bastantes coisas participou da chamada formação clássica do clássico grupo DeFalla, Flu resolveu manter sua música viva em 2020 com uma série séria de singles bons. Esta “Porco” é o primeiro.

16 – MC Loma – “Predadora” (12)

E aí, DG? Quem disse que não entendemos de Carnaval? MC Loma fez mais um hit perfeito para a festa mais tradicional do Brasil. Se prepare para ouvir “Predadora” nas ruas, neste mês. Um brega funk na medida para a internet graças a uma letra sobre pegação baseada em signos.

17 –  Manaié – “Tira a Mão” (14)
18 – Francisco El Hombre – “Cai” (Estreia)

19 – Sepultura – “Fear; Pain; Chaos; Suffering” (19)
Em um novo e potente álbum, o Sepultura teve a manha de chamar a incrível Emmily Barreto do Far From Alaska para fazer mais do que uma participação especial. Ela toma conta da última faixa do álbum. Quem quiser ir direto em outra boa do disco: ouça a torta “Ranging Void”.

20 –  Marcelo Perdido – “Santa Clara de Tróia” (16)
21 –  Amen Jr. – “amoretempo” (17)
22 –  Marietta – “Analógica” (18)
Céu de Vênus – “O Acaso Não Existe” (22)
23 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (20)

A música é de 2017, mas se encaixou muito bem no Brasil de 2020. A voz de Juçara Marçal na segunda metade da música, então, só faz a força da música redobrar. Olho nessa banda, no disco, nos shows que eles vão fazer por aí.

24 –  Rohmanelli – “Toneaí” (21)
25 – Carne Doce – “Temporal” (13)

Esta só melhora quanto mais se ouve. Que musiquinha enoooorme soltou o grupo goiano Carne Doce para já anunciar que em 2020 vai ter disco novo, o quarto da banda do casal Macloys/Salma. A gente aqui quer morar nessas guitarrinhas que embalam a música nova, da metade para a frente.

26 –  Liniker – “Não Adianta” (15)

Parte do projeto “Acorda Amor”, Liniker faz um bom cover de uma música do Trio Mocotó. O projeto ainda conta com as vozes de Maria Gadu, Xênia França, Letrux e Luedji Luna. A faixa agora é um dos primeiros passeios solos da cantora após o anúncio essa semana da separação com o grupo Caramelows, que acompanhou Liniker nos seus dois primeiro trabalhos.

27 –  Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (25)
28 –   La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (26)
29 –   Suco de Lúcuma – “Nada No Ar” (27)
30 –  Pabllo Vittar – “Amor De Que” (23)
31 –  Valuá – “Veneno” (28)
32 –  Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (30)
33 –  Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (31)
34 –  Olívia de Amores – “La Cancionera” (32)
35 –  Letícia Persiles – “Trem Fantasma” (33)
36 –  Juliano Guache – “Bombyx Mori No. 1” (34)
37 –  Yannick Hara – “Replicantes” (35)
38 –  ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (36)
39 –  Black Mantra – “Funky Drama” (37)
40 –  Barro – “Ondas do Desejo” (38)
41 –  Julia Melo – “Touch” (44)
42 –  Hiran e Nininha Problemática – “Kika (Com Cara de Mau)” (45)
43 –  Fióti – “Quando For Falar de Amor” (46)

44 –  Karol Conká, Johnny Hooker e Haikaiss – “Pronto pro Rolê” (47)
45 –  Triz – “O Som Vem Assim” (29)
46 –  Bixiga 70 e Luiza Lian – “Alumiô (Cai Na Terra)” (39)
O encontro entre Luiza Lian e Bixiga 70 nasceu com cara de clássico. Fica a deixa para um projeto mais extenso, um álbum, quem sabe? Estamos na espera.
47 –  Nill – “Options” (40)
48 –  Alice Caymmi e ÀTTØØXXÁ – A Noite Inteira (41)

49 – Rashid – “Eu” (42)

Em seu novo álbum, Rashid deixa para a última faixa talvez um de seus melhores sons, a reveladora “Eu”. Uma daquelas reflexões pessoais de um artista que acaba refletindo no ouvinte.

50 – Saskia – “Tô Duvidando” (43)

Já escutou o disco da Saskia? A gaúcha é uma das revelações do ano passado para você também? E a participação do Edgar nesta faixa, então? Outro nível esses dois.

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o Terno Rei, que chegou direto ao topo.

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CENA – No 110v e 220v, a rapper Bivolt lança dois singles que são três músicas! Deu para entender? A gente mostra…

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* A rapper santista Bárbara Bivolt, que já é bem conhecida para os mais atentos na cena pelo singles ou participações especiais, como no disco solo do Edi Rock ou na faixa “Poetisas no Topo”, prepara seu primeiro álbum. Enquanto o disco não chega, ela apresenta dois singles que na verdade são três sons. Não entendeu? A gente explica.

Com produção do escolado produtor Nave (que já assinou trabalhos com Emicida, Karol Conká e Rodrigo Ogi), as faixas “110v” e “220v”, que brincam com o nome da artista, lógico, viram uma terceira faixa quando tocadas juntas. Lembra a experiência do Flaming Lips em “Zaireeka”? A pegada aqui não é tão radical quanto no disco quádruplo, mas é tão interessante quanto.

As faixas funcionam separadamente, sendo “110v” o lado soul e R&B de Bivolt, enquanto “220v” é seu lado 100% rap, batalha de rua. A foto ilustra isso.

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Experiência da agência AKQA São Paulo, que já levou um Cannes pelo projeto “Bluesman” com Baco Exu do Blues, a ideia segue no vídeo da faixa dirigido por Aline Lata, que exibe um dia na vida de Bivolt respeitando as diferenças de voltagem – um mais intenso e outro mais relax.

Aproveita que nosso embed aqui facilita a experiência de dar o play simultâneo, ouça as faixas separadamente e depois em conjunto para o lance da viagem.

As faixas “110v” e “220v” fazem parte do primeiro álbum de Bivolt, que leva o seu nome e saiu hoje. A “terceira música”, as duas juntas, não está no disco.

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