Em bixiga 70:

TOP 50 DA CENA – Pouca mexida no pódio. Carnaval? Dá-lhe Vovô Bebê, Edgar e Kiko Dinucci. Who the fuck is FingerFingerrr?

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1 - cenatopo19

* Depois de semanas até que bem movimentadas, parece que os lançamentos musicais deram uma minguada por conta do carnaval. Com menos músicas novas circulando por aí, foi inevitável repetir esta semana o pódio da semana passada. Na real, as primeiras colocações nem se mexeram. Primeira vez que isso rola no nosso Top 50. Até porque estamos curtindo bem ainda o carioca Vovô Bebê.

Mas não ficamos parados, não. Temos novidades no resto da lista. Além disso, temos algumas subidas e descidas também. E, bom, se estamos perdendo algo, avisem nos comentários que a gente corre para ir ouvir as novidades.

Seeeeeempre lembrando que estamos no Deezer e no Spotify em formato de playlist, com este Top 50. Bonitinho, na ordem. Certo?

Ficamos assim:

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1 – Vovô Bebê – “Êxodo” (1)
Alguém viu a manchete do G1: “Vovô Bebê põe Ana Frango Elétrico em ‘Briga de Família’”? Lembrou o saudoso “Notícias Populares”, mas era só uma nota sobre este ótimo som novo da CENA carioca, que tem participação dela, sim, Ana Frango Elétrico. Fique de olho. Projeto de Pedro Carneiro que lembra o antigo grupo Rumo, uma das bandas mais paulistanas que existiram. Olha a ironia geográfica.
2 – Edgar – “Carro de Boy” (2)
Existe uma linha tênue na hora de fazer música de protesto que vira refrão grudento. Pode pegar mal, banalizar, ficar tosco. Não é o que acontece aqui. Edgar acerta no alvo na denúncia e na produção de um som que cabe na pista. Para dançar com profundidade. Com conceito. Esta canção chega com impactante vídeo e participação do Rico Dalasam.
3 – Kiko Dinucci – “Veneno” (3)
O álbum solo novo de Kiko Dinucci é uma peça e tanto. Violão no comando de tudo. E muita informação ainda há ser captada em futuras audições. A música com Rodrigo Ogi é, de cara, um dos achados do disco e pode dar a prévia do novo álbum do rapper, que tem produção do próprio Kiko. Tudo em casa.
4 – Young Lights – “When You Were Here” (5)
É rock dos EUA, praticamente. Mas é de BH, mesmo. Single novo incrível da banda do multitask Jay Horsth, um dos grandes destaques ao vivo da nova música mineira. E também é um indicativo de disco novo vindo por aí.
5 – Flu & Amigos – “Porco” (4)
Renomado integrante da melhor fase do rock independente gaúcho lááá nos anos 80, começo dos 90, entre outras bastantes coisas participaou da chamada formação clássica do clássico grupo DeFalla, Flu resolveu manter sua música viva em 2020 com uma série séria de singles bons. Esta “Porco” é o primeiro.
6 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (Estreia)
Os caras são uma banda punk com influência de hip-hop (what?) que voltam com essa pedrada que dá o tom do que vem no segundo disco da banda. A música ainda não saiu, mas a dica está dada.
7 – MC Loma – “Predadora” (6)
E aí, DG? Quem disse que não entendemos de Carnaval? MC Loma fez mais um hit perfeito para a festa mais tradicional do Brasil. Se prepare para ouvir “Predadora” nas ruas, neste mês. Um brega funk na medida para a internet graças a uma letra sobre pegação baseada em signos.
8 – Nego Bala – “Cifrão in Pé” (Estreia)
A música é de 2019, mas está batendo geral mesmo neste ano. Primeiro disco do funkeiro paulistano está sendo preparado. Acho que vamos trombar muito com o nome dele em 2020.
9 – Carne Doce – “Temporal” (7)
Esta só melhora quanto mais se ouve. Que musiquinha enoooorme soltou o grupo goiano Carne Doce para já anunciar que em 2020 vai ter disco novo, o quarto da banda do casal Macloys/Salma. A gente aqui quer morar nessas guitarrinhas que embalam a música nova, da metade para a frente.
10 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (Estreia)
Namorados, Luedji e Zudzilla fizeram um dueto daqueles quentes. Pelo que adianta Alexandre Matias no Trabalho Sujo, a faixa dá a fica do próximo álbum de Luedji, mais hip hop no ótimo som que quem viu ela no Popload Festival já conhece.
11 – Liniker – “Não Adianta” (24)
Parte do projeto “Acorda Amor”, Liniker faz um bom cover de uma música do Trio Mocotó. O projeto ainda conta com as vozes de Maria Gadu, Xênia França, Letrux e Luedji Luna. A faixa agora é um dos primeiros passeios solos da cantora após o anúncio essa semana da separação com o grupo Caramelows, que acompanhou Liniker nos seus dois primeiro trabalhos.
12 – Sepultura – “Fear; Pain; Chaos; Suffering” (10)
Em um novo e potente álbum, o Sepultura teve a manha de chamar a incrível Emmily Barreto do Far From Alaska para fazer mais do que uma participação especial. Ela toma conta da última faixa do álbum. Quem quiser ir direto em outra boa do disco: ouça a torta “Ranging Void”.
13 – Marcelo Perdido – “Santa Clara de Tróia” (12)
14 – Manaié – “Tira a Mão” (14)
15 – Terno Rei – “São Paulo” (8)
Ingressos esgotados em São Paulo em 20 minutos. Algo sério vem acontecendo com o Terno Rei. A febre em torno da banda só aumenta, shows lotados em outras cidades também. “Violeta”, o disco mais recente da banda, completou um ano, mas parece que está só no começo de uma jornada de conquistas. Esta “São Paulo” tem um sabor da new wave paulistana dos anos 80, revisitada. Coisa fina.
16 – Amen Jr. – “amoretempo” (13)
17 – Marietta – “Analógica” (17)
18 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (15)
A música é de 2017, mas se encaixou muito bem no Brasil de 2020. A voz de Juçara Marçal na segunda metade da música, então, só faz a força da música redobrar. Olho nessa banda, no disco, nos shows que eles vão fazer por aí.
19 – Rohmanelli – “Toneaí” (19)
20 – Céu de Vênus – “O Acaso Não Existe” (21)
21 – Bixiga 70 e Luiza Lian – “Alumiô (Cai Na Terra)” (22)

O encontro entre Luiza Lian e Bixiga 70 nasceu com cara de clássico. Fica a deixa para um projeto mais extenso, um álbum, quem sabe? Estamos na espera.
22 – Pabllo Vittar – “Amor De Que” (25)
23 – Suco de Lúcuma – “Nada No Ar” (28)
24 – Nill – “Options” (9)
25 – Alice Caymmi e ÀTTØØXXÁ – A Noite Inteira (23)
26 – Rashid – “Eu” (16)

Em seu novo álbum, Rashid deixa para a última faixa talvez um de seus melhores sons, a reveladora “Eu”. Uma daquelas reflexões pessoais de um artista que acaba refletindo no ouvinte.
27 – Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (Estreia)
28 – Vivian Kuczynski – “Carne” (11)

O novo single da Vivian ganhou um belo vídeo. Por isso destacamos “Carne” por aqui, outra das boas músicas do álbum de estreia da curitibana de 16 anos, single que tem uma letra que está na parte de críticas sociais do disco, segundo ela, mesmo que um tanto cifrada. Nem tanto assim. É só prestar atenção na menina.
29 – Lava Divers – “My Boy” (18)
Banda clássica do indie mineiro, o Lava Divers lançou um vídeo de música de 2017 para dizer que neste 2020 vem novidade por aí. Ótimo indie rock para aquecer os ouvidos _ e esperar ansiosamente por inéditas do Divers.
30 – Rincon Sapiência – “Real Oficial” (20)
Uma das muitas boas músicas do mais recente álbum de Rincon Sapiência, um disco lançando no final de 2019 e que passou meio batido, injustamente, pelo menos por aqui. Corrigimos a rota agora.
31 – La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (36)
32 – Saskia – “Tô Duvidando” (26)

Já escutou o disco da Saskia? A gaúcha é uma das revelações do ano passado para você também? E a participação do Edgar nesta faixa, então? Outro nível esses dois.
33 – Hot e Oreia – “Estilo” (27)
Da ótima cena mineira de rap, Hot e Oreia conseguem dosar aqui humor e mensagem de uma maneira única. A sacada “Cês são CS, eu RPG” é para poucos. E o “pior” é que o som é bem bom. Olho neles.
34 – Valuá – “Veneno” (41)
35 – AIYÉ – “Terreiro” (30)
36 – Rachel Reis – “Ventilador” (31)
37 – Anderson Primo – Ocê, Oceano” (32)
38 – Triz – “O Som Vem Assim” (35)
39 – Linn Da Quebrada – “Oração” (29)
40 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (Estreia)
41 – Olívia de Amores – “La Cancionera” (40)
42 – Juliano Guache – “Bombyx Mori No. 1” (Estreia)
43 – Yannick Hara – “Replicantes” (39)
44 – Letícia Persiles – “Trem Fantasma” (Estreia)
45 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (Estreia)
46 – Bruno Capinam – “Mais Amor” (37)
47 – Karol de Souza – “Tambor” (43)
48 – Decaer & Vulgar Débil – “Na Taverna, Eu e Você: Aparições” (42)
49 – Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (Estreia)
50 – Fióti – “Quando For Falar de Amor” (Estreia)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora Liniker. O duo punk paulistano FingerFingerrr ilustra a foto da chamada do post na home da Popload.

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Top 50 da CENA – Olha o Vovô Bebê no topo do Top. Mais Young Lights, o Flu e MC Loma. Tem até Sepultura entre as dez +

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1 - cenatopo19

* Prontos para o Top 50 da semana? Já deu para entender o nosso ritmo, não? Estamos aqui para te falar do que andamos ouvindo, uma playlist sem robô, feita na mão. Do que chegou a nós e gostamos, por alguma razão. E, dentro desse gostar, montamos um ranking que não é exatamente uma competição, e sim uma conversa sobre as músicas que na semana nos impactou de alguma forma, nos fez falar entre nós, discutir, ponderar aspectos, estilos, ritmos, momentos.

Nesta semana destacamos o lançamento do disco do Vovô Bebê, um bom lançamento da CENA carioca, e também novidades de um medalhão, tipo o Sepultura. Quem fuçar na lista vai ouvir artistas ainda por serem descobertos, até por nós, que gostamos de um som deles e agora vamos atrás de outros para saber mais.

Sempre lembrar que estamos no Deezer e no Spotify em formato de playlist, com este Top 50. Bonitinho, na ordem. Certo?

Vamos logo a ele, então.

novovovo

1 – Vovô Bebê – “Êxodo” (4)
Alguém viu a manchete do G1: “Vovô Bebê põe Ana Frango Elétrico em ‘Briga de Família’”? Lembrou o saudoso “Notícias Populares”, mas era só uma nota sobre este ótimo som novo da CENA carioca, que tem participação dela, sim, Ana Frango Elétrico. Fique de olho. Projeto de Pedro Carneiro que lembra o antigo grupo Rumo, uma das bandas mais paulistanas que existiram. Olha a ironia geográfica. O disco dele saiu hoje, ouça agora!
2 – Edgar – “Carro de Boy” (1)
Existe uma linha tênue na hora de fazer música de protesto que vira refrão grudento. Pode pegar mal, banalizar, ficar tosco. Não é o que acontece aqui. Edgar acerta no alvo na denúncia e na produção de um som que cabe na pista. Para dançar com profundidade. Com conceito. Esta canção chega com impactante vídeo e participação do Rico Dalasam.
3 – Kiko Dinucci – “Veneno” (2)
O álbum solo novo de Kiko Dinucci é uma peça e tanto. Violão no comando de tudo. E muita informação ainda há ser captada em futuras audições. A música com Rodrigo Ogi é, de cara, um dos achados do disco e pode dar a prévia do novo álbum do rapper, que tem produção do próprio Kiko. Tudo em casa.
4 – Flu & Amigos – “Porco” (Estreia)
Renomado integrante da melhor fase do rock independente gaúcho lááá nos anos 80, começo dos 90, entre outras bastantes coisas participaou da chamada formação clássica do clássico grupo DeFalla, Flu resolveu manter sua música viva em 2020 com uma série séria de singles bons. Esta “Porco” é o primeiro.
5 – Young Lights – “When You Were Here” (Estreia)
É rock dos EUA, praticamente. Mas é de BH, mesmo. Single novo incrível da banda do multitask Jay Horsth, um dos grandes destaques ao vivo da nova música mineira. E também é um indicativo de disco novo vindo por aí.
6 – MC Loma – “Predadora” (Estreia)
E aí, DG? Quem disse que não entendemos de Carnaval? MC Loma fez mais um hit perfeito para a festa mais tradicional do Brasil. Se prepare para ouvir “Predadora” nas ruas, neste mês. Um brega funk na medida para a internet graças a uma letra sobre pegação baseada em signos.
7 – Carne Doce – “Temporal” (5)
Esta só melhora quanto mais se ouve. Que musiquinha enoooorme soltou o grupo goiano Carne Doce para já anunciar que em 2020 vai ter disco novo, o quarto da banda do casal Macloys/Salma. A gente aqui quer morar nessas guitarrinhas que embalam a música nova, da metade para a frente.
8 – Terno Rei – “São Paulo” (3)
Ingressos esgotados em São Paulo em 20 minutos. Algo sério vem acontecendo com o Terno Rei. A febre em torno da banda só aumenta, shows lotados em outras cidades também. “Violeta”, o disco mais recente da banda, completou um ano, mas parece que está só no começo de uma jornada de conquistas. Esta “São Paulo” tem um sabor da new wave paulistana dos anos 80, revisitada. Coisa fina.
9 – Nill – “Options” (6)
Nill sempre manda bem e seu novo single já entra aqui no nosso Top 50, substituindo a faixa anterior dele que estava num Top 50 dos anteriores.
10 – Sepultura – “Fear; Pain; Chaos; Suffering”
Em um novo e potente álbum, o Sepultura teve a manha de chamar a incrível Emmily Barreto do Far From Alaska para fazer mais do que uma participação especial. Ela toma conta da última faixa do álbum. Quem quiser ir direto em outra boa do disco: ouça a torta “Ranging Void”.
11 – Vivian Kuczynski – “Carne” (7)
O novo single da Vivian ganhou um belo vídeo. Por isso destacamos “Carne” por aqui, outra das boas músicas do álbum de estreia da curitibana de 16 anos, single que tem uma letra que está na parte de críticas sociais do disco, segundo ela, mesmo que um tanto cifrada. Nem tanto assim. É só prestar atenção na menina.
12 – Marcelo Perdido – “Santa Clara de Tróia” (14)
13 – Amen Jr. – “amoretempo” (Estreia)
14 – Manaié – “Tira a Mão” (Estreia)
15 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (8)
A música é de 2017, mas se encaixou muito bem no Brasil de 2020. A voz de Juçara Marçal na segunda metade da música, então, só faz a força da música redobrar. Olho nessa banda, no disco, nos shows que eles vão fazer por aí.
16 – Rashid – “Eu” (9)
Em seu novo álbum, Rashid deixa para a última faixa talvez um de seus melhores sons, a reveladora “Eu”. Uma daquelas reflexões pessoais de um artista que acaba refletindo no ouvinte.
17 – Marietta – “Analógica” (Estreia)
18 – Lava Divers – “My Boy” (10)
Banda clássica do indie mineiro, o Lava Divers lançou um vídeo de música de 2017 para dizer que neste 2020 vem novidade por aí. Ótimo indie rock para aquecer os ouvidos _ e esperar ansiosamente por inéditas do Divers.
19 – Rohmanelli – “Toneaí” (Estreia)
20 – Rincon Sapiência – “Real Oficial” (11)
Uma das muitas boas músicas do mais recente álbum de Rincon Sapiência, um disco lançando no final de 2019 e que passou meio batido, injustamente, pelo menos por aqui. Corrigimos a rota agora.
21 – Céu de Vênus – “O Acaso Não Existe” (12)
22 – Bixiga 70 e Luiza Lian – “Alumiô (Cai Na Terra)” (17)
O encontro entre Luiza Lian e Bixiga 70 nasceu com cara de clássico. Fica a deixa para um projeto mais extenso, um álbum, quem sabe? Estamos na espera.
23 – Alice Caymmi e ÀTTØØXXÁ – A Noite Inteira (13)
24 – Liniker – “Não Adianta” (16)
Parte do projeto “Acorda Amor”, Liniker faz um bom cover de uma música do Trio Mocotó. O projeto ainda conta com as vozes de Maria Gadu, Xênia França, Letrux e Luedji Luna. O disco saí nesta terça-feira.
25 – Pabllo Vittar – “Amor De Que” (26)
26 – Saskia – “Tô Duvidando” (18)
Já escutou o disco da Saskia? A gaúcha é uma das revelações do ano passado para você também? E a participação do Edgar nesta faixa, então? Outro nível esses dois.
27 – Hot e Oreia – “Estilo” (20)
Da ótima cena mineira de rap, Hot e Oreia conseguem dosar aqui humor e mensagem de uma maneira única. A sacada “Cês são CS, eu RPG” é para poucos. E o “pior” é que o som é bem bom. Olho neles.
28 – Suco de Lúcuma – “Nada No Ar” (32)
29 – Linn Da Quebrada – “Oração” (23)
30 – AIYÉ – “Terreiro” (24)
31 – Rachel Reis – “Ventilador” (33)
32 – Anderson Primo – Ocê, Oceano” (34)
33 – Apeles – “A Alegria dos Dias Dorme no Calor dos Teus Braços” (15)
34 – Francisco, El Hombre – “Matilha :: coleira ou cólera” (36)
35 – Triz – “O Som Vem Assim” (38)
36 – La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (39)
37 – Bruno Capinam – “Mais Amor” (37)
38 – João Bragança – “Bala Doce” (40)
39 – Yannick Hara – “Replicantes” (Estreia)
40 – Olívia de Amores – “La Cancionera” (Estreia)
41 – Valuá – “Veneno” (Estreia)
42 – Decaer & Vulgar Débil – “Na Taverna, Eu e Você: Aparições” (41)
43 – Karol de Souza – “Tambor” (44)
44 – Aori – “Xx/Xx” (45)
45 – Saulo – “Bahia Mãe” (47)
46 – Caio – “Entorna” (43)
47 – Trabalho Espaciais Manuais – “Terras Brasais” (48)
48 – Terra Mãe – “Retrato” (50)
49 – SZEL – “A 2 Passos” (Estreia)
50 – Romero Ferro – “Love Por Você” (Estreia)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico carioca Vovô Bebê. O Kiko Dinucci ilustra a foto da chamada do post na home da Popload.

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CENA – Bixiga 70 lança vídeo de “Quebra Cabeça” na Popload. Com o Jimmy the Dancer… dançando. E faz shows em SP nesta semana

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A superbanda paulistana Bixiga 70 tem sido cada vez mais superbanda, pelo tamanho de sua musicalidade e alcances, orquestrada por nove integrantes, seu destaque como grupo instrumental numa cena/país onde grupo instrumental tem pouco destaque e já por sua tarimbada carreira em festivais grandiosos tipo Glastonbury, Roskilde e Popload (cóf.).

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Toda essa fama de “Banda instrumental mais popular do país e nome forte da nova MPB” (Folha de S.Paulo, ontem), isso sem dizer uma palavra, vai ser colocada mais uma vez à prova nesta semana, quando o Bixiga 70 lança seu quarto disco, “Quebra Cabeça”, e faz três shows em São Paulo para lançar este novo trabalho ao vivo.

“Quebra Cabeça”, o disco, chega ao streaming nesta sexta-feira. Mas desde quinta e até sábado a big band do bairro do Bexiga lança no bairro da Pompéia, mais precisamente no Sesc de lá, o “Quebra Cabeça”, o show.

((será que ainda tem ingresso a esta altura?!?))

O negócio aqui é que a Popload lança agora “Quebra Cabeça”, a música, em vídeo.

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O vídeo do suingadaço e ótimo primeiro single do novo álbum tem a participação especialíssima do figura Jimmy the Dancer, ex-morador de ruas, ligado à cena de dub-reggae de SP, dançarino honorário do Bixiga 70 tipo o Bez do Happy Mondays, entre outras tretas. O visual para “Quebra Cabeça” remonta a história pessoal de Jimmy. O vídeo, alta produção, foi gravado nas ruas do Bexiga, tem direção de Chico Porto, figurino de Fabiana Souza, com a produção da Awake Film.

Bixiga 70 novo, “Quebra Cabeça”, o vídeo, Jimmy the Dancer. Tudo aqui embaixo.

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* As fotos do Bixiga 70, deste post e da chamada da home da Popload, são de José de Holanda.

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Mistureba das boas que envolve o Los Pirata e o Bixiga 70, Atønito faz show nesta sexta, em SP

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Na noite desta sexta, 22, conhecida como hoje, o Sesc Pompeia recebe o show de lançamento de um trio que, junto, deve possuir um dos maiores currículos musicais que o Popload já publicou por aqui: é o projeto Atønito. Composto por Cuca Ferreira junto de Loco Sosa e Ro Fonseca, o grupo toca seu primeiro disco em uma sessão de lançamento, destrinchando um trabalho lançado em 2017 e recheado de participações tão especiais quanto as discografias e projetos que os músicos já fizeram parte.

Cuca Ferreira é um dos fundadores do Bixiga 70 e músico responsável por participar de três grandes discos nacionais internacionalmente premiados, “A Mulher do Fim do Mundo”, de Elza Soares, “Dancê”, de Tulipa Ruiz e “Donato Elétrico”, de João Donato. Loco Sosa foi integrante de uma das melhores bandas que o Brasil já teve (garanto), a clássica Los Pirata, perdida nos registros arcaicos dos anos de ouro da MTV brasileira, lá de 2000, além de tocar com Curumin, Pélico, Vanguart e outros. Já Ro Fonseca, tem mais de 20 anos de experiência em produção musical, atuando quase toda a sua carreira como músico de estúdio para diversas bandas nacionais.

A mistura dessas três mentes carregadas de experiências e também de referências, deu vida a um projeto experimental e inrotulável, baseado em arranjos completos e improvisações complexas. Segundo Cuca, a Atønito foi uma forma de concentrar tudo aquilo que não cabia mais em seus projetos atuais e experimentar além do que fez em suas bandas até aqui.

Com 8 músicas e pouco mais de 30 minutos de duração, o trio ainda conta com a participação do músico e produtor de “A Mulher do Fim do Mundo”, Gui Kastrup e Kiko Dinucci, guitarrista do Metá Metá e conhecido da cena nacional por seus muitos projetos e trabalhos lançados. Nesses sons eles misturam diferentes camadas de instrumentos para criarem uma verdadeira experiência sonora. Imagina ao vivo.

Para ver de perto o lançamento do primeiro disco do Atønito, os ingressos estão sendo vendidos no site do Sesc Pompeia e também no local. O evento ocorre hoje, 22 de junho, a partir das 21h e contará com a participação de Gui Kastrup e Teago Oliveira, da banda Maglore. Mais informações você encontra no evento oficial do show no Facebook.

** Link do evento.

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CENA – Picnik Festival, sábado, com Ava Rocha, Congo Congo, Teach Me Tiger e a falta de um Jeremy Corbyn. Ou homenagens ao nosso Corbyn-às-avessas

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* Num final de semana em que o maior festival do mundo, o inglês Glastonbury, consagrou um político-esperança (Jeremy Corbyn) como atração no meio de mil bandas, na Brasília de tantos políticos daqueles um dos menores grandes festivais indies levou o rock alternativo ao meio do poder. Alguns gritos de “Fora Temer” foram o contraponto brasileiro, a “resposta” do Picnik ao Glastonbury. Whatever.

No primeiro dia do Picnik Festival, o sábado, atrações locais (Brancunian e Transquarto) misturadas ao bom levante mineiro (Teach Me Tiger e Congo Congo) abriram o caminho dos grandes Bixiga 70, de SP, e da impressionante Ava Rocha, do Rio. O Firefriend, trio paulistano com pé em Brasília, mais a tradicionalíssima Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, candanga, completaram o bom primeiro dia de shows.

Antes, necessário dizer, uma cerimônia xamânica com pessoas dando as mãos em frente ao palco principal abriu o festival. Foi um agradecimento ao solo em que o festival estava sendo realizado. Picnik é destes.

O visual do Picnik é espetacular, de tão bizarro. Porque o visual de Brasília é espetacular de tão bizarro. Nesta edição realizada no parque que compreende a Fonte da Torre da TV, o festival instalou sua tenda de circo e a maior área gastronômica dos festivais brasileiros no Eixo Monumental, o corpo do avião, a avenidona que desemboca no suntuoso Palácio do Congresso Nacional. De um lado do Picnik fica a Asa Norte, do outro, a Sul. Ali na Norte, na paisagem de prédios está o famoso Hotel Eron, abandonado e pixado, invadido no ano passado por desabrigados, que foram expulsos em uma manobra militar cinematográfica. A três edifícios de distância, e em fase de acabamento, está um dos hotéis da cadeia Fasano, projetado pelo arquiteto paulista Isay Weinfeld. Brasila é muito loka.

Um pouco dos shows, em fotos e vídeos, do sabadão do Picnik.

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Acima, no fim da estrada, o Palácio do Congresso Nacional. O Picnik Festival é à esq. da foto. Abaixo, a tenda circense onde fica o palco principal

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Acima, arranjos de oferenda à Mãe Terra para cerimônia xamânica que inaugurou o Picnik Festival. Abaixo, a banda paulista Bixiga 70, uma das atrações principais, passando o som durante a tarde

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A banda Brancunians, da nova geração de Brasília, do vocalista e guitarrista Gap Gap, se apresenta no Picnik Festival

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Acima, Breno Brites, guitarrista, e o irmão Bruno se apresentam na Kombi da Lombra Records, que era o palco dois do Picnik, como Bilis Negra; abaixo, o grupo carioca Beach Combers, de surf music

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