Em bjork:

Björk remixada, parte 2

>>

230615_bjork2

Saiu a segunda parte retrabalhada de “Vulnicura”, disco #9 da carreira da excêntrica Björk, lançado no início deste ano. O álbum ganha trato sonoro de diversos produtores e artistas. Depois de “Notget”, “Family”, “Lionsong” e “History of Touches” remixadas por Lotic, Kate Gatley, Mica Levi e Krampfhaft, a nova leva aponta para as remixes de “History of Touches” “Lionsong” e “Mouth Mantra”, feita pelos produtores Rabit, UNTOLD e Haxan Cloak.

Björk tem olhado com certo carinho para a América do Sul. Segundo a própria, sua intenção é passar pela região com a nova turnê. A islandesa não vem ao Brasil desde 2007. Antes, a cantora tocou por aqui em 1996 e 1998. Há três anos, ela cancelou sua apresentação no Sónar brasileiro de 2012, por problemas de saúde.

Para ouvir as novas canções remixadas, clique aqui ou na imagem abaixo, em cortesia da Dazed.

>>

As últimas da Björk, de olho na América do Sul

>>

100615_bjork1

Rotular Björk apenas como “cantora” chega a ser sacrilégio. A islandesa, uma das artistas mais completas, polêmicas e às vezes incompreendidas do pop vem explorando e muito sua criatividade com o novo disco, “Vulnicura”, nono dela de estúdio, lançado no início deste ano. Só nesta semana, ela aparece em manchetes com pelo menos três pautas distintas. E, melhor, ótimas.

1 – O vídeo de “Black Lake”, canção sensível de 10 minutos (melhor do disco), que retrata bem a “fragilidade sentimental” do álbum, foi divulgado para o mundo todo. A obra do diretor Andrew Thomas Huang foi projetada primeiro em uma exposição multimídia sobre a artista, realizada no Museu de Arte Moderna – MoMA – de Nova York.
Com aquela classe perturbadora de sempre, o clipe foi filmado com imagens em 360º mostrando a cantora vagando em fendas entre rochas, até encontrar uma saída. E, em seguida, a luz. Repetindo: 10 minutos dramáticos.

2 – “Vulnicura” vai ganhar uma versão remixada. A primeira leva de releituras tem as faixas “Notget”, “Family”, “Lionsong” e “History of Touches”. As novas versões ficaram por conta dos artistas Lotic, Kate Gatley, Mica Levi e Krampfhaft, respectivamente.

3 – Por fim, a cantora concedeu uma rara entrevista hoje pelo Facebook, em ação promovida pela revista cool Dazed and Confused. Björk respondeu perguntas dos fãs sobre o novo álbum e também sobre questões gerais. Em relação à parte em que nos cabe, a islandesa disse ser fã do funk brasileiro, mais especificamente do MC Brinquedo, que lhe foi apresentado pelo seu parceiro musical venezuelano Arca. Björk inclusive tocou uma faixa do MC brasileiro em uma discotecagem em Nova York mês passado.
No meio das perguntas, óbvio, apareceu um brasileiro perguntando quando a cantora vem ao Brasil. Björk respondeu que existem planos que caminham para isso “na próxima primavera”, citando ainda países como Colômbia e Venezuela como destinos bem encaminhados.
A islandesa não vem ao país desde 2007, quando fez sua última turnê de três em solo brasileiro. As outras duas foram em 1996 e 1998. Em 2012, Björk cancelou em cima da hora sua apresentação no Sónar daquele ano, em São Paulo, quando se afastou dos palcos após a descoberta de nódulos em suas cordas vocais.

Pensando um pouco alto: considerando que a agenda da cantora aponta uma apresentação no Iceland Airwaves na primeira semana de novembro como “última data” do ano até o momento, que o Sónar brasileiro cai na nossa primavera (última semana de novembro), e que a cantora está “devendo” um show na versão brasileira do festival, será que…

>>

Ouça “Stonemilker”, novo single da Björk

>>

260115_bjork

Responsável por uma das principais polêmicas do mundo pop neste começo de 2015, o disco “Vulnicura”, nono da carreira da respeitadíssima cantora islandesa Björk, continua dando o que falar.

Programado para sair em março, o álbum teve seu lançamento antecipado para tentar amenizar o precoce vazamento na internet, semana passada. Nas primeiras 24 horas, entrou de cara no Top 20 britânico, por exemplo.

Só agora, o staff da cantora começa a trabalhar o disco de forma “oficial” na imprensa, como se nada estivesse acontecendo, quando na verdade tudo está acontecendo. Björk liberou para alguns sites e blogs mundo afora a canção “Stonemilker”, a que abre o álbum e é provavelmente a melhor do registro. A faixa é aparentemente a melhor, talvez porque vem antes de enjoar de tudo, já que “Vulnicura” se arrasta do meio para frente.

Em “Stonemilker”, Björk meio que entrega que o disco vai ser o classicismo de vanguarda que pontua o álbum todo. Com produção tocada pelo venezuelano Arca, ele tenta dar o tom eletrônico ao álbum, quando ele consegue vencer a estrutura rococó da islandesa. Ele botou experimentalismos clássicos com cheiro de futuro para a voz inconfundível de Björk reinar por cima.

Mesmo que o tal classicismo cheire a um constante retorno de algo que já nos soa familiar, “Stonemilker” é bem boa e pode ser ouvida abaixo.

* Vulnicura, tracklist
01. Stonemilker (6:49)
02. Lionsong (6:16)
03. History of Touches (2:56)
04. Black Lake (10:04)
05. Family (7:57)
06. NotGet (6:23)
07. Atom Dance (ft. Antony Hegarty) (8:08)
08. Mouth Mantra (6:06)
09. Quicksand (3:48)

** Fotos: Wellhart/One Little Indian

>>

Lá vem a Björk. Hum…

>>

* Assunto pop dos últimos dias, Björk foi a mais nova contemplada com um “velho problema” que ataca o mercado. A cantora islandesa viu seu novo álbum “Vulnicura” cair todinho na internet, poucos dias depois de ela mesma anunciar o lançamento oficial da obra para março.

Com produção que envolve Arca e The Haxam Cloak e até colaboração de luxo de Antony Hegarty, do Antony and the Johnsons, “Vulnicura” viu seus planos de lançamento se alterarem em caráter de urgência graças ao vazamento. O álbum foi disponibilizado na íntegra no iTunes na última terça-feira, 19.

Diante da correria toda, a Folha de São Paulo “me forçou” a ouvir o álbum para escrever uma resenha e o que eu achei está reproduzido abaixo, em texto publicado na edição de ontem (21/01) no jornal.

220115_bjork2

Saudades de disco novo de Björk somem após 4ª faixa

Há partes no meio da faixa com pegada medieval “Black Lake”, canção mais bonita e mais longa (dez minutos!) do novo disco da cantora islandesa Björk, em que o som é mínimo, sem voz, um quase silêncio.

Passaram-se quatro canções inteiras —”Black Lake” é a quarta—, e ouso dizer que uma possível saudade de um álbum novo de Björk, depois de quatro anos longe de estúdio, já se foi.

Segundo Björk, “Vulnicura” é um “álbum sobre feridas e sobre a cura dessas feridas”. Após ter vazado na internet, teve de ser lançado às pressas nesta terça (20).

Uma das artistas mais inusitadas a habitar o pop desde que era indie e às vezes dividia vocais no Sugarcubes, Björk continua uma cantora única num universo que já foi indie, roçou o pop e agora é representante de uma certa “música clássica de vanguarda”. Aliás, faz um tempo que ela reina nessa seara.

E isso tem dois lados, o bom e o ruim. E, no caso deste nono álbum de estúdio da cantora, “Vulnicura” pende mais para o segundo lado.

Não que as músicas sejam ruins, longe disso. O disco foi construído pelo produtor venezuelano Arca, engenheiro de som moderno que vive em Londres e é bastante badalado hoje em dia. Ele botou experimentalismos clássicos com cheiro de futuro para a voz inconfundível de Björk reinar por cima.

Mas tal classicismo cheira a déjà-vu. Não se sabe se Arca não conseguiu conduzir Björk para novos lugares ou se Björk engessou Arca com seus maneirismos vocais.

O disco tende a crescer um pouco pelo dom de a islandesa ser menos uma “simples cantora” e mais um “editorial musical”.

Björk precisa de imagens e isso ela terá –seja pelos vídeos, pelo figurino do novo show (ela marcou sete apresentações em Nova York) ou pela retrospectiva que seu multifacetado trabalho vai ganhar no MoMA, em Nova York.

Assim, em audição rápida, como foi rápida a correria do lançamento, “Vulnicura” é um exercício para ouvir a sonoridade “retromoderna” que Arca construiu versus um modo gasto de Björk gemer vocais, em que tece atmosferas muito próximas ao que ela já fez em álbuns anteriores, principalmente em “Vespertine”, de 2001.

Em “Vulnicura”, muitas vezes, essa junção Björk/Arca parece não funcionar.

Ou, pelo menos, já que o disco está longe de ser ruim, não funciona do jeito que esperávamos ou queríamos.

AVALIAÇÃO: regular

* “Vulnicura”, tracklist
1. Stonemilker
2. Lionsong
3. History of Touches
4. Black Lake
5. Family
6. Notget
7. Atom Dance (feat. Antony)
8. Mouth Mantra
9. Quicksand

>>

Após 35 anos, Kate Bush volta para o show 1 de 22 em Londres

270814_katebush1

A veterana e sumida cantora pop Kate Bush fez show histórico na noite de ontem, no Hammersmith Apollo, em Londres. Ela estava longe dos palcos por opção pessoal há 35 anos, época em que era uma das principais cantoras do mundo graças ao mega hit “Wuthering Heights”, que tem um dos vídeos mais famosos de todos os tempos.

No auge da carreira, Kate Bush abandonou sua turnê em 1979 na sexta semana. Os motivos alegados para a repentina desistência da cantora em cumprir os shows foram (1) o medo dela em viajar de avião e (2) a morte de um importante membro de sua equipe de turnê, em um acidente, que teria afetado psicologicamente a cantora.

No início deste ano, após longas negociações, a cantora resolveu topar uma turnê residente no Hammersmith Apollo, local onde ela se apresentou pela última vez no fim dos anos 70. A princípio, ela faria 15 shows, cada um para cerca de 4 a 5 mil pessoas. O simples fato da notícia ser divulgada fez os promotores aumentarem para 22 datas, que começaram ontem e vão até outubro. Todos os ingressos foram esgotados em menos de 15 minutos. Para os 22 shows. Sério.

270814_katebush2

A primeira das 22 datas foi ontem. Kate cantou grandes sucessos da carreira por 3 horas, mas deixou de fora seu maior clássico, justamente “Wuthering Heights”. Super aplaudida, interagiu com o público, mas proibiu fotos e vídeos. Pediu para que os fãs “não compartilhassem nas redes sociais”. Assistindo ao show estavam gente do nível de Madonna, Björk e Lily Allen.

Nesta semana, Kate volta a se apresentar hoje, sexta e sábado. Confira as datas abaixo seguidas de um vídeo “escondido” do show e o setlist de ontem.

* Kate Bush, datas (Londres)
* agosto: 26, 27, 29, 30
* setembro: 2, 3, 5, 6, 9, 10, 12, 13, 16, 17, 19, 20, 23, 24, 26, 27, 30
* outubro: 1º

* Setlist (via Consequence of Sound)
Lily
Hounds of Love
Joanni
Running Up That Hill
Top of the City
King of the Mountain

The Ninth Wave
And Dream of Sheep
Under Ice
Waking the Witch
Watching You Without Me
Jig of Life
Hello Earth
The Morning Fog

A Sky of Honey
Prelude
Prologue
An Architect’s Dream
The Painter’s Link
Sunset
Aerial Tal
Somewhere in Between
Nocturn
Aerial

Among Angels
Cloudbusting

>>