Em black drawing chalks:

CENA – Black Drawing Chalks + Hellbenders em single novo. Vale o quanto pesa(m)

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* Que Goiânia é fonte de algumas das melhores bandas brasileiras, principalmente as de um som mais pesado, todo mundo sabe – ou deveria saber. Agora, duas das nossas favoritas, Black Drawing Chalks e Hellbenders, acabam de lançar uma música em conjunto, chamada “Easy/Low”, e é tão boa quanto se espera que uma parceria assim seja. O guitarrista/vocalista do Hellbenders Braz Torres Neme a explicou, em post no Facebook: “Gravada no fim do ano passado com Douglas na bateria, Chita Augusto no baixo, eu na guitarra e backings, Renato Cunha nas guitarra ambientosa e Diogo Fleury nos vocais magníficos”.

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Enquanto o Black Drawing Chalks anda “parado” numa espécie de hiato, tendo feito seu último disco em 2012, o Hellbenders lançou seu último LP em 2016 – o excelente “Peyote”, gravado no Rancho de La Luna, estúdio californiano no meio do deserto. Em 2014, as duas bandas já haviam lançado a ótima “The Chase” (que também contava com a banda Dry), e, no ano passado, fizeram um show juntas no festival Bananada. Agora, temos “Easy/Low”, e a dúvida de quando podemos esperar mais material incrível assim. Em breve, esperamos.

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CENA – Bananada 7 de 7 – Mano Brown, Karol Conka, Far From Alaska, Rakta, Teto Preto, Tulipa Ruiz…

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* Popload em Goiânia. Para acabar esse Bananada sem fim…

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Crossover de coisas, ideias, pessoas, nunca pensei que num mesmo festival indie pudesse ter, sei lá, Black Drawing Chalks e Mano Brown. Quase num mesmo horário, estar tocando a banda indie shoegaze sorocabana Wry num palco e a rapper paranaense Karol Conka em um outro. Assim foi o Bananada de domingo, dia 14, encerrando uma semana cabulosa de som bom, lugares incríveis, gente bacana, tudo certo.

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Abaixo, um dos melhores momentos do Bananada 2017 em sua noite final. Com vídeo de galera e fotos incríveis do Ariel Martini, parte integrande do não menos incrível I Hate Flash

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Mulherada power. Acima, a possante Angela Carneosso em show fora do normal do Teto Preto, a banda-festa. Abaixo, as garotas do feroz Far From Alaska, bandaça internacional do Rio Grande do Norte, momentos antes de entrarem em ação no Bananada 2017

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Mano Brown, dos Racionais, em show do seu outro projeto, o groovie Boogie Naipe, a grande atração de domingo no festival goiano

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A bombada rapper Karol Conka em dois momentos no Bananada 2017

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Três entidades do rock brasileiro reunidas no Bananada, acima o show conjunto dos goianos do Black Drawing Chalks com os Hellbenders; abaixo, Chuck Hipolitho arrebentando a bateria do Forgotten Boys, de SP

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Tulipa Ruiz recebe Liniker em sua apresentação no Bananada 2017

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Acima, Paula Rebellato comanda os teclados do assombroso grupo pós-pós-punk feminino Rakta, de SP; abaixo, momento da banda goiana Brvnks no palco-casa-do-mancha do Bananada 2017

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E fim…

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CENA – Bananada, 3 de 7 – Austin é aqui: a noite de quarta teve Far From Alaska, Black Drawing Chalks, Ventre e o escambau

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* Popload em Goiânia. A moleza de ver shows “apenas” em cinco/seis casas noturnas pequenas da cidade está acabando…

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* Não consegui ver o show conjunto tudo misturado do Ventre com o E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, no Sesc Centro, porque optei por outros baladas. Mas quem viu disse que foi o fino da bossa (veja a foto abaixo, de Ariel Martini/I Hate Flash). Esse encontro carioco-paulistano indie teria sido tão legal que as bandas pensam em repetir o formato. A ver.

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Como o Ventre e Sesc são muito mainstream para mim (brincadeirinha!), optei por ir ver o showcase da valente e velha-de-guerra Midsummer Madness no Rum, que promoveu shows das bandas Justine Never Knew the Rules, da República de Sorocaba, e do Lava Divers (MG). Guitarras desobedientes em clima shoegazer no primeiro, indie-rock mineiro absurdamente bem ritmado com baterista mulher que canta no segundo. Noite bem bacana.

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Justine Never Knew the Rules, acima, e Lava Divers, abaixo, tocam no showcase da Midsummer Madness, no bar-estúdio Rum, dentro da programação do Bananada. Mais abaixo, imagem de Ana Zumpano (Lava Divers) em ação. Fotos de Fabrício Vianna, poploader de longa data

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Enquanto os chilenos Magaly Fields e o famosinho Perrosky internacionalizavam o Rock, do outro lado do Centro uma galera ia enchendo o tradicional clube rrrrrock goiano Diablo Pub, para ver os curitibanos do Trem Fantasma, os locais Black Drawing Chalks e o cada vez mais bombado Far From Alaska, de Natal (RN). Tudo um showcase do site/festival Tenho Mais Discos Que Amigos. O primeiro grupo, do Paraná, exerceu ao vivo uma regressividade sulina que ficava melhor quando o som escapava para algo perto do psicodelismo. Tipo aqui.

Eu pago um pau para o Black Drawing Chalks, daqui de Goiânia, banda que mais se aproxima do grupão americano Queens of the Stone Age no sentido: desempenham um som na fórmula metal (80%) / stoner (20%) caprichada e parecem que estão se divertindo muito entre eles e com a turma deles. Claro, como tradição, tomaram chuva de cerveja da plateia. Sempre um prazer vê-los ao vivo. Vi apenas uma lasquinha do show da atração maior da noite, a banda nordestina Far From Alaska, que encheu seu set, soube, de músicas do próximo disco, “Unlikely”. Mais por minha culpa do que deles/delas. A parte que eu vi, um cara ao lado soltava repetidamente uma frase tipo de dez em dez segundo que parecia um mantra: “Que foda! Que foda!”. Parece que foi assim o show todo.

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Acima, a banda Black Drawing Chalks em ação no Diablo Pub. Depois, entrou em cena as meninas e meninos do Far From Alaska, de Natal, terminando de quebrar tudo. Estas duas fotos, mais a espetacular da home da Popload, são de Ariel Martini, do grande I Hate Flash, velhos parceiros

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CENA – Bananada da quarta tem Ventre e E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, juntos. Mais: chilenos, Justine e o poderoso Far From Alaska

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* Popload em Goiânia. Bananada hoje fica internacional.

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Ainda nas casas, ainda engrenando para o fim de semana bombástico, o festival recebe no Rock, nesta quarta, os chilenos Magaly Fields e Perrosky, esse já mais conhecido no intercâmbio de cenas indies daqui e de lá.

No Sesc do Centro, a partir das 20h, tem um crossover de bandas: a carioca Ventre e a paulistana E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante tocam ao mesmo tempo, numa grande jam. Em alguns momentos, uma das bandas acompanha o repertório da outra. O show “diferente” faz parte da parceria do Bananada com o Dia da Música, festival que acontece por todo o país com centenas de shows. Como característica do festival, hoje no Sesc não vai ser cobrado ingresso.

A fervura da noite, na vibe e no volume, acontece na tradicional casa roqueira Diablo Pub: o sessentista Trem Fantasma, do Paraná, abre os trabalhos de uma programação que tem o grande Black Drawing Chalks, banda da casa, e o “ousado” Far From Alaska (foto na home da Popload), do Rio Grande do Norte, que gravou o disco novo, “Unlikely”, nos Estados Unidos, graças a um belo crowdfunding para a pré-venda do álbum.

No Rum (ex-República), estúdio-bar que tem um belo palco, dois shows legais e shoegazers dividem a atenção do Bananada da quarta: a sorocabana Justine Never Knew the Rules e a mineira Lava Divers.

A programação completa e quem arma os showcases em parceria com o Bananada é a seguinte:

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Um pouco de Primavera Sound no Brasil. E feito por brasileiros

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Imagino que não seja exagero dizer que o cada vez maior-melhor-mais-concorrido Primavera Sound de Barcelona seja o festival no mundo hoje que cresce em doses cavalares, a ponto de ser o destino mais procurado pelos fãs de boa música, seja ela nova ou de vanguarda.

O festival, que acontece entre os dias 29 e 31 de maio na cidade do Neymar e do Messi, tem lá suas dezenas de atrações incríveis que vão do Arcade Fire ao National, passando pelos veteranos Pixies e Nine Inch Nails, sem deixar de lado os novos campeões de audiência Disclosure, Haim e Metronomy. Tem ainda o nosso Caetano Veloso, a volta do Slowdive e um tal Queens of the Stone Age.

Mas talvez a grande notícia que cabe ao Brasil neste festival espanhol cada vez mais plural é a armada indie verde e amarela que vai representar o nosso país por lá.
Quatro bandas brasileiras – Boogarins, Black Drawing Chalks, Móveis Coloniais de Acaju e Single Parents – farão shows no Primavera, em agito arquitetado com o festival goiano Bananada, em tour produzida pela A Construtora, empresa indie de bookings e gravações que agitam a cena local.

O mais legal disso tudo é que quem não pode ir até Barcelona ver o que os brasileiros vão aprontar por lá, pode ter um gostinho dessa conexão Brasil-Espanha uma semana antes do festival. Vai rolar o Primavera Sound Gig Brasil, com as quatro bandas se apresentando na mesma noite, a de 23 de maio, no Cine Joia, em São Paulo. Um dia antes, a balada é em Brasília, no Arena Club, sem o Single Parents, mas com o grupo de art rock português The Legendary Tigerman.

Brasil e Espanha: imagina na Copa…

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